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26 de out. de 2011

Melhorando a forma de coletar as informações de seus clientes

Como ouvir o cliente com inteligência
Sistemas de VOC, combinados com CRM, organizam informações dos consumidores em um só lugar para facilitar a tomada de decisão.

Por ELISABETH HORWITT, DA COMPUTERWORLD (EUA)

17 de outubro de 2011 - 07h30

A combinação de dados dos consumidores obtidos por meio da voz com informações dos sistemas de CRM começa a ganhar força nas companhias para encantá-los e mantê-los fiéis, principalmente agora com aumento das redes sociais, em que as boas e más experiências com as marcas se espalham rapidamente. Essa estratégia vem sendo chamada de VOC ou "Voz do Cliente" para uso com mais inteligência das informações dos compradores.
Uma das empresas que adotou essa iniciativa para melhorar a satisfação de seus clientes foi a rede de varejo norte-americana Charming Shoppes, que lançou projeto para entregar os movimentos dos consumidores, pesquisa de mercado e análise para o negócio. A companhia vende roupas de tamanho grande para mulheres nas lojas Bryant, Bug Moda e lojas Catherines.
Antes disso, o método da empresa para coletar informações dos clientes não era organizado, informa  o diretor de estratégia Jeffrey Liss, que liderou a iniciativa. Ele conta que o sistema anterior se baseava em e-mails, análise online de produtos e comentários verbais recebidos dos compradores nas lojas. Informações relevantes eram passadas para a cadeia de comando e gestores por meio de listas de distribuição de e-mail, lembra Liss. "Tínhamos um monte de informações anedóticas circulando. Os executivos não conseguiam distinguir o que eram dados importantes ou rumores", informa ele.
Liss decidiu implementar um sistema de VOC para coletar dados quantitativos e qualitativos a partir de vários canais de feedbacks dos consumidores. Essas informações passaram a ser analisadas por sentimento, significado e importância. Dados relevantes eram encaminhados para as pessoas certas tomarem medidas.
Esse tipo de abordagem organizada torna-se ainda mais crítica quando a empresa adiciona novos canais de feedback, como uma ferramenta de pesquisa online que entrega cerca de 10 mil comentários de clientes por semana, de acordo com Liss.
Quando se trata de interpretar tais comentários, "análise do sentimento é fundamental", observa ele. Por exemplo, "se um cliente disser: ' Eu realmente adoro ir à Bug Moda, mas não gosto de fazer uma triagem de todos os jeans que encontro e caem bem em mim', você precisa analisar o depoimento, usando a análise de sentimento e entender mais dessa cliente que é grande fã de Bug Moda, mas que talvez tenhamos no seu atendimento, explica ele.
Em dezembro de 2010, a Charming Shoppes aderiu a um sistema de VOC da Clarabridge pelo modelo de software como serviço (SaaS). A Clarabridge Enterprise ainda está na fase inicial da implementação da solução, diz Liss, apontando que "é preciso tempo para aprender como aproveitar o poder desta ferramenta."
Tecnologia de VOC
Muitas empresas estão lançando programas de VOC, mas a maioria está apenas começando. No ano passado, um estudo realizado pela Temkin Group descobriu que de 105 empresas com programas formais de VOC, 63% ainda estavam "descobrindo o que deveriam coletar, informa o sócio-gerente da empresa de pesquisa, Bruce Temkin.
Porém, outro levantamento da Forrester Research, realizado no ano passado mostra que houve  avanço dos programas de VOC. Entre 118 entrevistados, 52% disseram que estavam adotando essa tecnologia e 29% consideram a possibilidade de comprá-la.
"As grandes empresas finalmente abraçaram a conexão entre a experiência do cliente, a lealdade e seu sucesso financeiro no longo prazo", informa o analista da Forrester, Andrew McInnes. "Investir em programas VOC é o próximo passo lógico".
De fato, as empresas estão reconhecendo o valor do cliente para um número crescente de áreas estratégicas, incluindo marketing, desenvolvimento de produtos e garantia de qualidade. Além disso, os sistemas de VOC também pode ser utilizados para coletar comentários e críticas de especialistas e do público em geral.
Integração com redes sociais
Outro driver para os programas de VOC é a crescente influência das redes sociais como porta voz do consumidor. Em uma pesquisa de consumo, realizada no primeiro trimestre de 2011 pela Temkin Group, 20% dos entrevistados disseram que tinham usado o Facebook para relatar uma experiência ruim, enquanto 13% reportaram experiência boa.
Além disso, 11% relataram uma má experiência em sites de terceiros e 7% usaram sites para relatar boas experiências.
Ainda assim, muitos líderes empresariais continuam cautelosos em relação aos dados obtidos a partir da mídia social. No terceiro trimestre de 2010, uma pesquisa da Temkin Grupo constatou que apenas 22% dos programas de VOC utilizaram como fontes as mídias sociais, embora 35% estavam considerando fazê-lo.
Executivos e analistas de negócios querem, para garantir a qualidade dos dados de feedback do cliente, que sejam incorporadas nas decisões críticas informacões internas que estiveram usando. Já os CIOS precisam assegurar que suas equipes e sistemas não são inundados por um dilúvio de dados irrelevantes ou de baixa qualidade.
Isso não tem impedido que algumas empresas incorporem dados valiosos de mídia social em seus programas de VOC. Mas em vez de tentar "ferver o oceano", como disse um analista, elas estão limitando a sua gama de fontes especificamente para os seus produtos e clientes. A Charming Shoppes, por exemplo, está fazendo o acompanhamento dos clientes do site Lane Bryant de suas páginas de fãs no Facebook. "Nossas consumidoras tendem a ter uma voz ativa nos blogs especializados em produtos king-size", acrescenta Liss.
Nos últimos anos, profissionais de marketing e gerentes de marca têm recorrido aos serviços de inteligência de mídia social como Radian6, Scout Labs (agora Lithium Technologies) e BuzzMetrics, para coletar o feedback dos clientes. Os prestadores de serviços, em seguida, analisam os dados de relevância e sentimentos e geram inteligência, resultando em relatórios, gráficos e "social dashboards."
O Dow Jones Insight, por exemplo, "seleciona as mídias sociais com base em seu grau de influência, se foi atualizado nos últimos 90 dias, e se são livres de spam e pornografia", diz o diretor-gerente para o serviço, Martin Murtland. Também pode adicionar redes conforme pedido do cliente, como o Twitter focado em temas específicos, observa.
Integração com a TI
O problema é que tais implementações tendem a criar silos de informação que são isolados da equipe de TI e dos sistemas. Como resultado, há pouco compartilhamento de conhecimentos entre os grupos. Os programas de VOC precisam integrar diferentes canais de feedback em uma única infraestrutura, destaca Temkin. E é aí que entra a TI.
No iRobot, por exemplo, o feedback dos clientes residia em uma variedade de silos, incluindo call centers terceirizados e um número crescente de fontes de mídia social, diz Maryellen Abreu, diretora de um fabricante de equipamentos robóticos. Isto significava que os gerentes tiveram problemas ao usar dados para decisões de alto nível sobre temas como alterações em projetos de produtos, diz ela. "Estamos lançando produtos constantemente, por isso é importante ser imediata, com feedback quase em tempo real", acrescenta ela.
A IRobot Burlington decidiu usar o RightNow CX, da RightNow Technologies que "dá uma visão de 360 ​​graus sobre o cliente: quando ele ligou, e-mail enviado, se conversou ou algo em um fórum, e quais as questões que levantaram ", informa Maryellen. Ele integra opiniões de várias fontes para que os gestores possam determinar rapidamente quais as preocupações dos consumidores e responder em tempo hábil.
No entanto, algo "oportuno" é relativo quando se trata da rede social. "Como nosso produto é muito visual, os clientes nos mostram problemas pelo YouTube e no final dizem: 'iRobot, o que você vai fazer com isso?' com  60 mil visitas ", diz Maryellen. "Precisávamos responder mais rápido."
A fabricante de robôs agora usa o RightNow's Cloud Monitor para captar postagens de clientes com conotações negativas. Depois, alerta o pessoal de apoio ao cliente se um post começa a se tornar viral.
A maioria das empresas ainda está tentando descobrir os componentes críticos de seus programas de VOC: quais os dados que devem coletar, métricas a utilizar e, mais importante, quais ações devem tomar, segundo Temkin.
A TI e os líderes de negócios não devem desanimar. Mesmo em estágio inicial, os programas de VOC podem obter bons resultados. "Depois que você começa a quantificar como os clientes veem você, há uma mudança da forma de como as pessoas pensam seu negócio", explica Temkin. "Eles começam a pontuar os problemas dos clientes e a estabelecer processos que começam a resolver reclamações. E o retorno é significativo, com a fidelidade do cliente."
Liss, Charming Shoppes, dá algumas dicas. O monitoramento de blogs dará uma noção sobre tendência de compras. "Se, de repente, em relação aos tamanhos grandes, as mulheres estão falando como um tecido é confortável, podemos estudá-lo para uso em nossos produtos", diz ele.

31 de jan. de 2011

Nossa vedete na informática.

Positivo vende recorde de 1,9 milhão de PCs em 2010

A Positivo Informática anunciou nesta sexta-feira (28/1) dados preliminares sobre o quarto trimestre e o acumulado no ano passado. As vendas alcançaram volume de 1,98 milhão de computadores em 2010.

Isso representa um crescimento de 11,3% sobre 2009 e corresponde ao maior volume de vendas da história da companhia.

A receita líquida da Positivo alcançou R$ 2,3 bilhões em todo o ano de 2010, um salto de 7,1% sobre o ano anterior.

Já nos últimos três meses do ano passado, "mesmo em um cenário de concorrência acirrada", as vendas totalizaram 553 mil PCs, um avanço de 14,2% sobre 2009.

O principal impulso no período foi dado pela expansão de 36,6% nas vendas de notebooks.

Neste intervalo, a receita líquida somou R$ 590 milhões, caindo 3,9% na comparação anual, em função da queda dos preços médios.

14 de jan. de 2011

As grandes responsáveis pela reinvenção da forma de vender.

E-commerce Social no Brasil: a grande aposta

Fazer do comércio eletrônico uma verdadeira rede social. Esse deve ser um dos princípios básicos de quem se aventura no e-commerce.

A compra social já existe muito antes de imaginarmos que um dia poderíamos adquirir produtos e serviços pela internet. As mulheres saem para comprar em shoppings, acompanhadas de suas amigas onde, em cada vitrine, opinam e discutem sobre determinado item, influenciando, mesmo que indiretamente, a decisão de suas parceiras na hora de comprar. Os homens, no mundo físico, falam sobre carros, artigos esportivos, discorrem sobre marca, qualidade e, consciente ou inconsciente, fazem parte de uma boa movimentação de vendas de itens como esses, por exemplo.

A internet, aliada a tecnologia, também vem ganhando recursos, sem sombra de dúvidas, infindáveis, onde o céu é o limite. Mas as lojas virtuais, principalmente as de pequeno e médio porte ainda não se deram conta disso. A base principal dos temas discutidos no Shop.Org deste ano, maior evento de comércio eletrônico que ocorreu em Las Vegas, foi, nada mais, nada menos que...redes sociais, grandes responsáveis pela reinvenção da forma de vender. E, nessa carona, é preciso aproveitar o potencial de nosso país. O brasileiro é o maior usuário do mundo de redes sociais. É uma das nações que mais passa o tempo usando a internet.

As redes sociais hoje são a tradução do que acontece no ambiente físico, onde as pessoas interagem e opinam o tempo todo, ganhando poder influenciador e determinante nos mais diversos âmbitos para formar novas opiniões em pessoas. A única e vital diferença é que ela não restringe a “conversa” mais a um grupo de amigos em comum. Na web, o poder de alcance é infinitamente maior. Usuários que não se conhecem ficam amigos, por partilharem da mesma opinião ou, muitas vezes, por até não concordarem entre si e chegarem à conclusão de que suas opiniões podem ser revertidas e unidas em prol de argumentos plausíveis em relação às marcas, produtos e serviços.

Engana-se quem pensa que colocar uma marca ou uma empresa à disposição para comentários na internet pode estar fadado ao fracasso. O comércio eletrônico de ontem não é o mesmo de hoje e nem terá semelhanças amanhã. Portanto, a prática da inovação deve ser constante. O conceito de compra social no mundo físico deve ser migrado imediatamente ao universo online. Chamo aqui a atenção para as lojas virtuais de pequeno e médio porte que, embora ainda não tenham a conscientização da importância de se investir em recursos sociais, vão entender que se não fizerem isso o mais rápido possível, não chegarão ao almejado índice de conversão real de vendas.

Segundo pesquisa feita pelo Guidance - provedor de soluções de e-commerce baseado na Califórnia - os consumidores sentem falta da interatividade social, principalmente agora que a participação do mercado está mais importante do que nunca. Incluir atividade ou interatividade social ao portal, como por exemplo, ranking de produtos, chat ou mural de recados, podem melhorar a imagem do site. 

Vamos além: um estudo da Bazaarvoice comprovou que as taxas de conversão são mais altas em sites com avaliações e críticas feitas pelos consumidores (mesmo que sejam medíocres) do que nos que não as apresentam. Esses dados são internacionais, mas não tardam a chegar no Brasil.

É preciso agir, a concorrência está antenada. Não encare as redes sociais como um custo. Potencialize a efetividade, insira recursos para comentários de seus clientes e, claro, ao lado do produto ou serviço presente na loja virtual. Atualize os comentários regularmente com uma periodicidade máxima de dois meses. Não tenha medo de pedir ao e-consumidor um feedback, seja diretamente na home do portal ou pelas campanhas de email marketing. Incentive, dê descontos nas próximas compras, frete grátis, faça ele voltar e falar bem de você.

Afinal, são eles os maiores responsáveis pelo seu crescimento. Termino esse artigo com algo que acabo de ver e...na internet. “Saraiva cria espaço de compras coletivas no Facebook”. Mais uma vez, um grande player investindo, de um jeito ou de outro, em redes sociais. Lojas virtuais PMEs, vamos junto? Chegou a hora de agir.

Por Natan Sztamfater, CEO da Cookie Web | 13/01/2011

16 de nov. de 2010

O brasileiro por trás de um grande novidade.

Microsoft lança no País sensor de movimentos

Com o Kinect, jogador dispensa o uso de controles no videogame da empresa, o Xbox 360

SÃO PAULO - Na tela, um filhote de tigre percorre um gramado. Do lado de fora, Alex Kipman conversa, pula, roda. Kipman é o brasileiro que inventou a tecnologia de reconhecimento por câmera Kinect, que por anos foi chamado de "Projeto Natal". É um acessório para o videogame Xbox 360, da Microsoft, que chegou na quinta-feira, 4, às lojas dos Estados Unidos - no Brasil, custará R$ 599 e será vendido a partir do dia 18.

Kipman

Kipman conta que o objetivo da tecnologia foi eliminar controles, botões e fios. Se o Wii abriu as portas da interação do corpo com a máquina, o Kinect vai além - é a experiência mais próxima de imersão no jogo que alguém pode ter. Durante o evento de lançamento do produto, a palavra "emoção" foi usada várias vezes - a ideia é que o jogador realmente tenha uma proximidade emocional com a máquina, que o reconhece e interage com ele.

Na demonstração, Kipman apresentou o Kinectmals, game em que um filhote de tigre aprende truques e explora um espaço. Os gráficos são muito nítidos, as cores são vivas e o sensor de movimento parece bem estável.

O Kinect usa uma câmera em cores, um sensor de profundidade e um microfone para reconhecer a imagem e a voz do dono. Kipman ligou a máquina e foi reconhecido - em instantes, estava logado na rede Xbox Live.

Kinect Adventures é o game que já vem com o produto. O game permite explorar um ciberespaço, escalando montanhas e mergulhando. Outros quatro serão lançados agora: Dance Central, de dança; Kinect Joy Ride, um simulador de corrida; e Kinect Sports, com futebol, boliche e pingue-pongue; além do Kinectmals demonstrado por Kipman. Os jogos custarão R$ 149 no Brasil e a expectativa é que outros 12 sejam lançados até o fim do ano.

Rede. Junto com o Kinect, finalmente chega ao Brasil a rede Xbox Live, que permite jogar online, interagir com outros jogadores, acumular pontos, comprar e experimentar jogos.

Acabou o velho problema de ter de buscar um endereço fora do Brasil para fazer uma conta - e a boa notícia é que será possível importar os MS Points, tempo de assinatura, status de jogos e outros dados para as contas brasileiras. "É uma grande virória para a Microsoft Brasil", disse Guilherme Camargo, gerente de Xbox 360 da Microsoft Brasil.

05/11/2010 | 8h01

9 de nov. de 2010

Experimentar novas e múltiplas maneiras de encarar a sociedade e enfrentar os dilemas da civilização.

Colaboração, diversão e arte

Na conferência TEDxAmazônia, em meio a projetos inovadores em design e sustentabilidade, experiências mostram que é possível até mudar o mundo de maneira rápida, divertida e sem pôr a mão no bolso.

TEDx Amazonia

Esqueça fórmulas. Uma conferência ao estilo TED transmite experiências e inspira projetos, mas não impõe um formato ou um modelo para se tentar mudar o mundo. Ao compartilhar ideias e conceitos vindos de diferentes partes do planeta e de pessoas de perfis distintos, a proposta é levar a plateia a experimentar novas e múltiplas maneiras de encarar a sociedade e enfrentar os dilemas da civilização. Entre eles, claro, o impacto das mudanças climáticas. Com o TEDxAmazônia não podia ser diferente.

Realizado no final de semana em que São Paulo atraiu a atenção do público internacional (dias 6 e 7) – afinal, aconteceu a etapa brasileira da Fórmula 1, um evento esportivo bastante prestigiado -, o encontro amazônico reuniu cerca de 550 homens e mulheres, dos mais variados campos de atuação, no hotel Amazon Jungle Palace, uma instalação flutuante localizada a quase duas horas de barco de Manaus.

O tema “Qualidade de vida para todas as espécies” norteou os blocos organizados segundo propostas como “viver melhor”, “colaborar melhor” e “produzir melhor”. Ao todo foram 51 palestras , além de uma apresentação da Orquestra Barroca do Amazonas.  A abertura coube ao brasileiro Antônio Nóbrega, que abordou a dança, dividindo-a em três tipos de manifestações culturais (batuques, cortejos e espetáculos populares), e colocou o público para girar em uma grande ciranda. E o encerramento ficou com o norte-americano Gordon Hampton, um “caçador de sons”, que discorreu sobre a importância do escutar, principalmente captar os sons da natureza. O TEDxAM acabou sob silêncio, a pedido do palestrante. Um silêncio que perdurou por minutos como se ecoasse pela mente de cada um dos participantes.

Esses dois momentos extremos – o da animada explosão de energia e o da quietude para refletir e perceber – se somaram a outros que marcaram o evento. Alguns temas tiveram pontos em comum, caso da importância da diversão (para fazer algo de modo eficaz é preciso ter alegria e se divertir com a atividade) e do espírito de comunidade (o que remete aos princípios da colaboração e do compartilhamento, já tão falados nos meios publicitários).

Das apresentações que discutiram o poder da diversão, um dos destaques foi o arquiteto e urbanista Edgard Gouveia Jr, presidente do Instituto Elo, de Santos (SP), e fundador do programa Guerreiros Sem Armas, que revitaliza espaços públicos por meio de trabalhos comunitários. “Mudar o mundo pode ser rápido, divertido e não precisa pôr a mão no bolso”, disse. Por trás disso, está a ideia de que as pessoas dispostas a fazer algo podem usar sua rede de amigos para colocar em ação um projeto que, sem esse apoio, poderia estar fadado a nunca sair do papel.

Gouveia mostrou que isso pode dar certo ao apresentar o resultado de uma experiência desenvolvida para ajudar os desabrigados de Santa Catarina atingidos pelas enchentes do ano passado. Foi criado um jogo, o Oásis Santa Catarina, que se espalhou pela internet. Dessa forma, foram atraídos jovens de diferentes regiões do País, que se agruparam em três times. Eles recebiam tarefas semanais, tudo para poder atender aos desejos dos moradores das cidades afetadas. Ao final, 12 comunidades foram beneficiadas e 43 equipamentos para o espaço público (como playground) foram criados. E isso em cinco dias. “Brincando todo mundo é um empreendedor. A escala de desafio global que temos exige que todos batam um bolão”, completou.

Participação

No bloco “Colaborar melhor”, o norte-americano Aaron Kablin, um artista especializado em visualização de dados, ressaltou que o mundo conectado dá impulso a centenas de decisões e que os recursos tecnológicos ampliam as possibilidades de colaboração. Ele apresentou alguns trabalhos que fez com participação do público. Um deles, o Johnny Cash Project, em que as pessoas eram estimulados a criar desenhos como um tributo ao cantor e com base na música “Ain’t no grave”, aplicados depois em vídeo.

Outro trabalho famoso foi a criação do vídeo para “House of Cards”, da banda Radiohead. Kablin utilizou lasers e sensores para escanear os músicos. Os códigos foram disponibilizados numa ferramenta do Google. A empresa contratou o artista para trabalhar no Google Creative Lab. Lá, fez o projeto The Wilderness Downtown, para o grupo Arcade Fire, utilizando HTML 5 em um processo interativo no qual internautas faziam referências a endereços da infância.

Design thinking

Entre a arte e o design, um dos palestrantes que arrancou aplausos dos participantes foi Paul Bennett, sócio e CCO da Ideo, consultoria de design e inovação, que já atuou para Havaianas. Com bom humor, ele abriu sua apresentação dizendo que tem a resposta para tudo. Depois, mais sério, Bennett apontou que o rio Amazonas pode ser um professor para o design thinking.

"O Amazonas tem praticado design thinking há muito tempo. A natureza é um poderoso desenhador de sistemas", comentou. Bennett estabeleceu cinco princípios de design com base no que depreendeu do rio, seu curso e dos seres interligados pela ação de suas águas.

São eles: as profundezas ocultas são silenciosas (“Quanto menos eu falo, mais eu aprendo”, afirmou Bennett, dando a entender que é preciso ouvir bastante antes de criar um projeto), a coexistência respeitosa engendra a sobrevivência (a Ideo criou a Open Ideo para que outras pessoas fora da empresa possam contribuir com ideias), o pequeno multiplicado por muitos fica grande (um exemplo citado de projeto desenhado nessa linha foi o Banco Grameen, de microcrédito, que impulsionou negócios na Índia tocados por gente simples), o afluente leva ao oceano (nesse ponto Bennett se referiu ao design de movimentos e iniciativas), e a natureza é circular (na natureza, os seres aprendem, se adaptam e devolvem ao meio os benefícios que obtiveram). “O design é como o Amazonas. Você tem de olhar para a profundeza. Pode pensar pequeno e crescer. Você estabelece uma relação de interdependência. Você precisa do outro e tem de devolver o que tomou”, resumiu.

O erro da humanidade

Um dos propósitos do TEDxAmazônia foi debater a sustentabilidade. Dito assim, soa simples demais. Não se tratava somente de incentivar as pessoas a se preocupar mais com o tema e a fazer algo. Os palestrantes dividiram com o público resultados de projetos, suas visões de mundo e reanalisaram conceitos. Foi o que fez o mexicano Enrique Leff, economista da ONU que foi um dos pensadores por trás da teoria chamada eco-marxismo. De imediato, ele trouxe a má notícia: “a humanidade errou o caminho de construção da civilização porque esqueceu da natureza”.

Para ele, a crise ambiental não é somente passageira. “Ela é uma crise civilizatória”. Mencionando o filósofo alemão Martin Heidegger, Leff argumentou que desenvolvemos uma civilização do “ser convertido em coisas”. O economista afirmou que dissociamos a cultura da natureza, assim como dissociamos os sentimentos da razão.  “Temos um mundo objetivado e o que mais se globalizou foi a lei do mercado. A natureza foi transformada em recurso natural e nós nos esquecemos que ela mantém a vida. Precisamos construir uma nova racionalidade, na qual possamos viver a razão e a paixão.”

Como sair disso? Leff sustentou que uma solução é a sociedade aprender a pensar na natureza como pensam os indígenas e os camponeses. “Eles sabem viver em seu território. Temos de pensar em produtividade ecológica dentro dos territórios. E não se trata somente de se estabelecer um novo paradigma de produção. Necessitamos de uma ética ambiental. Precisamos acabar com o individualismo. Temos de romper com o pensamento de que este é um mundo unitário. Importante é aprender a estabelecer diálogos de saberes entre seres culturalmente diferenciados. Este mundo, para ser sustentável, tem de saber conviver com a diversidade”.

Lena Castellón | 08/11/2010 | 17h23

A jornalista viajou a Manaus para acompanhar o TEDxAmazônia.

30 de set. de 2010

O Elo para os consumidores de baixa renda.

BB vai colocar cartão de crédito no celular da Oi

O objetivo da parceria é atingir principalmente a baixa renda

BB vai oferecer cartão de crédito pré-pago com a bandeira Elo em 2011

BB vai oferecer cartão de crédito pré-pago com a bandeira Elo em 2011 (Divulgação)

O Banco do Brasil (BB) fechou nesta quarta-feira um acordo de 20 anos com a operadora Oi. A instituição vai oferecer produtos financeiros aos 60 milhões de clientes da empresa de telefonia. Além disso, será criado um cartão de crédito das duas marcas (“co-branded”) cujo chip poderá ser inserido no celular da Oi.

Segundo o diretor de cartões do BB, Denilson Gonçalves Molina, o objetivo da instituição com a parceria é atingir principalmente a baixa renda, que usa celular pré-pago. Por isso, o banco também estuda oferecer um cartão pré-pago, o qual tem previsão de lançamento no primeiro semestre de 2011. Os resultados das vendas serão compartilhados entre BB e Oi.

Elo – O Banco do Brasil vai oferecer a bandeira Elo aos clientes de baixa renda da operadora Oi. A parceria começa em 2011, mas a empresa de telefonia acredita que o projeto só vai atingir a maturidade em 2012. A previsão da Oi é ganhar 1 milhão de clientes ao ano após o acordo, que inclui ainda uma joint venture com a credenciadora Cielo, segundo o diretor de mercado da Oi, João Silveira.

A Elo está sendo criada pelo BB e Bradesco. Recentemente, ganhou adesão da Caixa Econômica Federal. O primeiro plástico deve chegar ao mercado em novembro.

Não haverá cobrança de anuidade no cartão. Segundo o diretor de cartões do BB, o plástico será inserido dentro do celular da Oi, no mesmo chip. Também será lançado um cartão físico. Para o público de mais alta renda, o BB deve oferecer bandeiras internacionais, como a Visa.

29/09/2010 | 17h22 | com Agência Estado

29 de set. de 2010

Trocando o adivinhômetro

Buscas na web ajudam a prever sucesso de filmes e músicas, diz estudo

Número de vezes que termos são digitados em sites de busca refletem vendas futuras mesmo antes de lançamento, segundo estudo.

O estudo foi feito por especialistas do centro de pesquisas da empresa Yahoo.

Termos usados em buscas na internet são um bom indicador do sucesso de filmes, canções e videogames semanas antes de seu lançamento, dizem pesquisadores.

As conclusões parecem confirmar um outro estudo, feito em abril, segundo o qual o número de menções a um determinado filme no site de microblogs Twitter pode prever quanta bilheteria o filme vai gerar em seu fim de semana de estreia.

Entretanto, em alguns casos, as previsões baseadas nas buscas não melhoram significativamente outras previsões baseadas em outros indicadores.

O estudo, feito por especialistas do Yahoo Research, o centro de pesquisas da empresa Yahoo, foi divulgada na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Método

Tomando-se como exemplo o caso de um novo filme: a equipe comparou o número total de buscas contendo o título do filme antes de seu lançamento à bilheteria alcançada por ele ao ser lançado, para tentar entender a relação entre os dois números.

Os especialistas fizeram o mesmo com singles da parada Billboard dos Estados Unidos e videogames.

Nos três casos, houve uma forte associação entre os números. Termos muito pesquisados ofereceram boa indicação de que o filme, canção ou game faria sucesso, até mesmo seis semanas antes de serem lançados.

Fórmula

Falando à BBC, Duncan Watts, um dos autores do estudo, explicou, no entanto, que "as previsões são boas ou ruins apenas quando associadas a outros indicadores".

"Existem outras formas de prever o sucesso de filmes baseadas em outros tipos de informações - em quantos cinemas o filme será exibido ou qual é seu orçamento".

"Então, para cada um dos casos, construímos um modelo - que é o que você teria (usado para prever o grau de sucesso) se você não tivesse os dados das buscas. Depois, acrescentamos o número de buscas na mistura e analisamos se nossas previsões ficavam mais precisas".

Na grande maioria dos casos, os números de buscas não trouxeram muitas melhorias aos resultados obtidos com o uso de indicadores mais tradicionais.

Um outro membro da equipe, Jake Hofman, explicou, no entanto, que os números de buscas tiveram maior influência sobre a precisão das previsões em situações onde dados sobre um produto antes do seu lançamento eram mais escassas - como no caso de videogames.

"Há situações onde você não tem boas informações vindas de fora e então as buscas são confiáveis, como no caso de videogames que não são são parte de uma série".

"E há situações onde os números de buscas produzem melhorias mínimas" (no grau de acerto das previsões).

Bola de Cristal

Comentando o estudo, Bernardo Huberman, pesquisador que obteve resultados similares relacionando volumes de menções no Twitter ao sucesso de filmes, disse que é um "bom trabalho", especialmente porque "eles têm muita informação - eles são o Yahoo".

Ele citou um outro trabalho, feito por pesquisadores do site de buscas Google, segundo o qual existiria uma relação similar entre preços de casas e volume de buscas por determinados termos.

"Milhões de pessoas estão procurando informações e nós, por podermos ter acesso aos termos pesquisados, temos condições de fazer previsões".

O pesquisador Watts, do Yahoo, comentou sobre possíveis implicações futuras dos resultados do seu estudo.

"Você pode imaginar um estudo como esse sendo expandido para outros tipos de comportamento do consumidor, pensando no número de vagas em hotéis ou em quantas pessoas vão voar para Las Vegas no fim de semana. Tudo isso está provavelmente associado a algum tipo de busca".

Huberman, no entanto, disse que cenários como esse despertam algumas preocupações.

"Em princípio, essas empresas têm a habilidade potencial de prever o comportamento de consumidores, algo que pode ser usado em seu próprio benefício ou vendido - a questão interessante é se essas informações não deveriam ser restritas".

Entretanto, para Huberman, a bola de cristal que os hábitos tecnológicos das pessoas podem constituir não é o mais importante.

"Às vezes, na vida, não é tão interessante prever o futuro, mas saber o que fazer quando você sabe como o futuro vai ser". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

29/09/2010 | 5h45

28 de set. de 2010

Tablet or not tablet: a dúvida cruel nessa terra de gigantes.

Enquanto fabricantes aos quatro cantos correm atrás da Apple, que lançou o primeiro tablet, todo dia pipoca aqui ou ali uma nova versão. E é sobre essas versões que surgiram que vou postar. Algumas grandes farão apostas cujo resultado já se prevê. Ou faz melhor, ou oferece mais vantagens. Estamos pisando na terra das gigantes empresas de informática. No final uma surpresa.

 tablet IPAD

Apple Ninguém é bobo de perder a fatia que Steve Jobs ofereceu quente para ser abocanhada depois da recepção positiva do conceito iPad. Desde seu lançamento, em abril deste ano, já foram vendidos em torno de 3,3 milhões de unidades durante no segundo trimestre, levando a Apple ao posto de 3ª maior empresa no mercado de computadores portáteis. Bem, se até agora vendeu isso tudo dá para chutar uma previsão para 2011? Nada menos que 28 milhões. Entre suas principais características são a tela de 9,7 polegadas (o mesmo dos netbooks mais populares) disponibilizando mais espaço para desenvolvedores trabalharem na criação de aplicativos que potencializam os recursos e funções do dispositivo. O display do iPad possui uma resolução de 1024x768 e a bateria agüenta até 10 horas de exibição de vídeo.

 

samsung

A Samsung tirou o seu da prancheta  e abriu as cortinas para mostrar seu Galaxy na recente da IFA 2010, feira internacional de eletrônicos e utilidades domésticas que aconteceu na primeira semana de setembro em Berlim, na Alemanha. A diferença? Pelo vídeo abaixo, vai dar para perceber poucas no design. Primeiro não tem a cobiçada maçã na logo, depois o sistema operacional é o Android 2.2 da Google, mas permite ligação e vídeo conferências. E experiência e portfólio de produtos na área de vídeo e fotografia não falta à sul coreana.  Mas tem outras significativas a favor do iPad e vale acessar esse site para comparar um com o outro.`Aliás essa mania de "benchmarketing" deles está visível no celular Omnia 2 que tem lembra em muito o iPhone.


 

dell

Tablet Dell

Terça-feira passada (25) Michell Dell anunciou o lançamento de seu tablet batizado de "Streak". Para competir com o iPad, o Streak vem com câmera frontal para vídeo conferência e principalmente faz chamadas como telefone celular. O dispositivo terá tela sensível ao toque de 5 polegadas, processador Snapdragon de 1 GHz da Qualcomm, 2 GB de capacidade de memória, 32 GB de memória sólida, câmera de 5 megapixels. O Streak terá, também, conexão 3G, 802.11b/g Wi-Fi e Bluetooth 2.1.Em sua estréia, rodará o Android 1.6, mas poderá receber upgrade da versão 2.2 do sistema operacional do Google (Fonte: Oficina da Net).

Mercado médico - A saúde é um dos grandes focos da Dell. Por isso investiu 3,9 bilhões de dólares no ano passado para adquirir a Perot Systems, que tem uma forte base junto a clientes de saúde e atende à maioria dos hospitais e sistemas hospitalares dos Estados Unidos. Ele permite que médicos obtenham informações sobre pacientes e fichas médicas eletrônicas enquanto realizam seu trabalho diário.

 

hp

Muitos devem estar se perguntando: e aí, a grande HP dormiu no ponto? Ela pensou: o que posso oferecer de diferente? E o estalo: Um pacote .. claro!!!!

Esse tablet, que também usa o Android 2.1 vem com impressora junto. Ué .. que coincidência né? Logo impressora? :P Mas o preço no mercado estadunidense é encarável: 400 dólares. Tem junto o eStation vem com busca do Yahoo, email do Yahoo, tudo do Yahoo, app de Facebook e player de música, mas nada de GMail ou Android Market. Só? Pois é .. pelo que li na net .. Mas .. mas … veja bem, você pode imprimir livros do Nook, mapas do Bing, emails do Yahoo, receitas e uma pá de coisas que você pode acessar diretamente pelo tablet. Então, apesar de você poder desconectar ele e aproveitar as suas de 4 a 6 horas de bateria, ele não terá jogos ou acesso a conteúdo – as coisas que impulsionam as vendas do iPad. Será que vai pegar?? Eles acham que sim, mas nós já temos um previsão não é?

Tablet HP

 

Faltou alguém? Sim, a estrela dos Smartphones:

rim-blackberryQuem deu o furo foi o jornal norte-americano Wall Street Journal que preferiu não citar fontes. A previsão é que a Research in Motion (RIM) apresente seu tablet na conferência BlackBerry Developer Conference nessa semana em São Francisco e lance até o final do ano no mercado. Rumores indicam que o provável nome será BlackPad. Não lembra alguma coisa? Hehe.

Tablet RIM

Segundo a notícia, o tablet terá uma tela touchscreen de 7 polegadas com 1 ou 2 câmeras embutidas, mas sem o recurso de telefonia e acesso à Internet somente via Wi-Fi. Mas em em vez de usarem o Android ou o novo sistema operacional BlackBerry 6, o dispositivo deve rodar um novo software desenvolvido pela QNX Software Systems, empresa adquirida pela RIM no início deste ano. Apesar de nada ser confirmado ainda pela fabricante canadense, já se sabe até quem fabricará o tablet: a Quanta Computer Inc de Taiwan. Os chips são da Marvell Technology Group Inc. (Fonte: Inside Techno)

 

Ufa, muita coisa né? Bem, esses é o que tenho notícia. Mas tem mais uma italiana que está entrando no páreo. Pois é. E Itália lembra o que? Pizza!! Comida!!

Alessi

A proposta do tradicional fabricante de utensílios de cozinha Alessi é bem original e foi desenhada por Stefano Giovannoni e será produzido pela Promelit.O design elegante acompanha a linha discreta das cozinhas modernas.Ergonomia preparada para facilitar a consulta dos conteúdos, como uma receita ao lado do fogão. Por isso tem inclinação de 30 °, ideal para ser visto com postura ereta e apoiar o plano de trabalho.

O AlessiTab tem sistema operacional Android 2.1 com tela touchscreen de alta definição de 10,1 polegadas (iPad tem 9,7) e os ícones da interface gráfica desenvolvidos pelo próprio Stefano. A capacidade de armazenamento do AlessiTab é de 1 GB e ele possui sintonizador de TV digital DVB-T, Wi-Fi b/g e uma saída HDMI. Outras características incluem suporte para IPTV, vídeo e áudio junto com webcam, microfone e alto-falantes. O AlessiTab também apresenta entrada para USB e cartões SD, bateria com duração média de seis horas, um suporte para encaixá-lo e acelerômetro integrado para autoalinhamento da tela. Fornece notícias, informações meteorológicas pela Epson, as receitas provenientes de Prata Colheres de Editoriale Domus, 13.000 estações em todo o mundo RadioTime, nutrição informações INRAN Instituto, a apresentação DOKI sistema de automação residencial para um novo conceito. (Fonte: WebNews)

 

android1

A impressão que dá, é que a grande favorecida nessa história de tablets é mesmo a Google com seu sistema operacional, presente em todos os lançamentos. Aliás, hoje o Android é o sistema mais presente em celulares e impressiona sua rápida ascenção, lembrando que a Google não tem tradição em sistemas operacional. Registre-se, não tinha.


 

Pesquisa e texto: Claus Jensen

27 de ago. de 2010

E-por foi desenvolvido para aplicação em embalagens e ainda está em testes entre clientes brasileiros

Basf fornece novo tipo de isopor à indústria automotiva

Buscar novas aplicações para velhos produtos é um recurso usual para expandir negócios estagnados. Mas, no caso da equipe brasileira da divisão de plásticos da Basf, a estratégia é mais ousada.

Há menos de dois meses, a empresa alemã apresentou mundialmente ao mercado a resina E-por, uma geração mais avançada da espuma plástica EPS (poliestireno expansível), que no Brasil é mais conhecida por uma das marcas atribuídas ao produto: isopor.

O E-por foi desenvolvido para aplicação em embalagens e ainda está em testes entre clientes brasileiros, sem nenhum contrato fechado.

A Basf local, porém, busca novas aplicações na construção civil, indústria naval, e na indústria de autopeças. De acordo com a Basf, Fiat e Volkswagen testam as peças.


"A matriz está de olho em nosso trabalho. Se formos bem-sucedidos, expandiremos significativamente o potencial de mercado", diz Arnaud Piroëlle, gerente de marketing da divisão de espumas.

A Basf alemã inclusive já destacou um executivo para estudar as novas possibilidades de negócios que podem surgir a partir da iniciativa da equipe brasileira.

Como relata Piroëlle, a principal característica que diferencia o E-por do EPS tradicional é sua capacidade de absorção de choques, que chega a ser dez vezes maior.

Aplicado em embalagens, traduz-se em uma maior proteção aos produtos com menor volume, aumentando a disponibilidade de espaço nos meios de transporte.

Hoje, o isopor é usado para embalar eletroeletrônicos da linha branca, como geladeiras, fogões e micro-ondas, e da linha marrom, como televisores e aparelhos de som.

Os produtos mais delicados e de maior tecnologia, como celulares, PCs, laptops, telas de LCD, são mais comumente embalados com materiais que usam polipropileno expandido (EPP) e polietileno expandido (EPE). É neste segmento de mercado que a Basf quer competir com o E-por.

A meta da empresa para o primeiro ano é realizar vendas de 50 toneladas do E-por, obtendo uma receita de R$ 550 mil. Em cinco anos, a meta é chegar a 500 toneladas anuais com um faturamento de R$ 5,5 milhões.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o Brasil consome ao ano 66 mil toneladas anuais de EPS, o que resulta em receita para a indústria de R$ 276 milhões.

Diante destes números, das expectativas de venda da companhia e do valor total do mercado, a Basf chegou à conclusão de que o potencial do E-por é pequeno. A avaliação motivou a equipe brasileira a buscar novas aplicações para o produto.

Piroëlle relata que os estudos apontam grande potencial no segmento de autopeças, no uso em produtos como pára-choques, quebra-sol, revestimento de portas e capacetes.

Fornecedores de algumas das principais montadoras em atuação no país já realizam testes com o E-por e a expectativa é que as novidades cheguem ao mercado em 2011.

"Mas trabalhamos com a hipótese que o E-por passe por evoluções antes de vir a ser adotado nestas novas aplicações", diz.

Na indústria naval, a expectativa é servir de molde para casco de barcos e também para a produção de pranchas de surfe. Na construção civil, o provável uso ocorrerá em casas pré-fabricadas para eventos e canteiros de obras e também na formação de paredes drywall.

Domingos Zaparolli | 27/08/10 | 09h12



17 de ago. de 2010

Uma gigante da computação investindo forte na prestação de serviços corporativos

De olho nas nuvens, Dell compra empresa de armazenamento de dados




De olho no cada vez mais promissor mercado de soluções baseadas em computação nas nuvens, a Dell iniciou a semana com o anúncio da aquisição da 3PAR, companhia especializada em armazenamento de dados.

3PAR

Uma vez que a aquisição seja aprovada pelos acionistas de ambas as companhias, a Dell irá desembolsar 18 dólares por ação da 3PAR. O valor total do negócio deve girar em torno de 1,15 bilhão de dólares. O processo todo deve ser concluído no final do ano.

A intenção da Dell com a aquisição é a de reforçar a presença da empresa na prestação de serviços corporativos, especialmente naqueles ligados à computação nas nuvens, como já informado no início do texto.

De acordo com um representante da companhia, a tecnologia de virtualização da 3PAR pode ajudar clientes a reduzir os custos com o gerenciamento de dados, sejam eles relacionados ao hardware ou ao consumo de energia. A expectativa é a de que os serviços da adquirida possam representar lucros à Dell já no exercício fiscal de 2012.

17/08/2010 | 10h


4 de ago. de 2010

União entre o smartphone com tela touch e a tecnologia via rádio

Nextel e Motorola unidas na web

Campanha “Casamento Perfeito” mostra união entre smartphone touch e tecnologia via rádio digital

Para promover o Motorola i1 a Nextel apresenta a campanha "Casamento Perfeito", que mostra a união entre o smartphone com tela touch e a tecnologia via rádio digital da Nextel. A campanha desenvolvida pela agencia One Digital terá diversas ações inusitadas nas redes sociais para promover a interação com o público.

A partir de 3 de agosto, o hotsite www.nextel.com.br/i1 trará uma divertida animação de abertura usando a técnica stop motion, além de vídeos que explicam de forma divertida as funcionalidades do i1 e uma seção com a biografia e a galeria de Terry Border (veja abaixo), com making of da seqüência de fotos que mostra os bastidores de seu trabalho e cenas para downloads como papéis de parede para o celular.
Terry Border

O artista plástico norte americano é o responsável pelas cenas das peças publicitárias que retratam os primeiros momentos da união entre o smartphone Android e o asterisco, marca da Nextel Brasil, como o casamento, a lua de mel e a primeira compra no supermercado. O artista participará de um workshop idealizado pela agencia One Digital que será promovido para um seleto grupo de blogueiros em São Paulo.
"Para um aparelho tão inovador e cheio de funcionalidades, a Nextel apresenta uma campanha inusitada e interativa, que inclui uma série de ações para a promoção do i1 no Brasil, como um hotsite interativo, workshop e ações nas mídias sociais, além de anúncios nas principais revistas e jornais" afirmou o VP de Marketing da Nextel, Gustavo Diament.

2/08/2010 | 16h34

2 de ago. de 2010

Na Copa da África do Sul, os telespectadores da TV Bandeirantes assistiram aos jogos com uma novidade interativa.

Empresa de SC desenvolve televisão com interatividade

Sistema foi desenvolvido por uma empresa de Joinville. Foto Divulgação

Os aplicativos para TV digital são a aposta de emissoras na busca de interatividade, e uma empresa catarinense é uma das primeiras a desenvolver soluções para a área.

As aplicações interativas são novidade tanto entre as emissoras de TV quanto para o público. Durante a Copa da África do Sul, os telespectadores da TV Bandeirantes que moram em São Paulo e Rio de Janeiro puderam assistir aos jogos com uma novidade interativa. Os espectadores com acesso à TV digital desfrutaram na própria tela de informações em tempo real sobre os jogos, tabelas de classificação, datas dos jogos, dados sobre os times e jogadores.

O sistema foi desenvolvido pela empresa catarinense Brava iTV, de Joinville, em parceria com a TQTVD, empresa que pertence à TOTVS, maior grupo de software brasileiro. A iniciativa foi uma das primeiras aplicações interativas transmitidas no novo sistema de TV digital brasileiro, adotado por outros países, como Argentina, Chile, Peru, Costa Rica, Filipinas entre outros.

Pelo controle remoto, o telespectador teve acesso a informações repassadas pelo aplicativo. O programa mostrou informações sobre a Seleção Brasileira e a Copa 2010, além de dados sobre a partida que estava em andamento. Também era possível visualizar estatísticas da Seleção Brasileira em outras Copas, o resumo de conquistas
passadas e informações detalhadas sobre cada jogador convocado.

De acordo com o sócio da empresa Anderson Nielson, mais projetos estão sendo desenvolvidos para ampliar o conceito de interatividade e informação pela TV digital. "Continuamos firmes, buscando entender e aprender sobre este complexo e novo mercado, trabalhando dia após dia na consolidação de importantes parcerias e ampliação do network", declara.

A Brava iTV possui uma equipe que tem como metas entender as necessidades do mercado, o comportamento do telespectador, a usabilidade das aplicações e as possibilidades que a tecnologia oferece. A Brava iTV também investe no desenvolvimento de aplicativos, que permitem a interatividade em programas participativos, advergames (que misturam publicidade com jogos), conteúdo estendido e a própria publicidade com interação do telespectador.

Para os aplicativos que a empresa desenvolve, o público-alvo são os anunciantes de TV, via agências, além das próprias emissoras e operadoras de TV.

02/08/2010 | 14h39



30 de jul. de 2010

O produto ainda não foi lançado, mas a empresa promete uma eficiência de até 90% no aproveitamento da energia.

Tecnologia de indução promete libertar carros elétricos da tomada

Chamado de Plugless Power, sistema funciona por princípio eletromagnético; basta encostar o veículo ao aparelho para a recarga começar.

De forma similar ao que já foi feito com os carregadores para celulares (o “Touchstone” para Palm Pre é um exemplo), a Evatrens, uma empresa norte-americana, está desenvolvendo uma solução capaz de carregar carros elétricos sem que estes sejam sequer conectados por um cabo.

O “Plugless Power” trabalha a partir de um adaptador ligado ao veículo e uma placa de energia posicionada perto dele. Para reabastecer o carro, basta estacioná-lo próximo ao dispositivo (bem próximo, diga-se), e este começará a carregá-lo a partir de uma indução eletromagnética que chegará ao adaptador para, em seguida, ser transferida à bateria do veículo.

O produto ainda não foi lançado, mas a empresa promete uma eficiência de até 90% no aproveitamento da energia. A Evetrans conduzirá um programa piloto em breve. Portanto, caso o consumidor more nos Estados Unidos, tenha um carro elétrico e esteja disposto a testar o novo sistema, basta se inscrever no site da companhia.

De qualquer forma, espera-se que o Plugless Power já esteja nas lojas no começo de 2011 – nos EUA, pelo menos.

Chris Head | PC World/EUA | 30/07/2010 | 09h05