Mostrando postagens com marcador desempenho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desempenho. Mostrar todas as postagens

9 de ago. de 2010

1 ou 2 certificações não vão provar que eu sou o "expert" no assunto, mas provarão que eu o conheço e não "caí ali de paraquedas"

Certificar, eis a questão



A cada dia percebo mais e mais pessoas discutindo a respeito de certificações. Algumas dizem ser de extrema importância, outras afirmam, com plena certeza, que elas não provam nada, e no meio dessa confusão me pergunto: quem tem a razão? Essa é uma pergunta de difícil resposta. Primeiro que não devemos ser tão radicais, nada é tão bom e nada é tão ruim, sempre existe um meio termo, então vou ponderar algumas experiências minhas a respeito do assunto.

"Certificação não prova nada". Já escutei e até repeti essa afirmação, falei isso sem pensar e talvez porque existam meios fáceis, e até ilícitos, de se conseguir uma certificação. Mas analisando com mais calma, descobre-se que não é bem assim. Mesmo com os facilitadores, para conseguir uma certificação, é necessário ter um conhecimento mínimo na área de interesse. Tenho algumas certificações da Microsoft®, algumas realmente foram muito fáceis, outras bem difíceis, mas mesmo as mais simples exigiam um mínimo conhecimento no assunto, organização e estudo. Então, se a certificação me exige essas coisas, no mínimo ela prova que eu tenho certo conhecimento no assunto, sou organizado e tenho disposição para o estudo. É certo que uma ou duas certificações não vão provar que eu sou o "expert" no assunto, mas provarão que eu o conheço e não "caí ali de paraquedas", portanto a afirmação no início do parágrafo é falsa.

"Certificação vai me garantir emprego". Outra frase que é muito repetida, às vezes com uma interrogação ao fim, mas de qualquer forma tem o mesmo efeito, e essa eu posso te responder de pronto: não, não vai te garantir o emprego, mas vai te ajudar bastante na hora de "ser lembrado". Algumas empresas dão um valor muito grande a certificações, então se você tem alguma em seu currículo, já deu um salto em relação aos seus concorrentes, e mesmo as empresas que não dão um valor tão grande assim sabem que elas têm o seu valor e também irão usá-las como um diferencial em uma seleção. Porém não vai ser porque se é certificado em X ou Y que vai te garantir um emprego, ou a continuidade em um, e sim a sua verdadeira capacidade em executar a função, e isso é fácil de ser percebido nas primeiras semanas de trabalho. No fundo, para o empregador, a certificação serve como um facilitador, ajudando no filtro de candidatos a uma vaga e acelerando o processo de seleção em sua empresa.

Além do que foi explicado, a certificação ainda tem outros benefícios, mesmo que você não esteja procurando um emprego. Ela pode ser uma ótima forma de obter novos conhecimentos e novas tecnologias. De qualquer forma, você será obrigado a estudar para consegui-la, e em nossa área o conhecimento do novo é imprescindível, a constante atualização é um dos requisitos do profissional da informática. Hoje, se alguém me pergunta: "devo me certificar?", responderei que sim, se certificar lhe fará bem profissionalmente e em uma eventual necessidade fará a diferença em seu currículo.


09/08/2010 | 09h30



6 de jul. de 2010

A maioria dos trabalhadores atinge o pico do desempenho entre quarenta e cinquenta anos de idade. E, após esse período, a produtividade passa a cair gradualmente.

A idade chega: profissionais mais experientes não devem nada em performance!

Pesquisa comparou a produtividade e os rendimentos entre os trabalhadores de idade avançada e os demais

Entre as empresas, paira o consenso de que a maioria dos trabalhadores atinge o pico do desempenho entre quarenta e cinquenta anos de idade. E, após esse período, a produtividade passa a cair gradualmente.

Uma pesquisa elaborada pelo economista holandês Jan van Ours, da Tilburg University, comparou a produtividade e os rendimentos entre os trabalhadores de idade avançada e os demais. O que se comprovou foi que a diferença entre eles e os funcionários mais jovens é mínima.

A tese de van Ours foi amparada pelo seguinte resultado: os índices de produtividade para o trabalho físico declinam com o passar da idade, porém, as funções de natureza intelectual permanecem praticamente estáveis.

Com relação a esse ponto, afirma o holandês, até o momento ninguém havia realizado uma pesquisa em torno da
veracidade do caso, uma vez que o declínio no desempenho sempre pareceu um quesito "evidente" para as pessoas, por isso o critério de idade sempre prevaleceu.

Evidências

Pronto a saciar essa dúvida, van Ours resolveu ir à campo e iniciar uma investigação, uma análise de um grupo de corredores, onde realmente evidenciou-se uma queda de produtividade a partir dos quarenta anos de idade.

No entanto, quando ele analisou a menor frequência nas publicações de artigos científicos nas revistas, desenvolvidos por economistas com idade mais avançada, verificou-se que não houve uma queda relevante na produção.

Durante a pesquisa, o economista também descobriu que os trabalhadores na linha de fábrica, com mais experiência, rendem um pouco menos do que deveriam, levando em conta o salário que ganham. Quanto aos trabalhadores mais jovens, acontece o inverso.

Resultados

"Geralmente, os trabalhadores mais velhos ganham um pouco mais em relação ao nível de produção que eles realizam, mas essa diferença é desprezível", diz van Ours.

O maior problema, para o qual ele defende uma solução, é a dificuldade dos profissionais mais velhos em conseguirem outro emprego, no caso de uma eventual demissão.

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney | 06 de julho de 2010, às 00h06min