29 de out. de 2011
As fan page do Facebook como plataforma de lançamento de produtos
27 de out. de 2011
Mídias sociais abriram mercado para os profissionais.
Função principal é construir boa imagem de determinada instituição.
Vanessa Fajardo

24 de out. de 2011
O longo caminho para entender o que acontece hoje.
Executivos não entendem os consumidores digitais
O estudo, intitulado Reshaping the business for sustainable digital growth, também revelou que 95% dos executivos não possuem fortes capacidades digitais para gerenciamento do relacionamento com o consumidor e mais da metade dos respondentes (58%) ainda está no estágio inicial do desenvolvimento dessas capacidades. A pesquisa levantou opiniões de 130 executivos seniores em 18 países da Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia, com o objetivo de identificar as características que serão requeridas das empresas de mídia e entretenimento de alta performance, incluindo televisão, jogos, filmes, música, editoras, portais e publicidade.
Novos perfis
Também é interessante apontar que depois de cinco anos de pesquisas frequentes da Accenture com essa indústria, o ultimo levantamento demonstrou que apenas 57% dos executivos apontaram progresso contínuo em suas empresas na jornada do analógico para o digital.
Na realidade, apenas 43% dos executivos consultados afirmam que suas empresas já digitalizaram mais da metade de suas informações. Há um ano, a mesma pesquisa da Accenture revelou que um terço (33%) das empresas estavam transferindo seus negócios de modelos analógicos para digitais, com uma base de arquivos integrada.
“Apesar de algumas empresas terem progredido no objetivo de distribuir conteúdos por qualquer canal, em qualquer formato e para qualquer aparelho, a maioria ainda precisa formar uma visão holística de seu consumidor digital para que possa monetizar seus conteúdos”, disse Marcelo Fortes, líder da área de Mídia e Telecomunicações da Accenture.
De fato, 80% dos entrevistados afirmam que a indústria de mídia e entretenimento ainda está se modificando e novas e mais rápidas mudanças ainda estão por vir. Como resultado disso, 85% dos executivos acreditam que seus negócios continuarão a mudar significativamente.
Mídias sociais
“O crescimento das receitas nesse novo mundo multiplataforma depende do atendimento personalizado, do conteúdo dirigido pelo consumidor através da plataforma correta. Essa mudança de foco de um público de massa para um público individualizado requer uma mudança complexa da mídia de massa para tecnologia de massa”, completa Fortes.
14 de fev. de 2011
A maioria peca por não saber conquistar o público.
Como fazer bons negócios nas redes sociais?
Empresas precisam pensar em estratégias para fidelizar clientes, dizem especialistas
São Paulo - Muitas empresas estão na internet, mas quando se trata de saber usar a web para lucrar, apenas uma minoria delas é capaz de fazê-lo. A maioria peca por não saber conquistar o público.
Internet foi fundamental para alavancar os negócios, diz Fábio Seixas, confundador da Camiseteria
A estratégia de lançar um produto ou uma promoção para ganhar mais “seguidores” é uma das ações mais comuns adotadas pelas companhias nas redes sociais. O objetivo é conquistar o cliente, aquele que vai gastar consumindo uma marca.
O resultado vem, e geralmente vem bem rápido, instantâneo, mas com a mesma rapidez que a empresa conseguiu esse cliente ela o perde. Isso ocorre porque o investimento é pontual. Não há a preocupação de fidelizar esse consumidor. Em regra, são ações isoladas que, num primeiro momento atraem o interesse, mas que pelo fato de não haver sequência se perdem completamente.
E o mais curioso é que essa falta de um melhor relacionamento com o cliente (internauta) ocorre justamente nas redes de...relacionamento.
Saindo do mundo virtual para o real, é como se o rapaz que tem interesse na garota fizesse de tudo no primeiro encontro para ganhar a sua atenção e nos dias seguintes a abandonasse completamente. Consequentemente, ele a perde. Causar boa impressão de cara é importante, mas não é tudo. O mesmo vale para as empresas em suas empreitadas na web.
“As empresas pecam por realizarem ações num primeiro momento nas redes sociais e depois abandonarem o cliente. Conquistar um grande número de sequidores no Twitter, por conta de uma promoção, tem pouco valor se a companhia só volta a se relacionar com o internauta três meses depois, com uma nova ação promocional. O relacionamento é algo constante”, afirma Jeff Paiva, diretor de Interatividade da agência de publicidade Neotix e professor de Mídias Sociais da FAAP, um dos debatedores do último dia do Social Media Week, evento realizado nesta semana em São Paulo.
Para Marcus Andrade, fundador do Guidu, rede social voltada ao entretenimento e ao lazer, com dicas de baladas, bares e restaurantes, o desafio maior está no produto.”Penso que o maior desafio para quem pretende ganhar dinheiro na intenet é tornar o produto relevante. No nosso caso, sabíamos que muitas pessoas trocavam informações na web. O que fizemos foi organizar essas avaliações sobre os lugares que as pessoas visitam. Criamos um ambiente para essas discussões”, diz.
De mesma opinião, Fábio Seixas, confundador da Camiseteria, um serviço que trabalha com vendas de camisetas com estampas elaboradas por usuários, acredita no potencial da internet para alavancar o negócio. “Há várias redes sociais. Basta ter um produto inovador que a internet faz desse produto de sucesso algo muito maior. As redes sociais ajudam para que tenha mais sucesso”.
Segundo ele, existe vida fora da web, mas em breve quem não estiver nela pode estar fadada ao fracasso. “Hoje, a internet não é imprescindível para todas as empresas. Porém, é possível que num futuro próximo ela seja tão fundamental para as companhias quanto o telefone é hoje para as pessoas”.
Também presente no evento, a jornalista Viviane Rodrigues, do jornal Financial Times, seguiu a opinião dos outros debatedores, relacionando o sucesso das empresas na internet - em ações promocionais ou na criação de negócios bem-sucedidos – à qualidade e à capacidade do produto de atrair clientes. “As iniciativas em redes sociais por si só não se sustentam. Somente com iniciativas boas e viáveis é que se consegue atrair as pessoas”.
12/02/2011 | 00:02
3 de fev. de 2011
Sorteios, brindes, ofertas exclusivas e cupons de descontos
As mídias sociais e o desempenho no varejo
Quem nunca se pegou navegando pelo twitter de um estabelecimento a procura de um descontinho? Estar alienado a estas novidades é garantia de fracasso nos negócios.
Praticidade, conforto e segurança são alguns dos benefícios oferecidos pelas lojas virtuais que contribuem para o aumento constante das compras pela internet. Tudo isso agregado a uma boa oferta, se torna irresistível para qualquer consumidor.
Cientes deste novo perfil de clientes, os varejistas abusam da criatividade e inovação, e atraem cada vez mais compradores por meio das mídias sociais. Sorteios, brindes, ofertas exclusivas e cupons de descontos são algumas das tentações que atiçam os consumidores ativos, que são disputados a cada clique.
Para se ter uma ideia da importância das promoções e cupons de descontos, cerca de 70% das pessoas abandonam o carrinho de compra. Sendo que desse percentual, 27% delas abandonaram por não encontrarem um cupom de desconto.
Ou seja, os consumidores sempre procuram algum benefício extra na compra, como abatimento no preço ou frete grátis.
Há também aqueles que priorizam as redes sociais populares como o Twitter e o Facebook e oferecem conteúdo exclusivo de promoções e ofertas, além de grandes sorteios para seguidores e fiéis aos estabelecimentos.
Preços mais baixos e ofertas relâmpago são anunciados constantemente. Tudo de forma rápida e dinâmica, como a velocidade da web. O feedback direto com estabelecimentos também é um benefício que o consumidor moderno usufrui com esta batalha nas mídias sociais. Com isso, as manifestações negativas ou positivas ganham cada vez mais importância dentro das redes de varejo.
Antenados nas mídias sociais mais populares do Brasil, como Twitter, Orkut e Facebook, milhões de usuários e consumidores se deleitam com as novas formas de varejo. As novidades não param de surgir e o mercado promete agradar ainda mais clientes de todos os gostos e bolsos.
Pedro Eugênio (Sócio fundador do Busca Descontos)
4 de out. de 2010
Trocar a TV por postar em blogs, wikis e Twitter.
Era da generosidade e da criatividade coletiva
Gil Giardelli fala de temas morais em tempos digitais e frisa “A internet sob ataque”. Confira!
Como escreveu Manuel Bandeira “Assim eu quereria meu último poema terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais”. Simples assim, surgiu o renascimento da inovação digital. A revolução foi silenciosa, as forças seculares acreditavam que a web era apenas uma brincadeira de jovens petulantes!
Os céticos duvidam que entramos na ”Era da criatividade e generosidade e global”. A consciência coletiva aparece. O pensador Daniel Pink afirma em seu livro “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” que até o século XX os trabalhadores só se sentiam estimulados pelos ganhos financeiros. E no século XXI as pessoas fazem coisas para se sentirem inseridos no mundo, para ganhar sua satisfação, alimentados por recompensas externas, pela intrínseca motivação, a alegria de fazer algo em benefício do outro.
Lembra do mantra digital “Você é o que você compartilha?” Estudos recentes da Universidade Kings College London, provou que a internet não revolucionou apenas nossa forma de viver e se relacionar. Revolucionou nosso cérebro – quando você está na web e tem o sentimento de fazer a coisa certa, fazer coisas interessantes, engajar-se a uma causa ou contribuir para o mundo. Afeta seu cérebro e uma parte do seu nercotex e você fica feliz como praticar esporte ou fazer amor. Percebeu porque estes danados ficam tanto tempo conectados e compartilhando?
Clay Shirky, em seu livro Cognitivo Excedente - afirma que as pessoas estão trocando seu tempo livre, onde assistiam TV estatelado no sofá por conectar-se às redes sociais! Clay questiona porque as pessoas gastam seu tempo editando a Wikipedia - todos os artigos, edições e discussões sobre os artigos e edições representam cerca de 100 milhões de horas de trabalho humano. O que as motiva?
Havia muito tempo livre no mundo industrializado versus falta de tempo em um mundo conectado. Alguém que nasceu em 1960 já assistiu algo como 50 mil horas de televisão, e já passou mais de cinco anos e meio de vida na frente da telinha.
Existe na humanidade um excedente cognitivo = A sociedade conectada desligando a TV e produzindo conteúdo significa um trilhão de horas por ano de desenvolvimento do software da sabedoria das multidões. Um novo recurso! Hoje no mundo 0 Tempo = bem social coletivo. Trocar a TV por postar em blogs, wikis e Twitter. Ensinando o outro, aprendendo com o outro. Sai a televisão, uma atividade solitária e entra as conexões sociais – contribuir, compartilhar etc. Shirky disse: “Quando alguém compra uma televisão, o número de consumidores sobe para um, mas o número de produtores permanece o mesmo.”
Quando alguém compra um computador ou telefone celular, o número de consumidores e produtores aumenta um. Isso permite ao cidadão, ao invés de deixar seu tempo livre escoar em frente da televisão, produzir vídeos divertidos, engajar-se em webcidadania, enfim vale tudo!
Pink disse que ao contrário do que pensávamos que nossas motivações estava em dois pilares, o das necessidades biológicas (beber, comer, se aquecer e satisfazer desejos biológicos) e o segundo pilar de responder a recompensas e punições, temos um terceiro pilar. A ciência provou que a motivação intríseca pode ser ainda mais poderosa: “Isso é o que está por trás das pessoas que organizam sites de carona, usam telefones celulares para informar sobre as catástrofes naturais ou agitação política. Eles são motivados por algo que não seja dinheiro.”
Até o século passado, o mundo foi orientado ao hiperconsumo e a passividade. No século XXI reinventamos a co-criação e o compartilhar. Algo que ficou latente nos últimos séculos industrializados.
Somente com este novo comportamento da humanidade, poderia nascer comunidades de software livre, de vizinhos online, de protetores de animais, de produtores de documentários. Pense na criação do Twitter, um amigo vira para o outro e diz:
- “Vamos fazer um microblogging gratuito de até 140 caracteres?”
O amigo responde:
- “Otimo, vamos começar agora”.
E nem pensaram em um plano de negócios ou modelo de pagamento Percebeu um mundo novo? Percebeu o choque dos séculos? Porém, empresas e governos, perceberam os diácomos da tempestade digital e estão dispostos a fazer a nossa amada internet funcionar de uma maneira diferente. Para no final promover interesses políticos e comerciais falidos! Muitos poderes que não cabem em uma era do conhecimento coletivo!
A Revista The Economist estampou em sua capa “Os novos muros da web – Suas normas abertas, que derreteu as fronteiras existentes entre academia, empresas e redes de consumo está em perigo de perder sua universalidade.” Essa tal de “neutralidade da rede”, que nasceu com a internet e deu-lhe o caráter aberto e democrático que teve até agora.
Por ironias da deusa das casualidades, o primeiro grande ataque foi de Paris – o berço da Revolução Francesa, que ensinou a civilização ocidental os conceitos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O enfadonho Presidente Sarkozy levantou as barricadas em seu Quartier Latin, prendendo jovens que abaixavam música na internet, por meio da lei “Création et internet”, ou Lei Sarkozy, em resumo (censura sem a participação do Judiciário, o que representa uma clara violação ao direito à privacidade e à presunção de inocência) Veja aqui.
A The Economist desvendou “A Grande muralha digital Chinesa, o firewall estatal que já impõe um controlo rigoroso dos links de internet com o resto do mundo, monitorando o tráfego e fazendo muitos sites ou serviços indisponíveis. Há também, países que não toleram a democracia das ideias como Irã, Cuba, Arábia Saudita e Vietnã, embarcaram em seus muros de Berlim da era digital.”
O ativista digital e músico Damian Kulash escreveu para o The Washington post: “Passei uma década trabalhando com a indústria fonográfica, um setor em que as grandes excluem todo o resto. Criatividade e inovação ficam muito atrás do dinheiro em importância e todos perdem, até as grandes. Elas se isolaram da mudança por tanto tempo que cavaram seu túmulo. O sucesso é mais frequentemente comprado que conquistado.
A internet é o mercado mais puro para ideias que o mundo jamais viu, e o poder espantoso desse campo de jogo nivelado revolucionou tudo. Na internet, quando envio meus uns e zeros para algum lugar, eles não deveriam ter de esperar na fila atrás dos uns e zeros de pessoas ou corporações abonadas. Esse é o modo como a internet foi planejada, e é fundamental para um conceito chamado “neutralidade da rede”, que garante que os provedores de serviços de internet não podem escolher favoritos.”
Há alguns anos Lawrence Lessig e Robert McChesney, especialistas das universidades de Stanford e Illinois, disseram que se o fim da neutralidade acontecer, “a internet começará a ficar parecida com a televisão a cabo, onde meia dúzia de grandes empresas controlarão o acesso ao conteúdo e sua distribuição, decidindo o que você vai ver e quanto vai pagar por isso.”
Da série a série, poder absoluto corrompe de Maquiavel – Vinton Cerf, pioneiro em tecnologias da informação, considerado por muitos “o pai da internet” que foi o grande orador da manutenção da neutralidade da rede, declarou a todos os ventos em alto e bom som: “As gigantes de telecom querem nos impor um modelo do século 19 no mundo do século 21″, comparando a internet pedagiada às práticas monopolistas que marcaram há 150 anos a construção das redes de telégrafos – a primeira malha global de comunicação rápida que o mundo conheceu.
Com sadismo a deusa das casualidades,fez o Google esquecer seu mantra “Não seja malvado” e Vinton Cerf seu vice-presidente, provavelmente pediu para esquecerem o que ele escreveu – A gigante de busca embasbacou o mundo com sua sórdida manobra para criar pistas exclusivas na internet com a Verizon e colocar em xeque o modelo atual de neutralidade na rede. Justamente “O Google que começou numa garagem e se tornou um líder industrial por ter grandes ideias e não montanhas de dinheiro”. Mas, agora que a internet já existe a tempo suficiente para ter desenvolvido seus próprios gigantes, precisamos garantir que eles não arruínem o que é grande na tecnologia que os produziu.” Profetizou Kulash.
Aprovar o acordo Google-Verizon, ou atitudes de países que não admiram a democracia “Seria como ter uma legislação sobre direitos civis que tratasse da ocupação de assentos em ônibus, mas excetuasse escolas, locais de trabalho e cabines de votação.” Como disse a voz inteligente de Damian Kulash. Emocionante o parágrafo final da The Economist “Este jornal sempre defendeu o livre comércio, mercados abertos e a concorrência vigorosa no mundo físico. Os mesmos princípios devem ser aplicados na internet também.”
Você pode se engajar e ajudar a eleger a Internet como Nobel da Paz em 2010, se engajar no projeto savetheinternet.com. Somos ou não somos, tech-anarquistas graças a Deus? Nestes anos, em vez de atirarmos pedras como na revolução estudantil de 1968, vamos usar nossos mouses e deletar velhas formas de um mundo que naufragou. Precisamos de homens magnanimous em tempos de revoluções. Precisamos de homens que enxergaram o futuro. Precisamos de sonhadores, utópicos, semeadores do bem. Precisamos de pessoas que acreditam que a evolução da terra se dará pela consciência coletiva. Precisamos de pessoas que criem redes sociais de justiça, leis morais, arquitetura, tecnologia e educação.
Precisamos de contadores de histórias como os avós de José Saramago. - “Gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerônimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver”.
Contamos com você, camarada! Boa viagem.E não esqueça da bussola digital. Não use velhos mapas, para descobrir novas terras! A e-revolução não é toda história, mas é uma grande história onde não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras!
Gil Giardelli (Ceo da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília)
Inspirado em – “EUA começam a discutir o futuro da internet. Integra aqui e “Em uma conversa genial, para a revista Wired entre Pink e Clay sobre a humanidade 5.0 e no “Discurso de José Saramago na Academia Sueca (ao receber o Prêmio Nobel de Literatura)
HSM Online
17/09/2010
29 de set. de 2010
São os seus consumidores que decidem se vão usá-las para falar da empresa e de seus produtos.
Os quatro papéis da comunicação empresarial nas mídias sociais
As mídias sociais são um fenômeno consolidado no Brasil e no mundo e, aos poucos, as empresas estão se adaptando a essa realidade. Nesse processo, os executivos se dividem entre os ansiosos, que acham que a empresa já devia ter feito seu perfil no Twitter, e os conservadores, que acreditam que as mídias sociais são arriscadas, sem controle e, portanto, preferem ficar de fora.
Entre os dois grupos, a empresa deve compreender uma realidade incômoda: não é ela que decide se vai ou não estar nas mídias sociais, são seus consumidores que decidem se vão usá-las para falar da empresa e de seus produtos. Assim, só cabe à empresa controlar o ímpeto dos ansiosos e sair do imobilismo dos conservadores, se concentrando em planejar a comunicação empresarial nas mídias sociais.
Para isso, é importante primeiro entender as mídias sociais, e um fenômeno que está associado a elas: a mudança na atenção do consumidor.
O mundo das empresas sempre foi centrado na mídia, basicamente porque era ali que estava a atenção do consumidor. Através das mídias, a empresa se comunicava com seus consumidores e seus stakeholders.
Mas o consumidor mudou. A atenção do consumidor agora está centrada nas pessoas. São consumidores falando com outros consumidores sobre suas vidas e suas experiências, e também sobre as empresas e seus produtos. Para isso, eles escolheram as mídias sociais, porque ali conseguem se relacionar com outros consumidores, em que confiam e que respeitam.
Assim, as empresas têm que trabalhar com esse novo veículo de comunicação, intensificando seu foco nas mídias sociais, com estratégias baseadas em pessoas e em relacionamento, ou melhor, no relacionamento com uma rede de pessoas.
Mas o fenômeno das mídias sociais vai além da simples mudança de foco do consumidor. Nelas, as pessoas são ao mesmo tempo produtores e consumidores de informações, profissionais e indivíduos, consumidores falando de produtos e colaboradores falando de suas empresas e empregos. Essa pluralidade, além dos aspectos de marketing e de comunicação, levanta questões éticas em torno do papel das pessoas enquanto colaboradores de uma organização.
Uma empresa não pode trabalhar nas mídias sociais pensando somente em consumidores. É preciso entender que não há fronteiras entre os papéis dos indivíduos. Seus colaboradores também usam as mídias sociais em suas casas. Ignorar essa pluralidade de papéis é tão perigoso quanto ignorar as mídias sociais.
Portanto, as empresas têm o desafio de planejar a comunicação empresarial de forma integral, observando não só a mudança de foco do consumidor, mas também a pluralidade de papéis que ele exerce nesse meio.
A nova comunicação empresarial deve abranger as mídias sociais, e todos os papéis que um indivíduo pode ocupar: Consumidor, Colaborador, Gestor e Influenciador.
Um mesmo indivíduo exerce cada um desses papéis para diferentes organizações. Ele é consumidor de algumas empresas, é colaborador da sua empresa, gestor de informações e de conhecimento da empresa e de terceiros e, finalmente, influenciador nas suas redes sociais.
Assim, é preciso ir além do discurso das mídias sociais como simples ferramenta de marketing, e planejar a comunicação empresarial considerando estes quatro papéis:
- Gestão da comunicação empresarial: focada no mercado e nos stakeholders, estabelecendo a presença da empresa nas mídias sociais, com monitoramento, comunicação institucional e gerenciamento de crises.
- Gestão do marketing digital: focada no consumidor, estabelecendo o relacionamento da marca com seus consumidores, criando fãs da marca e um atendimento pessoal e diferenciado.
- Gestão da comunicação pessoal: focada nos colaboradores, nas questões éticas e de responsabilidade no trato com suas redes sociais pessoais, treinando as pessoas para que entendam seu papel nas mídias sociais, e sua capacidade de ajudar ou de prejudicar a marca.
- Gestão do conhecimento: focada na circulação das informações e do conhecimento, mudando o paradigma da comunicação interna, saindo do foco na gestão de TI e no e-mail e abrindo caminho para novas estratégias colaborativas, mais eficientes e inovadoras, baseadas em mídias sociais corporativas internas.
Atuando nesses quatro papéis, a empresa pode desenvolver seu planejamento de comunicação empresarial nas mídias sociais, permitindo que a nova cultura seja incorporada pela organização de forma orgânica e segura, e evitando as armadilhas e as crises nas quais muitas organizações têm caído por falta de preparo.
27 de set. de 2010
Patrocinado por eles, mas não aguentou e reclamou.
@ClaroRonaldo mostra porque não é qualquer um que pode representar uma marca.
Na penúltima sexta-feira (17) o garoto propaganda da Claro no Twitter, o jogador Ronaldo, mostrou com essa tuitada porque as empresas devem cuidar de quem tem o controle sobre as suas contas.
Aparentemente Ronaldo estava insatisfeito com o serviço oferecido pela empresa de telecomunicações e resolveu xingar muito no Twitter. Até aqui tudo bem, afinal, o objetivo da ferramenta e saber o que a pessoa esta fazendo e já é comum ver as pessoas usando a ferramenta para mostrarem a sua insatisfação com serviços e produtos, o problema da revolta do atual astro do Corinthians é que ele é patrocinado pela empresa e atualmente mantém o perfil que vincula seu nome diretamente a empresa, @ClaroRonaldo.
O uso de celebridades na publicidade sempre foi um assunto que levantou muita discussão e a estratégia adotada para popularizar o perfil da Claro no Twitter, apesar de interessante, abriu o mesmo leque de problemas que vemos quando as empresas optam pelo uso de celebridades em seus comerciais.
A questão aqui não é julgar a estratégia adotada pela empresa, apenas alertar as empresas de que vincular os seus nomes a de outras empresas, marcas e celebridades deve ser uma estratégia bem elaborada, sendo no universo físico e/ou digital.
Dennis Altermann | 20 de setembro de 2010
Quem reunir seis amigos, ganha um voucher de 20 euros
Lufthansa promove Oktoberfest via Facebook
Companhia aérea oferece promoções para brasileiros
Para comemorar os 200 anos da Oktoberfest de Munique, considerada a maior festa da cerveja do mundo, a Lufthansa está usando o Facebook para realizar uma promoção voltada para clientes brasileiros da companhia aérea.
Na página da companhia, os internautas podem encontrar jogos e dicas para curtir a festa da cerveja in loco. Para concorrer a passagens aéreas e a malas Rimowa, basta jogar e acumular pontos. Outra brincadeira é convidar os amigos do Facebook para uma mesa virtual na Oktoberfest. Quem reunir seis amigos, ganha um voucher de 20 euros para usar na compra de passagens aéreas na Lufthansa. A promoção vai até dia 4 de outubro e para participar é preciso acessar o site da marca (clique aqui para acessar).
27/09/2010 | 24h27
30 de ago. de 2010
Tanto se fala nela, mas ... como lucrar?
O site de moda recebe 500 mil visitantes por mês e tem parcerias com empresas como C&A e Hope
São Paulo - O ByMK, rede social de moda, reúne mais de 150 mil usuários cadastrados, entre interessados e experts no assunto. Criado por dois executivos de tecnologia, o site começou como uma brincadeira de família.
"Nossas esposas gostavam de moda e resolvemos fazer o site para passar o tempo mesmo", conta Renato Steinberg, um dos sócios fundadores.
Com o tempo, a brincadeira ficou séria e Renato Steinberg e Flavio Pripas resolveram se dedicar integralmente ao negócio, deixando de lado os empregos no mercado financeiro. "Saímos meio sem saber como ganhar dinheiro com o site", conta Steinberg. "Mas tínhamos um plano de metas bem feito. Caso não desse certo, ainda tínhamos como voltar ao mercado", diz.
Como faturar na internet?
Criado em 2008, o site começou a crescer e um ano depois alcançou 160 mil usuários cadastrados, que passam mais de meia hora todo dia navegando e montando looks com roupas, sapatos e acessórios disponibilizados no site.
Foi em 2009 que Flavio e Renato começaram a pensar nos modelos de negócio que o site podia ter. Além da venda de publicidade, a dupla fatura com concursos culturais, como o que a marca de sapatos Carmen Steffens promoveu recentemente, com banners e com a exposição de alguns produtos patrocinados em destaque.
Depois de um cadastro gratuito, os usuários podem navegar pela rede, montar modelos, criar grupos e discutir os produtos e as marcas disponíveis. Para os sócios, é a especificidade da rede que atrai os anunciantes. "Os nossos usuários fazem parte de um nicho bem demarcado", explica Steinberg.
Próximos passos
Segundo Steinberg, a rede social está prestes a passar por uma reformulação e deve receber novas ferramentas e uma mecânica remodelada para atrair mais usuários e fazê-los participar mais.
Além disso, os sócios acreditam que, apesar de ainda pequena, já está na hora da empresa crescer. "Estamos procurando um investidor. Para passar para um próximo patamar, precisamos de uma injeção de capital", diz Steinberg.
Priscila Zuini | 30/08/2010 | 14h15
16 de ago. de 2010
Os números começam a mostrar o poder dessa mídia.
Anunciantes gastarão até US$1,7 bilhão em redes sociais apenas este ano
15 de ago. de 2010
86% dos usuários brasileiros de internet navegam em blogs e redes sociais
Como transformar Twitter, Orkut e Facebook em verdadeiras máquinas de sucesso
Veja dicas de especialistas na área e algumas ações de empresas que utilizaram as redes sociais corporativas para divulgar seus negócios e conquistar mais clientes
Há tempos, as redes sociais são apontadas como uma tendência para complementar as ações empresariais. Mas o fato é que essa tendência está a cada dia se transformando em realidade. Uma pesquisa realizada recentemente pelo instituto Nielsen Ibope revelou que 86% dos usuários brasileiros de internet navegam em blogs e redes sociais.
1 de ago. de 2010
Uma empresa que colhe os resultados de um dos maiores fatores de influência atuais.
5 razões porque a Ford continua a brilhar nas mídias sociais
Existem poucas companhias que entendem que o marketing em mídias sociais é um processo de aprendizado contínuo como a Ford. Qualquer empresa, grande ou pequena, pode aprender com a Ford, em especial com o mais recente lançamento do Ford Explorer 2011 no Facebook. Aqui estão cinco razões pelas quais Scott Monty e sua equipe continuam a brilhar na arena das mídias sociais.
18 de jul. de 2010
Um dos mais poderosos homens de negócios do país, se rende ao poder de mobilização inspirado no exemplo de Obama.
Eike Batista: 'O Twitter representa meu estilo de vida'
O Twitter é uma ferramenta de comunicação extraordinária. Eu a conheci a partir de seu uso pelo presidente americano, Barack Obama: gostei do perfil oficial dele junto à conta da Casa Branca. Antes mesmo de se eleger, Obama havia construído um espaço de captação de recursos para campanha. O poder de mobilização que construiu em poucos meses foi fantástico. Sua base de seguidores, hoje consolidada, é capaz de mudar pautas e votos do Congresso.
Tenho dois irmãos que trabalham na área de tecnologia. Em uma conversa, um deles falou sobre o poder da mídia social e sobre como sites de interação mudam o comportamento humano. Há cerca de três semanas, tive a idéia de criar o perfil e promover uma conversa com as pessoas em rede. Durante esse período, descobri que tenho o perfil ideal para o Twitter: me considero uma pessoa que prefere sintetizar assuntos. E o site tem essa virtude. Tudo é muito simples, prático. E em 140 caracteres.
Compartilhar ideias e pensamentos. Acredito que tenho algo a ensinar.
O perfil vai mesclar informações pessoais e profissionais. A criação da conta só reafirma uma coisa: sou normal, como qualquer outro ser humano. E a caneta eletrônica do Twitter pode me ajudar a mostrar isso.
Não pensei ainda em um formato de modelo de negócios. Mas será um passo a ser estudado.
De forma alguma. Sou o autor de todas as mensagens. Mas você me deu uma idéia: vou montar uma equipe de quatro ou cinco pessoas para a área. Não é todo lugar que possui conexão à internet e, pelo celular, posso passar os tweets aos funcionários.
Pergunta engraçada. Muitos jovens que investem na bolsa acabam me seguindo e isso acontece pela qualificação do perfil. Todos têm um carimbo de referência. E esse grupo acredita que posso ajudá-los.
Acredito que não. Percebi, nessas duas semanas, que o Twitter representa meu estilo de vida.
E a conversa em 140 caracteres com a Nana Gouvêa, como foi? [a modelo criticou Eike por ter doado 12 milhões de dólares a uma ONG ligada à cantora Madonna e não a instituições brasileiras]
Foi engraçado. Respeitei a opinião dela. A rede permite transparência. Não tenho problema com as discussões.
Eu não tenho iPhone, tenho Blackberry. Estou fascinado com meu iPad, que comprei há dois meses. Pela manhã, durante o café, abandonei o jornal. Leio as notícias do dia no tablet da Apple. Por sinal, o Gloria Palace [hotel do Rio comprado recentemente pelo empresário] será totalmente digital. Terá telas sensíveis ao toque, sensores. Pode esperar: o que há de mais tecnológico estará no hotel.
(Risos). Será? Não pretendo adquirir o Twitter. Meu objetivo com a ferramenta é apenas interagir. Quem são seus fundadores mesmo?
Evan Willians, Biz Stone e Jack Dorsey.
Não conheço nenhum deles, mas deixo meus parabéns por terem criado uma plataforma social tão envolvente, viciante e revolucionária.






