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20 de jul. de 2010

Porto do Rio de Janeiro terá capacidade duplicada até a Copa de 2014



O Porto do Rio de Janeiro terá a sua capacidade duplicada para atender a demanda na movimentação de cargas e passageiros até 2014, durante a Copa do Mundo. Serão investidos R$ 1,6 bilhão nos próximos quatro anos. O presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Jorge Luiz de Mello, disse nesta segunda-feira (19) que as obras servirão para acompanhar o aumento das embarcações e a maior demanda de atracações no porto.

O porto também terá a sua capacidade ampliada para atender a demanda offshore das futuras explorações do pré-sal.

“A maior parte das atividades portuárias é feita por terminais privados e a participação do Brasil na economia mundial pela atividade portuária ainda tem muito a crescer. Ainda não fazemos parte das rotas marítimas principais e os nossos portos participam apenas dos 9% de linhas alternativas. Depois das obras teremos no Rio a maior área contínua de porto da América Latina”, afirmou Mello.

Para melhorar a recepção do turismo de cruzeiros, também está prevista a construção de uma nova área de atracação para operar de seis a oito navios de passageiros simultaneamente. No ano passado, a movimentação no terminal foi de 500 mil turistas. A previsão é fechar a temporada 2010/2011 com 600 mil.

Mello disse que “a verba federal referente à modernização do terminal é de R$ 600 milhões, investimentos do PAC 2 e do PAC da Copa. Foram garantidos, até agora, R$ 122 milhões para a primeira fase que inclui a dragagem do canal. Essa etapa vai aprofundar zonas específicas da Baía [de Guanabara] de 12,6 metros para 15,5 metros, e já há a previsão de um crescimento de 20% a 30% da movimentação de navios após a dragagem”.
Em relação ao restante da verba, ainda não garantida, o presidente da CDRJ afirma que “hoje, 93% das mercadorias circulam em portos em todo o país. Assim, independentemente do candidato que assumir a partir do ano que vem, a atividade portuária tem que crescer. Isso é uma demanda da sociedade e não dos governos”.

Ainda de acordo com o presidente da CDRJ, além da verba do governo federal, a companhia contará com investimentos de R$ 1 bilhão da iniciativa privada, nos próximos quatro anos. Os recursos virão dos arrendatários do porto, que são as empresas que exploram os terminais de carga.

“Hoje, o Porto do Rio de Janeiro opera com 9 milhões de toneladas, com essas ampliações que estamos fazendo, nós prevemos operar em torno de 25 milhões de toneladas. O Porto de Santos – o maior do Brasil – opera com pouco menos de 100 milhões de toneladas”, compara Mello.

Edição: Rivadavia Severo | 20/7/2010



15 de jul. de 2010

Como a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 deve influenciar na tomada de decisões de companhias

Brasil, bola da vez

Pesquisa revela a opinião e os planos de investidores e profissionais de RI em relação aos megaeventos esportivos

Os megaeventos esportivos mundiais são reconhecidos globalmente por influenciar o desempenho econômico, político e social de um País. Tomando como ponto de partida esse grau de relevância, a Deloitte, em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), elaborou a pesquisa "Brasil, bola da vez – Negócios e investimentos a caminho dos grandes eventos esportivos", que traz informações sobre como a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 deve influenciar na tomada de decisões de companhias representadas pelos profissionais de RI e como os investidores pretendem apostar nesses eventos.


Apesar dos dois eventos tenderem a influenciar a economia e os negócios do País desde já, apenas 12% dos profissionais de RI entrevistados, que representam companhias abertas atuando no Brasil, afirmaram possuir um plano específico de atuação em andamento. Outros 14% já possuem um plano específico a ser implantado, enquanto 35% disseram que planejam se preparar. A pesquisa detectou ainda que 21% dos RIs não pretendem elaborar ou implementar um plano específico de atuação junto às oportunidades geradas por esses eventos.

Entre as questões que esses públicos consideram essenciais para que o Brasil realize de maneira satisfatória os megaeventos, estão a capacidade das cidades-sede em concluir seus projetos e a administração dos investimentos públicos aplicados nesses eventos.

Apesar de muitas dúvidas, os RIs precisam estar atentos às oportunidades que os megaeventos podem trazer para suas empresas. Os investidores - também entrevistados na pesquisa - já demonstram interesse e começam a agir. Um total de 58% afirmou que pretende investir na Copa de 2014. Já para a Olimpíada de 2016, 61% já mostram interesse em futuros investimentos.

A pesquisa aponta que os investidores já começaram a avaliar projetos. No segundo semestre de 2010, 24% dos investidores respondentes manifestaram intenção de investir nas oportunidades geradas pela Copa do Mundo de 2014. Já no segundo semestre de 2011, este percentual cresce para 65%. Com relação à Olimpíada, no primeiro semestre de 2012, 26% têm intenção de investir. Para o início de 2013, esse número cresce para 63%. Assim, quanto antes os RIs saírem na frente, melhores oportunidades de investimentos podem ser negociadas.

Cerca de 70% dos profissionais de RI entrevistados afirmaram que ainda não percebem essa demanda em suas empresas, uma vez que os investidores nacionais e estrangeiros ainda não os procuraram.

Setores – Tanto para os investidores quanto para os RIs, os setores que mais devem crescer em razão dos grandes eventos de 2014 e 2016 são a indústria de construção (65%), turismo, hotelaria e lazer (55%) e, em terceiro lugar, transporte aéreo e infraestrutura aeroportuária (53%). Os serviços públicos e privados de segurança ficaram por último, com apenas 7%. Apesar de saúde estar entre os itens possíveis de crescimento propostos pelo estudo, o setor não foi assinalado.

Planejamento – Quando questionados sobre como será a preparação do Brasil para a Copa do Mundo em comparação aos demais países que já sediaram o evento, apesar de a maioria acreditar que planejamento, cumprimento de prazos e despesas serão inferiores (42%, 55% e 75% respectivamente), os RIs avaliam que o retorno dos investimentos das empresas será melhor ou equivalente aos demais países, com 85%.
Já sobre os aspectos positivos a serem proporcionados para o Brasil no longo prazo, 67% dos RIs responderam que será a melhoria da imagem brasileira no exterior, enquanto 63% acreditam na qualificação do País como pólo turístico mundial. Um total de 54% apostam na internacionalização do País como a principal vantagem.

Mercado de capitais – Quanto aos desafios para sediar os megaeventos esportivos, eles são muitos, segundo os RIs. Entre os pontos mais desafiadores estão garantir a infraestrurua geral e o cumprimento dos parâmetros estabelecidos para os eventos; assegurar os compromissos assumidos pelo Governo e ainda as responsabilidades e a coordenação eficiente entre os níveis de Governo. Todos eles com praticamente 100% das respostas. A ampliação da capitalização das empresas por meio do mercado de capitais é a ação menos desafiadora para os respondentes.

A pesquisa foi realizada entre os meses de abril e maio de 2010 com a participação de 60 profissionais de RI e 36 agentes investidores. A amostra contempla todos os setores econômicos, com destaque para bancos e serviços financeiros, energia, construção e materiais e serviços de transporte (66% do total).

15/7/2010 | 15h58min



1 de jul. de 2010

Modéstia à parte, mas eu faria melhor.


Fifa antecipa logo 2014 a patrocinadores


A Fifa proíbe qualquer divulgação oficial de sua Copa seguinte antes de concluída aquela em andamento, mas na África do Sul houve uma relaxada em seu tradicional rigor. Os principais patrocinadores da competição já puderam conferir algumas das propriedades da identidade visual da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, como a logomarca que
 M&M Online obteve com exclusividade. 

Uma arara com um contorno que lembra o mapa do Brasil com as cores amarela, verde, azul, branco e vermelho - mesmas usadas na logo que o governo escolheu para estampar a marca Brasil - será o símbolo que identificará todos os produtos licenciados, assim como a assinatura de todas as campanhas dos patrocinadores oficiais. O ano de 2014 aparece abaixo da arara, no mesmo formato usado no logo da candidatura brasileira aprovada pela Fifa em outubro de 2007. 

Nem Fifa nem CBF confirmam que este será o logo, mas o desenho segue modelo semelhante aos adotados nas últimas copas e está no material oficial da federação enviado aos patrocinadores. 

A cerimônia de apresentação da identidade visual da Copa de 2014 no Brasil acontece na próxima quinta-feira, 8, em Johanesburgo com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e outros membros do alto escalão do governo, além de toda a cúpula da CBF encabeçada pelo presidente Ricardo Teixeira, que será o presidente do Comitê Organizador Local (LOC, sigla em inglês). 

Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai / Kia, Sony e Visa exerceram suas preferências e continuaram com o status de Fifa Global Partner, o mais alto grau de patrocínio. Os Fifa Sponsors, cota global intermediária, serão Seara, McDonald´s, Budweiser (Inbev Anheuser Busch), Castrol, Continental e Oi.

Itaú e Nestlé são os primeiros cotistas locais confirmados. Em 2010, todas as marcas envolvidas no patrocínio da Copa, investiram juntas US$ 1 bilhão ao longo do ciclo de quatro anos. 


Robert Galbraith, enviado especial a Johanesburgo
30 de Junho de 2010 às 09:24