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27 de out. de 2011

Mídias sociais abriram mercado para os profissionais.

Guia de carreiras: relações públicas

Função principal é construir boa imagem de determinada instituição.



Vanessa Fajardo


O profissional responsável por construir imagens e reputações não pode ignorar o poder das redes sociais. Twitter, facebook e outros canais de comunicação não convencionais ajudaram a expandir o mercado para os profissionais formados em relações públicas.
Veja vídeo ao lado sobre a carreira de relações públicas
"O conceito das mídias sociais é um espaço que veio para ficar. Antes o Orkut era a grande moda, hoje está fora de linha e o facebook é a grande ferramente. Tudo isso vai passar, com certeza, mas a necessidade de dialogar nesses espaços veio para ficar", diz Luiz Alberto de Farias, professor e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas.
ilustra rp (Foto: arte/ G1)
Para Farias, cada vez mais as empresas entenderam que além de ter um bom produto ou um bom serviço, é necessário ter um nome respeitado no mercado. “Por isso estes profissionais [formados em relações públicas] têm sido demandado de uma maneira bem significativa nos últimos tempos. Hoje estamos em um excelente momento. ”
Para poder atuar, o profissional precisa concluir a graduação de quatro anos que inclui base de disciplinas de ciências humanas e aulas práticas de fotografia, vídeo, planejamento, artes gráficas entre outras.
Farias lembra que para se dar bem na carreira há o mito de que o relações públicas deva ter fluidez, eloquência e facilidade para discursar em público. “Essas virtudes são boas para qualquer profissão, inclusive para relações públicas. Porém, a principal característica é a capacidade de gerenciamento de conflitos e de planejamento.”
Além da graduação, é fundamental que o profissional tenha domínio de idiomas como inglês e espanhol. Farias sugere que experiências em atividades comunitárias também podem ajudar a construir um currículo fora do convencional, além de fazer diferença durante a atuação no mercado, no momento de gerenciar uma crise, por exemplo.



18 de mar. de 2011

Insatisfação profissional tem sinais.

Cansaço e descontentamento confundem profissionais e comprometem resultados

Tentar fazer uma distinção entre as duas características permite que o profissional saiba o está acontecendo com a sua carreira

Ficar cansado após um dia inteiro de trabalho é bem comum e natural, principalmente em áreas e empresas nas quais a pressão faz parte da rotina. Mas quando o cansaço começa a ser constante, ele pode indicar um sintoma de algo maior e mais perigoso para o desenvolvimento do profissional: o descontentamento. 

Saber se a demora para se levantar de manhã, os atrasos, a perda de prazos, a visão pessimista do ambiente do trabalho, dos colegas e dos líderes são reflexos de um período de estafa ou se são fatores que indicam a insatisfação profissional pode não ser fácil, pois as duas características ora se completam ora caminham juntas, lado a lado. 

Por isso, tentar fazer uma distinção entre o cansaço e o descontentamento auxilia os profissionais a entenderem o que está acontecendo com a sua carreira e a traçar estratégias para reverter o quadro. “O cansaço é mais sintomático, porque é a energia que você gasta. Já a motivação é algo que nunca passa, porque ela vem de dentro”, acredita o gerente de Projetos em Desenvolvimento de Pessoas do Idort-SP, Danilo Afonso. Por mais que a rotina no trabalho seja cansativa, suportá-la, mantendo o humor e o bom ritmo, fica mais fácil quando se gosta do que faz, da empresa e do ambiente.

A diretora-presidente da Projeto RH, Eliane Figueiredo, afirma que os profissionais devem ficar atentos às duas características, uma vez que tanto uma quanto a outra afetam o rendimento no trabalho. “Eles geram uma mudança de comportamento desse profissional”, afirma Eliane.

O que está acontecendo

E como saber se o que se tem é cansaço ou se o profissional está mesmo é descontente? Para os especialistas consultados, o profissional deve olhar para si mesmo antes de responder a pergunta. “Basta uma reflexão para ele perceber o que está havendo”, ressalta Eliane. “Ele precisa tentar mapear as causas”, ressalta. A partir das causas, é possível traçar um “diagnóstico” do problema. E suas possíveis soluções.

Afonso explica que, de maneira geral, o cansaço é gerado por fatores externos. Ele é consequência de diversas situações. Muitas vezes, a empresa passa por um momento no qual são exigidos maiores esforços dos colaboradoras. Às vezes, os projetos ficaram maiores e mais numerosos. Sem contar que existem casos em que os próprios profissionais atraem para si mais trabalho.

“Quando o profissional quer ser o herói da equipe, ele vai ficar cansado”, resume Afonso. Ele explica que o próprio mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, estimula esse tipo de comportamento. Mas essas situações devem ser pontuais, ou se prolongar por períodos curtos. Caso contrário, o que poderia ser resolvido com férias pode culminar em demissão, devido aos resultados fracos que um profissional cansado pode gerar.

Diferente do cansaço, o descontentamento indica que os fatores externos não estão alinhados com os fatores internos – com os objetivos de carreira e de vida dos profissionais. Se situações de alto nível de estresse persistem na rotina de trabalho, geram ainda mais estresse e mantêm os profissionais em um estado de irritação por longos períodos pode ser que o cansaço tenha se transformado em descontentamento. “É um ciclo que se retroalimenta”, afirma Afonso. “E é preciso cortar esse ciclo”, diz.

Revertendo o quadro

Se, depois de refletir sobre as causas e o diagnóstico, ainda não estiver muito claro para você, talvez seja o momento de se fazer uma pergunta mais prática: você tem mais dias bons que ruins no trabalho? “Se a resposta for sim, talvez o que o profissional sinta agora seja, de fato, um cansaço. Se a resposta for não, ele pode estar descontente”, acredita Afonso.

Para o cansaço, existe uma série de possibilidades de reverter esse quadro. De uma reorganização da rotina a ano sabático. “Se for um cansaço gerado por uma situação pontual, a entrega de um relatório, por exemplo, é fácil de resolver”, afirma Eliane, da Projeto RH. “Se ele é gerado pelo próprio perfil do profissional, a mudança pode levar algum tempo”, diz a especialista.

“Agora se for um descontentamento, talvez esteja na hora de mudar”, ressalta Eliane. Para saber o que é preciso fazer quando se está descontente, a resposta dependerá de cada profissional. “Ele precisa pensar o que ele pode fazer para mudar essa situação”, diz.

Ao buscar um caminho para tentar reverter os quadros, o profissional também pode buscar auxílio no líder. “O líder não pode chegar interpretando o que está havendo com o profissional. A posição mais correta é ele perguntar o que está acontecendo”, completa Eliane.

26 de ago. de 2010

Quer conseguir o emprego dos sonhos?

Os conselhos de um headhunter para uma carreira de sucesso


Em entrevista, o especialista em recrutamento Marcelo Mariaca ensina estratégias para conquistar os melhores empregos

São Paulo - Quer conseguir o emprego dos sonhos? Então, mande uma carta (daquelas de papel, lembra?) ao CEO da empresa. Esse é apenas um dos 65 conselhos reunidos no livro Erre Mais! (Editora Campus) do headhunter Marcelo Mariaca.

Aos 65 anos, ele é considerado um dos principais caça-talentos do país. Há vinte, dirige a consultoria de recrutamento Mariaca, que tem clientes como Natura, AmBev e Unilever. Mas já atuou por 12 anos como vice-presidente da subsidiária latino americana da DuPont e ocupou a posição de presidente da Black & Decker do Brasil.

Com base nessa experiência, Mariaca contou com exclusividade para o Site Exame quais as melhores estratégias para construir uma carreira bem-sucedida. E, alertou: não tenha medo de se arriscar. Confira abaixo e nas próximas páginas

Site Exame: Em seu livro, o senhor defende que as pessoas devem lidar melhor com o erro na carreira. Tendo em vista casos como do nadador César Cielo, que no último fim de semana perdeu uma competição e ficou muito abalado, por que as pessoas têm tanto medo do fracasso?

Marcelo Mariaca:  Ao longo dos séculos, a vida nos ensinou a evitar o erro. Desde os tempos de escola, aprendemos que errar nos trazia consequências muito negativas. Mas há uma diferença entre erro por desleixo e erro por atuar em uma área desconhecida.

Comparo nossa carreira com o trabalho dos cientistas. Há uma série de erros programados para eles chegarem ao certo. Por isso, é muito positivo que as pessoas não tenham medo de errar ao explorar ou experimentar novas situações na vida.

Site Exame: O senhor defende que os profissionais devem estar prontos para se adaptar e abrir o leque de opções. Mas, no livro, também alerta sobre a dispersão. Como abrir o leque sem perder o foco da sua carreira?


Mariaca: É preciso equilíbrio. A ideia não é jogar currículos de um helicóptero ao meio-dia no Parque do Ibirapuera. Mas também não é ter apenas 13 contatos em sua rede de relacionamento. Os profissionais precisam de, pelo menos, algumas centenas de contatos interessantes em sua área de atuação.

Para conseguir um bom emprego, é preciso enviar cartas e currículos para umas 300 empresas. Só assim você poderá fazer com que os dirigentes das empresas conheçam você e ofereçam boas ofertas. No entanto, é necessário uma boa justificativa para manter essas 300 companhias em sua lista alvo.

Site Exame: Quando escolheu o Brasil para morar, o senhor enviou cartas a 3 mil CEOs demonstrando sua disponibilidade para atuar no país. Hoje, o senhor enviaria tantos currículos? 


Mariaca: Talvez eu faria de uma maneira mais focada. Eu era jovem e ainda não sabia totalmente onde estava meu potencial. Mas graças ao leque aberto, eu recebi muitas ofertas de emprego. E uma muito boa proposta para dirigir a subsidiária da Black&Decker no Brasil. Mas, para isso, precisei fazer um alto investimento. Contratei os serviços de uma empresa de secretariado que, durante um ano, datilografoi todas as cartas. Hoje, com a informática, seria muito mais fácil.

Site Exame: Apostar em muitas empresas e depois ter que recusar algumas propostas não pode acabar "queimando o filme do candidato"? 


Mariaca: Definitivamente não, desde que sejamos educados e cordiais. Nós somos donos de nossa carreira. Às vezes, o brasileiro tem uma visão muito paternalista. Mas ninguém pode esperar que a proposta de emprego seja sempre aceita pelo candidato.
Quando vim para o Brasil, também recebi uma oferta da DuPont para ser diretor financeiro. Mas meu foco era ser o diretor geral de uma empresa no Brasil. Por isso, e com essas justificativas, recusei. Mas mantive o relacionamento. Logo que cheguei ao Brasil, me apresentei ao presidente local da DuPont. Nós marcávamos almoços esporádicos. E, em três anos, fui convidado para assumir o posto de vice-presidente da companhia na América Latina.

Marcelo Mariaca é presidente da Mariaca,
parceiro global para o Brasil da Lee Hecht Harrison
e da InterSearch Worldwide Ltd., e professor do
MBA da Brazilian Business School (BBS),
associada à Universidade de Richmond
Site Exame: Um dos capítulos tem o título "Aprenda com a Geração Y".  Mas o que não aprender com esses jovens?

Mariaca: O desprendimento. Essa é uma geração que foca muito no crescimento e não tem muita paciência para esperar por ele. Sabemos que não é bem assim. Devemos deixar claro quais são as nossas ambições, mas não devemos ser demasiadamente impacientes.

Por outro lado, é muito positivo o fato desta geração estar pronta para encarar riscos. Mas é importante lembrar que temos que aprender com os jovenzinhos e não necessariamente imitá-los.

Site Exame: É melhor começar a carreira em uma empresa grande ou em uma de médio e pequeno porte?


Mariaca: Entrar em um programa de trainee é "ouro líquido" para um profissional. É uma boa maneira para que pessoas com uma boa formação chamem muito a atenção. Mas para dar continuidade à carreira as empresas menores são boas opções. Com uma boa experiência em outras companhias, é possível conseguir cargos mais altos ou até assumir a posição de sócio. Isso dá uma perspectiva diferente para o futuro.

Talita Abrantes | 26/08/2010 | 14h27



26 de jul. de 2010

4 passos para diminuir a pressão no trabalho e planejar seu futuro

Até onde você aguenta?



As empresas querem a metade das pessoas trabalhando o dobro para produzir o triplo. Conheça quatro dicas essenciais para sobreviver nesse cenário

Qual será o limite para os funcionários trabalharem? As empresas parecem procurar por essa resposta desde que inseriram as palavras downsizing (enxugamento de pessoal) e reengenharia no jargão de RH no início dos anos 1990. Segundo Christina de Paula Leite, professora da FGV-Eaesp, até os anos 1980, 30 cargos separavam um operário do presidente da empresa. Hoje, entre as duas pontas há seis níveis hierárquicos.

No Brasil, o desequilíbrio de forças entre patrão e empregado é ainda maior por causa do enfraquecimento das leis trabalhistas e da alta taxa de desemprego. "Estamos passando por uma revolução tão profunda quanto a Revolução Industrial", diz Nelson Mannrich, advogado trabalhista e professor da USP. Nessa revolução, a produtividade é medida minuto a minuto, incansavelmente.

E ninguém sabe ao certo onde isso vai dar. Na Inglaterra, uma em cada seis pessoas empregadas trabalha pelo menos 60 horas por semana. Há dois anos, essa proporção era de uma em oito. Ou seja, no mundo todo está cada vez mais difícil encerrar o expediente a tempo de jantar com a família.

As pessoas não conseguem planejar o próprio futuro

Equipes agressivas O headhunter Luiz Carlos de Queirós Cabrera, sócio da PMC e professor da FGV, em São Paulo, faz uma analogia que resume bem o que está acontecendo com o mercado de trabalho. Ele costuma dizer que nossas empresas são como um time de futebol que viu as regras mudarem no meio do jogo. Para vencer, é preciso ter uma equipe mais agressiva, com um olho na bola e o outro no placar. "As pessoas estão tirando fôlego do fundo da alma para manter a empolgação de antes", afirma Luiz Carlos. E qual será o resultado? "Se as empresas não encontrarem uma saída, haverá uma queda abrupta nos balanços financeiros, e isso será estrutural."

Na área operacional das empresas, há anos os computadores se mostraram mais eficientes e rápidos do que muitos operários. Mas há estudiosos que não costumam associar tecnologia ao desemprego. "Quando se perde uma vaga numa fábrica, se ganha outra em serviços', diz o consultor Marcio Pochmann, especialista no estudo do trabalho. Em meio a tanta pressão, quem decide repensar a carreira pode chegar a uma conclusão estarrecedora. "As pessoas não conseguem planejar o futuro e ficam apavoradas", diz Vicky Bloch, coach e consultora de carreira. Trocar de emprego nem sempre é uma solução. A cobrança por resultado é basicamente a mesma em todas as empresas. O que muda é a maneira como ela é feita — e você pode ter um papel fundamental na transformação da própria realidade. Os especialistas dão os seguintes conselhos:

4 PASSOS PARA DIMINUIR A PRESSÃO NO TRABALHO E PLANEJAR SEU FUTURO

1 APRENDA A NEGOCIAR
Se o chefe é truculento, dê sinais de que você prefere conversar com calma até chegar a uma solução viável. João Lins, especialista em recursos humanos, sócio da consultoria PricewaterhouseCoopers, acredita que há cada vez mais espaço para negociação nas empresas. "Vivemos num mundo de interdependência. As companhias dependem de profissionais motivados, que por sua vez dependem delas para sobreviver e se realizar profissionalmente", diz

2 SAIBA DIZER "NÃO"
A administradora de empresas Débora Spanholeto, de 29 anos, de Campinas (SP), descobriu um jeito de dizer que está atolada de trabalho. "Quando vejo que não vou dar conta, pergunto a meu chefe qual é a prioridade", diz. "Meu limite é a cobrança exagerada. Quando isso acontece, tento me organizar." Ela é bastante disciplinada e identificou seu limite, aquela linha tênue que separa a alegria de um dia carregado de tarefas motivadoras daqueles cheios de pressão excessiva. Na hora de dizer "não", os especialistas recomendam: evite frases do tipo "Não aguento mais", "Estou com muito trabalho" ou "Não tenho tempo de tocar mais um projeto". "Todo chefe prefere que os funcionários apresentem o problema e uma ou duas soluções viáveis", diz Regina Madalozzo, professora do Insper São Paulo e especialista em mercado de trabalho.

3 DIVIDA RESPONSABILIDADES
Se ultimamente você tem sentido dores pelo corpo e as pessoas à sua volta passaram a reclamar do seu mau humor e intolerância, fique atento. Pode ser um sinal de que a pressão no trabalho esteja invadindo a vida particular. "Aprenda a delegar, negocie projetos, redistribua a carga de trabalho", ensina Joel Dutra, professor da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo. A princípio pode parecer difícil confiar um projeto ao colega do lado. Mas lembre-se que você pode continuar no comando sem centralizar todas as etapas.

4 MANTENHA-SE MOTIVADO
A consciência de que funcionários cansados e desmotivados fazem mal para os negócios já chegou a algumas empresas. Na multinacional Procter & Gamble a reação veio na forma de um plano de carreira capaz de dar perspectiva de longo prazo. "Sempre perguntávamos aonde o funcionário queria chegar e deixávamos claro como ele poderia crescer", diz Monica Santos Longo, ex-gerente de recursos humanos da empresa. Infelizmente, companhias assim ainda são exceção. Porém, o exemplo sinaliza que há uma alternativa que concilia o desejo das pessoas com o lucro. Esse modelo de negócios requer uma nova relação de trabalho. Como qualquer transição, não se trata de um momento fácil ou confortável para os envolvidos. O jeito é ter muita paciência para negociar o que se deseja.

Anne Dias | 21/07/2010

16 de jul. de 2010

Ter um bom salário não é o que faz uma empresa ser classificada como ideal pelos jovens brasileiros.

Ambiente de trabalho é o principal quesito de jovens ao eleger empresa dos sonhos

Em sua nona edição no Brasil, levantamento aponta que Google é a empresa ideal para a maioria dos jovens

Ao contrário do que muitos podem imaginar, ter um bom salário não é o que faz uma empresa ser classificada como ideal pelos jovens brasileiros.

Segundo pesquisa intitulada “Empresa dos Sonhos dos Jovens”, realizada pela Cia de Talentos, em parceria com a NextView e a TNS, na hora de escolher a empresa dos sonhos, os jovens prezam pelo ambiente de trabalho agradável.

Além disso, o levantamento aponta a possibilidade de desenvolvimento profissional, a qualidade de vida, o crescimento profissional e a boa imagem da empresa no mercado como requisitos importantes para os jovens brasileiros.

“Os motivos de escolha evidenciam que nem sempre o que os jovens desejam para suas vidas é o que seus pais ou gestores sonharam para si”, diz a presidente do Grupo DMRH, ao qual pertence a Cia de Talentos, Sofia Esteves.

Empresas

Em sua nona edição no Brasil, a pesquisa “Empresa dos Sonhos dos Jovens” ouviu mais de 35 mil representantes da geração Y, nas cinco regiões do país, durante o mês de abril; e apurou que o Google é a empresa ideal para a maior parte deles.

Em segundo lugar está a Petrobras, seguida por Unilever, Vale, Nestlé, Natura, Itaú, Microsoft, Rede Globo e Ambev. O estudo revelou ainda que Roberto Justus é o líder mais admirado por esta geração.

16/7/2010 | 00h08min

15 de jul. de 2010

A propaganda on-line cativa muito mais do que a da TV ou a do rádio.

Carreira x eleições: cuidados ao apoiar seu candidato pela internet!

A meses das eleições, ferramentas de comunicação da internet estão sendo utilizadas como principal canal de comentários


A poucos meses das eleições, as ferramentas de comunicação da internet estão sendo utilizadas como o principal canal de comentários, propagandas, entre outras ações realizadas por candidatos e por milhares de simpatizantes espalhados pelo Brasil.

Em especial, o microblog Twitter se tornou uma espécie de “perímetro oficial” de discussões políticas. Para se ter uma ideia, os dois principais candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), acumulam mais de 400 mil seguidores on-line.

“A propaganda on-line cativa muito mais do que a da TV ou a do rádio. Lá [na rede], os usuários se sentem mais próximos dos candidatos, o que demonstra um maior interesse dos eleitores nessa mídia", afirma o especialista em Direito Digital do Patricia Peck Pinheiro Advogados, Leandro Bissoli.

No entanto, como o direito de arrependimento no mundo digital é praticamente nulo, muitos usuários devem ficar atentos com o que publicam na rede, para não criarem problemas no trabalho.

Cuidados 

Ao passo que esse eleitor torna-se mais qualificado, já que vai em busca de mais informações, o seu tempo na rede passa a ser maior. Por essa razão, o relacionamento entre candidato e usuário passa a ser mais estreito.
Porém, o ambiente de trabalho é um lugar neutro e não cabe qualquer manifestação, por mais discreta que seja, avalia o especialista. "O que não pode é um funcionário utilizar a marca da empresa para bater papo com o candidato. Essa ação pode ser entendida [pelos internautas] como uma atividade da própria empresa".

Comunidades, blogs e perfis em redes sociais são os mais utilizados para esse tipo de atuação política. No entanto, Bissoli defende que um cabo eleitoral virtual deve tomar certos cuidados, como não utilizar emails ou a rede da empresa para divulgar suas opiniões.

"As empresas devem tomar muito cuidado com os funcionários que as representam na internet. Um movimento que vem sendo reforçado pelas empresas é sobre as políticas do uso das redes sociais, uma espécie de guia de boas práticas e condutas na web", explica Bissoli.

Ainda assim, diz o especialista, quem for pego manifestando-se politicamente na empresa não pode sofrer qualquer sanção, a menos que a companhia tenha regras explícitas sobre o assunto.

Os limites do cyberespaço

Fora do ambiente de trabalho, contudo, a expressão é livre. Porém, isso não significa que calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos serão toleradas.

"Fora da empresa o usuário tem de utilizar a liberdade de expressão com muita responsabilidade, ou seja, não ferir a constituição em vigor", afirma o especialista, que ainda lembra: "Anonimato na lei eleitoral não é permitido".

15/7/2010  | 00h06min