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6 de mai. de 2011

Você dá oportunidades para seus funcionários?

Por que as empresas perdem talentos?

Não é só a falta de qualificação que justifica a escassez de profissionais no Brasil, aponta estudo. Falta de oportunidade dentro das companhias desestimula quem não vê chances de crescer, afirma especialista.

Toda empresa tem como grande objetivo o sucesso. Para isso, elas traçam dezenas de estratégias, estabelecem páginas e mais páginas de regras e, evidentemente, cobram resultados. Muitas delas, entretanto, não sabem como fazer isso. E aí acabam impondo métodos inúteis que, no fim das contas, não dão nenhum retorno, e ainda as fazem perder ativos que, nos últimos tempos, andam cada vez mais preciosos: os bons profissionais.

Para Daniel Maldaner, consultor associado da Muttare, consultoria de gestão, "os profissionais são capazes de desempenhar mais do que o esperado. Entretanto, esbarram em normas, políticas, planos e condutas que as empresas impõem a eles. Com 'as mãos atadas', muitos profissionais, que são diferenciados e buscam mais oportunidades dentro das empresas, acabam se desestimulando com o 'fazer o mesmo todos os dia' e as chances de crescer profissionalmente. Assim, acabam migrando para outras empresas".

Pesquisa do Instituto holandês CRF, instituição que seleciona e certifica companhias com práticas adequadas em recursos humanos, revela que na Europa 3% das empresas têm dificuldades de preencher vagas de diretores e presidentes. No Brasil, este número é quase nove vezes maior. Já no nível gerencial, a escassez no país é de 44%, enquanto que nas instituições europeias chega a 17%.

"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários, evitando correr eventuais riscos e possíveis erros. Essa atitude é ruim para as empresas, que acabam perdendo mercado, e também para os profissionais, que, por falta de oportunidades, mudam suas posturas e passam a ver que são desvalorizados dentro das instituições", afirma Maldaner.

"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários"

É fato que a falta de mão de obra qualificada atinge diversos segmentos da economia, das pequenas às grandes empresas. E, caso não haja uma mudança de cenário em um futuro breve, as coisas podem ficar bem mais complicadas. "Confiar no profissional e dar oportunidade para o mesmo vencer os desafios com maior autonomia pode ser o primeiro passo para ajudar a sanar estes problemas", conclui Maldaner.

16 de nov. de 2010

Uma mudança inimaginável até pouco tempo.

Gerdau: “Hoje está mais barato produzir aço nos EUA”

Presidente da Gerdau avalia que, além de elevar importação de aço, câmbio desfavorável eleva custo produtivo no país.

A apreciação do real ante o dólar, intensificada com o aumento da oferta da moeda no mercado americano, tem sido responsável por uma mudança inimaginável até pouco tempo.

A baixa do real transformou a produção de aço da Gerdau nos Estados Unidos mais barata do que a realizada no Brasil. "Uma coisa que jamais imaginei que iria dizer é que, hoje, é mais barato produzir lá", afirma o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter.

No caso do vergalhão usado na construção civil, principal produto da Gerdau, o custo de produção americano responde por 85 pontos em uma escala de 0 a 100 elaborada por um estudo da consultoria Bozz&Co.

Por aqui, a proporção sobe para 100 por 100. Não à toa, entre os seis produtores mundiais (Alemanha, Brasil, China, EUA, Rússia e Turquia) avaliados pelo estudo encomendado pelo Instituto Aço Brasil (IABr), em 2009, o Brasil lidera em custo produtivo. Posição na qual empata com a Turquia, mas que é superado pelo mercado nacional em impostos: 46 (Brasil) x 30 (Turquia) que compõe a escala até 100.

Johannpeter observa que também pesa na conta o preço menor de energia nos EUA, em especial o gás natural. "O metro cúbico do gás nos Estados Unidos está entre US$ 4 e US$ 5. Enquanto no Brasil, o preço varia entre US$ 11 e US$ 12", diz.

O presidente da Gerdau ressalta que a mudança da rota produtiva tem contribuído para que o Brasil receba um volume crescente do excedente de aço produzido em países onde o consumo não acompanha a oferta disponível, em função, ainda, dos efeitos da crise financeira global iniciada em 2008. "As empresas buscam países que estão crescendo, e o Brasil é um deles", pontua.

Concorrência desleal

O IABr estima a entrada de 8 milhões de toneladas de aço importado no Brasil neste ano, contra 5,8 milhões em 2009. A entidade avalia que o volume é excesivamente alto ante a sobra de 20,7 milhões de toneladas que o parque siderúrgico nacional terá em 2010.

Para Johannpeter, atual presidente do conselho diretor do IABr, a distorção precisa ser corrigida com ação rápida pelo governo brasileiro. O executivo se mostra preocupado, principalmente, com a concorrência desleal praticada por siderúrgicas de países afetados pela crise. "Para manter os altos-fornos funcionando, empresas têm praticado os piores preços, fazendo o excedente vir para o Brasil", diz.

O principal executivo da Gerdau indica, como ponto central para evitar a perda do mercado interno, brecar a guerra fiscal praticada por 13 portos brasileiros. Segundo Johannpeter, há casos em que os estados reduzem a taxa de ICMS a 2% para elevar a movimentação de carga de seus terminais.

Com isso, além do preço menor em função do excesso da produção mundial - calculada pelo IABr em 619 milhões de toneladas -, o importado recebe um tipo de incentivo fiscal que turbina sua concorrência com o aço nacional.

"A guerra fiscal tem tirado empregos no Brasil. Em Pernambuco, por exemplo, a redução de ICMS acontece no âmbito do programa Pró-Emprego. Só que os empregos estão sendo criados na China, na Turquia, na Coreia do Sul...".

Nivaldo Souza | 16/11/10 | 15h55

25 de out. de 2010

Um dos maiores problemas da produtividade em escritórios.

Quanto você paga pela falta de foco?

 

A tecnologia e o ambiente de trabalho têm sido fatores determinantes para todo mundo deixar de manter a concentração de determinadas tarefas

Se te perguntassem hoje, neste exato momento, quantas vezes você perdeu o seu foco com outras atividades, ligações, e-mails, redes sociais ou pessoas, provavelmente diria que foram inúmeras as pausas, não é mesmo? Um ingrediente que está em falta no dia-a-dia das pessoas, cada vez mais, é o foco.

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A tecnologia e o ambiente de trabalho têm sido fatores determinantes para todo mundo deixar de manter a concentração de determinadas tarefas.

Essa "desatenção" cria, consequentemente, o modelo de "multi-tarefação", ou seja, as pessoas preferem adotar esse método para correr atrás do tempo perdido e realizar todas as pendências em curto prazo. Feito alguns cálculos, consegui avaliar que "multitarefar" pode custar de 1 à 3 horas por dia. Isso quer dizer que, se cumpríssemos apenas uma atividade por vez economizaríamos algumas horas diárias, produzindo o mesmo volume de atividades, em um menor espaço de tempo.

De acordo com pesquisa realizada pela Workplace Options, empresa especializada em serviços de Estrutura Analítica de Projetos (EAP) para analisar o resultado da perda de foco, ao serem questionados, 53% dos entrevistados afirmaram que as distrações no ambiente de trabalho afetam sua produtividade. Segundo Jonathan Spira, co-autor do estudo, estas distrações chegam a custar US$ 650 bilhões por ano! É muito dinheiro gasto de maneira improdutiva, não é mesmo?

A pesquisa ainda questionou os profissionais sobre o uso da tecnologia nas empresas. Para 60% dos trabalhadores, ter um smartphone auxilia no aumento da produtividade. Já 35% afirmaram que esses equipamentos aumentam o nível de distrações durante o dia e, para 50% dos participantes esse padrão se replica na vida pessoal.

Agora, somando o problema dos aparelhos tecnológicos com as redes sociais, a situação se agrava. No estudo, 55% dos entrevistados sentem que acessar esses meios de comunicação no trabalho aumenta um pouco ou de forma significante o volume de distração. Imagine mais da metade de sua empresa deixando de prospectar novos clientes, criar os relatórios do mês ou pensar em novas ações por terem dedicado tempo às atividades circunstanciais, aquelas que não trazem resultados efetivos. Provavelmente toda a produtividade do seu negócio seria comprometida.

Outro resultado importante divulgado na pesquisa remete ao que todos nós já percebemos: 42% dos entrevistados estendem o seu horário de expediente para poder trabalhar sem serem interrompidos. Isso é a tradução de que as pessoas estão precisando de mais tempo para fazer as mesmas atividades que fariam durante um dia normal de trabalho, caso não fossem interrompidas com todas essas demandas.

E esse problema não fica só na pesquisa, há consequências: cerca de 1/4 dos entrevistados conhecem alguém que foi demitido por perder tempo no escritório com esses tipos de distrações. E você, anda perdendo o seu foco?

Veja algumas ações que podem auxiliar para você cumprir suas atividades mais concentrado:

· E-mail – Ficar com e-mail aberto faz o nível de interrupções crescer e aumenta a sensação de atividades por fazer. Defina períodos para lidar com as suas mensagens;

· Redes Sociais – Você usa twitter, facebook, orkut, etc? Controle a ansiedade de ficar conectado a essas redes. Utilize em eventuais intervalos do dia ou no horário de almoço.

· Pessoas – Se muita gente interrompe você, pode ser porque sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão de como redige os e-mails, concede informações e delega atividades.

· Ainda está com falta de foco? – Começa uma atividade e em pouco tempo salta para outras tarefas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas atividades, feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso e, se funcionar para você, ouça música.

E lembre-se: não ter foco para cumprir suas atividades diárias pode custar bilhões de dólares! E mais, o problema só tende a se agravar. Então, vá atrás da concentração e seja mais produtivo!

21/10/2010 | 11h15

19 de out. de 2010

28 de set. de 2010

Vomo eu queria estar no sofá sem fazer nada

O ócio traz felicidade?

O segredo para não ter uma vida completa apenas de ócio nem agitada demais é manter o equilíbrio e organizar as atividades que são importantes para você

É comum nos depararmos com o pensamento: "como eu queria estar, neste momento, no sofá da minha casa sem fazer nada". E mais, achamos realmente que essa atividade, ou essa "não-atividade", nos deixaria mais felizes e realizados do que continuar cumprindo as tarefas chatas, difíceis, coisas do trabalho ou aquelas que fazem parte da rotina diária, como estudar, olhar as crianças, cuidar da casa, etc. A verdade é que esse desejo momentâneo de não fazer nada não nos traria a mesma felicidade que temos ao cumprir as nossas atividades diárias.

Essa é a avaliação de uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago (EUA) e publicada no periódico Psychological Science. O estudo apontou que as pessoas com o número maior de atividades realizadas por dia tendem a ser mais felizes quando comparadas aquelas que não fazem nada. Ou seja, imaginar que a sua vida seria muito melhor, caso ficasse em casa sem nada para fazer ou sem algum papel para desempenhar, é uma vaga ilusão. Mas isso não significa que você deve realizar tarefas freneticamente sem ter uma pausa para descanso, lazer ou meditação. Ao contrário, esse extremo não o deixará mais feliz e possivelmente aumentará a irritabilidade e o estresse, podendo até prejudicar a sua saúde.

O segredo para não ter uma vida completa apenas de ócio nem agitada demais é manter o equilíbrio e organizar as atividades que são importantes para você. Para isso, imagine que a realização de tudo o que você faz no seu tempo pode ser dividido em três esferas: importância, urgência e circunstancial. Essa é a Tríade do Tempo, uma classificação da forma de como utilizamos o nosso tempo. Realizei uma pesquisa para saber como os brasileiros distribuíam a realização das suas atividades nessas esferas:

Distribuição das atividades

O brasileiro tem dividido a realização das suas atividades quase que igualitariamente. O modelo ideal seria um foco maior no que você considera importante, atividades que trazem retorno a sua carreira, sua empresa, sua família e seu equilíbrio. Infelizmente, nosso padrão é urgente, com muitas atividades desnecessárias e sem sentido, que chamo de circunstanciais. Para alterar essa estatística, é preciso adotar um método de planejamento antecipado, para reduzir as urgências, aumentar o tempo no importante e praticamente eliminar as atividades circunstanciais.

Quando deixamos de produzir tendemos a ficar desanimados, nos sentimos improdutivos. Imagine aquele dia produtivo, com reuniões, entrega de relatórios, estudos, academia, compras, jantar com a família. Com certeza se o dia teve mais atividades importantes a sensação é recompensadora.

Como o estudo mostrou, fazer nada não é tão bom assim a sua vida. É preciso ter equilíbrio entre as suas atividades, tempo de lazer, de "ócio criativo" e, se você quiser, um pouco também para não fazer nada. Nossa produtividade está cada vez associada à nossa capacidade de relaxar e entrar em equilíbrio com você mesmo. A vida passa rápido demais para quem só fica correndo no urgente e perdendo tempo no circunstancial. Use seu tempo com sabedoria e na velocidade certa.

Christian Barbosa | 27/09/2010 | 10h15

6 de jul. de 2010

A maioria dos trabalhadores atinge o pico do desempenho entre quarenta e cinquenta anos de idade. E, após esse período, a produtividade passa a cair gradualmente.

A idade chega: profissionais mais experientes não devem nada em performance!

Pesquisa comparou a produtividade e os rendimentos entre os trabalhadores de idade avançada e os demais

Entre as empresas, paira o consenso de que a maioria dos trabalhadores atinge o pico do desempenho entre quarenta e cinquenta anos de idade. E, após esse período, a produtividade passa a cair gradualmente.

Uma pesquisa elaborada pelo economista holandês Jan van Ours, da Tilburg University, comparou a produtividade e os rendimentos entre os trabalhadores de idade avançada e os demais. O que se comprovou foi que a diferença entre eles e os funcionários mais jovens é mínima.

A tese de van Ours foi amparada pelo seguinte resultado: os índices de produtividade para o trabalho físico declinam com o passar da idade, porém, as funções de natureza intelectual permanecem praticamente estáveis.

Com relação a esse ponto, afirma o holandês, até o momento ninguém havia realizado uma pesquisa em torno da
veracidade do caso, uma vez que o declínio no desempenho sempre pareceu um quesito "evidente" para as pessoas, por isso o critério de idade sempre prevaleceu.

Evidências

Pronto a saciar essa dúvida, van Ours resolveu ir à campo e iniciar uma investigação, uma análise de um grupo de corredores, onde realmente evidenciou-se uma queda de produtividade a partir dos quarenta anos de idade.

No entanto, quando ele analisou a menor frequência nas publicações de artigos científicos nas revistas, desenvolvidos por economistas com idade mais avançada, verificou-se que não houve uma queda relevante na produção.

Durante a pesquisa, o economista também descobriu que os trabalhadores na linha de fábrica, com mais experiência, rendem um pouco menos do que deveriam, levando em conta o salário que ganham. Quanto aos trabalhadores mais jovens, acontece o inverso.

Resultados

"Geralmente, os trabalhadores mais velhos ganham um pouco mais em relação ao nível de produção que eles realizam, mas essa diferença é desprezível", diz van Ours.

O maior problema, para o qual ele defende uma solução, é a dificuldade dos profissionais mais velhos em conseguirem outro emprego, no caso de uma eventual demissão.

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney | 06 de julho de 2010, às 00h06min