Mostrando postagens com marcador greve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador greve. Mostrar todas as postagens

25 de jul. de 2010

Nos últimos três meses, a Honda enfrentou quatro ondas de greves.

China enfrenta a 'revolta' da mão de obra

Greves e protestos de operários não são um fenômeno raro no país. A novidade agora é que as paralisações ganharam destaque na imprensa oficial, totalmente sujeita à censura do governo, e atingiram as grandes companhias multinacionais instaladas na China.

Nos últimos três meses, a Honda enfrentou quatro ondas de greves na China, que terminaram em aumentos de salários para milhares de operários de suas fábricas e de seus fornecedores.

A Foxconn, maior fabricante de produtos eletrônicos do mundo, anunciou em junho que elevaria em pelo menos um terço o pagamento de seu exército de 600 mil empregados chineses, depois que dez deles se suicidaram neste ano. E, no início deste mês, algumas regiões reajustaram em cerca de 20% o valor do salário mínimo, que não é unificado nacionalmente.

A sucessão de manchetes sobre conflitos laborais, o aumento da remuneração e a escassez de operários desencadearam um acirrado debate, no qual economistas se dividem entre os que acreditam no fim da era da mão de obra barata e abundante e os que sustentam que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que a China perca a vantagem comparativa dada por milhões de empregados mal pagos.

Greves e protestos de operários não são um fenômeno raro no país, diz a economista brasileira Paula Nabuco, da Universidade Federal Fluminense, que elabora tese de doutorado sobre economia e relações de trabalho na China. A novidade agora é que as paralisações ganharam destaque na imprensa oficial, totalmente sujeita à censura do governo, e atingiram as grandes companhias multinacionais instaladas na China, especialmente japonesas.

A montadora Honda foi alvo da mais longa greve registrada em empresas estrangeiras no país, que interrompeu por três semanas sua linha de montagem em Foshan, na província sulista de Guangdong, a maior base exportadora chinesa. A paralisação terminou no início de junho, depois que os operários conquistaram reajuste salarial de 24%.

A mais recente onda de greves enfrentada pela companhia japonesa chegou ao fim na quinta-feira na Atsumitec, que produz peças para os freios do Honda Accord. Os operários conquistaram aumento de 45%, o que elevou sua remuneração a 1.420 yuans mensais. Mesmo com o reajuste, os 1.420 yuans equivalem a R$ 370,00, pouco mais de dois terços do valor do salário mínimo brasileiro, de R$ 510,00.

Stephen Roach, presidente do banco Morgan Stanley na Ásia, afirmou em artigo publicado no portal da revista The Economist que é "totalmente prematuro" sustentar que chegou ao fim a vantagem comparativa dos custos trabalhistas na China.

O executivo observou que os operários chineses ganhavam US$ 0,81 por hora em 2006, o que correspondia a 2,7% do que trabalhadores norte-americanos recebiam. Mesmo se tivessem obtido reajustes anuais de 25% no período de 2007-2010 - hipótese descartada por ele -, a remuneração no país asiático seria hoje de US$ 1,98 a hora, ou 4% do que é pago nos Estados Unidos e metade do valor registrado no México.


1 de jul. de 2010

Uma empresa que sempre deu orgulho para SC, mas que vive já algum tempo o drama se sua crise.

Funcionários exigem solução para crise na Busscar em Joinville

Centenas de trabalhadores participaram de uma assembleia em frente a empresa na manhã desta quinta

Centenas de trabalhadores da Busscar Ônibus S.A participaram de uma assembleia em frente a empresa na manhã desta quinta. Eles pediam uma solução para situação financeira da Busscar, que há quase três meses não paga os salários e deve o 13° de 2009.

— Queremos que, se a empresa não tem uma solução, libere os funcionários. Faça a rescisão para que possam ganhar o seguro-desemprego, fundo de garantia e possam procurar novos empregos —, argumenta o presidente dos sindicato dos mecânicos, João Brugmann.

Mas cerca de 40 minutos depois do início da assembleia, a diretoria da empresa se manifestou através de uma carta, informando que está em Brasília em busca de negociações e não tem condições de arcar com um novo plano de demissão voluntária, pois precisaria arcar com custos de R$ 50 milhões em rescisões.

O sindicato insistiu em uma negociação e no final da manhã, conseguiu entrar na empresa para conversar com os diretores.

— Pediram mais paciência, mas não concordamos com isso. Nosso prazo é até terça-feira. na quarta-feira pela manhã vamos fazer uma nova mobilização. Caso não seja apresentada uma saída, vamos exigir a falência da Busscar —, afirma Brugmann.

01/07/2010 13h56min



30 de jun. de 2010

Greve dos bancários para complicar a vida do blumenauense.

Protesto denuncia assédio moral no Bradesco

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Blumenau e Região (Seeb) organiza um protesto na agência do Bradesco nesta quarta-feira, 30, das 10h às 11h30min. A imposição de metas abusivas tem levado os trabalhadores do banco ao adoecimento. A manifestação é uma forma de despertar a atenção do público para o problema e denunciar a sobrecarga de trabalho e a pressão imposta pelo banco.

O protesto pretende também mostrar que os clientes também são atingidos com essa situação, pois poderiam ter melhor atendimento dos funcionários, se não fosse a situação de sobrecarga. Durante a manifestação, serão distribuídos panfletos para reivindicar condições dignas de trabalho.

Fonte Sindicato dos Bancários de Blumenau e Região
Data: 30/06/2010