Setor de produtos de metal apresenta maiores taxas de crescimento em maio
Brasília – O segmento de produtos de metal apresentou em maio as maiores taxas de crescimento no faturamento, em relação a maio de 2009, com 36,6%. O número de horas trabalhadas aumentou 24%. Os dados são do boletim Indicadores Industriais, divulgado hoje (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O uso da capacidade instalada no setor cresceu no mês 5,1% em relação a maio do ano passado. O emprego teve expansão de 15,3% e a massa salarial real de 15,8%.
O setor de material eletrônico e de comunicação vem em seguida, com aumento no faturamento, em relação a maio de 2009, de 36,4% e crescimento de 1,4% em horas trabalhadas. O uso da capacidade instalada no setor da indústria de transformação subiu 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo periodo do ano anterior, tendo a massa salarial real aumentado 11,5%.
A área de máquinas e materiais elétricos registrou crescimento de 18,3% no faturamento em maio, comparada ao mesmo mês de 2009, as horas trabalhadas aumentaram 23,7% e o uso da capacidade instalada, 3,9 pontos percentuais. O emprego avançou 8,8% e a massa salarial teve alta de 9%.
O crescimento da indústria automobilistica foi de 23% no faturamento e de 19% nas horas trabalhadas. O uso da capacidade instalada aumentou 7%. O emprego registrou elevação de 6,9% e a massa salarial real de 13,2% em relaçao a maio de 2009.
Edição: Graça Adjuto
Lourenço Canuto | Agência Brasil | 08/07/2010 - 11:26
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8 de jul. de 2010
5 de jul. de 2010
IDC prevê que o mercado mundial de TI crescerá 3,5%, voltando aos níveis de 2008 e que o mercado latino americano crescerá 6,3%.
Computação em nuvem, mobilidade e TV digital impulsionam setor de software em 2010
:: Ana Paula Lobo*
:: Convergência Digital :: 05/07/2010
Se em 2009, apesar do forte impacto da crise mundial, o setor de software superou as dificuldades e manteve uma tendência de crescimento, em 2010, o mercado total de Tecnologia da Informação deverá crescer 6,5%, com maior participação do setor de software e serviços, que juntos devem apresentar um crescimento de 8,5%, revela o levantamento ABES/IDC, divulgado nesta segunda-feira, 05/07.
O recuo da paridade cambial e o crescimento do Produto Interno Bruto acima do patamar projetado para 2010, pode ainda trazer um acelerador a estas perspectivas apuradas ainda no primeiro trimestre do ano, acrescenta o levantamento, que chegou a sua sexta edição no país.
Para o mesmo período, o IDC prevê que o mercado mundial de TI crescerá 3,5%, voltando aos níveis de 2008 e que o mercado latino americano crescerá 6,3%. Para os países que compõe o BRIC, as previsões são de crescimento de até 13%. O estudo apura ainda as principais tendências de evolução para o desenvolvimento do setor de software no Brasil. São elas:
Mobilidade: aumento expressivo do número de usuários, com crescimento acentuado das vendas de computadores portáteis e “smartphones”;
Aplicações para Mobilidade: crescimento da oferta de serviços e aplicativos para atender aumento da mobilidade;
TV Digital: aumento da competição entre as operadoras com surgimento de oportunidades para novos projetos e empreendimentos:
Infraestrutura: crescimento das tecnologias de rede, acesso e transporte, com criação de novos modelos de negócios;
Computação em Nuvem: a oferta de serviços deve crescer 45% em 2010 e triplicar nos próximos cinco anos;
Colaboração: componentes de participação em grupo vão integrar aplicativos empresariais para aumento da produtividade coletiva;
Mercados Crescentes: telecom, finanças e comércio serão os principais investidores em aplicativos empresariais.
TI e Negócios: inteligência de negócios e aplicativos de análise devem crescer mais de 10% em 2010, buscando novos serviços e redução de custos.
Hardware: consolidação da América Latina como grande centro de distribuição de hardware.
*Com informações do estudo ABES/IDC
:: Ana Paula Lobo*
:: Convergência Digital :: 05/07/2010
Se em 2009, apesar do forte impacto da crise mundial, o setor de software superou as dificuldades e manteve uma tendência de crescimento, em 2010, o mercado total de Tecnologia da Informação deverá crescer 6,5%, com maior participação do setor de software e serviços, que juntos devem apresentar um crescimento de 8,5%, revela o levantamento ABES/IDC, divulgado nesta segunda-feira, 05/07.
O recuo da paridade cambial e o crescimento do Produto Interno Bruto acima do patamar projetado para 2010, pode ainda trazer um acelerador a estas perspectivas apuradas ainda no primeiro trimestre do ano, acrescenta o levantamento, que chegou a sua sexta edição no país.
Para o mesmo período, o IDC prevê que o mercado mundial de TI crescerá 3,5%, voltando aos níveis de 2008 e que o mercado latino americano crescerá 6,3%. Para os países que compõe o BRIC, as previsões são de crescimento de até 13%. O estudo apura ainda as principais tendências de evolução para o desenvolvimento do setor de software no Brasil. São elas:
Mobilidade: aumento expressivo do número de usuários, com crescimento acentuado das vendas de computadores portáteis e “smartphones”;
Aplicações para Mobilidade: crescimento da oferta de serviços e aplicativos para atender aumento da mobilidade;
TV Digital: aumento da competição entre as operadoras com surgimento de oportunidades para novos projetos e empreendimentos:
Infraestrutura: crescimento das tecnologias de rede, acesso e transporte, com criação de novos modelos de negócios;
Computação em Nuvem: a oferta de serviços deve crescer 45% em 2010 e triplicar nos próximos cinco anos;
Colaboração: componentes de participação em grupo vão integrar aplicativos empresariais para aumento da produtividade coletiva;
Mercados Crescentes: telecom, finanças e comércio serão os principais investidores em aplicativos empresariais.
TI e Negócios: inteligência de negócios e aplicativos de análise devem crescer mais de 10% em 2010, buscando novos serviços e redução de custos.
Hardware: consolidação da América Latina como grande centro de distribuição de hardware.
*Com informações do estudo ABES/IDC
28 de jun. de 2010
Mantega diz que não é prudente crescer acima de 5,5%
segunda-feira, 28 de junho de 2010 10:02
Por Natuza Nery
TORONTO 28 de junho (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu patamar mais "prudente" de expansão da economia no ano que vem.
Depois de um 2010 de forte recuperação, em que economistas estimam crescimento ao redor de 7 por cento, ele recomenda pisar no freio para que o país não cresça mais que 5,5 por cento.
Um dos primeiros países a se recuperar do declínio provocado pela crise global, o Brasil vive às voltas com sinais de superaquecimento e temores de aceleração da inflação. O Banco Central já elevou a taxa básica de juros brasileira duas vezes este ano, para 10,25 por cento ao ano, e o mercado prevê novas altas até dezembro, que poderiam colocar a Selic em 12 por cento, segundo o relatório Focus.
"Depois de um ano forte, o seguinte tem de dar uma ajustada, mas acho que 5,5 por cento é uma taxa possível (de se alcançar sem provocar inflação). Em 2012, já dá para voltar para 6 por cento, 6,5 por cento," disse o ministro à Reuters na noite de domingo, apostando na melhora da capacidade produtiva da indústria doméstica.
"Eu prefiro crescer um pouco menos e manter o equilíbrio macroeconômico... Não é muito prudente crescer mais que isso."
Mantega concedeu a entrevista em Toronto com aparatos de chefe de Estado. Substituto oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G20, discursou no fim de semana ao lado de líderes como o presidente norte-americano, Barack Obama, e o francês, Nicolas Sarkozy.
No Canadá, vocalizou a bandeira dos países emergentes e dos Estados Unidos de que, para o bem da economia global, é imperativo que o mundo cresça. A tese encontra resistência na Europa, em ensaio geral para um aperto de suas contas públicas, o que deve representar retirada dos estímulos à atividade.
O fato é que as economias avançadas dependem cada vez mais do quarteto emergente Brasil, Rússia, Índia e China. Sob a sigla Bric, essas nações vêm puxando a recuperação econômica global.
Os países europeus mais fortes têm de estimular sua demanda doméstica e contribuir para a retomada do comércio internacional, segundo Mantega, para não deixar o trabalho nas mãos dos países emergentes.
Para o ministro, é prematuro eliminar estímulos e seguir na linha do aperto severo, sob o risco de comprometer parte central da engrenagem econômica mundial. Para ele, é possível encontrar equilíbrio entre crescimento e ajuste fiscal, desde que se tenha metas razoáveis de redução de gastos aplicadas gradualmente.
Por Natuza Nery
TORONTO 28 de junho (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu patamar mais "prudente" de expansão da economia no ano que vem.
Depois de um 2010 de forte recuperação, em que economistas estimam crescimento ao redor de 7 por cento, ele recomenda pisar no freio para que o país não cresça mais que 5,5 por cento.
Um dos primeiros países a se recuperar do declínio provocado pela crise global, o Brasil vive às voltas com sinais de superaquecimento e temores de aceleração da inflação. O Banco Central já elevou a taxa básica de juros brasileira duas vezes este ano, para 10,25 por cento ao ano, e o mercado prevê novas altas até dezembro, que poderiam colocar a Selic em 12 por cento, segundo o relatório Focus.
"Depois de um ano forte, o seguinte tem de dar uma ajustada, mas acho que 5,5 por cento é uma taxa possível (de se alcançar sem provocar inflação). Em 2012, já dá para voltar para 6 por cento, 6,5 por cento," disse o ministro à Reuters na noite de domingo, apostando na melhora da capacidade produtiva da indústria doméstica.
"Eu prefiro crescer um pouco menos e manter o equilíbrio macroeconômico... Não é muito prudente crescer mais que isso."
Mantega concedeu a entrevista em Toronto com aparatos de chefe de Estado. Substituto oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G20, discursou no fim de semana ao lado de líderes como o presidente norte-americano, Barack Obama, e o francês, Nicolas Sarkozy.
No Canadá, vocalizou a bandeira dos países emergentes e dos Estados Unidos de que, para o bem da economia global, é imperativo que o mundo cresça. A tese encontra resistência na Europa, em ensaio geral para um aperto de suas contas públicas, o que deve representar retirada dos estímulos à atividade.
O fato é que as economias avançadas dependem cada vez mais do quarteto emergente Brasil, Rússia, Índia e China. Sob a sigla Bric, essas nações vêm puxando a recuperação econômica global.
Os países europeus mais fortes têm de estimular sua demanda doméstica e contribuir para a retomada do comércio internacional, segundo Mantega, para não deixar o trabalho nas mãos dos países emergentes.
Para o ministro, é prematuro eliminar estímulos e seguir na linha do aperto severo, sob o risco de comprometer parte central da engrenagem econômica mundial. Para ele, é possível encontrar equilíbrio entre crescimento e ajuste fiscal, desde que se tenha metas razoáveis de redução de gastos aplicadas gradualmente.
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