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2 de fev. de 2011

Crescimento de 28,1% nos primeiros 11 meses

Internet deve ter 6,5% da verba publicitária em 2011

Estimativa do IAB Brasil é que os investimentos no canal cresçam em torno de 25% em 2011

Embaladas pelo crescimento constante dos investimentos publicitários na internet brasileira, as perspectivas do Interactive Advertising Bureau Bureau (IAB Brasil) para o decorrer de 2011 são igualmente otimistas às vistas nos últimos anos.
Depois de, segundo dados do Projeto Inter-Meios, o canal ter registrado crescimento de 28,1% nos primeiros onze meses de 2010, a expectativa da entidade é que o ritmo se mantenha e que, durante esse ano, a verba publicitária dirigida à rede aumente cerca de 25%.

Dessa forma, os investimentos bateriam a casa do R$ 1,5 bilhão e a participação do meio – que hoje responde por pouco menos de 4,5% - saltaria para, no mínimo, 6,5% do bolo total. "Essa é uma projeção mínima se levarmos em conta o potencial ainda ser explorado. Claro, que se a esse número forem somados os investimentos feitos em outras mídias que não a display, como, por exemplo, os links patrocinados, a internet já conta hoje com cerca de 10% da verba que circula pelo País", comenta Fábia Juliasz, CEO do Ibope/NetRatings e vice-presidente de fornecedores do IAB Brasil.
Já no que diz respeito ao número de pessoas com acesso à internet no Brasil, a entidade está prevendo a população de internautas chegue a pouco mais de 81 milhões frente aos 73,7 milhões do ano passado. "Esses números consideram os internautas com idade igual ou superior a 16 anos. Se colocarmos na conta as crianças que têm entre seis e 16 anos, a expectativa é que fechemos 2011 com mais de 85 milhões de usuários", diz Fábio Coelho, presidente do IAB Brasil e do iG.

Dado curioso ressaltado durante o encontro que aconteceu na manhã desta terça-feira, 1º, é o avanço dos sites jornalísticos no ambiente online. De acordo com Coelho, eles compõem a quarta categoria mais acessada pelos internautas, perdendo apenas para as redes sociais, email e sites de buscas. "O fato de os próprios jornais estarem olhando com mais atenção para a internet em razão da perda de receita pelo impresso, fez com que a categoria saltasse da sétima colocação em 2009 para a quarta posição no ano passado", comentou Coelho.

Com o aumento do inventário disponível e no número de anunciantes interessados em usar os telefones celulares como canal de comunicação, a entidade trabalha com a perspectiva de que o acesso à internet pelos dispositivos móveis triplique nos próximos meses. Para o IAB será possível ainda ver crescer em 100% o número de pageviews mensais com origem no acesso móvel.

Mariana Ditolvo | 1/02/2011 | 16h16

30 de ago. de 2010

Sul coreana no Brasil investe para suprir sua crescente demanda em televisores.

Samsung deve iniciar montagem de painéis de LED no Brasil

O investimento inicial será de 3 milhões a 4 milhões de dólares, mas a cifra pode chegar a 200 milhões de dólares

São Paulo - A sul-coreana Samsung planeja iniciar a montagem no Brasil de painéis de LED para televisores no fim de outubro ou em novembro, com o intuito de abastecer primariamente sua linha de aparelhos. O investimento inicial será de 3 milhões a 4 milhões de dólares, mas a cifra pode chegar a 200 milhões de dólares em 2 anos caso a unidade avance como o esperado.

Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da Samsung no Brasil, Benjamin Sicsu, a produção planejada para a Zona Franca de Manaus engloba inicialmente apenas a montagem básica de painéis de LED, e não um ciclo completo de produção ainda em estudo, que pode ser viabilizado somente a partir de 2012.

"Não vamos produzir, vamos montar. Quando você fala num ciclo completo de produção é coisa de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares (de investimento)", afirmou o executivo.

"Existe possibilidade de evoluir para a segunda fase de montagem, a difusão do vidro, com um investimento de 200 milhões de dólares, mas são números aproximados. As inseguranças tributárias são tantas que não conseguimos nem concluir o projeto. Aprovamos somente no nível da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)", acrescentou.

Sicsu disse ainda que ainda não há uma definição sobre o número de telas que serão montadas no país.

"É complicado falar números exatos no momento porque há um certo barulho sobre a questão tributária, algumas questões sobre os impostos de importações e outras coisas não estão muito claras, tem uma consulta em nível de Mercosul a ser definida, esperamos que isso fique claro até novembro para iniciarmos produção", explicou o executivo.

Rodolfo Barbosa | 30/08/2010 | 20h37



16 de ago. de 2010

Os números começam a mostrar o poder dessa mídia.

Anunciantes gastarão até US$1,7 bilhão em redes sociais apenas este ano




Cada vez mais o uso das redes sociais cresce, e com ele aumenta também o dinheiro investido por anunciantes. Segundo números do projeto eMarketer, apenas em 2010, será gasto 1,7 bilhão de dólares em sites de rede social nos Estados Unidos pelos anunciantes. No mundo inteiro, são até US$3,3 bilhões.
Sem surpresas, o relatório indica que metade do dinheiro será investido no Facebook, a atual maior rede social do mundo. O MySpace fica com uma pequena fatia, enquanto a gigante social pode chegar a US$1,2 bilhão de receita.
Para confirmar ainda mais a previsão, Sheryl Sandberg, COO do Facebook, disse na semana retrasada que um dos seus maiores anunciantes gastou até 10 vezes mais este ano em publicidade, uma tendência que certamente foi usada no relatório da eMarketer.
Lucas Flávio | 16/08/2010 | 13h31

10 de ago. de 2010

Hora de aproveitar o cenário econômico para investir nos consumidores das classes emergentes.

Empresários devem investir em habitação e infraestrutura, diz Steinbruch

Steinbruch destacou que o país tem um forte consumo interno e não precisa de exportações, do FMI ou de Bird

São Paulo – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e controlador da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse hoje (10) a um grupo de empresários do setor da construção civil que a hora é de aproveitar o cenário econômico para investir em obras habitacionais e de infraestrutura voltadas, principalmente, aos consumidores das classes emergentes.
Steinbruch destacou que o país tem um forte consumo interno e não precisa de exportações, do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou de Banco Mundial (Bird) para equilibrar as suas contas.

O empresário fez as declarações durante o lançamento da 9ª edição do Construbusiness, evento promovido pela Federação das Indústiras do Estado de São Paulo (Fiesp) que busca identificar os gargalos e propor soluções para os problemas da construção civil e demais setores da infraestrutura.

Alex Rodrigues | 10/08/2010 | 21h02



22 de jul. de 2010

Espaço para o desenvolvimento do conhecimento envolverá estudantes, funcionários e professores da USP, IPT, Ipen e o Instituto Butantã.

Novo pólo tecnológico em São Paulo pode atrair até 250 empresas de TI

Segundo secretário de Estado de Desenvolvimento paulista, cinco empresas já estão em negociação para se instalar no complexo.

O governo estadual de São Paulo iniciou na última quarta-feira (21/7), a construção do Parque Tecnológico de São Paulo, localizado no bairro do Jaguaré (zona oeste da capital). O pólo de Tecnologia tem previsão para entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2011 e, segundo informações de Luciano Almeida, secretário de Estado de Desenvolvimento, ao IDG Now! poderá atrair até 250 empresas de TI.

Esse número pode ser alcançado graças a um terreno de 46 mil metros quadrados – localizado dentro do pólo - que está em edital de licitação e pode ser cedido à iniciativa privada para a construção de um prédio que abrigará 200 empresas. Inicialmente, o Parque Tecnológico  contará com três blocos, sendo que dois deles terão uma incubadora de companhias de TI, com capacidade para 50 delas. “Teremos ainda uma área específica para empresas possam desenvolver produtos voltados para pessoas com deficiências físicas”, disse Almeida. O terceiro bloco será um auditório com capacidade com 158 lugares.

De acordo com Luciano, uma lista de cinco empresas já está negociando com o governo paulista para se instalar no local. No entanto, como se trata de um processo de concorrência com outros estados, o nome delas não pode ser divulgado. Todas terão incentivo fiscal presente na lei estadual Pró-Parques, que fornecerá créditos a partir do ICMS. O secretário afirmou ainda que serão gerados, inicialmente, 500 empregos diretos no complexo.

“Apesar de termos pólos bastante respeitados em estados como Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro e também dentro de São Paulo, o Parque Tecnológico será diferente”, afirmou o secretário. “Isso porque teremos em um mesmo espaço estudantes, funcionários e professores da Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Energéticas (Ipen) e Instituto Butantã. Ou seja, teremos uma capacidade de conhecimento enorme. É algo inédito na América do Sul e que só pode ser encontrada em pouquíssimos lugares do mundo, como, por exemplo, na Coréia do Sul”. Almeida disse esperar que o parque possa abrigar outros institutos de pesquisa, a exemplo do que acontece no IPT, que conta com uma unidade do Fraunhofer-Gesellschaft, um dos mais respeitados centros de pesquisa da Europa.

O Parque Tecnológico de São Paulo receberá investimentos na ordem de RS$ 10,6 milhões e ficará no entorno da avenida Engenheiro Billings. De acordo com Luciano Almeida, as obras estão previstas para durar sete meses, “mas já há esforços para acelerar o projeto, de forma que a inauguração ocorra ainda esse ano, mais precisamente em dezembro”.

Rui Maciel | 22/07/2010 | 17h03