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27 de set. de 2010

7,1% no mês de agosto

Consumo de energia no Brasil cresce em agosto

Indústria brasileira puxou para cima o uso de energia no país, diz levantamento.

O consumo de energia elétrica no Brasil avançou 7,1% no mês de agosto em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Na comparação com o registrado em julho de 2010 o crescimento foi de 1,8%. No acumulado do ano, diz a EPE, o consumo cresceu 9,2% em comparação ao período entre janeiro e agosto do ano passado; no acumulado de 12 meses também houve expansão. A empresa - vinculada ao Ministério de Minas e Energia - informou que o resultado de agosto foi mais uma vez puxado pelo consumo industrial.

O consumo residencial de energia, por sua vez, cresceu 4,5% contra agosto de 2009. No ano, a alta é de 7,1% - pouco abaixo do verificado nos últimos 12 meses.

- O crescimento teria sido maior não fosse a baixa taxa de 3,5 por cento verificada no Sudeste, reflexo do tímido incremento no Rio de Janeiro e do desempenho negativo no Espírito Santo.

De acordo com a empresa, no caso do Rio houve influência de temperatura mais baixa e quase um dia a menos no faturamento da baixa tensão, ambos os dados em relação a agosto de 2009. Já no Espírito Santo houve mudanças na leitura do consumo.

O consumo comercial de energia cresceu 6,1% em agosto; no acumulado de 2010 o crescimento foi de 7,1%, pouco mais que nos últimos 12 meses.

A região brasileira que apresentou o maior crescimento no consumo de energia em agosto na comparação anual foi o Sudeste, com avanço de 8,5% ante o mesmo período do ano passado, seguido pelo Sul, com ganho de 6,1%. A menor taxa de crescimento, por outro lado, ficou por conta do Centro-Oeste, com 3,7%.

27/09/2010 | 11h54

Copyright Thomson Reuters 2009

25 de set. de 2010

Existem muitos projetos que provavelmente não sairão do papel, e outros que verão a luz do dia.

As tecnologias que vão tentar mudar a energia no mundo

Não são tecnologias saídas de filmes de ficção científica, mas são inovações que vão contribuir para que um dia a produção e o consumo de energia mude.

Ilhas flutuantes que produzem todo o tipo de energia, painéis solares a rodear o Planeta Terra de onde enviam electricidade. Ficção ou realidade? Ficção mas, talvez um dia, realidade.

Existem muitos projetos que provavelmente não sairão do papel, e outros que verão a luz do dia. Mesmo que sejam apenas uma pequena peça num complicado puzzle de produção ou distribuição de energias limpas.

É que quando se fala de inovação, não se está a falar (só) de grandes projectos que mais parecem saídos de um livro de ficção científica. Muitas vezes, a inovação de que se fala na área das energias limpas tem que ver com coisas que, à partida, parecem mais insignificantes, mas não o são, como é o caso dos ‘softwares' de gestão inteligente de redes.

"Há uma panóplia de soluções do lado da oferta e do lado da procura e a necessidade de desenvolver metodologias na pesquisa das melhores soluções integradas. Isto muitas vezes é referido como o ‘mix' das renováveis", explica Teresa Ponce de Leão, presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG)

Irina Marcelino | 22/09/10 | 00h05

30 de ago. de 2010

A força que virá do sol.

Usinas eólicas no Brasil devem quintuplicar a capacidade instalada até 2013

As usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana, na capital paulista.

O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1.806 MW em processo de instalação, terá mais 2.047 MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4597 MW.

“Hoje está próximo a mil megawatts [de capacidade instalada]. Ano que vem, será 1.300 MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais cinco 5 mil MW de capacidade instalada”, disse Simões.

Nos dois dias de pregão, iniciado quarta-feira (25), a energia produzida pelas usinas de bagaço de cana (biomassa) foram comercializadas, em média a R$ 144,20 o megawatt-hora (MWh), a energia eólica – a mais barata – a R$ 130,86, e a das pequenas centrais hidrelétricas (PHC) a R$ 141,93 o MWh.

De toda a energia negociada, as usinas eólicas ficaram com 70% (25% com as de biomassa e 5% com as PCH). Para Simões, o avanço do setor pode ser explicado pelo desempenho da economia brasileira diante de um cenário desaquecido da econômica mundial no pós crise.

“Você tem claramente a economia mundial desaquecida, e o Brasil crescendo a taxas bem interessantes, que faz com que os grandes fabricantes mundiais de máquinas estejam olhando o país como oportunidade da expansão das suas operações. Também vemos que empresariado está entendendo que a descarbonização da economia gera oportunidade de negócios”, afirmou.

Bruno Bocchini (Agência Brasil) | 30/08/2010

12 de ago. de 2010

Ele cresceu 22,16% em comparação a igual mês de 2009


Consumo de gás natural nas indústrias retoma nível anterior à crise


As indústrias brasileiras foram as responsáveis pela elevação de 16,12% registrada pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) na comercialização de gás natural no primeiro semestre deste ano.



Elas usaram 25,3 milhões de metros cúbicos de gás por dia no período, ampliando em 28,80% o consumo, que sofrera retração no ano anterior em função da crise internacional.
Isso significou 60,36% do consumo total de gás natural observado no semestre.

O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, disse hoje (12) à Agência Brasil que as informações são positivas porque o gás natural é um insumo que está ampliando a sua participação na matriz energética do Brasil.

Para ele, a retomada do consumo pela indústria "abre um cenário muito positivo para você colocar a produção de gás natural derivada dessas novas descobertas da Petrobras e, em especial, do pré-sal, como um fator que irá, efetivamente, determinar o aumento da participação do gás natural na matriz elétrica brasileira".

Castro enfatizou que o setor industrial está confirmando o uso desse insumo energético no processo produtivo. "E, dado ao fato de que o Brasil vai ser um grande produtor de gás natural, provavelmente com preços mais baixos, isso vai dar competitividade à indústria brasileira no aspecto relacionado à energia".

De acordo com o levantamento da Abegás, também o setor de cogeração apresentou crescimento no acumulado janeiro a junho, da ordem de 37,88%, passando de 2 milhões para 2,7 milhões de metros cúbicos por dia. Houve alta do consumo ainda no comércio e residências de 5,26% e 3,57%, respectivamente, enquanto os setores automotivo e termelétrico mostraram diminuição de 5,08% e 7,88%.

Em junho, o consumo de gás natural cresceu 22,16% em comparação a igual mês de 2009, destacando os aumentos nos setores termelétrico (52,56%), de cogeração (23,41%) e industrial (18,86%). Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 12,48%, causado pelas termelétricas, que tiveram o maior percentual de consumo de gás natural (53,10%).

Os dados da Abegás revelam, ainda, que a Região Sudeste permanece na liderança do consumo de gás natural no país, com 34,4 milhões de metros cúbicos diários no mês de junho. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 10,2 milhões de metros cúbicos por dia, e Sul com 4,4 milhões de metros cúbicos por dia.
12/08/10 | 18h53

22 de jul. de 2010

Os Data Centers serão movidos à vento.

Google fecha acordo para uso de energia eólica em data centers

O contrato, válido por 20 anos, prevê o fornecimento de 114 Megawatts a um preço fixo.


Uma companhia que fornece energia eólica em Iowa, nos Estados Unidos, divulgou a assinatura de um contrato de 20 anos com a Google. O acordo, que passa a valer a partir de 30 de julho, tem como objetivo abastecer os data centers da companhia com uma energia considerada limpa, ou seja, com menos impacto para o meio ambiente.

“O acordo prevê o fornecimento de 114 Megawatts de energia eólica a um preço fixo”, afirma o vice-presidente sênior de operações Google, Urs Hoelzle.

De acordo com o executivo, com um preço predeterminado, a Google quer se proteger contra flutuações nos custos de energia. Ao mesmo tempo, ele ressalta que, em longo prazo, o contrato deve servir de estímulo para que outras companhias sigam o exemplo de sustentabilidade. “É mais um dos casos em que vestir a camisa verde é algo razoável”, diz Hoelzle, sem divulgar o total investido.

Em maio deste ano, a Google injetou quase 40 milhões de dólares em duas instalações de energia eólica localizadas no território da Dakota do Norte, e pertencentes à empresa NextEra Energy. O contrato firmado hoje (20/7) é com uma empresa ligada ao grupo NextEra.

A companhia afirma dominar o contingente de moinhos de vento, responsáveis pela transformação do movimento das pás em energia elétrica, nos Estados Unidos. Com 9 mil unidades em funcionamento, a empresa tem capacidade para gerar 9.6 mil megawatts.

“Ao optar pela compra dessa quantidade de energia por um prazo longo, damos à empresa de energia a certeza financeira de que ela precisa para expandir suas operações”, afirma Hoelzle no blog da Google. “A dificuldade de geradores de energia renovável em obter financiamentos é um dos empecilhos na expansão dessa tecnologia renovável”, finaliza.

Hoelzle também dá a entender que utilizar essa alternativa energética não foi algo simples. Segundo ele, o governo mantém regras rígidas no controle sobre o comércio de energia.

A compra foi realizada por meio da subsidiária Google Energy. Estabelecida em dezembro e autorizada pelo governo norte-americana, a empresa está apta a participar do comércio atacadista de energia elétrica. Contudo, a Google não pode usar a energia comprada sem antes disponibilizá-la ao mercado local.

Grupos de internet como a Google, o Facebook e a Yahoo! têm sido alvo constante de críticas de ambientalistas, principalmente do Greenpeace.

James Niccolai | 21/07/2010 | 10h31



29 de jun. de 2010

Um projeto inovador em energia na cidade de São Carlos.

Cidade da Energia se torna realidade no interior de SP

Nesta terça-feira (29), o governo federal liberou R$19,7 mi para obras de infraestrutura do complexo

Vanessa Barbosa | 29/06/2010 | 19:35


Projeto da Cidade Energia: complexo, em São Carlos (SP), pretende centralizar iniciativas e pesquisas de desenvolvimento em energia renovável de todo o Brasil.

São Paulo - No interior do estado de São Paulo, a duzentos e quarenta quilômetros da capital, uma  pacata cidade pretende centralizar todas as pesquisas sobre energia renovável em andamento no país. Sonho alto? Não mesmo. Nesta terça (29), o governo federal liberou 19,7 milhões de reais para a construção da primeira etapa do projeto Cidade da Energia, que será instalada no município de São Carlos.

A idéia é construir um pólo para coordenação de pesquisas e informações científicas, tecnológicas e comerciais relacionadas a energias limpas e renováveis. Além disso, o complexo deverá orquestrar parcerias entre o setor privado, universidades e centros de pesquisa globais, para a geração de negócios no segmento de energia renovável.

Elaborado há dois anos pela prefeitura local, em parceria com a Abimaqui (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos a Cidade da Energia) e o governo federal, o projeto da Cidade Energia deverá receber, até 2011, 87 milhões de reais em investimentos das partes envolvidas.

"A Cidade da Energia é um projeto que não se restringe ao desenvolvimento local na produção de energia renovável. É um projeto de desenvolvimento do país", afirmou o prefeito de São Carlos, Oswaldo Barba, durante a oficialização do investimento, que contou com a presença do ministro do Turismo Luiz Barretto.

Para a primeira etapa do Cidade Energia, estão previstas uma série de obras de infraestrutura, que vão desde a duplicação de 7 km da rodovia Guilherme Scatena, acesso ao futuro empreendimento, a investimentos em esgoto e saneamento.