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5 de abr. de 2011

Na guerra dos 2 mundos, qual a melhor arma para conquistar o consumidor?

Marketing digital versus presencial

Mesmo que 73,9 milhões de brasileiros tenham acesso à Internet, segundo dados do IBOPE Nielsen no 4º semestre de 2010, devemos lembrar que o mundo continua sendo analógico e presencial

A Internet trouxe várias mudanças no comportamento das pessoas. Por estar mais antenada com as novidades, na área de marketing a realidade não poderia ser diferente. A prova disso foi a reformulação das ações mercadológicas aliando o meio tradicional ao digital. Empresas de varejo, como Americanas, Ponto Frio e Wall-Mart são algumas das que já perceberam a importância da web na divulgação de seus produtos. Mas esses conglomerados não se esqueceram da importância de investir em outros meios, sejam veículos de comunicação impressos, televisivos ou radiofônicos.

Mesmo que 73,9 milhões de brasileiros tenham acesso à Internet, segundo dados do IBOPE Nielsen no 4º semestre de 2010, devemos lembrar que o mundo continua sendo analógico e presencial. Por isso, devemos utilizar todos os meios de comunicação para atingir nosso público-alvo. O advento da web trouxe para o marketing uma preciosa ferramenta, mas para atingir um resultado satisfatório é necessário trabalhar com outras formas de divulgação que agreguem valor à marca, e colocar em prática um portfólio ações combinadas para atingir o mercado-alvo.

Dados da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-Bit mostram que o comércio eletrônico cresceu 40% e movimentou R$ 14,8 bilhões em 2010. O comércio tradicional, muito maior que o online, cresceu 5,9% no mesmo período, mesmo com a crise. Isso nos mostra que apesar do crescimento do e-commerce, ainda sim a venda no varejo continua a ser um meio essencial para alavancar os negócios das empresas, por isso os anúncios e promoções das empresas devem ir além do meio digital.

Mas, antes de se fazer uma propaganda é preciso planejamento. De nada vai adiantar fazer uma divulgação de um produto ou serviço na web e achar que a ação irá atingir 100% seu público-alvo. Empresas como O Boticário e Coca-Cola nos mostram que a Internet é apenas mais uma ferramenta para alcançar os objetivos. As estratégicas de marketing dessas companhias não se limitam apenas ao meio digital, vão desde a divulgação de anúncios em jornais, revistas, rádio e TV, promoções em pontos de venda, slogans que mudam a cada campanha e nas embalagens dos produtos, entre outras ações.

No caso de O Boticário, quando se adentra na sua loja, o consumidor é invadido por fragrâncias perfumadas logo na entrada. Essa sensação a Internet ainda não permite. Já a Coca-Cola faz promoções como, "junte tampinhas das garrafas e troque por um produto ou concorra a prêmios". Nesse caso, a Internet facilita o cadastramento e obtenção de informações sobre a promoção, mas a troca ainda é presencial. A web, só informa, mas quem entrega é o ponto de venda. Essas ações só comprovam que, para investir em visibilidade, as empresas têm que estar preparadas para atender seus diversos públicos, ou seja, devem trabalhar com ações em vários meios de comunicação, sejam eles presenciais ou digitais.

A maioria das decisões no mundo ainda é tomada fora da web. Para escolher o produto na prateleira do supermercado, a dona de casa ainda leva em consideração a embalagem, que deve ser chamativa o suficiente para se destacar na gôndola. O empresário precisa se dedicar ao core de seu negócio e deixar o marketing para profissionais especializados no assunto. São eles que traçarão ações estratégicas que proporcionem resultados eficientes, seja na parte institucional ou mercadológica, seja na comunicação interna ou externa da instituição.

Antes de realizar uma ação que atinja o seu público, é preciso planejar de que forma a mensagem será levada. Neste caso, se o objetivo é mercadológico, qual a melhor forma de colocar a propaganda de um produto na web, no jornal, na televisão, no rádio, ou se é necessário usar de outros instrumentos. É preciso avaliar se há necessidade de difundi-la nas tão propagadas redes sociais, por exemplo.

Se o Twitter, Facebook, Orkut e Linkedin e outros redes sociais nos ajudam aumentar a nossa malha de relacionamentos devido à facilidade do seu uso, a rapidez e a instantaneidade, não podemos esquecer que visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, entre outras formas, são métodos necessários para o contato real. Mesmo com a facilidade que a Internet nos proporciona, o contato pessoal é imprescindível e não pode ser substituído."

A web é mais uma ferramenta, útil e ágil, mas não descarta as vias presenciais. Por isso o planejamento é a melhor maneira de saber qual é o momento e local ideal para que a ação possa ser feita.

Tenha em mente a máxima: "Quem não é visto, não é lembrado", mas antes de realizar ações de marketing escolha as ferramentas adequadas, seja no meio digital ou tradicional. A divulgação de uma mensagem de forma ineficiente, ao invés de lucro, pode trazer prejuízos e dissabores ao negócio.

Clarice Pereira - é jornalista, formada pela USP – Universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a LINK Portal da Comunicação (www.linkportal.com.br), assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de 10 anos. E-mail: linkcomunicacao@linkportal.com.br.

14 de dez. de 2010

Internautas podem colaborar com a criação de um novo sabor

Uma barra de ceral colaborativa

Taeq terá nas gôndolas um produto feito com a colaboração dos consumidores. A novidade acaba de ser lançada em sua página no Facebook, onde os internautas podem colaborar com a criação de um novo sabor de barrinha de cereal.

Denominada “Barrinha Taeq do Meu Jeito”, a ação, que tem início neste mês e acontece até o final de 2011, possibilita o consumidor de escolher desde o cereal que deseja até a cobertura da barra de cereal. “O consumidor pode montar do jeito que ele quiser a barrinha selecionando os cereais, sabores, cobertura e toppings”, conta Isadora Sbrissa de Campos, gerente de Taeq.

Segundo Sbrissa, uma das grandes tendências são os produtos colaborativos. “Cada vez mais as empresas buscam a opinião de seus consumidores para lançar produtos. Taeq, como marca up to date, sai na frente e lança no ano que vem a primeira barrinha de cereal colaborativa”, explica. “Escolhemos a barra de cereal porque é nosso produto carro chefe”.

14/12/2010

30 de ago. de 2010

O celular como ferramenta de compras é viável no Brasil? Bem, no mercado da terra do Tio Sam.

15% dos consumidores americanos já realizam compras por aparelhos móveis

De acordo com estudo da Stearling Commerce, mais de 60% dos entrevistados consideram importante a possibilidade de utilizar o celular durante a compra para verificar a disponibilidade de um produto.

A Sterling Commerce, subsidiária da AT&T e Demandware, divulgou uma pesquisa que examinou preferências e atitudes de consumo relacionadas com compras feitas usando aparelhos equipados com recursos de mobilidade. Como resultado, o estudo determinou que os consumidores cada vez mais recorrem ao uso dos aparelhos móveis para que suas compras feitas nas lojas sejam mais completas.

De acordo com a pesquisa, realizada com 3,6 mil consumidores americanos, revela que 15% do total já utilizaram aparelhos móveis para fazer compras. Embora praticamente todos (96,2%) os consumidores entrevistados possuam um celular, somente um pouco menos da metade tinha um smartphone.

Mais de 60% dos entrevistados acham que é importante a possibilidade de utilizar o celular durante a compra para verificar a disponibilidade de um produto, em uma determinada loja; Além disso, 20% dos consumidores usam o celular para criar listas ou cestas de compras e um número ligeiramente superior a este estaria interessado em um aplicativo específico para o celular que pudesse ajudá-los a administrar suas listas ou cesta de compras em suas lojas favoritas.

“Os atuais consumidores estão transformando a experiência de compra com seus celulares e os varejistas que não desmembrarem seus canais ficarão impossibilitados de acompanhar o mercado”, disse Jim Bengier, executivo da área global de varejo na Sterling Commerce.

“A ordem agora para o varejo não é mais apenas criar um canal móvel e oferecer a consumidores um número maior de opções, mas também achar formas inovadoras de alavancar a mobilidade para influenciar o comportamento de compra dos consumidores, integrando todos os canais de venda”, disse Jamus Driscoll, vice-presidente de marketing na Demandware.

As demais conclusões da pesquisa continuam destacando as preocupações dos consumidores com segurança e facilidade de uso de seus aparelhos móveis. Para eles, a falta de conectividade com a internet, lentidão na interação com websites e dificuldades como inserir informações em teclados pequenos são os maiores obstáculos.

30/08/2010



7 de jul. de 2010

O politicamente correto acabou com o humorzis

140 caracteres de fama - Mussum Alive

Meio & Mensagem entrevista algumas celebridades do Twitter para saber os segredos do sucesso no microblog




06 de Julho de 2010 às 15:53
O técnico mecânico e universitário paulista Leandro Santos, de 27 anos, descobriu uma fórmula mágica de fazer amigos e divulgar seu blog, o bebidaliberada.com.br (clique aqui para acessar): ele criou o perfil @MussumAlive, uma homenagem ao ícone do humor escrachado brasileiro, o "Trapalhão" Mussum, morto em 1994.

Com comentários divertidos sempre terminados com o tradicional "is", os posts com palavras como butequis, cacildis e cachacis do falso Mussum conquistaram mais de 62 mil followers, número impressionante para um internauta que não é conhecido em outras mídias tradicionais. 

Leia nessa entrevista concedida ao Meio & Mensagem, como Mussum lida com o sucesso nas redes sociais e aconselha quem deseja fazer fama na internet.

"O politicamente correto acabou com o humorzis"

Meio&Mensagem - Como você conseguiu atrair tanta gente no Twitter? Qual foi a estratégia? 

@MussumAlive - Eu comecei seguindo o pessoal no Twitter, sempre interagi o máximo que pude, e uma coisa que eu julgo ter sido o principal: apesar de ser um perfil fake, uma imitação, eu procuro criar meus tweets, e é isso o que o povo mais procura no Twitter, conteúdo original.

M&M - Que tipo de "retorno" você tem com a fama do seu perfil no Twitter?

@MussumAlive
 - O principal retorno que eu tenho são as amizades que eu fiz e continuo fazendo. Um dos frutos disso é o blog www.bebidaliberada.com.br que foi criado, ilustrado e hospedado somente com a ajuda de amigos que eu conheci no Twitter. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de quem sou fã e descobrir que eles admiram as coisas que escrevo. Com o blog, estou tentando "monetizar" essa visibilidade que eu tenho no Twitter, mas ainda estou no começo.

M&M - Mussum, você toparia ser um garoto-propaganda de um comercial de leite ou água (água mineral, e não água ardente)?

@MussumAlive
 - Claro que aceitariazis! Mas só com uma condiçãozis: Se for leite, tem que ser leite de Mula-Manca-Sem-Cabeça, leite de Ganso Manso, ou Leite de Capivara de barra do Piraízis. Agora, se for águazis.... só faço se for campanha contrazis! Água faz muito malzis! Um exemplo: se você deixar a água paradis, pode nascer o mosquito da Dengue, agora, se você deixar a cachaça parada o que acontece? Ela evaporazis! 

M&M - Você considera que o seu gosto pelo álcool, especialmente a cachaça, foi criado por causa das campanhas publicitárias, ou há algum outro motivo que o tenha tornado tão "beberrão"?

@MussumAlive
 - Acho que o principal motivo de eu beber tanto, foi o fato de na infância minha mãe colocava Biotônico Fontoura na minha mamadeiris, pra abrir meu apetitizis, ou seja, eu já venho treinando meu fígado há muito tempis!

M&M - Você acha que o humor de hoje em dia está muito politicamente correto? Você acha que teria espaço na mídia hoje em dia?

@MussumAlive
 - O politicamente correto acabou com o humorzis. No meu tempo, fazíamos humor com gays e negros, e nunca fomos hostilizados por isso. Agora qualquer piadinha é motivo pra processis! Vai processar a Véia! E não vem me chamar de negão por que negão é seu passads!

M&M - Você gosta da publicidade de cerveja no Brasil? 

@MussumAlive - Gotículas e mulher gostosis. Deviam colocar mais bebuns famosos tambémzis! O Zeca Pagodinho fez muito sucessis na propagandis! Se vocês quiserem, eu estou livrezis, mas desde que o pagamento seja feito em suco de cevads!

M&M - O slogan Keep Walking, de Johnnie Walker, significa alguma coisa para você?

@MussumAlive
 - Sempre que eu bebo e estou de carro, me lembro desse sloganzis, afinal de contazis: "Se Beber não dirija, Keep Walking" é uma frase que trago sempre comigs! Eu tenho ela tatuada no braço, mas como eu fiz com tinta preta, não aparecis.

M&M - Você tem algumas sugestões de cachaças ou de outras bebidas para nossos colegas publicitários, que irão ler essa entrevista?

@MussumAlive
 - Qualquer bebida que tenha pelo menos 50 % de teor alcoólics! Ou então, aconselho vocês a frequentarem o Butequis do Polaco e pedir para ele um drink que ele lançou faz pouco tempo e está me pagando para divulgarzis. O drink se chama "Windows" olha a propagandis: "Drink Windows, aquele que você bebe, e fica "Travadis".

Leia também:

- 140 caracteres de fama - Vitor Fasano
- 140 caracteres de fama - Cleycianne


6 de jul. de 2010

Hoje o digital e o marketing direto se confundem. Toda a web é sobre coletar dados e relacionamento.

Marketing direto também está na web

Daniel Morel, ceo da Wunderman, analisa o conceito "Digital is direct"

Karan Novas

São Paulo - Sem grandes conquistas em Leões, a Wunderman teve uma importante marca para comemorar durante o 57º Festival de Cannes. Foi na semana do evento, mais precisamente em 22 de junho, que Lester Wunderman, um dos pais do marketing direto e fundador da agência global que leva seu nome desde 1958, completou sua nona década de vida. Hoje a operação mundial é comandada por Daniel Morel, CEO e chairman da Wunderman, mas o próprio garante: "Lester continua firme e ativo na empresa. Há semanas em que ele aparece todos os dias no escritório", contou.



Morel é um dos responsáveis por colocar em prática o conceito mundial da empresa, "Digital is direct", e por garanti-la como agência global de marketing de relacionamento da Microsoft, um de seus principais clientes - ao lado de contas como Ford, Nokia, Dell, Burger King, Diageo, Citibank e Telefônica. "Atualmente nossos clientes são, na maioria, digitais. Mas hoje o digital e o marketing direto se confundem. Toda a web é sobre coletar dados e relacionamento. Web interactive também é marketing direto", explicou.
Integrante do WPP, a Wunderman se beneficia da parceria com algumas das principais agências mundiais, como Y&R, JWT e Ogilvy, no atendimento de grandes contas. Porém, garante que mantém um ótimo relacionamento com agências externas - como no caso de Burger King, atendido pela Crispin Porter + Bogusky - e que, assim como no Brasil, a principal prática para a conquista de clientes ainda é a concorrência. "Temos um sistema integrado no WPP que facilita o atendimento de diferentes disciplinas e agências para o mesmo cliente, como em nosso trabalho com a JWT para Nokia, por exemplo. Outro ponto positivo é que muitos clientes entregam suas contas para as redes, não exatamente para agências específicas, o que nos habilita como agência digital e de marketing direto para grandes anunciantes. Mas na maioria dos casos ainda conquistamos novas contas por meio de concorrência".
Analisando o resultado brasileiro em Direct, onde dos seis Leões conquistados, cinco foram para as chamadas "full agencys" (dois para Ogilvy, dois para a DM9DDB e um para a Loducca.MPM) e apenas um para uma especializada, a Sun/MRM, Morel destacou que a prática é comum, mas não preocupante para seu negócio. "Grandes agências têm hoje pessoal capacitado para a realização de qualquer tipo de trabalho, mas os grandes clientes ainda procuram agências especializadas".
Mas se há anunciantes que procuram as multidisciplinares, a crise ajudou a mostrar, segundo o executivo, que a recíproca também é verdadeira. O problema europeu, que afetou o mercado globalmente, acabou sendo benéfico para a Wunderman. "O que os clientes não querem é desorganização e, em tempo de crise, também procuram focar suas verbas em um único parceiro ou projeto. Durante o último ano, muitos de nossos clientes deixaram toda sua comunicação nas nossas mãos", disse. Os bons resultados se estendem também para 2010, na previsão do ceo. "De acordo com o Advertising Age's Agency Report, nossa rede teve rendimento de US$ 828 milhões ano passado. Este ano estamos investindo mais e trabalhando mais, o que pode nos levar para perto de US$ 1 bilhão", apontou.
O Brasil aparece, na opinião de Morel, como referência entre os mais de 130 escritórios da Wunderman em 55 países, que empregam aproximadamente sete mil profissionais. "Acredito que a operação brasileira está entre o top 5, atrás apenas de mercados-chave como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Ela é uma inspiração global em muitos pontos, especialmente na parte criativa", concluiu.

06/07/2010 | 19:49