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6 de dez. de 2010

Bola para as roupas, festas e bebida de graça.

Los Dos atrai homens com cerveja, futebol e mulheres

Grife com dois anos de existência investe em contato e mimos para fidelizar consumidores

los-dos_loja

Que homem não gosta de futebol, festas, cerveja e mulheres bonitas? Foi apostando nisso que a Los Dos chegou ao mercado há dois anos. A receita parece ter dado certo, já que a grife abriu dez lojas nesse período. Para fazer os homens se interessarem por moda e conhecerem as coleções, a marca traz a bola para as roupas, promove festas e dá bebida de graça. Tudo isso para ter uma relação direta, próxima e transparente com o consumidor.

A marca foi criada por Tico Sahyoun, que aprendeu a trabalhar com moda nos anos em que, junto com seu pai, comandou a feminina BobStore. Mas a criação da Los Dos não foi baseada apenas em fazer uma versão da grife para o público masculino. Tico foi procurar em Londres, Milão, Los Angeles e Nova York como fazer uma rede que não vendesse apenas o produto, mas que também passasse através dele o seu DNA. “Montei a Los Dos baseado em moda, futebol e cerveja, mas o principal foi criar um ambiente para que o consumidor se sinta a vontade”, afirma Tico Sahyoun, Diretor Criativo da Mandi&Co, grupo que detém a marca.

O Futebol não está presente na Los Dos só em dias de jogos. A marca tem em suas lojas uma área onde fica a sua coleção ligada ao tema, que nesse ano deve ser responsável por cerca de 30% do faturamento total da rede. “Normalmente as marca têm roupas ligadas ao rugby ou pólo. As que eram ligadas ao futebol faziam isso sem glamour nenhum”, conta Sahyoun.

los-dos_stella

Eventos e internet para contato direto

Para fortalecer a relação da marca com o tema, durante a Copa do Mundo cada jogo da seleção brasileira reuniu pessoas em um espaço com comida, bebida e salão de beleza. Num dos dias, o jogador Ganso foi até lá ver a particda. Por isso, a ação foi batizada de "O Dunga não chamou, mas a Los Dos convocou". Logo após a Copa, a marca trouxe a musa Larissa Riquelme para uma sessão de fotos.

A cerveja fica por conta do bar da Stella Artois, que fica na flagship da marca, em Moema, na capital paulista. “As pessoas vão, tomam uma cerveja, passam um tempo na loja, olham as roupas e compram”, afirma o empresário em entrevista ao Mundo do Marketing. É nesse ponto de venda que também são realizados eventos cerca de uma vez por mês. Os shows, happy hours e, é claro, as transmissões de jogos de futebol chegam a reunir cerca de 300 pessoas.

“Nós temos uma lista de clientes amigos que convidamos para nossas festas”, garante Sahyoun. São essas pessoas cadastradas que também recebem as revistas customizadas da marca. Lançadas a cada coleção, as publicações não servem apenas como um catálogo, mas tratam de assuntos que interessam ao público masculino, muitos deles são inclusive sugeridos pelos próprios consumidores da Los Dos. “Nós temos um relação bem direta com o nosso cliente. O site é super aberto e divulgamos o e-mail de contato para que as pessoas possam sempre mandar sugestões e serem respondidas”, afirma Tico

los-dos_menores Repensando as estratégias

Prova desse contato direto e proximidade com o cliente é o Twitter da marca. No endereço@LOSDOS_TICO, o próprio empresário responde quase que imediatamente todas as citações que são feitas na rede. “As mensagens chegam direto no meu celular e eu mesmo as respondo”, afirma o Diretor Criativo da Mandi&Co.
Outra ação realizada pela Los Dos para agradar os homens é fazer mulheres usarem as roupas da marca. “Começou como uma brincadeira que publicamos na nossa revista. Mas a repercussão foi tão grande que agora fazemos um ensaio a cada coleção”, conta Tico. Além disso, a marca também lançou uma versão infantil para os filhos que quiserem se vestir igual ao seus pais.

Com os dois anos de sucesso da sua marca, Tico foi convidado para fazer parte do grupo BR Labels, dono da grife Mandy&Co. “Me chamaram para ir para lá porque precisavam de alguém que ficasse à frente da Mandy&Co pensando em ações diferentes. Levei a Los Dos comigo e isso vai fortalecer as duas lojas”, conta Tico. O grupo BR Labels também agrupa marcas como Calvin Klein e VR.

Com a adesão ao grupo, a marca está passando por mudanças em estratégias. “Ganhamos uma nova estrutura. Por isso precisamos pensar um pouco antes de agir no próximo ano. Mas nada disso muda a filosofia da Los Dos”, afirma. Com a parceira, a Mandy & CO ganhará uma revista customizada assim como a da Los Dos em março.

Rayane Marcolino | 06/12/2010

16 de nov. de 2010

Não estamos com essa bola toda.

Marca "Brasil" cai em ranking global

Índice Country Brand Index aponta a marca brasileira como a 41ª do mundo, seis posições atrás em relação à lista do ano passado

Apesar de apontado como “a bola da vez” por muitos analistas de investimentos internacionais, o Brasil é apenas a 41a “marca de país” do mundo. E, além disso, caiu seis posições em relação ao ano passado, segundo o ranking Country Brand Index, da Future Brand.

Feito em parceria com a BBC World News, o índice considera quesitos como performance financeira, qualidade de vida das pessoas, inovação e desejo que gera nos visitantes. A liderança da versão recém-anunciada é do Canadá, e a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver foi um dos fatores determinantes.

Líder no ano passado, os Estados Unidos caíram para o quarto lugar, e agora estão atrás de Austrália e Nova Zelândia. Os principais países europeus, Argentina, Chile e Índia também estão à frente do Brasil.

Felipe Turlão | 16/11/2010 | 11h50

29 de set. de 2010

Golpes provocativos nos concorrentes brasileiros

Da rua para o Conar

Comerciais comparativos da Nissan geram polêmica, GM já preparou denúncia para 2 filmes

Como um samurai ágil e preciso, a japonesa Nissan tem desferido seus golpes provocativos nos concorrentes do mercado brasileiro por meio de ações de marketing diferentes das que eram praticadas pela marca no Brasil. A "espada" usada é o novo posicionamento que a montadora adotou nos últimos meses, visando conquistar mais clientes e remodelar a percepção de marca no País, assim como vem sendo feito em outros mercados. "No Brasil, já existia a necessidade de um posicionamento diferente. A marca não tinha rejeição, mas não era lembrada", enfatiza Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan do Brasil, no cargo há sete meses.

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O novo comercial do Nissan Livina, "Não acerta uma", que estreou na última sexta-feira, 24, na TV aberta e a cabo, destaca as cinco indicações e prêmios que o modelo recebeu recentemente (de publicações como Quatro Rodas, Auto Esporte, Jornal do Carro, Car and Driver e do centro de estudos Cesvi Brasil). No comercial, engenheiros e executivos das montadoras concorrentes ficam nervosos com as premiações do carro da Nissan, fazendo referência a três marcas competidoras e suas nacionalidades: GM Meriva (norte-americanos), Honda Fit (japoneses) e Fiat Idea (italianos). A campanha foi desenvolvida pela Lew’Lara/TBWA, que há mais de dois anos atende a marca.

Incomodada - e como já era de se esperar - a multinacional norte-amerciana já entrou com uma representação no Conselho de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, contra o comercial. Esta é a segunda denúncia contra filmes da Nissan - em agosto, a GM reclamou do desafio Livina e solicitou a abertura de um processo - meia mais abaixo. Como não houve liminar contra a propaganda, a campanha continuou no ar e deve ser julgada apenas em outubro.

A Volkswagen também não gostou da provocação do anúncio da picape Frontier, que está no ar, e deu queixa contra o filme "Engenheiros". A denúncia foi aceita, mas o processo ainda está nas mãos do relator, para análise e manifestação. Segundo a assessoria de imprensa, o Conar aceita e considera a propaganda comparativa útil ao consumidor, desde que atenda ao artigo 32 dos princípios gerais do conselho e não denigra a imagem ou produto da concorrência.

"Estamos estudando como trabalhar com estas denúncias do Conar e já sabemos o que fazer se precisarmos sair do ar. Temos um plano B", garante Jaques Lewkowicz, diretor-presidente de criação e CCO da agência. "Se o Conar pedir, vamos atender. Mas nossa preocupação não é o Conar ou concorrente, mas sim o consumidor. Devemos fazer este tipo de comunicação durante um tempo. No caso do Livina, por exemplo, com o salto de vendas, é provável que não falemos da concorrência mais para frente", alfineta Moreno.

Provocações
O novo filme segue a linha do comercial "Engenheiros" da Nissan Frontier, que detalha equipamentos da picape de forma irreverente, também fazendo referência a duas marcas concorrentes no segmento – a Volkswagen, que produz Amarok, e a Toyota, fabricante da Hilux. No filme, que traz indicações truncadas das logomarcas das montadoras rivais nas paredes das salas dos engenheiros concorrentes, os alemães levam um banho de lama e os japoneses "comem poeira" ao ter o escritório invadido pela nuvem de pó levantada pela Frontier.

Em julho, a provocação foi feita nas concessionárias e em campanha de TV, com o Desafio Nissan Livina. Para que os consumidores pudessem comparar o Livina com seus principais concorrentes, a empresa disponibilizava em suas revendas para test-drive, além do modelo próprio, o GM Meriva e o Fiat Idea. "As vendas do Livina dispararam. Saímos de 700 para 1,1 mil unidades mensais. E as vendas vêm crescendo mês a mês", comemora Moreno.

O novo posicionamento da empresa também pode ser encontrado no anúncio do Tiida Sedan. Com o título "Você começa procurando um carro e encontra um carrão", a campanha compara diretamente o Tiida com os seus principais concorrentes, GM Astra e Fiat Siena. Na imagem principal do anúncio, parte do carro é o modelo rival. Grande parte do veículo é o Tiida Sedan.

29/09/2010 | 11h35

28 de set. de 2010

Até nessa, ele saiu levando a melhor.

Seara contabiliza mídia com Neymar

Mesmo sem contrato com o jogador, apenas com o time do Santos, marca teve exposição durante o episódio que resultou na queda do técnico do time

Seara Santos A Seara não encarou como negativa a repercussão do stress do jogador Neymar durante jogo do Campeonato Brasileiro - cujos desdobramentos resultaram na queda do técnico do Santos F.C, Dorival Santos.

Sem contrato com o jogador desde agosto, mas ainda patrocinadora do time do litoral paulista, a empresa teve sua exposição na mídia amplificada, sem custos, durante a cobertura da polêmica - com direito a matéria de quatro minutos no Fantástico.
A empresa ainda prepara uma grande campanha para bombardear na mídia o lançamento do peru Seara, produto que será o carro-chefe do frigorífico Marfrig para o varejo no final do ano. A criação está a cargo da Africa.

27/09/2010 | 10h33

20 de jul. de 2010

A sua marca pode se transformar na ligação entre a atual realidade e o projeto ao qual seu cliente aspira.

Sua empresa é uma fábrica de sonhos?

Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos


A velocidade da informação, proporcionada pelo avanço da tecnologia, nos mantém imersos em um constante e abundante fluxo de notícias, casos, dados e, principalmente, anúncios. Publicidades de produtos e serviços nos rodeiam todo o tempo, o consumo não se resume mais ao simples ato de adquirir algo, e passa a fazer parte das nossas vidas e aspirações. As marcas são mais do que simplesmente referência de compras, elas ocupam um grande espaço na rotina dos consumidores, são parte dos sonhos da população. A questão então é como, em meio a todos esses inúmeros e repletos anúncios, promoções e ofertas, destacar a sua marca, a sua empresa, e fazer parte dos sonhos do seu cliente?

Acima de tudo, é preciso que se estabeleça uma relação de confiança entre seu negócio e sua clientela e, além disso, transformar esse relacionamento em duradouro e sustentável. A sua marca pode se transformar na ligação entre a atual realidade e o projeto ao qual seu cliente aspira. A confiança na sua empresa é capaz de alimentar o plano de futuro dessas pessoas, e é de extrema importância que seu consumidor perceba o investimento da sua companhia nos sonhos dele.

Muitos empresários pensam que preço baixo é um gerador automático de confiança, o que certamente não é verdade. A agressividade na competição pelo menor custo, por meio da diminuição da qualidade, seja dos produtos ou dos serviços, é uma estratégia que pode até elevar o número de vendas, mas não reforça em nada a relação cliente/empresa, ainda mais no que se refere à lealdade. Se o seu objetivo é fidelizar seus clientes, não se esqueça: qualidade é fundamental.

Para investir e fazer parte das aspirações mais ambiciosas dos seus consumidores é preciso estar presente, manter o canal entre as duas partes aberto, ou seja, saber que a comunicação é fator decisivo. Estar na mídia agrega credibilidade e valor ao seu produto ou serviço, reforça a personalidade da sua empresa, confere simpatia à marca e, principalmente, instiga a curiosidade dos compradores. Os que já conhecem, querem se aprofundar no que você oferece e, quem ainda não ouviu falar, gostaria de conhecer aquilo que se destacou em meio a tantos outros similares.

Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos. Estamos sempre em busca do melhor serviço, pelo menor preço, no menor tempo possível. Oferecer visibilidade daquilo que o consumidor quer, precisa ou deseja, acompanhada de qualidade e dedicação, é economia de tempo para o cliente, acréscimo de confiança para o empresário, e um reforço de extrema importância para o realce de sua marca nesse mundo tão segmentado e, ao mesmo tempo, tão único.

Gilberto Wiesel - empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa. 


20 de julho de 2010, às 00h11min



19 de jul. de 2010

Quem tem conseguido estar presente na mente dos brasileiros.

As 10 marcas brasileiras mais valiosas


Você chegou ao supermercado e todas as caixas de sabão em pó são iguais, e não há sinal da marca que você costuma usar em casa.  As embalagens têm mesmo formato e cor, sem nome ou rótulo diferenciado, apenas o conteúdo é diferente. Como reconhecer a “sua” marca?
Muitas vezes a marca de um produto é um diferencial importante, principalmente quando as condições de tecnologia e aperfeiçoamento transformam os produtos ou serviços parecidos uns com os outros. Algumas empresas, sabendo disso, conseguem transformar sua marca em algo extremamente valioso. É o caso das dez marcas brasileiras abaixo, consideradas as mais valiosas segundo critérios como capital aberto, informação financeira publicada, EVA positiva, papel na decisão de compra e reconhecimento. Confira quais são:

10. Renner

A rede de lojas de departamento gaúcha espalha sua marca por 124 lojas em todos os estados do país e faz o nome “Renner” ser o mais valioso no setor de varejo nacional. A marca vale 780 milhões de reais e garante um lugarzinho na lista, deixando logo atrás gigantes como Embratel, Lojas Americanas, Oi e Tam.

9. Vivo

Na área de Telecomunicações, a primeira colocada é a Vivo, a nona dessa lista. Desde a criação da marca em 2003, a marca se valorizou até conquistar o valor de R$ 1,468 bilhão neste ano.

8. Antarctica


Os facilmente reconhecíveis pinguins da Antarctica acompanham a marca da empresa de bebidas, que pertence à Ambev, desde 1935. Hoje, o valor da marca é de R$ 1,753 bilhões.

7. Brahma


Uma das cervejas mais vendidas no mundo  – e que também pertence à Ambev — a marca Brahmaenvolve garrafas de cerveja desde fins do século 19. Em 2010, são estimados R$ 3,607 bilhões em valor para a marca.

6. Natura

A única marca do setor de cosméticos a aparecer na lista foi fundada nos anos 60 e hoje vive uma expansão para outros países. De consultora em consultora nas vendas diretas, a empresa fortaleceu o nome “Natura” e hoje tem uma marca com valor estimado em R$ 4,652 bilhões, conquistando o sexto lugar na lista.

5. Skol

A cervejaria brasileira com marca mais valiosa — também fabricada pela Ambev — é também a líder de mercado em vendas. Com o foco voltado ao público jovem, a marca é uma das mais lembradas pelos consumidores e garante um valor de R$ 6, 593 bilhões.

4. Banco do Brasil

Não é qualquer companhia que tem no currículo uma primeira fundação pelo rei D. João VI, em 1808 — apesar de passar por percalços e “voltar a ser criado” anos mais tarde. O Banco do Brasil tem agências por todo o país e se constitui em uma das marcas brasileiras mais conhecidas, com valor de R$ 10, 497 bilhões.

3. Petrobras

A companhia brasileira que opera no segmento de energia é uma das marcas nacionais mais conhecidas pelo mundo. Já teve o nome acentuado (Petrobrás) e já houve intenção de alterá-lo (para Petrobrax), mas a Petrobras continua sendo uma marca forte desde a criação por Getúlio Vargas em 1953. Nos anos 2010, seu valor é estimado em R$ 10, 805 bilhões.

2. Bradesco


O segundo maior banco privado brasileiro nasceu na década de 40 no interior de São Paulo e hoje está presente pelo país com mais de 3 mil agências. Criado como Banco Brasileiro de Descontos, se tornou Bradesco logo depois, marca que hoje vale R$ 12, 381 bilhões.

1. Itaú


O topo da lista também pertence a uma marca do setor financeiro. Após a fusão com o Unibanco em 2008, o Itaú é parte de um dos maiores grupos financeiros privados do mundo. A marca do banco, a mais valiosa do país, tem valor estimado em R$ 20, 651 bilhões.
Fonte: Interbrand

Amanda Luz | 16/7/2010 | 17h28