Mostrando postagens com marcador tendência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tendência. Mostrar todas as postagens

17 de nov. de 2010

O mais influente pensador da administração da atualidade.

Gary Hamel e a Administração: do Controle à Paixão

O atual cenário mundial impõe condições competitivas cada vez mais acirradas. Saiba como Gary Hamel, um dos mais influentes pensadores da Administração da atualidade, vê estes desafios e quais são suas dicas para ter sucesso.

Recentemente Gary Hamel foi apontado pelo Wall Street Journal como o mais influente pensador da administração da atualidade. Lá do fundo do salão da HSM Expo Management 2010 eu estava prestes a saber o porquê.

Lembrando os grandes nomes da gestão do último século - como Edison, Taylor, Sloan, McGregor eDeming - Hamel explica que as recentes mudanças na Tecnologia da Administração não acompanharam o ritmo das demais revoluções pelas quais o mundo passou.

O novo cenário competitivo desenha-se implacável e, para dar o tom do desafio, Hamel lista alguns dos motivos:

1. Aceleração das Mudanças: nas duas últimas décadas a velocidade das transformações cresceu de forma exponencial. Inovações espalham-se em ritmo viral, independentemente de estarem no setor financeiro (vide a ascensão e queda dos títulos de subprime), entretenimento (iPads), ou eletrônicos (TVs de plasma, LCD, LED etc.).

Tais mudanças sugerem, continua o autor, um mundo descontínuo, onde os próprios mercados são incessantemente redefinidos por seus players - ou ao menos por aqueles que estão na vanguarda das inovações. Vejamos o caso dos celulares, por exemplo:

Evolução_Celular
Em 1983 a pioneira Motorola apresentava o telefone celular como uma ferramenta de eficiência; em 1994 foi suplantada pela finlandesa Nokia, que celebrava-o como um símbolo de estilo de vida; até 2002, quando a RIM (Research In Motion) transformou-o num escritório de bolso; para, mais tarde, ser suplantada pelos iPhones da Apple: verdadeiros computadores de mão.

O novo imperativo, dentro deste instável cenário, impõe que a antiga Vantagem Competitivaevolua intrinsecamente, ou seja, renove-se por si própria no que Hamel chama de Vantagem Evolutiva.

2. Fim das Barreiras: historicamente muitos mercados eram protegidos por fortes barreiras de entrada, como a Inércia dos Consumidores (relutância ou preguiça para mudar), Restrições de Capital (financiamentos caros e inacessíveis), Economias de escala (métodos de produção que favoreciam grandes quantidades) e Tecnologias proprietárias (marcas e patentes).

Tais restrições foram caindo paulatinamente com a crescente desregulamentação e afrouxamento de leis, bem como evoluções tecnológicas disruptivas. Dentro desta nova ordem econômica, a chave para a sobrevivência é, segundo Hamel, Impregnar a Inovação no DNA da empresa.

O checklist para verificar se a companhia realmente obedece a este imperativo compreende três perguntas que, segundo o palestrante devem ser feitas a funcionários dos escalões mais baixos das empresas:

1. Como você é treinado para ser inovador?
2. Se você tiver uma idéia, quão difícil será para pô-la em prática?
3. Alguém saberá que você inovou?

3. Diferenciação cada vez menor: com o fácil acesso às mais modernas tecnologias a diferenciação reduz-se em todos os níveis - dos produtos à fabricação.

Em tempos de engenharia reversa e comoditização do conhecimento, as empresas não podem mais dormir sobre os louros de uma inovação disruptiva, sob pena de se tornarem os próximos a sofrerem com a próxima onda de quebra de paradigma.

Da sua concepção às prateleiras, o iPhone levou apenas 18 meses para ficar pronto, juntando tecnologias disponíveis no mercado - e sendo embalado, claro, com seu inconfundível designcaracterístico, acoplado a - aí sim - algumas de suas diferenciações próprias.

Assim, a Apple conquistou 4% do market share, embora detenha sozinha 40% dos lucros do setor. Mas sua outrora única tela touchscreen já é padrão nos outros fabricantes de celulares.

O novo imperativo nesta área competitiva passa a ser, então, a Relação entre Diferenciação e Custo, isto é, quanto custa para que cada empresa possa ter acesso e disponibilizar para seus consumidores determinada diferenciação?

* * * * * * * * * *

Tais mudanças no cenário competitivo de uma empresa passam, conclui Hamel, por Inovações na Tecnologia de Administração.

Comandar_Inspirar

O antigo modelo de gestão baseia-se em Comandar seus funcionários para extrair sua Inteligência, comprando sua Dedicação e impondo sua Obediência.

Esta tríade deve ser substituída, no entendimento do palestrante, por encorajar sua Iniciativa, liberar suaCriatividade para que flua suaPaixão.

Estes três fatores são inerentes à pessoa e formam traços de sua personalidade - que ela decide se vai levar para o trabalho. Ou não. Para tal, elas precisam ser Inspiradas.

* * * * * * * * * *

No próximo texto veremos as dicas de Gary Hamel para que as empresas se preparem melhor para competir neste cenário descrito. Veremos, ainda, seus exemplos de companhias que já abraçaram as novas Tecnologias de Administração - e o os resultados que já alcançam através da nova mentalidade.

Enquanto isso, pense em que tipo de empresa você trabalha: na que Controla ou na que Inspira? Até lá!

Rodolfo Araújo | 16/11/2010 | 14h4

Mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

29 de set. de 2010

Trocando o adivinhômetro

Buscas na web ajudam a prever sucesso de filmes e músicas, diz estudo

Número de vezes que termos são digitados em sites de busca refletem vendas futuras mesmo antes de lançamento, segundo estudo.

O estudo foi feito por especialistas do centro de pesquisas da empresa Yahoo.

Termos usados em buscas na internet são um bom indicador do sucesso de filmes, canções e videogames semanas antes de seu lançamento, dizem pesquisadores.

As conclusões parecem confirmar um outro estudo, feito em abril, segundo o qual o número de menções a um determinado filme no site de microblogs Twitter pode prever quanta bilheteria o filme vai gerar em seu fim de semana de estreia.

Entretanto, em alguns casos, as previsões baseadas nas buscas não melhoram significativamente outras previsões baseadas em outros indicadores.

O estudo, feito por especialistas do Yahoo Research, o centro de pesquisas da empresa Yahoo, foi divulgada na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Método

Tomando-se como exemplo o caso de um novo filme: a equipe comparou o número total de buscas contendo o título do filme antes de seu lançamento à bilheteria alcançada por ele ao ser lançado, para tentar entender a relação entre os dois números.

Os especialistas fizeram o mesmo com singles da parada Billboard dos Estados Unidos e videogames.

Nos três casos, houve uma forte associação entre os números. Termos muito pesquisados ofereceram boa indicação de que o filme, canção ou game faria sucesso, até mesmo seis semanas antes de serem lançados.

Fórmula

Falando à BBC, Duncan Watts, um dos autores do estudo, explicou, no entanto, que "as previsões são boas ou ruins apenas quando associadas a outros indicadores".

"Existem outras formas de prever o sucesso de filmes baseadas em outros tipos de informações - em quantos cinemas o filme será exibido ou qual é seu orçamento".

"Então, para cada um dos casos, construímos um modelo - que é o que você teria (usado para prever o grau de sucesso) se você não tivesse os dados das buscas. Depois, acrescentamos o número de buscas na mistura e analisamos se nossas previsões ficavam mais precisas".

Na grande maioria dos casos, os números de buscas não trouxeram muitas melhorias aos resultados obtidos com o uso de indicadores mais tradicionais.

Um outro membro da equipe, Jake Hofman, explicou, no entanto, que os números de buscas tiveram maior influência sobre a precisão das previsões em situações onde dados sobre um produto antes do seu lançamento eram mais escassas - como no caso de videogames.

"Há situações onde você não tem boas informações vindas de fora e então as buscas são confiáveis, como no caso de videogames que não são são parte de uma série".

"E há situações onde os números de buscas produzem melhorias mínimas" (no grau de acerto das previsões).

Bola de Cristal

Comentando o estudo, Bernardo Huberman, pesquisador que obteve resultados similares relacionando volumes de menções no Twitter ao sucesso de filmes, disse que é um "bom trabalho", especialmente porque "eles têm muita informação - eles são o Yahoo".

Ele citou um outro trabalho, feito por pesquisadores do site de buscas Google, segundo o qual existiria uma relação similar entre preços de casas e volume de buscas por determinados termos.

"Milhões de pessoas estão procurando informações e nós, por podermos ter acesso aos termos pesquisados, temos condições de fazer previsões".

O pesquisador Watts, do Yahoo, comentou sobre possíveis implicações futuras dos resultados do seu estudo.

"Você pode imaginar um estudo como esse sendo expandido para outros tipos de comportamento do consumidor, pensando no número de vagas em hotéis ou em quantas pessoas vão voar para Las Vegas no fim de semana. Tudo isso está provavelmente associado a algum tipo de busca".

Huberman, no entanto, disse que cenários como esse despertam algumas preocupações.

"Em princípio, essas empresas têm a habilidade potencial de prever o comportamento de consumidores, algo que pode ser usado em seu próprio benefício ou vendido - a questão interessante é se essas informações não deveriam ser restritas".

Entretanto, para Huberman, a bola de cristal que os hábitos tecnológicos das pessoas podem constituir não é o mais importante.

"Às vezes, na vida, não é tão interessante prever o futuro, mas saber o que fazer quando você sabe como o futuro vai ser". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

29/09/2010 | 5h45

São os seus consumidores que decidem se vão usá-las para falar da empresa e de seus produtos.

Os quatro papéis da comunicação empresarial nas mídias sociais

As mídias sociais são um fenômeno consolidado no Brasil e no mundo e, aos poucos, as empresas estão se adaptando a essa realidade. Nesse processo, os executivos se dividem entre os ansiosos, que acham que a empresa já devia ter feito seu perfil no Twitter, e os conservadores, que acreditam que as mídias sociais são arriscadas, sem controle e, portanto, preferem ficar de fora.

Entre os dois grupos, a empresa deve compreender uma realidade incômoda: não é ela que decide se vai ou não estar nas mídias sociais, são seus consumidores que decidem se vão usá-las para falar da empresa e de seus produtos. Assim, só cabe à empresa controlar o ímpeto dos ansiosos e sair do imobilismo dos conservadores, se concentrando em planejar a comunicação empresarial nas mídias sociais.
Para isso, é importante primeiro entender as mídias sociais, e um fenômeno que está associado a elas: a mudança na atenção do consumidor.
O mundo das empresas sempre foi centrado na mídia, basicamente porque era ali que estava a atenção do consumidor. Através das mídias, a empresa se comunicava com seus consumidores e seus stakeholders.
Mas o consumidor mudou. A atenção do consumidor agora está centrada nas pessoas. São consumidores falando com outros consumidores sobre suas vidas e suas experiências, e também sobre as empresas e seus produtos. Para isso, eles escolheram as mídias sociais, porque ali conseguem se relacionar com outros consumidores, em que confiam e que respeitam.

Assim, as empresas têm que trabalhar com esse novo veículo de comunicação, intensificando seu foco nas mídias sociais, com estratégias baseadas em pessoas e em relacionamento, ou melhor, no relacionamento com uma rede de pessoas.
Mas o fenômeno das mídias sociais vai além da simples mudança de foco do consumidor. Nelas, as pessoas são ao mesmo tempo produtores e consumidores de informações, profissionais e indivíduos, consumidores falando de produtos e colaboradores falando de suas empresas e empregos. Essa pluralidade, além dos aspectos de marketing e de comunicação, levanta questões éticas em torno do papel das pessoas enquanto colaboradores de uma organização.


Uma empresa não pode trabalhar nas mídias sociais pensando somente em consumidores. É preciso entender que não há fronteiras entre os papéis dos indivíduos. Seus colaboradores também usam as mídias sociais em suas casas. Ignorar essa pluralidade de papéis é tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.

Portanto, as empresas têm o desafio de planejar a comunicação empresarial de forma integral, observando não só a mudança de foco do consumidor, mas também a pluralidade de papéis que ele exerce nesse meio.
A nova comunicação empresarial deve abranger as mídias sociais, e todos os papéis que um indivíduo pode ocupar: Consumidor, Colaborador, Gestor e Influenciador.
Um mesmo indivíduo exerce cada um desses papéis para diferentes organizações. Ele é consumidor de algumas empresas, é colaborador da sua empresa, gestor de informações e de conhecimento da empresa e de terceiros e, finalmente, influenciador nas suas redes sociais.
Assim, é preciso ir além do discurso das mídias sociais como simples ferramenta de marketing, e planejar a comunicação empresarial considerando estes quatro papéis:

  1. Gestão da comunicação empresarial: focada no mercado e nos stakeholders, estabelecendo a presença da empresa nas mídias sociais, com monitoramento, comunicação institucional e gerenciamento de crises.
  2. Gestão do marketing digital: focada no consumidor, estabelecendo o relacionamento da marca com seus consumidores, criando fãs da marca e um atendimento pessoal e diferenciado.
  3. Gestão da comunicação pessoal: focada nos colaboradores, nas questões éticas e de responsabilidade no trato com suas redes sociais pessoais, treinando as pessoas para que entendam seu papel nas mídias sociais, e sua capacidade de ajudar ou de prejudicar a marca.
  4. Gestão do conhecimento: focada na circulação das informações e do conhecimento, mudando o paradigma da comunicação interna, saindo do foco na gestão de TI e no e-mail e abrindo caminho para novas estratégias colaborativas, mais eficientes e inovadoras, baseadas em mídias sociais corporativas internas.

Atuando nesses quatro papéis, a empresa pode desenvolver seu planejamento de comunicação empresarial nas mídias sociais, permitindo que a nova cultura seja incorporada pela organização de forma orgânica e segura, e evitando as armadilhas e as crises nas quais muitas organizações têm caído por falta de preparo.

28 de set. de 2010

Tablet or not tablet: a dúvida cruel nessa terra de gigantes.

Enquanto fabricantes aos quatro cantos correm atrás da Apple, que lançou o primeiro tablet, todo dia pipoca aqui ou ali uma nova versão. E é sobre essas versões que surgiram que vou postar. Algumas grandes farão apostas cujo resultado já se prevê. Ou faz melhor, ou oferece mais vantagens. Estamos pisando na terra das gigantes empresas de informática. No final uma surpresa.

 tablet IPAD

Apple Ninguém é bobo de perder a fatia que Steve Jobs ofereceu quente para ser abocanhada depois da recepção positiva do conceito iPad. Desde seu lançamento, em abril deste ano, já foram vendidos em torno de 3,3 milhões de unidades durante no segundo trimestre, levando a Apple ao posto de 3ª maior empresa no mercado de computadores portáteis. Bem, se até agora vendeu isso tudo dá para chutar uma previsão para 2011? Nada menos que 28 milhões. Entre suas principais características são a tela de 9,7 polegadas (o mesmo dos netbooks mais populares) disponibilizando mais espaço para desenvolvedores trabalharem na criação de aplicativos que potencializam os recursos e funções do dispositivo. O display do iPad possui uma resolução de 1024x768 e a bateria agüenta até 10 horas de exibição de vídeo.

 

samsung

A Samsung tirou o seu da prancheta  e abriu as cortinas para mostrar seu Galaxy na recente da IFA 2010, feira internacional de eletrônicos e utilidades domésticas que aconteceu na primeira semana de setembro em Berlim, na Alemanha. A diferença? Pelo vídeo abaixo, vai dar para perceber poucas no design. Primeiro não tem a cobiçada maçã na logo, depois o sistema operacional é o Android 2.2 da Google, mas permite ligação e vídeo conferências. E experiência e portfólio de produtos na área de vídeo e fotografia não falta à sul coreana.  Mas tem outras significativas a favor do iPad e vale acessar esse site para comparar um com o outro.`Aliás essa mania de "benchmarketing" deles está visível no celular Omnia 2 que tem lembra em muito o iPhone.


 

dell

Tablet Dell

Terça-feira passada (25) Michell Dell anunciou o lançamento de seu tablet batizado de "Streak". Para competir com o iPad, o Streak vem com câmera frontal para vídeo conferência e principalmente faz chamadas como telefone celular. O dispositivo terá tela sensível ao toque de 5 polegadas, processador Snapdragon de 1 GHz da Qualcomm, 2 GB de capacidade de memória, 32 GB de memória sólida, câmera de 5 megapixels. O Streak terá, também, conexão 3G, 802.11b/g Wi-Fi e Bluetooth 2.1.Em sua estréia, rodará o Android 1.6, mas poderá receber upgrade da versão 2.2 do sistema operacional do Google (Fonte: Oficina da Net).

Mercado médico - A saúde é um dos grandes focos da Dell. Por isso investiu 3,9 bilhões de dólares no ano passado para adquirir a Perot Systems, que tem uma forte base junto a clientes de saúde e atende à maioria dos hospitais e sistemas hospitalares dos Estados Unidos. Ele permite que médicos obtenham informações sobre pacientes e fichas médicas eletrônicas enquanto realizam seu trabalho diário.

 

hp

Muitos devem estar se perguntando: e aí, a grande HP dormiu no ponto? Ela pensou: o que posso oferecer de diferente? E o estalo: Um pacote .. claro!!!!

Esse tablet, que também usa o Android 2.1 vem com impressora junto. Ué .. que coincidência né? Logo impressora? :P Mas o preço no mercado estadunidense é encarável: 400 dólares. Tem junto o eStation vem com busca do Yahoo, email do Yahoo, tudo do Yahoo, app de Facebook e player de música, mas nada de GMail ou Android Market. Só? Pois é .. pelo que li na net .. Mas .. mas … veja bem, você pode imprimir livros do Nook, mapas do Bing, emails do Yahoo, receitas e uma pá de coisas que você pode acessar diretamente pelo tablet. Então, apesar de você poder desconectar ele e aproveitar as suas de 4 a 6 horas de bateria, ele não terá jogos ou acesso a conteúdo – as coisas que impulsionam as vendas do iPad. Será que vai pegar?? Eles acham que sim, mas nós já temos um previsão não é?

Tablet HP

 

Faltou alguém? Sim, a estrela dos Smartphones:

rim-blackberryQuem deu o furo foi o jornal norte-americano Wall Street Journal que preferiu não citar fontes. A previsão é que a Research in Motion (RIM) apresente seu tablet na conferência BlackBerry Developer Conference nessa semana em São Francisco e lance até o final do ano no mercado. Rumores indicam que o provável nome será BlackPad. Não lembra alguma coisa? Hehe.

Tablet RIM

Segundo a notícia, o tablet terá uma tela touchscreen de 7 polegadas com 1 ou 2 câmeras embutidas, mas sem o recurso de telefonia e acesso à Internet somente via Wi-Fi. Mas em em vez de usarem o Android ou o novo sistema operacional BlackBerry 6, o dispositivo deve rodar um novo software desenvolvido pela QNX Software Systems, empresa adquirida pela RIM no início deste ano. Apesar de nada ser confirmado ainda pela fabricante canadense, já se sabe até quem fabricará o tablet: a Quanta Computer Inc de Taiwan. Os chips são da Marvell Technology Group Inc. (Fonte: Inside Techno)

 

Ufa, muita coisa né? Bem, esses é o que tenho notícia. Mas tem mais uma italiana que está entrando no páreo. Pois é. E Itália lembra o que? Pizza!! Comida!!

Alessi

A proposta do tradicional fabricante de utensílios de cozinha Alessi é bem original e foi desenhada por Stefano Giovannoni e será produzido pela Promelit.O design elegante acompanha a linha discreta das cozinhas modernas.Ergonomia preparada para facilitar a consulta dos conteúdos, como uma receita ao lado do fogão. Por isso tem inclinação de 30 °, ideal para ser visto com postura ereta e apoiar o plano de trabalho.

O AlessiTab tem sistema operacional Android 2.1 com tela touchscreen de alta definição de 10,1 polegadas (iPad tem 9,7) e os ícones da interface gráfica desenvolvidos pelo próprio Stefano. A capacidade de armazenamento do AlessiTab é de 1 GB e ele possui sintonizador de TV digital DVB-T, Wi-Fi b/g e uma saída HDMI. Outras características incluem suporte para IPTV, vídeo e áudio junto com webcam, microfone e alto-falantes. O AlessiTab também apresenta entrada para USB e cartões SD, bateria com duração média de seis horas, um suporte para encaixá-lo e acelerômetro integrado para autoalinhamento da tela. Fornece notícias, informações meteorológicas pela Epson, as receitas provenientes de Prata Colheres de Editoriale Domus, 13.000 estações em todo o mundo RadioTime, nutrição informações INRAN Instituto, a apresentação DOKI sistema de automação residencial para um novo conceito. (Fonte: WebNews)

 

android1

A impressão que dá, é que a grande favorecida nessa história de tablets é mesmo a Google com seu sistema operacional, presente em todos os lançamentos. Aliás, hoje o Android é o sistema mais presente em celulares e impressiona sua rápida ascenção, lembrando que a Google não tem tradição em sistemas operacional. Registre-se, não tinha.


 

Pesquisa e texto: Claus Jensen

25 de set. de 2010

Existem muitos projetos que provavelmente não sairão do papel, e outros que verão a luz do dia.

As tecnologias que vão tentar mudar a energia no mundo

Não são tecnologias saídas de filmes de ficção científica, mas são inovações que vão contribuir para que um dia a produção e o consumo de energia mude.

Ilhas flutuantes que produzem todo o tipo de energia, painéis solares a rodear o Planeta Terra de onde enviam electricidade. Ficção ou realidade? Ficção mas, talvez um dia, realidade.

Existem muitos projetos que provavelmente não sairão do papel, e outros que verão a luz do dia. Mesmo que sejam apenas uma pequena peça num complicado puzzle de produção ou distribuição de energias limpas.

É que quando se fala de inovação, não se está a falar (só) de grandes projectos que mais parecem saídos de um livro de ficção científica. Muitas vezes, a inovação de que se fala na área das energias limpas tem que ver com coisas que, à partida, parecem mais insignificantes, mas não o são, como é o caso dos ‘softwares' de gestão inteligente de redes.

"Há uma panóplia de soluções do lado da oferta e do lado da procura e a necessidade de desenvolver metodologias na pesquisa das melhores soluções integradas. Isto muitas vezes é referido como o ‘mix' das renováveis", explica Teresa Ponce de Leão, presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG)

Irina Marcelino | 22/09/10 | 00h05

É dessa forma que vivem as classes A e B

Crescimento dos ricos aquece mercado de mansões acima de R$ 2 milhões

Valores do metro quadrado são negociados acima de R$ 10 mil; 75% das vendas são casas

É um público que gosta de um bom tratamento, sem preocupação com as contas no final do mês. Atrás de conforto, os brasileiros da classe A (com renda acima de R$ 10 mil) moram em casas de milhões de reais, fogem do trânsito caótico em helicópteros de luxo e terceirizam os cuidados com a casa - dos serviços pessoais ao orçamento doméstico.

Veja fotos de vários sonhos de consumo dos novos ricos

É dessa forma que vivem as classes A e B - que em 2014 devem ser 16% da população (cerca de 31 milhões de pessoas), o dobro do que eram em 2003.

No mercado de imóveis de luxo isso é bem claro. No ano passado foram vendidos 36 imóveis de altíssimo padrão - parece pouco, mas os valores envolvidos em cada transação variam entre R$ 2 milhões e R$ 17 milhões. Neste ano, só até maio, foram negociados 31 imóveis, e os valores também subiram, variando entre R$ 3 milhões e R$ 20 milhões.

Segundo a Imóvel A, corretora especializada em imóveis de luxo, apartamentos novos de alto padrão já são negociados bem acima dos R$ 10 mil por metro quadrado, desde o ano passado - e, dos imóveis negociados em 2009, 75% foram casas e 25%, apartamentos.

Na avaliação da empresa, o aumento da demanda reflete o crescimento da classe A e também da estabilidade da economia brasileira atualmente.

Para José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado), o mercado de imóveis de luxo não sofre muita variação, porque está sempre aquecido. Segundo ele, quanto melhor a situação econômica do país, melhor fica a desse mercado.

A oferta de recursos para financiamento também ajuda esse segmento, destaca Viana; muitas vezes, diz, um negócio deixava de ser feito “porque o comprador não queria retirar recursos de sua empresa, por exemplo”.

Mas um negócio com um imóvel de R$ 10 milhões é feito normalmente em oito ou dez parcelas, com uma entrada, e nunca em mais de 24 vezes, diz Viana.

O mercado é aquecido, diz ele, porque são negócios raros - não é muito comum a venda de uma mansão desse valor – e os clientes em potencial, além de poucos, em geral se conhecem, e uma mansão à venda no Morumbi (região nobre da capital paulista) fica “famosa rapidamente”.

Os negócios nesse segmento são feitos, inclusive, de certa forma, “à moda antiga”, diz Viana: basta a palavra dada, há pouca papelada envolvida e vale a confidencialidade - um corretor que “vaze” uma informação assim acaba desacreditado permanentemente no mercado.

Vinicius Albuquerque | 25/09/2010 | 12h22

 

23 de set. de 2010

O Jovem e o consumo político

Como pensam os jovens consumidores

Estudo traça o perfil de consumo de moradores do Rio e de São Paulo, entre 16 e 25 anos

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 23/09/2010



A maioria dos jovens brasileiros está satisfeita com a relação de consumo que tem com produtos e serviços. Segundo o estudo “O Jovem e o consumo político”, 77% nunca se sentiram desrespeitados enquanto consumidores. De acordo com o levantamento, 84% dos entrevistados jamais fizeram reclamações exigindo seus direitos e 97% nunca abriram uma ação de reivindicação contra alguma empresa. Dos 402 entrevistados, 52% se consideram informados sobre os direitos do consumidor. No entanto, 62% afirmaram não conhecer o Código de Defesa do Consumidor.
Foram entrevistados moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo, com idades de 16 a 25 anos, sendo a maioria de 20 anos, e com renda média de R$ 998,00. O material ressaltou a importância dos clientes se informarem sobre as empresas dos produtos consumidos. Sessenta por cento disseram que o cidadão tem a responsabilidade pessoal sobre as escolhas de produtos e serviços, contra 12% que discordam da afirmação.
Sessenta por cento dos jovens também acreditam que o consumidor pode influenciar a sociedade mudando produtos e empresas que não estão preocupados com questões ambientais, éticas e sociais. Entretanto, 38% dos pesquisados afirmaram não ler os rótulos dos produtos.
  brasileirosJovens se consideram bem informados
Dos 62% que disseram observar as embalagens, a principal informação, considerada por 92,8% dos jovens, é a validade. A marca vem apenas em segundo lugar, com 51,8%, seguida pela composição (47,4%). “É importante lembrar que quando falamos sobre alimentação alguns elementos sobressaem mais do que quando estamos abordando roupas, por exemplo”, aponta Lívia Barbosa (foto), Diretora do Centro de Altos Estudos da ESPM, durante o 5º Encontro Nacional de Estudos do Consumo, no Rio de Janeiro.
Os jovens também se consideram bem informados. Quando questionados sobre áreas que conhecem acima da média, o primeiro assunto é o esporte (42%), seguido por música (31%), moda (18%) e cinema (12%). Política e meio ambiente são temas que despertam pouco interesse nesses consumidores, com 6% e 5%, respectivamente.
A TV aberta continua sendo a principal fonte de informação desses jovens. Depois aparecem a internet e os colegas e amigos, citados espontaneamente pelos entrevistados. “A percepção desse jovem de que está bem informado está relacionada especificamente às áreas de lazer e entretenimento”, explica Lívia.
Brasileiros não se interessam por política
O baixo nível de interesse desses consumidores pela política também se manifesta no consumo, mostrando-se pouco engajados quando o assunto é aprofundar-se em relação aos produtos. A maioria deles (76%) interage frequentemente com o que a internet oferece e 60% têm algum tipo de perfil nas redes sociais. A web, no entanto, ainda é usada para pesquisa de preço por grande parte dos internautas. “A maioria não utiliza a ferramenta para avaliar a qualidade dos produtos a serem adquiridos”, explica a especialista.
Esses jovens também não demonstram iniciativa – contra ou a favor – em relação às marcas. A maioria esmagadora (96%) nunca participou de um boicote a um produto ou uma empresa. O mesmo acontece quando indagados sobre um “buycott”. Oitenta e um por cento disseram nunca ter comprado um produto com a intenção de premiar uma empresa que julga virtuosa do ponto de vista ambiental ou em relação à qualidade, por exemplo.
Grande parte dos pesquisados (86%) desconhece o significado do termo comércio justo, um dos pilares da sustentabilidade, que busca a formação de preços justos e padrões sócio-ambientais equilibrados nas cadeias produtivas. Daqueles que disseram não conhecer o conceito, 44% optaram pela alternativa errada (“comércio regulado pela organização mundial do comércio”).
Quase a metade (51%), no entanto, afirmou ter comprado algum produto do comércio justo, enquanto, no geral, 34% disseram comprar produtos verdes. “São Paulo tem um comportamento expressivamente diferente, 45% dizem ter consumido produtos orgânicos”, diz Lívia.


30 de ago. de 2010

Grifes apostam em ações de Marketing que exploram os sentidos dos consumidores em seus pontos-de-venda

Música, cheiro e tecnologia para aumentar as vendas




Marcas como Osklen, Via Mia, Essencial e Reserva investem em ações de music branding e marketing olfativo para promover experiências


Ter bons produtos na vitrine não é mais suficiente para alavancar vendas e trazer a identificação do público. Cada vez mais, grifes apostam em ações de Marketing que exploram os sentidos dos consumidores em seus pontos-de-venda e que podem se estender, levando para as casas das pessoas a experiência da marca. Novidades para atrair a visão e outras que aguçam o olfato e a audição dos consumidores são essenciais nesse processo. Para isso, marcas como Osklen, Essencial, Via Mia e Reserva investem milhares de reais em iniciativas de music branding, Marketing olfativo, manequins personalizados e até softwares com ações inusitadas. 


Cada passo nesse sentido é parte de uma grande estratégia de Marketing realizada, não só para atrair compradores, mas também como parte indissolúvel da história que a coleção de roupas que está nas araras carrega. É o caso da trilha sonora das lojas, que costuma ser desenvolvida a cada estação. A Osklen, pioneira em iniciativas desse tipo, começou a se destacar no mercado em meados dos anos 1990 com seu estilo carioca e investiu também na música como forte elemento de sua identidade. 

“Temos exemplos simples como o ‘Plim Plim’ da Globo e a vinheta da Intel para provar o quanto a percepção do som é importante na criação e no reforço da identidade das marcas”, explica Pedro Guerra, sócio da Gomus, que desenvolve trabalhos para a Osklen. Para o desenvolvimento de um serviço como esse é necessário um briefing detalhado sobre a marca e as intenções do cliente, uma análise do PDV, sua arquitetura e design. “Precisamos analisar isso tudo para que a música trabalhe de forma integrada com a loja”, explica o profissional em entrevista ao Mundo do Marketing. Analisar o cotidiano da loja também é essencial. “Dias de mais movimento como em liquidações pedem músicas mais animadas”, afirma o profissional que desenvolve ainda trilhas para marcas como Aüslander e O Estúdio. 

Mais que música ambiente
Outra empresa que trabalha criando trilhas sonoras para marcas é a Rádio Ibiza. Com mais de 500 clientes em diversos segmentos, somando 3.500 pontos, a empresa tem como objetivo desenvolver programação musical exclusiva de acordo com o posicionamento estratégico do cliente e um estudo prévio do público-alvo da marca. “A música ajuda a vender o conceito da marca e manter uma conexão emocional com o consumidor”, diz Pedro Salomão, Diretor Executivo da Rádio Ibiza.  

Além da trilha do dia a dia, a Rádio Ibiza também fica atenta a ações especiais que possam ser realizada nos pontos-de-venda, como a “Hora do Jazz”, que aconteceu nas lojas Essencial, da Mary Zaide (foto). A empresa identificou o público da marca como homens viajados e cultos e notou que o jazz era um ritmo que atraía esse consumidor, embora ele não caracterizasse o ambiente da loja. Por isso, um horário especial diário foi reservado ao ritmo nos pontos-de-venda. “O jazz foi colocado propositalmente no fim do dia, pois não é agitado e combina com esse horário”, explica Salomão. 

 A Rádio Ibiza também é responsável pela trilha que toca nas lojas da Via Mia (foto). Para a coleção passada, a agência mixou sons de caixinhas de música que viraram vinheta nas unidades da rede e na abertura de seu hotsite. “Nós não vendemos apenas o produto, mas também o cheiro da loja, o visual merschandising e a música. Tudo isso é importante para montar a história que queremos contar”, garante Alice Urbanetto, responsável pelo Marketing da grife de calçados e acessórios. 

Do nariz ao sistema nervoso
Se o music branding pode ser encarado como a evolução da música ambiente, a Gomus já trabalha em uma forma mais exclusiva ainda para essa ferramenta. Em vez de trilha para coleções, um projeto da agência traz músicas para cada peça de roupa. A ação é possibilitada por um dispositivo colocado na etiqueta. “No provador, a pessoa tem que se imaginar no local onde ela vai usar a roupa, a trilha personalizada ajuda isso, levando a experiência musical até para esse momento”, garante Pedro Guerra.
A experiência promovida pelo Marketing sensorial se completa com o Marketing olfativo. “O olfato é a forma mais eficaz para acessar o sistema límbico (responsável pelas emoções) de uma pessoa, por isso é importante trabalhar o aroma, especialmente se ele for exclusivo”, explica Fátima Leão, proprietária da Camaleão Olfative Marketing, que cobra R$ 20 mil para desenvolver aromas exclusivos que podem passar diversas emoções como alegria e acolhimento, de acordo com o desejo do cliente.
Depois de pesquisas e testes com seus clientes, a profissional espalha o aroma em pontos determinados da loja, levando em conta fatores como a arquitetura do local e as correntes de ar. “No momento em que você atrai a pessoa olfativamente, ela se sente bem e fica mais tempo dentro da loja”, garante Fátima, que acredita que o custo do trabalho se pague rapidamente com o aumento das vendas e da força da marca. Além disso, algumas lojas vendem seus perfumes em vidros para que consumidores possam levar aquela sensação e, é claro, a marca para suas casas. 

O bom e velho visual

Entre os principais clientes da Camaleão está a Lita Mortari, grife de roupas femininas com cinco unidades em São Paulo. “Queríamos que nossas clientes se sentissem acolhidas dentro da loja e conseguimos isso com o aroma. Mas sabemos que apenas esse detalhe não basta se o produto não for de qualidade”, garante Eliana Penna Moreira, Sócia-Diretora da marca.

Para promover o produto, o apelo visual também não poderia ser exceção nesse trabalho. Primeira a chamar a atenção do cliente, a vitrine pode contar com técnicas de Visual Merchadising cada vez mais elaboradas, mas os bons e velhos manequins nunca estão fora delas. Prova disso é a Expor Manequins, presente nesse mercado há 41 anos. A empresa paulistana é a líder do ramo na América Latina, vendendo cerca de 30 mil manequins por ano.  

Mais do que simples bonecos, eles também podem ajudar a formar a identidade da marca. Por esse motivo a empresa realiza um estudo sobre o público da marca e seu perfil para decidir o modelo mais adequado. “Uma vitrine corresponde a 70% da atratividade da loja por causa disso um manequim bem apresentado é o melhor vendedor que uma grife pode ter, isso se ele estiver encaixado no conceito da marca”, afirma Marcos Andrade, Diretor da empresa. 

Com a ajuda da tecnologia
A cada ano, a Expor Manequins cria diferentes coleções de bonecos de acordo com as exigências do mercado, mudanças em padrões de beleza e evoluções de materiais. Entre seus últimos lançamentos estão manequins transparentes com luzes de led – destaque de vendas da empresa no México - e as E-Models. Desenvolvidas a partir do scaneamento de modelos reais, as bonecas são réplicas de seus rostos e corpos. O sucesso da novidade chamou a atenção da C&A que encomendou “cópias” da modelo Isabeli Fontana (foto) para promover a coleção criada para a rede. 

A tecnologia também pode ser uma aliada na hora em que o desejo é dispensar o manequim. Por isso, uma ação da grife Maria Filó permitiu que as consumidoras pudessem experimentar peças da coleção em suas casas. Um software desenvolvido pela agência A Bendita com um dispositivo de realidade aumentada permitiu a ação. 

 O serviço foi utilizado para comunicar a coleção Arquipélago, que tinha como peças promocionais camisas criadas por quatro designers com estampas que retratavam a inspiração para a linha que podiam ser “experimentadas” caso as consumidoras tivessem um computador com webcam. Um dispositivo sensível ao movimento permitia que a roupa fosse “trocada” com um movimento das mãos. 

“O resultado foi positivo e a coleção esgotou em uma semana”, conta Bruno Granato, diretor de criação da Bendita.  A partir do sucesso dessa ação A Bendita utilizou o recurso ainda para a Globo News na divulgação de uma série de documentários sobre Copa do Mundo, que permitia aos internautas experimentarem camisas utilizada em Copa anteriores. Já para a Rede Globo, a agência atuou na promoção da novela Ti-Ti-Ti. No site do folhetim, os usuários podiam experimentar diferentes cortes de cabelo ou se imaginarem como capas da revista fictícia Moda Brasil através do mesmo sistema. E assim entre experimentar roupa a distância, sentir o cheiro e ouvir sua música as marcas esperam aumentar suas vendas.
Rayane Marcolino | 11/08/2010

29 de ago. de 2010

Já que fica muito caro comprar e manter, porque não compartilhar?

Ricos compram casas, veleiros e jatos em sociedade

Modelo de compra compartilhada, em que um bem ou imóvel de alto luxo pode ser comprado por um grupo, avança no mercado brasileiro

Comprar uma casa de praia às margens do mar verde da Costa do Sauipe, um veleiro ou um jatinho está deixando de ser privilégio de multimilionários. O modelo de propriedade compartilhada, em que um bem ou imóvel de luxo pode ser adquirido em conjunto por um grupo de pessoas, passa a ser visto com menos desconfiança pelos brasileiros e, com isso, mais empresas entram nesse mercado para disputar um público de alto poder aquisitivo.

A oportunidade de empreender nesse segmento foi percebida pela família de velejadores Schürmann durante seminários que promovem para empresários. "As pessoas viam os veleiros e queriam conselhos para comprar um, mas se assustavam quando dizíamos o preço. Foi então que tivemos o estalo de abrir um negócio tendo como base o compartilhamento", conta David Schürmann, um dos sócios da Schürmann Yachts.

A empresa começou este mês as vendas de cotas de veleiros Jeanneau Sun Odissey 42i, um dos mais luxuosos do mundo, de 13 metros de comprimento, com três cabines e dois banheiros. Se uma pessoa fosse adquirir um barco desses na França, onde é fabricado, teria de desembolsar 250 mil (em torno de R$ 560 mil). Para trazê-lo ao Brasil, o custo subiria com o seguro internacional e taxas de importação. Por meio da compra compartilhada, cada um dos quatro cotistas desembolsa 90 mil.

A cota dá o direito de utilizar o veleiro 84 dias por ano, com contrato vigente por cinco anos. A empresa terá bases em Angra dos Reis (RJ), Ubatuba (SP) e Salvador (BA). Um sistema de intercâmbio permite que os donos usem barcos de qualquer uma das bases. "Esse modelo funciona bem no exterior. Na Europa, pessoas dividem bolsas caras e no Japão já compartilham até animal de estimação. Acredito que o negócio vai dar certo aqui", diz Schürmann.

Imóveis. No setor imobiliário, o modelo de compartilhamento está ganhando novas nuances. Depois do sucesso do sistema de time share - em que cada cotista tem o direito de usar o imóvel por um tempo determinado, mas não detém a propriedade -, surgem no País os primeiros empreendimentos do tipo fractional (fracionado). A novidade é que o comprador se torna uma espécie de "acionista" do imóvel. Pode até mesmo passar a fatia que detém naquele bem para seus herdeiros.

Um dos empreendimentos a usar o sistema é o Quintas Private Residences, conjunto de casas de luxo na paradisíaca Costa dos Coqueiros, no litoral norte da Bahia. Cada unidade é composta por quatro suítes, deck, piscina e espaço gourmet, em uma área de cerca de 300 metros quadrados. As frações saem por R$ 180 mil.

São 12 proprietários com direito a utilizar a casa durante um mês por ano. Quem quiser comprar uma unidade sozinho precisa dispor de R$ 1,3 milhão.

O empresário Jailson Couto Pinheiro, 33, dono de uma rede de postos de combustíveis, adquiriu uma fração há dois meses. "Fui abordado por uma promoter na região e ganhei uma cortesia para conhecer o local. Gostei muito do que vi. É comparável a um hotel cinco estrelas", conta Pinheiro.

Empolgado com a estrutura do local, ele comprou mais uma fração de outra residência. "Além da minha família, poderei levar amigos", diz o empresário, pai de quatro filhos.

O Quintas Residences é afiliado à RCI, empresa especializada em intercâmbio de férias, o que permite aos proprietários trocar seus dias de lazer na Bahia por outros destinos no mundo. No Brasil, a RCI estima que as vendas de propriedades compartilhadas subam mais de 50% este ano ante 2009. "A expectativa é de que 25 mil famílias entrem nesse sistema este ano", diz Maria Carolina Pinheiro, gerente de desenvolvimento de novos negócios da empresa.

"O brasileiro está perdendo o receio da compra compartilhada. Ele está viajando mais para o exterior e vendo que esse modelo funciona lá fora", diz Maria Carolina. A disseminação do modelo é uma nova manifestação do mercado de luxo no Brasil, avalia o professor do Ibmec-RJ Leonardo Barbosa. "O segmento de luxo é muito focado em varejo, como bolsas e roupas, e a compra compartilhada é voltada para produtos ligados a serviços, que têm muito espaço para crescer."

Atenta ao potencial do mercado, a Helisolutions, que já oferecia helicópteros nesse sistema, entrou agora no mercado de jatinhos. A empresa oferece uma aeronave Phenom 300, da Embraer, com capacidade para até 10 passageiros, por cotas de US$ 3 milhões, valor três vezes inferior ao seu preço total. "Além da dissolução desse valor, diminuem-se os gastos com manutenção praticamente pela metade", explica Rogério Andrade, presidente da empresa.

29/08/2010 | 0h00 



25 de ago. de 2010

Lançamento de carro novo por rede social

Ford lança New Fiesta pelo Facebook

Carro é o primeiro do Brasil lançado na rede social

Fase de pré-lançamento
inclui dez filmes exclusivos
para a internet e dois para a TV
São Paulo - Ford Brasil faz campanha de lançamento do New Fiesta focada em mídias sociais. O principal pilar da campanha será o Facebook, o maior site de relacionamento do mundo.

Com perfil aberto New Fiesta Stories, a montadora apresenta ao consumidor todos os detalhes de seu carro global. A fase de pré-lançamento inclui dez filmes exclusivos para a internet e dois para a TV. Os filmes serão gravados com pessoas comuns, que serão abordadas nas ruas por uma equipe de filmagem e serão convidadas a experimentar uma nova história com o New Fiesta.

A página trará ainda novidades sobre a campanha e "posts" informativos sobre o produto que destacarão os atributos da marca.

A campanha da JWT converge todas as ações para o perfil do carro no Facebook e lá interage com sua rede social para ganhar maior visibilidade.

A campanha de lançamento prevê também exposição do carro nas ruas, em locais estratégicos para mostrar a reação do público, projeções no carro e um show exclusivo da banda Chromeo no Brasil.

25/08/2010 | 13h43

17 de ago. de 2010

Um raio X de sua mente.

Martin Lindstrom detalha o neuromarketing




Autor do best-seller A Lógica do Consumo explica o que é exatamente o neuromarketing e suas aplicações




Nada parece mais complexo no ser humano do que sua mente. Abrigo de recordações, usina de ideias e caldeirão de emoções, seu funcionamento é enigmático e realizam-se cada vez mais pesquisas para decifrar seus segredos com o objetivo de aumentar o prazer, diminuir a dor ou, até, alterar a memória.

É isso que acontece, por exemplo, no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Os personagens protagonizados por Kate Winslet e Jim Carrey vivem uma paixão intensa e, quando esta acaba, querem limpar todo o rastro dos momentos compartilhados. Primeiro ela e logo em seguida ele contratam os serviços de um especialista em apagar memórias. Carrey se deita em uma cama e, a seu lado, o ajudante do especialista observa, na tela do computador, os dados que chegam do cérebro do personagem e vai eliminando, uma a uma, as imagens da ex-namorada.

A cena pertence à ficção, mas o uso de avançados equipamentos tecnológicos com o objetivo de traçar um mapa da mente já é realidade em laboratórios de diferentes partes do mundo. Uma experiência que durou três anos, envolveu cerca de 200 pesquisadores e mais de 2 mil voluntários e custou aproximadamente US$ 7 milhões foi comandada pelo especialista de marketing Martin Lindstrom. A maioria dos participantes era proveniente dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e China.
O objetivo foi entender como o inconsciente influencia o comportamento do consumidor e o resultado da pesquisa foi o livro Buyology, algo como “compralogia”, lançado no Brasil como A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras sobre Por que Compramos (ed. Nova Fronteira). Na entrevista a seguir, concedida com exclusividade a HSM Management (e publicada agora pelo Mundo do Marketing), Lindstrom descreve os resultados do estudo e explica porque o neuromarketing pode ajudar a reverter o índice de 80% de fracasso nos lançamentos.

Alguns falam que está havendo uma transformação profunda na maneira de pensar dos consumidores nos
últimos anos. O sr. concorda com isso?
Sim, os consumidores de minha geração, ou seja, os que têm por volta de 40 anos, incorporaram um novo “marcador somático”. O que é isso? É como um sinalizador no cérebro, que serve para conectar uma experiência ou emoção a uma reação específica. Ocorre algo similar ao que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Quem sofreu com a escassez de alimentos e aprendeu a armazená-los durante o conflito manteve, mesmo depois de assinado o armistício, o hábito de fazer provisões – para o caso de estourar uma nova guerra. Minha geração nos Estados Unidos não foi afetada por tal experiência e não tinha esse marcador somático.
No entanto, no último ano e meio, a derrocada de ícones considerados estáveis, como o banco Lehman Brothers, produziu nessa geração um forte choque, que não será esquecido, e modificou seu comportamento de compra. Tais pessoas já não gastarão tanto dinheiro como o faziam no final de 2007. Talvez aconteça algo semelhante com quem viveu tempos turbulentos em economias emergentes. E, na prática, isso significa que, antes de comprar um produto, é provável que as pessoas procurem ofertas especiais e descontos. Como padrão, além disso, os consumidores buscarão retorno funcional e conexão emocional com a marca.

Mas como ficaram as emoções dos consumidores nessa história? Aumentou o sentimento de culpa? O medo?
O medo. É lamentável, mas o medo está se transformando no impulsionador primário de muitas marcas e vem sendo incluído de várias formas nas campanhas publicitárias nos mercados norte-americanos e europeus. Por exemplo, anúncios que dizem “Se você não comprar esta marca, terá problemas” ou “Se não usar este produto, perderá popularidade”. Muitos setores de atividade, entre eles o farmacêutico, o de brinquedos e o de seguros, recorrem ao medo de maneira estratégica. E ainda há o medo de perder o emprego ou de falir, no caso dos empreendedores. O problema não é falta de dinheiro para comprar, mas o medo.

O que as empresas têm de fazer é adotar estratégias que revertam essa situação. Por exemplo, nos Estados Unidos, algumas montadoras vêm garantindo aos clientes que seu dinheiro será devolvido se eles perderem o emprego. É o que fez a coreana Hyundai, cujas vendas aumentaram mais de 10% em 2009, indo totalmente contra a corrente do mercado automobilístico. E, diferentemente do que alguns acreditavam, até esta nossa conversa, nenhum automóvel foi devolvido.

Imagino que as marcas de luxo fiquem mais vulneráveis nessa situação, ao menos nas economias maduras. Mas algumas marcas de luxo parecem não sentir o impacto, como Hermès. Por quê?
No caso de Hermès, as carteiras, por exemplo, contam com grandes listas de espera de clientes. Eles esperam entre dois e três anos para receber uma carteira da grife. Quem já esperou todo esse tempo não vai cancelar o pedido. A Louis Vuitton, por sua vez, fez várias coisas inteligentes. Em primeiro lugar, empreendeu uma grande aposta no mercado chinês, país que não sofreu tanto quanto outros, na linha do que aconteceu com vocês no Brasil, e onde ainda há um gap de consumo a satisfazer. Em segundo, uma publicidade muito sagaz, no mundo inteiro, promovendo valores do passado, que remetem, justamente, à segurança. Em momentos instáveis, as pessoas não querem ouvir falar do futuro; preferem o passado, quando tudo parecia seguro.

Então, os anúncios da Louis Vuitton são protagonizados por celebridades que já não estão na moda, como o ator Sean Connery, cuja época de esplendor foi a década de 1960. A empresa passou a seguinte mensagem: “A Louis Vuitton pode ser uma marca muito cara, mas estará com você para sempre, de modo que é um investimento para os próximos 20 anos; qualquer outra marca poderá desaparecer ou sair de moda”. O mesmo tipo de publicidade adotou a Boots, marca de botas inglesa, que vem aumentando suas vendas direto.

Seu último livro, Buyology no original em inglês, foi baseado em um extenso experimento de neuromarketing. Em que consiste esse tipo de pesquisa?
Enquanto as pesquisas tradicionais se caracterizam por perguntas a consumidores e participantes de focus groups, o neuromarketing se propõe analisar a parte não consciente do cérebro. Como já se provou que pelo menos 85% de nossas decisões são tomadas na zona inconsciente do cérebro, as pesquisas tradicionais não captam suas razões de ser. As pessoas costumam ter dificuldades para explicar por que compraram uma camisa de determinada marca ou o último modelo de telefone da Nokia, porque suas decisões são impulsionadas por emoções, que elas nem percebem – ou, quando percebem, acham que é bobagem falar delas. 

E como o neuromarketing capta a atividade cerebral?
Principalmente por meio de um aparelho de ressonância magnética, uma espécie de scanner do cérebro, normalmente usado para detectar tumores. Com esse equipamento é possível examinar o cérebro de uma amostra de consumidores, identificar as regiões associadas a certos comportamentos e detectar o que sentem quando pensam em determinadas marcas e produtos. Em outras palavras, o neuromarketing representa uma nova geração de pesquisas, em que a ciência cruza com o marketing.

Mas como exatamente se descobrem no cérebro quais são as emoções associadas a uma marca?
Por uma série de estudos anteriores. Já sabemos, por exemplo, que o medo e a amígdala cerebral estão estreitamente associados. Então, pense o seguinte: algumas pessoas veem um anúncio publicitário e dizem que gostam dele, mas não sabem por quê. Aí vamos escanear seu cérebro, detectamos que nessas pessoas se ativa –ou há maior fluxo sanguíneo– a região da amígdala quando veem o anúncio, o que significa que o anúncio as perturba. Graças ao maior conhecimento do cérebro e das regiões associadas a alguns tipos de pensamento, captamos emoções que as pessoas não conseguem expressar verbalmente.

Que resultados dessa pesquisa de neuromarketing mais o surpreenderam?
Eu citaria três resultados particularmente. Fiquei muito surpreso em ver que as advertências nos maços de cigarros não funcionam. Algumas dizem, de maneira drástica e direta, que fumar é prejudicial à saúde e causa essa ou aquela doença, mas não conseguem o efeito desejado nas pessoas. Vou além. Essas advertências, ao contrário, incentivam as pessoas a fumar. Também me surpreendeu comprovar que o sentido mais importante para criar marcas e comunicar não é a visão, e sim a audição. E outra grande surpresa foi a forte conexão que há entre religião e marcas.

Como foi detectada a relação entre religião e marcas?
As zonas do cérebro que são ativadas nas pessoas religiosas quando recordam suas experiências nessa área são as mesmas que se ativam no cérebro dos consumidores quando pensam em suas marcas preferidas. Para detalhar as características desse vínculo entre religião e marcas, entrevistei líderes de várias religiões, especialmente a católica, a protestante, a budista e a islâmica. Queria entender os pilares sobre os quais se baseiam, e descobri que são os mesmos em todas: rituais, visão forte e poderosa, um inimigo claro, apelo aos sentidos e narração de histórias estupendas. Cada vez mais, as marcas são desenvolvidas a partir desses elementos também.

Pense no seguinte: a maioria das religiões tem uma missão bem definida, como alcançar o estado de graça ou certo objetivo espiritual. A maior parte das empresas também tem uma missão bem definida, como a de Steve Jobs para a Apple em meados da década de 1980, quando ele disse “O homem é o criador da mudança no mundo. Como tal, deveria sobrepor-se aos sistemas e estruturas, e não estar subordinado a eles”. Cerca de 20 anos e alguns milhões de iPods mais tarde, a empresa ainda persegue essa missão, é ou não é?

Outra comparação: as religiões se concentram em exercer o poder sobre o inimigo, o que contribui para reunir os fiéis em torno do combate a ele. O mesmo fazem as marcas quando promovem a rivalidade: Coca-Cola versus Pepsi, Visa versus MasterCard. A estratégia do “nós versus eles” incentiva a lealdade, desperta a controvérsia e o debate e, dessa forma, estimula a compra.
Em um mundo em que predominam as imagens e os estímulos visuais, é difícil aceitar que o sentido mais importante para criar uma marca seja a audição...
Aí há outra lição importante do neuromarketing. Quando olhamos algo, somente a parte visual do cérebro é ativada; quando escutamos algo, ativam-se as regiões relacionadas com os cinco sentidos: visão, olfato, tato, paladar e audição. É por isso que, quando ouvimos uma música de nossa infância, voltam-nos à mente tantas recordações visuais.

Que marcas já entenderam isso? Quer dizer, que marcas aproveitam o som para ser inesquecíveis?
A Harley-Davidson criou um som distinto dos demais para o arranque do motor, por exemplo. Outras, como Apple, Microsoft e Intel, compuseram melodias que tocam ao ligar o computador ou iniciar o sistema; trata-se de melodias muito simples, mas que acabam se tornando inesquecíveis. Eu, quando as ouço, imediatamente as reconheço e penso na marca associada. Sempre. Algumas montadoras, entre elas Mercedes-Benz, BMW e Porsche, também criaram sons para o abrir e fechar das portas. Outra é a Disney, que conseguiu excelente comprometimento emocional dos consumidores com suas melodias.

O sr. também pesquisou a eficácia da menção de produtos em programas de televisão e em filmes. O que descobriu a esse respeito? Esse merchandising no momento em que o consumidor presta atenção funciona mais que a publicidade convencional?
É uma técnica que só dá resultado quando os produtos mencionados estão em consonância com o mote do programa ou do filme. O problema é que em 95% dos casos os produtos estão fora de contexto, e, quando isso acontece, eles não são registrados pelo cérebro. A menção da marca precisa estar relacionada com a trama; aí as pessoas lembram. No filme E.T., por exemplo, a inclusão da marca de chocolates Reese tinha sentido dentro da história: o menino atraía o E.T. com o chocolate. O oposto aconteceu no último filme de James Bond, em que ele aparece bebendo Coca-Cola Light, quando as pessoas associam James Bond com Martini, não com Coca-Cola.

O sr. estudou a eficácia da polêmica publicidade subliminar, partindo daquele mítico experimento da Coca-Cola nos anos 50, não foi? É bom caminho?
Esse experimento virou uma espécie de lenda urbana e eu falo dele em meu livro. O pesquisador James Vicary divulgou que pôs um projetor de slides em uma sala do cinema e, com ele, lançou na tela os dizeres “Beba Coca-Cola” e “Coma pipoca” durante 1/3.000 de segundo a cada 5 segundos durante todas as sessões do filme, tão rápido que as pessoas nem se davam conta. Vicary disse que a venda de Coca-Cola aumentou 18% e a de pipoca, quase 60%. Mas, cinco anos depois, a experiência foi repetida com a supervisão de psicólogos e não houve nenhum impacto nas vendas. Foi quando Vicary confessou à revista AdvertisingAge que inventara toda a história. Desde então houve, e ainda há, grande paranoia em relação ao poder manipulador disso.
Até músicos como os do Led Zeppelin foram acusados de fazer mensagem subliminar –chegaram a dizer que a música Stairway to Heaven tocada ao contrário fazia menção a satanás. Um fato é que mensagens subliminares, que são as mensagens visuais, auditivas e sensoriais um pouco abaixo de nosso nível de percepção consciente, permeiam toda nossa cultura. Outro fato é que várias pesquisas válidas, incluindo uma de Harvard em 1999, mediram seu efeito e confirmaram que afetam o comportamento das pessoas. Estou convencido de que as mensagens subliminares são mais poderosas que outras. Muitos países a proibiram, mas ela ainda é usada.

Vocês também fizeram experimento com elas?
Sim, mas em versão light. Pusemos dois outdoors de falsas publicidades nas proximidades de uma estrada de Los Angeles. Em um deles, via-se um cowboy fumando um cigarro; no outro, mostrava-se uma foto parecida, mas com o logotipo e o slogan de uma famosa fábrica de cigarros. Comprovamos que o outdoor sem o logotipo tinha o dobro de eficácia na hora de gerar o desejo de fumar no cérebro dos consumidores. Aprendemos que, em geral, incluir o logo da marca produz o efeito contrário ao desejado, porque o consumidor percebe a intenção e reage com rejeição. A mensagem indireta é sempre mais sedutora; os consumidores sentem que tomaram a decisão por si, sem “obedecer” ao anunciante.

Que empresas usam técnicas de neuromarketing hoje? 
Microsoft, Google, Mercedes-Benz, McDonald’s e FTV, entre outras. Das cem marcas mais importantes no mundo, 23 já as utilizam. 

Mantendo a chama do polêmico, seu livro fala sobre o uso de sexo e beleza como apelo. E então?
Previ que, em uma década, a maioria de nós estará tão dessensibilizada em relação a sexo nas mensagens que nem o notará mais. E os anunciantes vão retroceder, e voltar a mostrar menos e insinuar mais, deixando boa parte do negócio para a imaginação das pessoas. Algumas pesquisas mostraram que anúncios com conteúdo sexual eram lembrados por cerca de 10% das pessoas apenas, no que se chamou de “Efeito Vampiro”, porque o conteúdo excitante vampirizava o interesse pelo produto. Outro estudo mostrou que as mulheres, grandes compradoras, rejeitam publicidade com modelos muito atraentes e sensuais. O sucesso da marca Calvin Klein com campanhas sugestivas sexualmente nem é atribuível ao erotismo em si, mas à tática do “livro proibido”, de deixar os consumidores tensos com os anúncios e retirá-los de repente.

Embora ferramenta valiosa, o neuromarketing tem detratores…
Estou certo de que o neuromarketing se tornará a principal ferramenta de pesquisa das empresas, ajudando a entender bem as necessidades do consumidor e antecipando o futuro como nenhuma outra técnica jamais o fez –possibilitando que elaboremos produtos e mensagens mais relevantes e de maior conexão emocional com as pessoas e evitando fracassos. A informação que o consumidor não consegue expressar verbalmente, mas que a neurociência revela, é que contribuirá para isso.

Por exemplo, 200 voluntários dos Estados Unidos assistiram ao programa piloto de um game show na TV chamado “Quizmania” e declararam propensão zero a vê-lo caso emplacasse. Aí, com a ressonância magnética, seus cérebros nos disseram o oposto: com 99% de certeza estatística, o show faria sucesso. E, de fato, o programa, da Fremantle-Media, tem êxito em outros países.

Agora, é natural que critiquem a ferramenta: assim como há muitas vantagens no neuromarketing, ele possui desvantagens também. Com meu livro, eu quis alertar os consumidores em relação ao que está acontecendo e despertar o debate. Quão longe podem avançar essas pesquisas? Até onde devem chegar? É importante que as pessoas estejam atentas ao que ocorre e opinem sobre o que as deixa tranquilas e sobre o que as incomoda.
* Esta entrevista foi publicada pela Revista HSM Management (Janeiro/Fevereiro de 2010 br.hsmglobal.com) e agora no Mundo do Marketing por meio de parceria que os dois veículos mantêm.