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17 de ago. de 2010

Uma gigante da computação investindo forte na prestação de serviços corporativos

De olho nas nuvens, Dell compra empresa de armazenamento de dados




De olho no cada vez mais promissor mercado de soluções baseadas em computação nas nuvens, a Dell iniciou a semana com o anúncio da aquisição da 3PAR, companhia especializada em armazenamento de dados.

3PAR

Uma vez que a aquisição seja aprovada pelos acionistas de ambas as companhias, a Dell irá desembolsar 18 dólares por ação da 3PAR. O valor total do negócio deve girar em torno de 1,15 bilhão de dólares. O processo todo deve ser concluído no final do ano.

A intenção da Dell com a aquisição é a de reforçar a presença da empresa na prestação de serviços corporativos, especialmente naqueles ligados à computação nas nuvens, como já informado no início do texto.

De acordo com um representante da companhia, a tecnologia de virtualização da 3PAR pode ajudar clientes a reduzir os custos com o gerenciamento de dados, sejam eles relacionados ao hardware ou ao consumo de energia. A expectativa é a de que os serviços da adquirida possam representar lucros à Dell já no exercício fiscal de 2012.

17/08/2010 | 10h


12 de ago. de 2010

A força da comunicação voltada nas áreas de Esportes, Educação e Entretenimento.

Geo, dos grupos RBS e Globo, compra HSM

Negociação foi feita com o fundo de private equity da BR Investimentos, do economista Paulo Guedes

A Geo, companhia de eventos do Grupo RBS em parceria com a Globo Participações, acaba de fazer sua primeira aquisição. A empresa finalizou a compra da subsidiária brasileira da HSM.

A negociação foi feita com o fundo de private equity da BR Investimentos, do economista Paulo Guedes, que havia adquirido a HSM em outubro do ano passado. A Geo tem como objetivo atuar nas áreas de Esportes, Educação e Entretenimento.

Regina Augusto | 12/08/2010 | 19h40


22 de jul. de 2010

Recuperando o lucro perdido.

GM fecha acordo para comprar a AmeriCredit por US$ 3,5 bilhões

Com a aquisição, montadora volta a ter um financiador de automóveis dentro do próprio grupo

DETROIT - A General Motors afirmou que fechou acordo para comprar a AmeriCredit Corp., empresa de financiamento de automóveis, por US$ 3,5 bilhões, tendo em vista o aumento da disponibilidade de empréstimos e de leasing de automóveis. Com a aquisição, a GM terá um financiador de automóveis dentro do próprio grupo pela primeira vez desde que vendeu o controle do seu braço financeiro GMAC em 2006.

A GM vê o negócio como uma maneira de aumentar suas vendas, um passo importante para os planos da montadora de retornar aos mercados até o outono (no Hemisfério Norte).

"Esse é outro bloco importante no alicerce para um IPO (oferta pública inicial de ações)", afirmou o diretor-financeiro da montadora, Chris Liddell. "A aquisição nos permitirá, por meio de um investimento de capital relativamente modesto, atingir uma área com grande potencial."

As montadoras podem usar seus braços financeiros para tornar o crédito disponível a fim de impulsionar as vendas de carros e caminhões. Sem um braço financeiro, a GM não tem sido capaz de atender muitos clientes com ofertas de leasing e financiamento para compradores, cuja avaliação de crédito aponta risco.

As operações de leasing correspondem a 7% dos negócios da montadora, enquanto a média da indústria automotiva é de 21%, disse Liddell. Segundo ele, cerca de 4% dos compradores da GM tem avaliação de crédito arriscada, enquanto 40% dos consumidores norte-americanos entraram para essa categoria.

Liddell destacou que a participação da AmeriCreditnas vendas da GM provavelmente não ultrapassará 10%, mas acrescentou que o negócio vai permitir à montadora a alcançar consumidores, que estavam fora do seu alcance anteriormente. A GM continuará a procurar acordos com outros bancos, como vem fazendo há vários meses, para expandir ainda mais a disponibilidade de empréstimos.

Segundo os termos do negócio, a AmeriCredit continuará a oferecer empréstimos para compra de veículo fabricados por outras montadoras. As informações são da Dow Jones.

Clarissa Mangueira / Agência Estado | 22/07/2010 | 10:41


3 de jul. de 2010

A Gerdau comprou a Ameristeel e a Marfrig levou a Keyston: a retomada da internacionalização das empresas brasileiras.

Aquisições brasileiras no exterior superam compras de múltis no Brasil

De janeiro a maio, as companhias nacionais investiram US$ 11,16 bilhões, enquanto os estrangeiros trouxeram US$ 10,68 bilhões para o País

Raquel Landim | 3/7/2010 - 16h


SÃO PAULO - Na semana passada, a siderúrgica Gerdau comprou as ações que ainda não detinha na Ameristeel por US$ 1,6 bilhão. Quinze dias atrás, o frigorífico Marfrig levou a Keystone por US$ 1,26 bilhão. Esses são os dois lances mais recentes da retomada da internacionalização das empresas brasileiras. As multinacionais verde-amarelas estão aproveitando o real forte e as pechinchas oferecidas no pós-crise para ir às compras.

Os empresários brasileiros adquiriram mais concorrentes no exterior que os estrangeiros no País neste início de ano. De janeiro a maio, as companhias nacionais investiram US$ 11,16 bilhões em aquisições ou no aumento de sua participação em companhias das quais já eram sócias. O valor superou os US$ 10,68 bilhões que os estrangeiros trouxeram ao País para aquisições. Os Estados Unidos se tornaram o principal alvo e absorveram 40% dos investimentos (excluídos paraísos fiscais).

O cálculo exclui as transferências entre matrizes e filiais. O investimento direto é a soma da compra de participações no capital e de empréstimos inter-companhias. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luis Afonso Lima, "as aquisições não são um movimento tático, mas estratégico das empresas nacionais no exterior".

A única vez que os brasileiros compraram mais empresas no exterior que agora foi em 2006, quando a Vale adquiriu a canadense Inco por US$ 18 bilhões. A magnitude da transação distorce os dados, o que torna a virada atual inédita. Em 2004, os brasileiros investiram US$ 6,64 bilhões em aquisições no exterior.

Com exceção de 2006, o recorde foi em 2008, com US$ 13,9 bilhões - pouco acima do obtido em cinco meses deste ano. As aquisições no exterior demonstram a robustez das empresas brasileiras no pós-crise, mas são mais um fator de pressão nas contas externas do País, que devem terminar o ano com déficit de cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Oportunidade. Em fevereiro, a petroquímica Braskem comprou a divisão de polipropileno da americana Sunoco por US$ 350 milhões. "Entramos na crise com dinheiro em caixa. O que é crise para uns, é oportunidade para outros", diz o vice-presidente de relações institucionais e desenvolvimento sustentável da Braskem, Marcelo Lira.

Os objetivos da Braskem com a internacionalização são ganhar escala e ter acesso a matéria-prima. É por isso que a empresa prevê investir US$ 2,5 bilhões em um polo petroquímico no México até 2015. A Braskem já tem contrato de fornecimento de nafta com a Pemex. "As aquisições vão continuar, porque os planos são passar de oitava para quinta petroquímica do mundo até 2020", disse Lira.

Outra que aproveitou as oportunidades da crise foi a Votorantim, que adquiriu 21,3% da portuguesa Cimpor em janeiro, após feroz briga com os concorrentes Camargo Correa e CSN. Foi o último lance de um processo de ida para o exterior que começou em 2001. Com destaque para cimento e metais, a empresa está presente em 22 países.

Um conjunto de motivos impulsiona a internacionalização das empresas brasileiras. Segundo o gerente do projeto de internacionalização da Fundação Dom Cabral, Sherban Leonardo Cretoiu, as companhias estrangeiras perderam valor de mercado na crise. Além disso, a valorização do real aumentou o poder de compra dos brasileiros. Outro fator é a consolidação provocada pela crise, com o surgimento de grupos como Itaú Unibanco e Brasil Foods (Sadia e Perdigão) que vão buscar o exterior.

Oferta hostil

Para aproveitar as boas oportunidades, as empresas brasileiras estão mais agressivas. A fabricante de máquinas Romi fez uma oferta hostil pela americana Hardinger. O conselho da companhia americana resiste, mas os executivos da Romi estão fazendo uma peregrinação de conversas com os acionistas. Na primeira tentativa, tiveram 38% de adesão. Estenderam o prazo e já conseguiram, 48%. O presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos, explica que precisa de 66% para completar a aquisição. "Nossa oferta hoje é de US$ 10 por ação, mas estamos dispostos a conversar com o conselho da Hardinger." A Romi tem 90% de seu faturamento no Brasil. Com a Hardinger, cairia para 45%.

A internacionalização ganhou fôlego este ano, mas começou há bastante tempo. A Gerdau foi uma das pioneiras em 1980 e hoje obtém metade do faturamento no exterior. "Buscamos participação em mercados-chave, ampliando a atuação nas Américas e ocupando espaços na Europa e na Ásia", diz o diretor-presidente da empresa, André Gerdau Johannpeter. Em 2008, a Gerdau adquiriu uma fatia da mexicana Corso Controladora e aproveitou a crise para elevar sua participação na espanhola Sidenor.

Para os especialistas, 2009 foi apenas uma interrupção na tendência de internacionalização. Pesquisa da Fundação Dom Cabral com 41 companhias indicou que apenas uma não tem planos de expandir suas operações no exterior este ano.