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2 de jul. de 2010

A importância cada vez maior das mulheres em qualquer decisão de compra.

Cerveja de Mulher

Bolsa de Mulher convida publicitários a criar anúncio da bebida para provocar reflexão sobre o machismo na propaganda


Buscando chamar a atenção do mercado publicitário para a importância cada vez maior das mulheres em qualquer decisão de compra, o Grupo Bolsa de Mulher está promovendo uma ação provocadora.

Com base em pesquisa realizada pela Sophia Mind (braço de pesquisas sobre o universo feminino), o grupo desenvolveu a ação Cerveja de mulher, que será dividida em três fases e tem como pontapé inicial a criação de dois sabores exclusivos de cerveja pela mestre cervejeira Kátia Jorge. A escolha do produto foi justamente motivada pela comunicação sexista geralmente adotada pelos anunciantes e criada pelas agências, mesmo considerando que elas respondem por um terço do consumo da bebida.

Segundo os resultados do levantamento, que ouviu cerca de três mil mulheres de todo o Brasil, 70% consideram as propagandas de cerveja machistas e estereotipadas, sendo que metade acredita que homens e mulheres consomem cerveja de maneira diferente. Das que declararam o hábito de ingerir bebidas alcoólicas, 88% bebem cerveja.

"Por incrível que pareça, muitas empresas ainda tratam o público feminino como nicho e, quando falam diretamente com as mulheres, insistem em tratá-las como ‘mulherzinhas pintadas de cor-de-rosa'", diz Ciça Matos, diretora de marketing do Grupo Bolsa de Mulher. "O que queremos com essa ação é incentivar o mercado a olhar com mais carinho sua visão referente ao universo feminino. E nada melhor do que escolher um produto com histórico masculino", completa.

A primeira etapa da campanha busca atrair agências de todo o Brasil para o hotsite da ação, convidando-as a se cadastrar e participar. As 25 primeiras inscritas receberão, a partir de quarta-feira 30, a visita da expert com os dois novos sabores, Blond e Amber para degustação. Outras agências receberão caixas com os produtos para que também possam participar da votação e eleger o preferido do público feminino. Além das profissionais do mercado, as usuá rias do Bolsa de Mulher também darão suas opiniões e o sabor vencedor será o alvo do desafio proposto aos publicitários.

A segunda etapa do processo consiste, portanto, na criação do rótulo para a nomeada Cerveja de Mulher. Por fim, as agências serão convidadas a criar uma campanha dirigida às mulheres para ser rodada nas plataformas do grupo. "Ofereceremos uma verba para o desenvolvimento dessa comunicação e premiaremos o melhor rótulo, a melhor campanha e o melhor plano de mídia. O prêmio será o peso do criativo em cerveja", conta Ciça. "É importante que o mercado de maneira geral desperte para a importância de falar com a mulher. E é isso o que pretendemos com essa provocação", explica a executiva.

Mariana Ditolvo | 01/6/2010 - 15:58



28 de jun. de 2010

Poder de compra da nova classe média eleva consumo de cerveja no Brasil

28/06/2010 | 10h32min

No ano passado, o consumo nacional de cerveja cresceu 10,9%

A temperatura favorável e o aumento de renda das classes C, D e E deverão contribuir para elevar o consumo de cerveja no Brasil este ano entre 10% e 12%. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

No ano passado, o consumo nacional de cerveja cresceu 10,9%, contra 10,4% no ano anterior, apesar da crise econômica internacional. O mercado somou 10,91 bilhões de litros de cerveja fabricados e comercializados em todo o país, gerando um faturamento bruto de R$ 31 bilhões em 2009.

O consumo brasileiro de cerveja, porém, está muito abaixo de países onde essa cultura já é uma tradição. É o caso da Alemanha, por exemplo, onde a primeira cervejaria tem mil anos de criação. Entre os alemães, o consumo per capita (por habitante) está em torno de 120 litros/ano, de acordo com o Sindicerv.

Na República Checa, o consumo por pessoa supera 150 litros anuais e no Brasil ainda não alcançou 60 litros/ano. O coordenador da Área de Educação do Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) de Vassouras (RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), José Gonçalves, disse que mesmo na América Latina, o consumo brasileiro de cerveja é suplantado pelo de países como a Colômbia e a Venezuela, de 70 litros per capita, em média, por ano.

— No mínimo, o Brasil deveria estar equiparado a esses países — avalia.

O CTS/Senai de Vassouras é responsável pela única escola que forma cervejeiros no Brasil e é referência para a América Latina.