Mostrando postagens com marcador Santa Catarina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santa Catarina. Mostrar todas as postagens

12 de jan. de 2011

Não adianta bater de frente.

Concorrência asiática faz têxteis de SC focarem negócios na América do Sul. Proximidade favorece exportações

O setor têxtil catarinense começa 2011 com o desafio de aumentar as exportações para os países da América do Sul, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn. Com a crise, o segmento reduziu as exportações e direcionou as vendas ao mercado interno, que está aquecido, mas não absorveu toda a produção.

Ulrich Kuhn, presidente do Sintex: há espaço para crescer, mas é preciso vencer os desafios

Hoje, o mercado internacional para o setor é dominado por países como China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão. A forte concorrência com os asiáticos faz com que os embarques sejam focados nos países vizinhos. A proximidade geográfica oferece vantagem competitiva às empresas.

De janeiro a novembro de 2010 as exportações do setor somaram US$ 194,8 milhões. Os principais compradores foram Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Paraguai, França, Espanha e Alemanha.

Em 2000, a participação catarinense nas exportações brasileiras de produtos da indústria têxtil e do vestuário era de 25% (US$ 301 milhões), mas, em 2009, esse número caiu para 9% (US$ 176 milhões). A participação brasileira de produtos têxteis no mercado mundial não chega a 1%.

Kuhn afirma que uma das preocupações é com o avanço das importações. Nos últimos dez anos, o Estado aumentou a participação nas importações brasileiras do setor, que passaram de 9% em 2000 para 27% em 2009.

Para o presidente do Sintex, 2010 foi um ano positivo, influenciado pelo mercado interno. Ele ressalta que há espaço para crescer, mas é preciso vencer os desafios. “A indústria tem que ficar mais competitiva para enfrentar o mundo globalizado. Temos que trabalhar mais nossas marcas, não dá para sermos apenas produtores”, diz.

Segundo ele, o setor está confiante para 2011, mas a expectativa é mais moderada. “Teremos números menores, mas as perspectivas e a confiança no Brasil continuam grandes”, afirma.

NÚMEROS

A indústria têxtil e do vestuário emprega 155 mil trabalhadores nos 8,3 mil estabelecimentos situados no Estado. A atividade tem uma participação de 16% na indústria levando em consideração o valor da transformação industrial. Santa Catarina é o segundo polo têxtil e do vestuário do Brasil e o maior produtor de linhas para crochê e fitas elásticas da América Latina. O setor também se destaca na produção de artigos de cama, mesa e banho.


12/01/2011

14 de dez. de 2010

13º lugar em produção industrial e 12º em vendas industriais

Indústria catarinense cresce em 2010, mas fica atrás da média nacional

Entre razões estão mau desempenho dos setores de alimentação e veículos automotores

A indústria catarinense teve desempenho positivo em 2010, mas o resultado foi pífio em comparação ao resto do país. Entre as razões, estão o mau desempenho dos setores de alimentação e veículos automotores, e da balança comercial, com queda nas exportações e alta exagerada nas importações, favorecidas pelo Pró-Emprego.

No ranking nacional, Santa Catarina ficou em 13º lugar em produção industrial e 12º em vendas industriais, abaixo da média brasileira. A produção catarinense ampliou-se em 6,9% de janeiro a outubro, pouco mais da metade da média nacional, que registrou 11,8% no período. Quanto às vendas, o resultado foi ainda mais drástico: o Estado cresceu 2,2%, cinco vezes menos que o Brasil, que emplacou 10,4% de crescimento.

A base de comparação é fraca, uma vez que 2009 teve resultados ruins em função dos reflexos da crise econômica mundial iniciada no final de 2008. Comparando-se ao período pré-crise, a produção industrial catarinense está 4,21% menor, e as vendas estão 6,14% menores, em comparação ao período de janeiro a outubro de 2008.

A tradição exportadora catarinense foi um dos fatores que seguraram o desempenho catarinense, na avaliação de Henry Quaresma, diretor de relações industriais e institucionais da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Como as economias da Zona do Euro e dos EUA ainda não se recuperaram totalmente da crise, a indústria voltou-se para o mercado interno, que não deu conta de absorver a produção de setores como veículos automotores (-27,8%) e carnes (-2,28%).

Por outro lado, tiveram desempenho positivo a produção de metalurgia básica (45,6%) e máquinas e equipamentos (23,5%). No país, os setores com melhores saldos foram aqueles relacionados a commodities, como minério de ferro e petróleo, itens não produzidos em Santa Catarina.

Outro fator que interferiu no desempenho da indústria foi o saldo negativo na balança comercial. De janeiro a novembro, Santa Catarina exportou US$ 6,89 bilhões e importou US$ 10,84 bilhões, com saldo negativo em US$ 3,95 bilhões. Uma das explicações é o Pró-Emprego, que desde 2007 oferece incentivos fiscais a empresas que importam pelo Estado.

— O benefício tem que existir, mas para atender as plantas industriais existentes em Santa Catarina e não escritórios alugados no Estado — questiona o presidente da Fiesc, Alcântaro Corrêa.

Em relação aos empregos, Santa Catarina não se distanciou muito da média brasileira. No total, de janeiro a outubro, foram abertas 113,5 mil vagas (6,98% mais que o mesmo período em 2009), sendo 50,9 mil na indústria de transformação (8,62% acima) e 9,8 mil na construção civil (11,91% a mais).

Crescimento de 5% para 2011

A expectativa do setor é positiva para 2011, na opinião de Alcântaro Corrêa.

— Para o ano que vem, continua o crescimento. Será em torno de 5%, para atender a demanda interna, que está crescendo. Não vemos empresas falindo, ao contrário, só vagas não preenchidas. Vamos montar mais sete escolas com o Senai só na área de construção civil para formação de mão-de-obra — calcula o presidente da Fiesc.

O real valorizado continuará um desafio para a indústria, mas a carga tributária brasileira, associada às condições ruins de financiamento e à falta de infraestrutura de transporte e logística merecem atenção dos governos, segundo Corrêa.

A abertura de novos mercados para a exportação catarinense é um dos caminhos para a produção industrial, segundo Henry Quaresma.

— Existe a expectativa da abertura da China para o frango de Santa Catarina. Se o governo manter acordos bilaterais, o Estado pode dar um salto grande. Santa Catarina e São Paulo são os estados brasileiros que mais se beneficiam das exportações — observa Quaresma.

14/12/2010 | 06h20

6 de out. de 2010

Índice das Marcas de Preferência e Afinidade Regional

Pesquisa revela as preferências e os hábitos de consumo do catarinense. Planeje-se para atender o perfil da população do Estado

O catarinense gosta de pagar suas contas em dinheiro, prefere cachorros a gatos e consome carne bovina com mais frequência. É isso que indica o Índice das Marcas de Preferência e Afinidade Regional (Ímpar 2010), pesquisa que revela os hábitos de consumo da população do Estado, as marcas de preferência e afinidade regional. Foram 1,7 mil catarinenses entrevistados. Destes, 52% eram mulheres e 48% eram homens.

Dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) revelam que Santa Catarina é o nono estado exportador do Brasil, com 1,5 mil empresas exportadoras. As cinco organizações que mais exportam são Seara Alimentos, WEG Equipamentos Elétricos, Whirpool, Sadia e Perdigão – estas duas últimas também foram destaque entre os catarinenses no que diz respeito à representação do Estado e à ações de responsabilidade social.

consumidor catarinense

COMPRAS E PAGAMENTOS
O perfil do consumidor catarinense mostra que 69% das pessoas preferem fazer compras em lojas de rua. As lojas de departamento vêm em segundo lugar, com 14% de preferência, e os shoppings centers em terceiro, com 13%. Na hora de pagar, 68% dos catarinenses preferem esquecer o parcelamento e pagar à vista. Somente 11% da população utiliza o cartão de crédito.

NO ASFALTO
Graças à ampliação de linhas de crédito, redução da taxa de juros e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a venda de veículos cresceu mais de 10% em 2009. Questionados sobre o interesse em adquirir um veículo nos próximos 12 meses, 71% dos catarinenses disseram que não pretendem, enquanto 25% gostariam de comprar. Entre os meses de março e abril de 2010 foram vendidos 49,6 mil automóveis em Santa Catarina. Já as motocicletas são utilizadas por 40% da população.

CHURRASCO

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil é o segundo país que mais consome carne no mundo. A carne bovina tem destaque na preferência catarinense – 55% das pessoas consomem o produto. Em segundo lugar aparece a carne de frango, com 42%. Ao todo, 70% da população declarou consumir carnes de todos os tipos (bovina, suína, de frango ou peixe).

CERVEJINHA GELADA
As bebidas alcoólicas também ganharam destaque na pesquisa. Em primeiro lugar aparece a cerveja, com 44% de preferência dos catarinenses. Como segunda opção de escolha mais citada na hora de beber, o vinho aparece com 23%.

O MELHOR AMIGO DO HOMEM
O Ímpar mostrou que 57% dos entrevistados têm um cão como companheiro em casa. O animal aparece como preferência quase que com o mesmo percentual entre homens e mulheres de todas as idades. O gato aparece em segundo lugar, com 12% de preferência. Os gastos com estes animais são muitos, e exigem tempo e dinheiro. A ração industrial é utilizada por 82% dos catarinenses que possuem animais de estimação. Os serviços e compras de produtos em pet shops são utilizados por 61% da população.

LAZER
Você sabia que o catarinense não pratica esportes nas horas vagas? Cerca de 62% dos entrevistados são sedentários. Mas há quem ainda faça um esforço para manter a saúde: 37% jogam futebol para se exercitar. A caminhada é a segunda atividade mais citada, com 33% de preferência.

Quando o assunto é futebol, a torcida do Flamengo impera em Santa Catarina: 21% dos entrevistados torcem pelo time. Em segundo lugar aparece o Grêmio, com 12% de preferência. Entre as equipes catarinenses o time com mais torcedores é o Avaí, com 15%, seguido pelo Figueirense, com 11%. Este último é o primeiro na preferência dos torcedores da Grande Florianópolis, com 37%.

COMUNICAÇÃO E REDES SOCIAIS
A televisão é o meio mais utilizado pelo catarinense – 77% dos entrevistados aponta a mídia televisiva como principal fonte de informações. O rádio chega em segundo lugar, com 33%. A internet ultrapassa o jornal como primeira opção de informação – 9% contra 8% de preferência, respectivamente. Mas na segunda opção o jornal sai na frente, com 27% de preferência, enquanto a internet fica com 13%.
As redes sociais não são acessadas por 66% da população catarinense. Das pessoas que participam delas, 28% preferem o Orkut e 24% apontam o MSN como segundo mais lembrado. O YouTube aparece em terceiro lugar, com 8%, enquanto o Twitter é utilizado por apenas 4% dos catarinenses.

INVESTIMENTOS
O Ímpar registrou que 72% de catarinenses que possuem casa própria. Os que pagam aluguel vêm em segundo lugar: 18%. Sobre a intenção de adquirir imóveis, 10% dos catarinenses pretendem se estabelecer nos próximos 12 meses, enquanto 68% não têm intenção de adquirir nenhum imóvel. Destes, 88% querem a casa própria.
A maioria dos entrevistados, 98%, disse não ter nenhum investimento na Bolsa, enquanto 2% alegaram possuir. Quando o assunto é negócio próprio, 74% das pessoas revelaram que têm intenção de ter uma empresa.

LOCOMOÇÃO

O meio de transporte mais utilizado pelo catarinense é o automóvel, com 35% de preferência. Em seguida, com 23%, está o transporte público.
ORGULHO CATARINENSE
A empresa que melhor representa Santa Catarina é a Sadia, com 18% da preferência. A organização também foi escolhida como a que mais pratica ações de responsabilidade social, com 12%. A Perdigão ficou em segundo lugar, com 11% de aprovação dos entrevistados.


COMÉRCIO E TURISMO
Na opinião de 24% dos catarinenses, Florianópolis é a cidade com o melhor comércio do Estado. Em segundo lugar vem Joinville, com 17% dos votos, seguida por Brusque, com 13% de aprovação. A Capital também foi escolhida como a melhor cidade turística de Santa Catarina, com 48% dos votos. Balneário Camboriú ganhou a medalha de prata e recebeu 28% de aprovação dos entrevistados. Quanto ao tipo de turismo praticado, 47% declararam preferência pela praia, enquanto 12% preferiram o campo.

AS MARCAS CATARINENSES MAIS LEMBRADAS
Algumas das marcas de produtos e serviços mais lembradas pelos entrevistados são catarinenses. A Água Mineral Imperatriz, por exemplo, é a preferência de 20% do público. A marca tem um crescimento médio de 10% ao ano. Em relação a artigos de cama, mesa e banho, a Teka, de Blumenau, tem a preferência de 50% dos catarinenses. Em segundo lugar ficou a Artex, também de Blumenau, com 11% dos votos. Uma das maiores fabricantes de móveis planejados da América Latina, aTodeschini ficou com o primeiro lugar – 46% - na categoria “Cozinhas”.

DIVERSÃO NOTURNA
A noite catarinense também ganhou destaque no Ímpar. Na Grande Florianópolis, as boates Floripa Music Hall e New Time empataram no primeiro lugar com 11% na preferência. Bali Hai e Bailão do Silva se igualaram na preferência dos entrevistados da região do Foz de Itajaí – ambos com 9%. Já a danceteria Maria Fumaça foi destaque no Meio Oeste, apontada como preferida por 19% dos entrevistados, enquanto o destaque no extremo Oeste ficou com a Choupanas, com 14% de indicações. Na região Norte, o Big Bowling foi apontado como preferência por 9% dos entrevistados.

CONSTRUÇÃO CIVIL
No setor de Construção Civil catarinense a Koerich Construções levou a melhor na Grande Florianópolis – a empresa é a preferida de 13% dos entrevistados. No Extremo Sul a Fontana ficou em primeiro lugar, com 26% de aprovação, enquanto a Ceparrecebeu 76,4% dos votos no Planalto Serrano. Destaque também para a Nostra Casa, escolhida como a preferida no Meio e no Extremo Oeste – respectivamente, 39,6% e 21,5%.

EDUCAÇÃO
A Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) foi escolhida como referência em Ensino Superior no estado, com 15% de preferência. Em segundo lugar ficou aUniversidade da Região de Joinville (Univille), com 10%, seguida pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com 9% dos votos.

FARMÁCIA
A Drogaria Catarinense é líder na preferência dos consumidores de Santa Catarina, com 22% no Ímpar. Em segundo lugar, o Sesi Farmácia recebeu 15% de aprovação dos entrevistados.

IMOBILIÁRIA
Em 2010 o setor imobiliário voltou a ser favorável, depois de um período de forte recessão em 2009. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o Sistema Brasileiro de Poupança (Abecip) e Empréstimo (SBPE) destinou, somente até março deste ano, mais de 1,6 milhão para aquisição de imóveis novos e/ou usados. Do primeiro trimestre de 2010 para o segundo, o volume aplicado em imóveis comerciais no mercado brasileiro quase triplicou, saltando de US$ 577 milhões para cerca de US$ 1,6 bilhão. O segmento imobiliário foi avaliado de acordo com as preferência regionais. A Grande Florianópolis, por exemplo, elegeu a Ibagy como a melhor imobiliária, com 30,7%. Já o Planalto Serrano preferiu a Coral, com 59,5% de preferência.

JÓIAS
Altamente voltado para o design, o setor de joias em Santa Catarina acompanha o progresso da civilização humana no que compreende o trabalho, a criatividade e o talento de sucessivas gerações de artesãos no desafio de transformar materiais preciosos em ornamentos pessoais de elevado valor artístico. Na Grande Florianópolis a joalheria Quevedo foi a que obteve maior índice de preferência, com 28,4%.

LIVRARIA
O Ímpar analisou o setor de livros regionalmente. Na Grande Florianópolis é que foi apontada a livraria com o maior índice de preferência entre todas as regiões – aCatarinense, com 78,9%. No Vale do Itajaí a Livraria Alemã também se destacou, com 66,5%.

LOJAS DE CALÇADOS
A Pittol Calçados, referência no setor calçadista em Santa Catarina, recebeu a preferência de 18% dos entrevistados. Em segundo lugar ficou a Carioca, com 13%. Para ser a primeira na cabeça e nos pés dos consumidores a empresa investe no atendimento e satisfação das necessidades do cliente – seja em relação ao preço ou ao produto.

LOJAS DE FERRAGENS
A marca Milium é líder na preferência dos catarinenses na categoria “Loja de Ferragens”, com 21% de destaque. A loja é a maior rede de lojas, multiuso de Santa Catarina, com 26 unidades espalhadas em 15 cidades catarinenses e mais uma filial em Curitiba (PR).

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

A Casas da Água ficou em primeiro lugar no segmento “Loja de Materiais de Construção”, com 12% de menção entre os entrevistados. A loja catarinense tem 16 filiais distribuídas nas cidades de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Blumenau, Rio do Sul, Jaraguá, Joinville e a mais recente, em Tijucas.

NAS ESTRADAS
O comércio de pneus e acessórios automotivos também ganhou destaque no Ímpar. ADpaschoal foi líder absoluta em quase todas as regiões catarinenses – na Grande Florianópolis, Extremo Sul, Planalto Serrano, Foz e Vale do Itajaí. No Meio e no Extremo Oeste a JK Pneus levou a melhor, enquanto o Norte elegeu a Fredy Pneus como sua favorita.

ROUPAS FEMININAS
A Havan, uma das maiores redes de lojas de departamentos do Brasil, foi eleita a melhor no segmento “Loja de Roupa Feminina”, com 13% de preferência. A Havan tem 18 lojas em Santa Catarina e no Paraná, somando 110 mil metros quadrados de área de vendas. Em segundo lugar ficou a Marisa, com 11% de destaque no estado.
ÓTICA

Qualidade, tecnologia e conhecimento fazem a diferença nas óticas. Pelo menos é isso que disseram os entrevistados do Ímpar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20,1% da população brasileira usa óculos. O Ímpar avaliou o setor levando em conta as afinidades regionais. Na Grande Florianópolis a Diniz ficou com o primeiro lugar, com 68,7% de preferência. Destaque também para a Mondadori, com 74,4% de aprovação no Planalto Serrano, e para a Universal, com 45,1% no Vale do Itajaí.

RESTAURANTES
O setor de alimentação também foi destacado regionalmente. A Churrascaria Atalibatem a preferência na Grande Florianópolis, Foz e Vale do Itajaí. O setor de bares e restaurantes representa 2,4% do PIB brasileiro e emprego diretamente seis milhões de pessoas – 8% do emprego direto no país.

REVENDA DE VEÍCULOS
Em 2008, entre os meses de novembro e dezembro, foram comercializados em Santa Catarina 124,2 mil veículos. Neste mesmo período, em 2009, foram 154,2 mil veículos – um aumento de 20%. O setor de revenda de automóveis ocupa uma parcela importante na economia do Estado, e conta hoje com aproximadamente duas mil lojas de usados e cerca de 80 mil veículos em oferta. Avaliadas regionalmente, as revendedoras de automóveis foram bem posicionadas pelos entrevistados do Ímpar: na Grande Florianópolis a Dimas foi a preferida, com 31,6%. Destaque também para a Breitkopf, eleita a melhor pelo Vale do Itajaí.
Já as revendedoras de motocicletas que tiveram o maior índice de preferência entre as regiões foram Amauri e KG, com 56,7% e 43,4%, respectivamente.

SHOPPING CENTER
O Shopping Muller foi destaque na categoria “Shopping Center”, com 18% de preferência em Santa Catarina. Há 15 anos em Joinville, o shopping tem um fluxo mensal de 770 mil pessoas com acesso às opções de consumo, lazer e entretenimento, além de ser um local que leva cultura à comunidade através de eventos sociais, educacionais e na área da promoção da saúde. O mix de operações é constantemente qualificado.
SUPERMERCADO

Destaque em Santa Catarina com 17% de preferência, o Angeloni atua há mais de 50 anos. Atualmente conta com 7,4 mil colaboradores e atua também no Paraná, somando 22 lojas ao todo. A rede tem ainda 19 farmácias, seis postos de combustíveis e um centro de distribuição de 38 mil metros quadrados em Porto Belo. Em 2009 o faturamento bruto da empresa ultrapassou R$ 1,5 milhão.

VIGILÂNCIA E SEGURANÇA
O Grupo Back foi escolhido como preferido na categoria “Vigilância e Segurança”, com 36% de aprovação. Fundada há 40 anos como uma firma individual de limpeza, a Back cresceu, conquistou a confiança do povo catarinense e hoje está consolidada como prestadora de serviços terceirizados no Sul do país. Em segundo lugar na pesquisa aparece a Orsegrups, com 12% de preferência, seguida pela Radar, com 8%.

Camila Iara | 06/10/2010

29 de jul. de 2010

Edição 2010 premiou 19 marcas entre produtos, serviços e comércio.

Marcas mais lembradas em Santa Catarina são premiadas na 16ª edição do Top of Mind



Cidades que melhor representam o Estado em seis categorias também foram lembradas


Entrega no Prêmio na Fiesc,
em Florianópolis - Daniel Conzi
As marcas mais lembradas entre os consumidores catarinenses foram conhecidas nesta quarta-feira no 16º Top of Mind do jornal A Notícia. A cerimônia de premiação ocorreu no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) em Florianópolis. A edição 2010 premiou 19 marcas entre produtos, serviços e comércio.

Neste ano um diferencial foi a escolha de cidades que melhor representam Santa Catarina nas categorias indústria (cujo título ficou com Joinville), agronegócio (Chapecó), têxtil (Brusque), indústria cerâmica (Criciúma), turismo rural (Lages) e tecnologia da informação (Florianópolis).

Para chegar aos resultados, o Instituto Mapa fez 2,4 mil entrevistas em 27 municípios de todas as regiões de Santa Catarina. Todos os entrevistados foram questionados sobre qual é a primeira marca que lhe vem à cabeça em 28 segmentos de produtos e serviços.

Após a cerimônia de entrega dos prêmios, os convidados participaram de um jantar com show da banda de jazz Delicatessen.



Confira a lista de campeões no Estado
Água mineralImperatriz
ArrozKiarroz
Colégio e curso pré-vestibularEnergia
Ensino técnico e profissionalizanteSenai
Companhia de telefonia celularTim
Empresa de vigilância e segurançaBack
FarmáciaCatarinense
Grande loja de departamentosHavan
Laboratório de exames clínicosSanta Luzia
LeiteTirol
LivrariaCatarinense
Loja de calçadosPittol
Loja de materiais de construçãoCasas da Água
Marca ou grife de roupaHering
Plano de saúdeUnimed
SupermercadoAngeloni
Tubos e conexõesTigre
Grande evento ou festa catarinenseOktoberfest
Time de futebolAvaí
28/07/2010 | 21h11


21 de jul. de 2010

Começou em Santa Catarina a 12ª Temporada de Observação de Baleias Franca.

Observadores de baleias ainda são poucos, mas gastam acima da média

Nesta época, os cetáceos vêm para a costa catarinense para ter os filhotes 
Foto Divulgação

Começou em Santa Catarina a 12ª Temporada de Observação de Baleias Franca. O turismo em torno desses cetáceos ainda é incipiente no Estado, mas se torna mais visível a cada ano. As baleias migram da Antártida para se reproduzir em águas mais quentes do litoral catarinense e atraem a atenção de turistas que gastam muito mais do que a média dos que veraneiam nas praias.

No dia 5 de julho, Imbituba foi declarada Capital Nacional da Baleia Franca. Esses animais, com cerca de 18 metros e que podem chegar a 60 toneladas, têm uma cria a cada dois ou três anos. A atividade, no Brasil, começou em 1998 e Imbituba foi pioneira. O turismo de observação no mundo cresce ao ritmo de 11,3% ao ano, três vezes mais do que o turismo internacional.

Segundo o Projeto Baleia Franca, a população de baleias Franca tem crescido 7% ao ano e as observações geram US$ 1 bilhão anuais a nível mundial. Não existem informações sobre os valores catarinenses. O Estado recebe 30 mil ecoturistas na baixa temporada, 10% exclusivamente para ver as baleias.

A PhD em Biologia Animal e diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca Karina Groch explica que a migração dos cetáceos ocorre por causa das temperaturas mais amenas, águas calmas e rasas, ambiente adequado para o nascimento e cuidados com os filhotes nos primeiros meses de vida. Além disso, as práticas locais de observação são organizadas de maneira a não interferir na vida dos animais.

Observação de barco ou da terrra

As observações podem ser feitas em mirantes ou através de embarcações. Os condutores dos barcos desligam os motores a 100 metros de distância dos mamíferos. As baleias são animais curiosos e se aproximam dos barcos. O tempo limite para cada grupo de baleias é de 30 minutos e o passeio dura em torno de 1h30min.

O presidente da Associação de Guias de Turismo da APA (AGTA), Júlio Vicente, afirma que, em média, 85% dos turistas são brasileiros, a maioria de SC, Rio Grande do Sul e São Paulo. “O turista da Europa é muito atualizado. Eles realmente se preparam para fazer turismo e sabem o que querem”, analisa.

O presidente do Instituto Baleia Franca, Henrique Litman, afirma que a Argentina é o concorrente mais forte porque, aqui no Brasil, falta divulgação e apoio. “Muitos brasileiros não sabem que Santa Catarina recebe baleias nesta época do ano. E os pacotes para o país vizinho, muitas vezes, são mais baratos. Além do peso argentino estar desvalorizado em relação ao real, a passagem de São Paulo para o Estado é mais cara do que para a Argentina”, avalia Litman.

Segundo ele, até 2008, o número de turistas estrangeiros era maior que o de brasileiros. O perfil deste ecoturista é diferente dos que visitam Santa Catarina no verão. “Eles gastam mais por dia do que os turistas de verão. É preciso investir nesse importante nicho de mercado” enfatiza Litman.

DIEGO SOUZA | 21/07/2010 | 10h20


2 das maiores referências mundiais sobre combustíveis citam pesquisa de Blumenau/SC

Furb desenvolve biogasolina em larga escala

Pesquisa tem reconhecimento de importantes revistas científicas no Exterior. Fórmula 1 tem interesse.

Depois de produzir biogasolina a partir do reaproveitamento de resíduos gordurosos, a Furb desenvolve protótipo industrial para viabilizar a produção em larga escala do biocombustível que pode ser usado como aditivo na gasolina da Fórmula 1. A pesquisa obteve reconhecimento internacional com a publicação recente de três artigos sobre o tema nas revistas Fuel e Bioresource Technology, duas das maiores referências mundiais em se tratando de combustíveis.

O protótipo, que está sendo desenvolvido por pesquisadores, professores e alunos da universidade e começará a ser construído até o final deste ano, terá capacidade de produzir 20 mil litros de biogasolina e outros 20 mil litros de biodiesel por mês. Quando estiver pronto, a tecnologia será transferida para empresa produtora de resíduo gorduroso que irá reaproveitar o material para produzir os biocombustíveis. Em troca, irá pagar royalties a Furb, que detém 50% da propriedade intelectual da unidade, e a Unicamp, que detém a outra metade.

O biocombustível é feito a partir do aproveitamento de resíduos gordurosos, como óleos usados em frituras e os obtidos em abates de animais. A ideia nasceu no doutorado do engenheiro químico pela Furb, Vinicyus Rodolfo Wiggers, que desenvolveu o trabalho na Unicamp, e depois o colocou em prática nos laboratórios de Engenharia Química e Química da Furb.

20/07/2010 - 22h58min



19 de jul. de 2010

0º aquecendo São Joaquim e região.

O frio chegou, e o turismo da Serra Catarinense agradece


Temperatura ficou abaixo de zero em São Joaquim, onde os hoteis já estão com ocupação alta. 
Foto Gisele Velho/Divulgação

A terça-feira foi apenas o prenúncio do frio que chegaria nesta quarta-feira. Na Serra Catarinense, a temperatura que havia estado perto do 0ºC, como em São Joaquim, desceu ainda mais, para a alegria dos turistas que chegam à cidade.

Em Urupema, na manhã desta quarta, os termômetros marcaram -6ºC. Em Florianópolis, a temperatura caiu a 5,7ºC. A chegada do frio é uma boa notícia para o comércio das cidades serranas, onde os turistas chegam junto com o inverno.

Segundo a secretária de Turismo de São Joaquim, Maria Gorete Oderdenge, a taxa de ocupação dos hotéis está alta, principalmente nos fins de semana, e alguns acampamentos de turismo não têm vaga. O movimento turístico no município aumenta gradativamente e, em 2009, cresceu em torno de 15%.

A diretora de Turismo de Urubici, Beatriz Oliveira, conta que, com a mudança de temperatura de ontem para hoje, já houve um aumento no movimento. "Já há algumas visitações, e a gente acredita que vai começar a melhorar de hoje em diante", comemora.

A alta temporada na Serra Catarinense vai de meados de junho a setembro. Mas por enquanto, o fluxo de turistas em Urubici está menor este ano. "Junho foi bem parado", lamenta Beatriz. Ela estima que a chegada tardia do frio e a realização da Copa do Mundo influenciaram na demanda. O término do campeonato e a baixa nos termômetros alimentam as boas expectativas da Secretaria de Turismo. A previsão de neve para o final de semana também anima as previsões.

O turista procura os hotéis-fazenda, restaurantes e casas de fondue de São Joaquim para curtir o frio em uma das cidades mais altas do país e tentar ver neve. A enogastronomia, que alia vinhos e culinária também é um atrativo local. "São Joaquim está despontando nos vinhedos", afirma Maria Gorete. O município tem 14 vinhos premiados.

Durante os finais de semana, a ocupação dos hotéis é praticamente 100% nesta época. Portanto, o turista que quiser tirar os casacos do armário e conhecer as belezas naturais de Urubici - como a Pedra Furada e o Morro da Igreja, as cascatas Véu de Noiva e Avencal e o Morro do Campestre - devem reservar sua estada antes.

ADRIANA MEYGE | 13/07/2010 | 12h48



18 de jul. de 2010

Santa Catarina e Pernambuco não cobram o ICMS nos portos.

Estados cortam imposto de importados e prejudicam indústria nacional

Seis Estados fazem guerra fiscal abatendo ICMS de produtos importados, afetando a receita das regiões mais industrializadas

Pelo menos seis Estados brasileiros ? Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Goiás e Alagoas ? estão oferecendo benefícios fiscais que incentivam as importações. O objetivo é elevar a arrecadação e desenvolver os portos locais. Mas, na prática, funciona como subsídio ao produto importado, prejudicando a indústria nacional.

A prática não é nova, mas se disseminou pelo País por causa do crescimento do comércio exterior. As importações batem recorde este ano, tornando esse tipo de benefício a principal modalidade de "guerra fiscal" e provocando perdas de arrecadação significativas para Estados com grandes parques produtivos como São Paulo e Minas Gerais.

Os dados de importação são uma prova do magnetismo dos benefícios fiscais para as empresas. No primeiro semestre deste ano, as importações de Santa Catarina, Pernambuco e Goiás cresceram cerca de 70% em relação a janeiro a junho de 2009 ? muito acima da média do País, de 45%, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.

Tarifas. O mecanismo de funcionamento da maioria dos programas é parecido. No passado, um importador de aço, por exemplo, desembaraçaria o produto pelo porto de Santos, pagando 18% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), e venderia para as empresas instaladas em São Paulo.

Hoje o importador pode trazer o produto pelo porto de Itajaí (SC) ou de Suape (PE). Santa Catarina e Pernambuco não cobram o ICMS nos portos, mas só quando o produto cruza a fronteira para outro Estado e, na prática, a tarifa é bem mais baixa: 3% e 5%, respectivamente. Os fiscos estaduais ganham porque, caso contrário, não teriam essa arrecadação. O importador gasta mais com logística, mas embolsa a diferença entre as tarifas.

Por causa do sistema de compensação entre Estados, São Paulo é obrigado a dar um crédito, que pode ser usado no pagamento de outros impostos, de 12% do valor do produto. É uma maneira de evitar a cobrança do ICMS em cascata. O problema é que só 3% do imposto foi pago ? o restante (9%) fica de "brinde". A indústria também perde, porque o produto importado ganha competitividade e pode ser vendido por um preço mais baixo.

"É um corredor de importação dentro do País. Expandimos a guerra fiscal para além das nossas fronteiras", disse Carlos Martins, secretário da Fazenda da Bahia e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda estaduais. Segundo ele, o crescimento desses benefícios foi "avassalador" nos últimos cinco anos.

Para o sócio diretor da CP Associados e ex-coordenador tributário da Fazenda de São Paulo, Clóvis Panzarini, fazer guerra fiscal comos incentivos à importação é uma "maluquice". "Estamos subsidiando a produção do exterior e gerando empregos em outros países, como a China."

Os programas de Santa Catarina e de Pernambuco têm uma exceção curiosa: estão excluídos dos benefícios fiscais à importação produtos que possuam similares produzidos no território estadual. O objetivo é evitar a desindustrialização ? mas apenas dentro do Estado.

Perdedores. Insumos produzidos no País, como tecidos, cobre, aço e químicos, estão entre os produtos mais prejudicados pela nova guerra fiscal. O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que os benefícios "potencializam a atratividade" das importações, que já estão crescendo muito por causa da valorização do real e do excesso de oferta mundial. De janeiro a junho, as importações brasileiras de aço atingiram 2,7 milhões de toneladas, alta de 148%.

De acordo com o vice-presidente de relações institucionais da petroquímica Braskem, Marcelo Lyra, metade das resinas termoplásticas importadas chega ao País por portos que concedem algum tipo de benefício fiscal. No ano passado, foram importadas 450 mil toneladas de resinas nessa situação. Se o ritmo de crescimento dos últimos anos for mantido, serão 1 milhão de toneladas em 2013.

Instalada em Camaçari (BA), a Caraíba Metais, que pertence ao grupo Paranapanema, perdeu uma fatia importante do seu mercado para as tradings que trazem cobre importado por Itajaí. "Tivemos de conceder mais benefícios fiscais para a empresa voltar a ser competitiva", disse o secretário da Fazenda da Bahia. Procurada, a Paranapanema não retornou as ligações.

Em contrapartida, surgiu em Santa Catarina um pólo laminador de cobre, com mais de 10 empresas, que utilizam a matéria-prima importada que chega pelos portos catarinenses.

"A guerra fiscal existe e o Estado que não se antecipar vai ficar para trás", disse o secretário da Fazenda de Santa Catarina, Cleverson Siewert.

Raquel Landim | 18/7/2010 | 0h 00



14 de jul. de 2010

Se estivéssemos sozinhos, seria mais fácil. As negociações com a União Europeia estão avançando muito lentamente.

Divergências no Mercosul atrapalham acordos do Brasil, diz CNI

As divergências entre os países que compõem o Mercosul acabam atrapalhando as negociações diretas do Brasil com países estratégicos para fechar acordos bilaterais de comércio. A afirmação foi feita, nesta quarta-feira, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, no 4º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, realizado no Itamaraty, em Brasília.

“Se estivéssemos sozinhos, seria mais fácil. É claro que, juntos, nos fortalecemos na questão econômica, mas, por outro lado, há divergências entre Brasil e Argentina, por exemplo”, afirmou.

Andrade disse que as negociações com a União Europeia estão avançando muito lentamente. “É preciso (fechar) acordos que sejam mais bem aplicados”, afirmou. Segundo ele, é necessário discutir com o bloco europeu a questão do protecionismo comercial.

“Somos uma economia de mercado aberta e temos enfrentado problemas com mercados de economia mais fechada, inclusive com barreiras não tarifárias”, advertiu o dirigente.

O presidente da CNI acrescentou que, além da crise que levou a Europa a importar menos do Brasil, a valorização do real, a carga tarifária e o mercado interno muito grande, que está atraído muitas empresas estrangeiras, têm atrapalhado a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

O encontro faz parte da 4ª Cúpula Brasil-UE, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, para a 4ª Reunião de Cúpula da Parceria Estratégica entre o Brasil e a UE.

Durante a cúpula, serão assinados acordos e discutidos temas de interesse internacional, como mudança do clima, desarmamento, reforma das instituições financeiras internacionais e Rodada de Doha, além do uso de bioenergia.

Em 2008, antes da crise financeira mundial, a União Europeia destinou US$ 21,1 bilhões ao Brasil em investimentos diretos, que representaram 48% do total de investimentos estrangeiros no período. (Agência Brasil)

14.07.2010 | 10:43



13 de jul. de 2010

Dos estados do sul, Santa Catarina é o que mais gasta com lazer e infelizmente também com fumo.

Como estão os gastos das famílias catarinenses

TIFANY RODIO | 13/07/2010 | 9h55

Os anos passam e a impressão é de que viver está cada vez mais caro. Uma pesquisa do IBGE, divulgada recentemente, comprova e quantifica essa sensação. O Portal EconomiaSC comparou valores do estudo que acompanhou as despesas das famílias no período de 2002/2003 e de 2008/2009. Hoje, os catarinenses têm que desembolsar quase R$ 1 mil a mais por mês.

Em 2002/2003, uma família de 3 a 4 pessoas, que morasse em Santa Catarina, gastava em média R$ 1.817,7 por mês com alimentação, habitação (aluguel, condomínio, telefone, gás, energia etc), transporte, saúde, vestuário, higiene, educação, lazer, fumo e despesas pessoais. Já em 2008/2009, esse custo aumentou para R$ 2.804,09.

O economista Ricardo Guedes explica que o aumento das despesas é consequência do apelo ao consumo, como acontece nas datas festivas, e do avanço da tecnologia, que atrai compradores e reinventa os equipamentos com rapidez, induzindo a novos gastos. “Num período de seis anos, o consumo recebeu produtos novos e indispensáveis para a sobrevivência”.

O valor das despesas dos catarinenses é o segundo maior do país, atrás só do Distrito Federal. Isso decorre, em grande parte, do preço dos imóveis em SC. Segundo a pesquisa do IBGE de 2008/2009, as famílias gastam em média R$ 1.003,24 mensais com habitação, o que significa 35,8% de toda sua renda.

Os vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná gastam muito menos: R$ 794,06 e R$ 833,11 respectivamente. Apesar dessa grande diferença, Guedes acredita que os imóveis no Estado não são superavaliados: “se fossem, não vendiam. O que existe é uma política de incentivo ao consumo de bens, como imóveis, estimulada pelo governo”.

Catarinense gasta mais em lazer

Ainda comparando com os estados do Sul, os catarinenses gastam mais com lazer. São em média R$ 59,85 mensais com brinquedos, livros, revistas, diversões, esportes e outros. Os paranaenses gastam R$ 52,26 e os gaúchos R$ 40,37.

No fator transporte, ocupamos o primeiro lugar no país. As despesas somam R$ 667,45 por mês. Com o grupo que envolve plano de saúde, consultas, remédios, exames e outros serviços relacionados à saúde, os catarinenses são os que menos despendem dinheiro, em comparação com Paraná (R$ 171,78) e Rio Grande do Sul Saúde (R$ 174,07). Aqui são gastos em média R$ 162,91 por mês.

Santa Catarina é o terceiro Estado que mais gasta com fumo, ficando atrás do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Para acompanhar o aumento dos gastos, a renda das famílias também subiu. Em 2002/2003, o rendimento mensal de uma família catarinense era de R$ 1.893,22, obtidos através de salário, rentabilidade de aluguel, aposentadoria e outros meios. Em 2008/2009, passamos, em média, a R$ 3.335,53 por mês. A média do Brasil é de R$ 2.763,47. Apesar do otimismo transmitido pelos números, o economista Ricardo Guedes é cético: “Na vida real, os salários não são bons, e não existe emprego com a disponibilidade que aparenta”.

A presidente da Associação das Donas de Casa, Reneuza Marinho Borba, afirma que o aumento do poder aquisitivo fez com que as pessoas tivessem interesse em melhorar de vida. “A classe menos favorecida passou a ter acesso a eletrodomésticos. As famílias estão morando melhor, são mais exigentes e procuram qualidade.”

Reneuza afirma ainda que, antes, a preocupação com o orçamento era menor, e havia dificuldades em trabalhar com a relação receita X despesa: “hoje há um planejamento. As pessoas consideram sua renda na hora de gastar. Apesar de gastarem mais, estão pesquisando menores preços”.

Sociedade está menos desigual

A renda da população pobre aumentou, e, consequentemente, seus gastos quase dobraram em seis anos: em 2002/2003, cada pessoa pertencente a 40% das famílias com menores rendimentos gastava R$ 239,69 por mês. Esse valor passou para R$ 462,76 no período 2008/2009, o que nos levou do quarto ao primeiro Estado com maiores gastos de famílias humildes.

O consumo dos ricos de SC também cresceu. Em 2002/2003, a despesa por pessoa de 10% das famílias mais favorecidas era de R$ 1.630,36, e SC não ficava nem entre os dez primeiros estados com maiores gastos da classe alta. Em 2008/2009, a despesa por pessoa é a quarta maior do país, R$ 3.096,12.

Em Santa Catarina, o consumo de pobres e ricos não está tão distante: na primeira pesquisa, éramos o segundo Estado com menos desigualdade. Na segunda, dividimos o quarto lugar com o Rio Grande do Sul. A região sul é a menos desigual. “Rio Grande do Sul e Santa Catarina são considerados a Suíça brasileira, por causa da característica de colonização, da formação em pequenos grupos e cidades e das relações de consumo e produção. Em SC, por exemplo, temos cinco regiões distintas: agrícola, mineração, industrial, têxtil e serviços. Isso pode minimizar algumas desigualdades”, analisa o economista Ricardo Guedes.

Alimentação

Comparando os hábitos alimentares de 2002/2003 e 2008/2009, os catarinenses estão consumindo menos farinhas, massas, queijos, leite, leguminosas, cereais e aves. Segundo a nutricionista Gabriela Martinelli Neves, essa redução é negativa, já que os alimentos básicos são importantes para uma dieta equilibrada. Por outro lado, estão gastando mais em bebidas, carnes e peixe. Em ambos os períodos, a maior parte de todo o dinheiro destinado à alimentação é gasta com carne vermelha – em 2008/2009, a média é quase R$ 40 por mês.

Os pescados frescos ainda são pouco consumidos. Em 2002/2003, os catarinenses gastavam R$ 1,65 mensal, passando para R$ 3 em 2008/2009. “Pesquisas apontam para o alto preço como principal motivo para a baixa procura. Apesar de o Brasil ter uma das maiores reservas de pescado, o consumo anual per capita de peixe no nosso país fica bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, avalia Gabriela.

Reneuza Borba percebe que o arroz e o feijão, que sempre foram o prato principal da família, estão sendo deixados de lado, abrindo espaço para a infinita variedade de pratos pré-prontos. Segundo as pesquisas do IBGE, o gasto com frutas, legumes e verduras praticamente se manteve no período, ao mesmo tempo em que a compra de pratos prontos aumentou 0,64%. Segundo Gabriela Neves, a procura por alimentos preparados é cada vez maior por causa de sua praticidade, mas eles são mais calóricos, menos saudáveis e são responsáveis pelo aumento da obesidade.

Assim como para os alimentos congelados, a falta de tempo e a necessidade de rapidez favorecem as refeições em restaurantes ou lanchonetes. Em 2002/2003, 22,76% do gasto mensal das famílias com alimentação eram com refeições fora de casa. Em 2008/2009, esse número passou para 29,5%.

A nutricionista Gabriela diz ainda que a escolha por alimentos saudáveis pode ter relação com a renda: “A população mais pobre pode não ter tido acesso às mesmas informações sobre boa alimentação. Além disso, os custos dos alimentos funcionam como uma barreira para a alimentação saudável. Neste caso, a restrição econômica induziria a seleção de dietas mais densas energeticamente”.

A pesquisa do IBGE mostrou que a classe que ganha mais de R$ 10.375 gasta R$ 21,53 por mês com legumes e verduras. Já a classe mais pobre (que ganha até R$ 830), gasta apenas R$ 5,18. Com frutas, os mais ricos gastam R$ 32,57 e os mais pobres, R$ 6,01.

As famílias mais humildes de Santa Catarina não conseguem guardar dinheiro no final do mês. As que recebem até R$ 830 por mês costumam gastar R$ 1.100,12. Famílias que ganham entre R$ 830 e R$ 1.245 gastam R$ 1.360,05. As contas só param de ficar no vermelho a partir das famílias que ganham entre R$ 1.246 e R$ 2.490 e gastam R$ 1.925,16.