segunda-feira, 28 de junho de 2010 10:02
Por Natuza Nery
TORONTO 28 de junho (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu patamar mais "prudente" de expansão da economia no ano que vem.
Depois de um 2010 de forte recuperação, em que economistas estimam crescimento ao redor de 7 por cento, ele recomenda pisar no freio para que o país não cresça mais que 5,5 por cento.
Um dos primeiros países a se recuperar do declínio provocado pela crise global, o Brasil vive às voltas com sinais de superaquecimento e temores de aceleração da inflação. O Banco Central já elevou a taxa básica de juros brasileira duas vezes este ano, para 10,25 por cento ao ano, e o mercado prevê novas altas até dezembro, que poderiam colocar a Selic em 12 por cento, segundo o relatório Focus.
"Depois de um ano forte, o seguinte tem de dar uma ajustada, mas acho que 5,5 por cento é uma taxa possível (de se alcançar sem provocar inflação). Em 2012, já dá para voltar para 6 por cento, 6,5 por cento," disse o ministro à Reuters na noite de domingo, apostando na melhora da capacidade produtiva da indústria doméstica.
"Eu prefiro crescer um pouco menos e manter o equilíbrio macroeconômico... Não é muito prudente crescer mais que isso."
Mantega concedeu a entrevista em Toronto com aparatos de chefe de Estado. Substituto oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G20, discursou no fim de semana ao lado de líderes como o presidente norte-americano, Barack Obama, e o francês, Nicolas Sarkozy.
No Canadá, vocalizou a bandeira dos países emergentes e dos Estados Unidos de que, para o bem da economia global, é imperativo que o mundo cresça. A tese encontra resistência na Europa, em ensaio geral para um aperto de suas contas públicas, o que deve representar retirada dos estímulos à atividade.
O fato é que as economias avançadas dependem cada vez mais do quarteto emergente Brasil, Rússia, Índia e China. Sob a sigla Bric, essas nações vêm puxando a recuperação econômica global.
Os países europeus mais fortes têm de estimular sua demanda doméstica e contribuir para a retomada do comércio internacional, segundo Mantega, para não deixar o trabalho nas mãos dos países emergentes.
Para o ministro, é prematuro eliminar estímulos e seguir na linha do aperto severo, sob o risco de comprometer parte central da engrenagem econômica mundial. Para ele, é possível encontrar equilíbrio entre crescimento e ajuste fiscal, desde que se tenha metas razoáveis de redução de gastos aplicadas gradualmente.
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28 de jun. de 2010
Mantega diz que não é prudente crescer acima de 5,5%
G20 elimina menção à reforma do iuan em comunicado final
G20 elimina menção à reforma do iuan em comunicado final
segunda-feira, 28 de junho de 2010 07:33
TORONTO 28 de junho (Reuters) - Os principais líderes globais desistiram de elogiar a flexibilização cambial da China no comunicado da cúpula do G20 em Toronto no domingo, destacando a sensibilidade do país sobre a questão.
Mas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tem pressionado pela valorização do iuan para diminuir desigualdades comerciais, saudou a medida chinesa e disse acreditar que, ao longo do tempo, a moeda irá se apreciar de forma significativa.
Os negociadores esperavam que a declaração a ser assinada pelos líderes no Canadá incluísse algo de positivo sobre o anúncio feito na semana passada sobre a flexibilização do iuan.
"A maioria dos membros do G20 deu boas-vindas aos planos do governo da China de introduzir uma taxa flutuante para o iuan", disse Andrei Bokarev, autoridade do Ministério das Finanças russo, a jornalistas.
Porém, a frase que dizia isso no esboço do comunicado foi descartada da versão final "a pedido dos chineses", disse ele.
Duas autoridades afirmaram que a frase que estava presente no sábado foi eliminada menos de 24 horas depois. "A China não quer ser mencionada explicitamente, nem mesmo como um bom caso", disse uma das autoridades.
Autoridades chinesas disseram que a discussão sobre a moeda de seu país não tem lugar em fóruns internacionais, e o presidente chinês, Hu Jintao, não mencionou a política cambial no discurso aos líderes do G20 no domingo.
Ao invés disso, ele disse que a China reconhece que tem um papel essencial em ajudar a reequilibrar a economia global, mas disse que as mudanças necessárias não acontecem da noite para o dia.
Muitos economistas argumentam que o iuan está subvalorizado em cerca de 20 por cento frente ao dólar, e que uma apreciação mais realista é vital para equilibrar a economia mundial.
segunda-feira, 28 de junho de 2010 07:33
TORONTO 28 de junho (Reuters) - Os principais líderes globais desistiram de elogiar a flexibilização cambial da China no comunicado da cúpula do G20 em Toronto no domingo, destacando a sensibilidade do país sobre a questão.
Mas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tem pressionado pela valorização do iuan para diminuir desigualdades comerciais, saudou a medida chinesa e disse acreditar que, ao longo do tempo, a moeda irá se apreciar de forma significativa.
Os negociadores esperavam que a declaração a ser assinada pelos líderes no Canadá incluísse algo de positivo sobre o anúncio feito na semana passada sobre a flexibilização do iuan.
"A maioria dos membros do G20 deu boas-vindas aos planos do governo da China de introduzir uma taxa flutuante para o iuan", disse Andrei Bokarev, autoridade do Ministério das Finanças russo, a jornalistas.
Porém, a frase que dizia isso no esboço do comunicado foi descartada da versão final "a pedido dos chineses", disse ele.
Duas autoridades afirmaram que a frase que estava presente no sábado foi eliminada menos de 24 horas depois. "A China não quer ser mencionada explicitamente, nem mesmo como um bom caso", disse uma das autoridades.
Autoridades chinesas disseram que a discussão sobre a moeda de seu país não tem lugar em fóruns internacionais, e o presidente chinês, Hu Jintao, não mencionou a política cambial no discurso aos líderes do G20 no domingo.
Ao invés disso, ele disse que a China reconhece que tem um papel essencial em ajudar a reequilibrar a economia global, mas disse que as mudanças necessárias não acontecem da noite para o dia.
Muitos economistas argumentam que o iuan está subvalorizado em cerca de 20 por cento frente ao dólar, e que uma apreciação mais realista é vital para equilibrar a economia mundial.
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