Por ELISABETH HORWITT, DA COMPUTERWORLD (EUA)
A Positivo Informática anunciou nesta sexta-feira (28/1) dados preliminares sobre o quarto trimestre e o acumulado no ano passado. As vendas alcançaram volume de 1,98 milhão de computadores em 2010.
Isso representa um crescimento de 11,3% sobre 2009 e corresponde ao maior volume de vendas da história da companhia.
A receita líquida da Positivo alcançou R$ 2,3 bilhões em todo o ano de 2010, um salto de 7,1% sobre o ano anterior.
Já nos últimos três meses do ano passado, "mesmo em um cenário de concorrência acirrada", as vendas totalizaram 553 mil PCs, um avanço de 14,2% sobre 2009.
O principal impulso no período foi dado pela expansão de 36,6% nas vendas de notebooks.
Neste intervalo, a receita líquida somou R$ 590 milhões, caindo 3,9% na comparação anual, em função da queda dos preços médios.
Fazer do comércio eletrônico uma verdadeira rede social. Esse deve ser um dos princípios básicos de quem se aventura no e-commerce.
A compra social já existe muito antes de imaginarmos que um dia poderíamos adquirir produtos e serviços pela internet. As mulheres saem para comprar em shoppings, acompanhadas de suas amigas onde, em cada vitrine, opinam e discutem sobre determinado item, influenciando, mesmo que indiretamente, a decisão de suas parceiras na hora de comprar. Os homens, no mundo físico, falam sobre carros, artigos esportivos, discorrem sobre marca, qualidade e, consciente ou inconsciente, fazem parte de uma boa movimentação de vendas de itens como esses, por exemplo.
A internet, aliada a tecnologia, também vem ganhando recursos, sem sombra de dúvidas, infindáveis, onde o céu é o limite. Mas as lojas virtuais, principalmente as de pequeno e médio porte ainda não se deram conta disso. A base principal dos temas discutidos no Shop.Org deste ano, maior evento de comércio eletrônico que ocorreu em Las Vegas, foi, nada mais, nada menos que...redes sociais, grandes responsáveis pela reinvenção da forma de vender. E, nessa carona, é preciso aproveitar o potencial de nosso país. O brasileiro é o maior usuário do mundo de redes sociais. É uma das nações que mais passa o tempo usando a internet.
As redes sociais hoje são a tradução do que acontece no ambiente físico, onde as pessoas interagem e opinam o tempo todo, ganhando poder influenciador e determinante nos mais diversos âmbitos para formar novas opiniões em pessoas. A única e vital diferença é que ela não restringe a “conversa” mais a um grupo de amigos em comum. Na web, o poder de alcance é infinitamente maior. Usuários que não se conhecem ficam amigos, por partilharem da mesma opinião ou, muitas vezes, por até não concordarem entre si e chegarem à conclusão de que suas opiniões podem ser revertidas e unidas em prol de argumentos plausíveis em relação às marcas, produtos e serviços.
Engana-se quem pensa que colocar uma marca ou uma empresa à disposição para comentários na internet pode estar fadado ao fracasso. O comércio eletrônico de ontem não é o mesmo de hoje e nem terá semelhanças amanhã. Portanto, a prática da inovação deve ser constante. O conceito de compra social no mundo físico deve ser migrado imediatamente ao universo online. Chamo aqui a atenção para as lojas virtuais de pequeno e médio porte que, embora ainda não tenham a conscientização da importância de se investir em recursos sociais, vão entender que se não fizerem isso o mais rápido possível, não chegarão ao almejado índice de conversão real de vendas.
Segundo pesquisa feita pelo Guidance - provedor de soluções de e-commerce baseado na Califórnia - os consumidores sentem falta da interatividade social, principalmente agora que a participação do mercado está mais importante do que nunca. Incluir atividade ou interatividade social ao portal, como por exemplo, ranking de produtos, chat ou mural de recados, podem melhorar a imagem do site.
Vamos além: um estudo da Bazaarvoice comprovou que as taxas de conversão são mais altas em sites com avaliações e críticas feitas pelos consumidores (mesmo que sejam medíocres) do que nos que não as apresentam. Esses dados são internacionais, mas não tardam a chegar no Brasil.
É preciso agir, a concorrência está antenada. Não encare as redes sociais como um custo. Potencialize a efetividade, insira recursos para comentários de seus clientes e, claro, ao lado do produto ou serviço presente na loja virtual. Atualize os comentários regularmente com uma periodicidade máxima de dois meses. Não tenha medo de pedir ao e-consumidor um feedback, seja diretamente na home do portal ou pelas campanhas de email marketing. Incentive, dê descontos nas próximas compras, frete grátis, faça ele voltar e falar bem de você.
Afinal, são eles os maiores responsáveis pelo seu crescimento. Termino esse artigo com algo que acabo de ver e...na internet. “Saraiva cria espaço de compras coletivas no Facebook”. Mais uma vez, um grande player investindo, de um jeito ou de outro, em redes sociais. Lojas virtuais PMEs, vamos junto? Chegou a hora de agir.
Por Natan Sztamfater, CEO da Cookie Web | 13/01/2011
Microsoft lança no País sensor de movimentos
Com o Kinect, jogador dispensa o uso de controles no videogame da empresa, o Xbox 360
SÃO PAULO - Na tela, um filhote de tigre percorre um gramado. Do lado de fora, Alex Kipman conversa, pula, roda. Kipman é o brasileiro que inventou a tecnologia de reconhecimento por câmera Kinect, que por anos foi chamado de "Projeto Natal". É um acessório para o videogame Xbox 360, da Microsoft, que chegou na quinta-feira, 4, às lojas dos Estados Unidos - no Brasil, custará R$ 599 e será vendido a partir do dia 18.
Kipman conta que o objetivo da tecnologia foi eliminar controles, botões e fios. Se o Wii abriu as portas da interação do corpo com a máquina, o Kinect vai além - é a experiência mais próxima de imersão no jogo que alguém pode ter. Durante o evento de lançamento do produto, a palavra "emoção" foi usada várias vezes - a ideia é que o jogador realmente tenha uma proximidade emocional com a máquina, que o reconhece e interage com ele.
Na demonstração, Kipman apresentou o Kinectmals, game em que um filhote de tigre aprende truques e explora um espaço. Os gráficos são muito nítidos, as cores são vivas e o sensor de movimento parece bem estável.
O Kinect usa uma câmera em cores, um sensor de profundidade e um microfone para reconhecer a imagem e a voz do dono. Kipman ligou a máquina e foi reconhecido - em instantes, estava logado na rede Xbox Live.
Kinect Adventures é o game que já vem com o produto. O game permite explorar um ciberespaço, escalando montanhas e mergulhando. Outros quatro serão lançados agora: Dance Central, de dança; Kinect Joy Ride, um simulador de corrida; e Kinect Sports, com futebol, boliche e pingue-pongue; além do Kinectmals demonstrado por Kipman. Os jogos custarão R$ 149 no Brasil e a expectativa é que outros 12 sejam lançados até o fim do ano.
Rede. Junto com o Kinect, finalmente chega ao Brasil a rede Xbox Live, que permite jogar online, interagir com outros jogadores, acumular pontos, comprar e experimentar jogos.
Acabou o velho problema de ter de buscar um endereço fora do Brasil para fazer uma conta - e a boa notícia é que será possível importar os MS Points, tempo de assinatura, status de jogos e outros dados para as contas brasileiras. "É uma grande virória para a Microsoft Brasil", disse Guilherme Camargo, gerente de Xbox 360 da Microsoft Brasil.
05/11/2010 | 8h01
Na conferência TEDxAmazônia, em meio a projetos inovadores em design e sustentabilidade, experiências mostram que é possível até mudar o mundo de maneira rápida, divertida e sem pôr a mão no bolso.
Esqueça fórmulas. Uma conferência ao estilo TED transmite experiências e inspira projetos, mas não impõe um formato ou um modelo para se tentar mudar o mundo. Ao compartilhar ideias e conceitos vindos de diferentes partes do planeta e de pessoas de perfis distintos, a proposta é levar a plateia a experimentar novas e múltiplas maneiras de encarar a sociedade e enfrentar os dilemas da civilização. Entre eles, claro, o impacto das mudanças climáticas. Com o TEDxAmazônia não podia ser diferente.
Realizado no final de semana em que São Paulo atraiu a atenção do público internacional (dias 6 e 7) – afinal, aconteceu a etapa brasileira da Fórmula 1, um evento esportivo bastante prestigiado -, o encontro amazônico reuniu cerca de 550 homens e mulheres, dos mais variados campos de atuação, no hotel Amazon Jungle Palace, uma instalação flutuante localizada a quase duas horas de barco de Manaus.
O tema “Qualidade de vida para todas as espécies” norteou os blocos organizados segundo propostas como “viver melhor”, “colaborar melhor” e “produzir melhor”. Ao todo foram 51 palestras , além de uma apresentação da Orquestra Barroca do Amazonas. A abertura coube ao brasileiro Antônio Nóbrega, que abordou a dança, dividindo-a em três tipos de manifestações culturais (batuques, cortejos e espetáculos populares), e colocou o público para girar em uma grande ciranda. E o encerramento ficou com o norte-americano Gordon Hampton, um “caçador de sons”, que discorreu sobre a importância do escutar, principalmente captar os sons da natureza. O TEDxAM acabou sob silêncio, a pedido do palestrante. Um silêncio que perdurou por minutos como se ecoasse pela mente de cada um dos participantes.
Esses dois momentos extremos – o da animada explosão de energia e o da quietude para refletir e perceber – se somaram a outros que marcaram o evento. Alguns temas tiveram pontos em comum, caso da importância da diversão (para fazer algo de modo eficaz é preciso ter alegria e se divertir com a atividade) e do espírito de comunidade (o que remete aos princípios da colaboração e do compartilhamento, já tão falados nos meios publicitários).
Das apresentações que discutiram o poder da diversão, um dos destaques foi o arquiteto e urbanista Edgard Gouveia Jr, presidente do Instituto Elo, de Santos (SP), e fundador do programa Guerreiros Sem Armas, que revitaliza espaços públicos por meio de trabalhos comunitários. “Mudar o mundo pode ser rápido, divertido e não precisa pôr a mão no bolso”, disse. Por trás disso, está a ideia de que as pessoas dispostas a fazer algo podem usar sua rede de amigos para colocar em ação um projeto que, sem esse apoio, poderia estar fadado a nunca sair do papel.
Gouveia mostrou que isso pode dar certo ao apresentar o resultado de uma experiência desenvolvida para ajudar os desabrigados de Santa Catarina atingidos pelas enchentes do ano passado. Foi criado um jogo, o Oásis Santa Catarina, que se espalhou pela internet. Dessa forma, foram atraídos jovens de diferentes regiões do País, que se agruparam em três times. Eles recebiam tarefas semanais, tudo para poder atender aos desejos dos moradores das cidades afetadas. Ao final, 12 comunidades foram beneficiadas e 43 equipamentos para o espaço público (como playground) foram criados. E isso em cinco dias. “Brincando todo mundo é um empreendedor. A escala de desafio global que temos exige que todos batam um bolão”, completou.
Participação
No bloco “Colaborar melhor”, o norte-americano Aaron Kablin, um artista especializado em visualização de dados, ressaltou que o mundo conectado dá impulso a centenas de decisões e que os recursos tecnológicos ampliam as possibilidades de colaboração. Ele apresentou alguns trabalhos que fez com participação do público. Um deles, o Johnny Cash Project, em que as pessoas eram estimulados a criar desenhos como um tributo ao cantor e com base na música “Ain’t no grave”, aplicados depois em vídeo.
Outro trabalho famoso foi a criação do vídeo para “House of Cards”, da banda Radiohead. Kablin utilizou lasers e sensores para escanear os músicos. Os códigos foram disponibilizados numa ferramenta do Google. A empresa contratou o artista para trabalhar no Google Creative Lab. Lá, fez o projeto The Wilderness Downtown, para o grupo Arcade Fire, utilizando HTML 5 em um processo interativo no qual internautas faziam referências a endereços da infância.
Design thinking
Entre a arte e o design, um dos palestrantes que arrancou aplausos dos participantes foi Paul Bennett, sócio e CCO da Ideo, consultoria de design e inovação, que já atuou para Havaianas. Com bom humor, ele abriu sua apresentação dizendo que tem a resposta para tudo. Depois, mais sério, Bennett apontou que o rio Amazonas pode ser um professor para o design thinking.
"O Amazonas tem praticado design thinking há muito tempo. A natureza é um poderoso desenhador de sistemas", comentou. Bennett estabeleceu cinco princípios de design com base no que depreendeu do rio, seu curso e dos seres interligados pela ação de suas águas.
São eles: as profundezas ocultas são silenciosas (“Quanto menos eu falo, mais eu aprendo”, afirmou Bennett, dando a entender que é preciso ouvir bastante antes de criar um projeto), a coexistência respeitosa engendra a sobrevivência (a Ideo criou a Open Ideo para que outras pessoas fora da empresa possam contribuir com ideias), o pequeno multiplicado por muitos fica grande (um exemplo citado de projeto desenhado nessa linha foi o Banco Grameen, de microcrédito, que impulsionou negócios na Índia tocados por gente simples), o afluente leva ao oceano (nesse ponto Bennett se referiu ao design de movimentos e iniciativas), e a natureza é circular (na natureza, os seres aprendem, se adaptam e devolvem ao meio os benefícios que obtiveram). “O design é como o Amazonas. Você tem de olhar para a profundeza. Pode pensar pequeno e crescer. Você estabelece uma relação de interdependência. Você precisa do outro e tem de devolver o que tomou”, resumiu.
O erro da humanidade
Um dos propósitos do TEDxAmazônia foi debater a sustentabilidade. Dito assim, soa simples demais. Não se tratava somente de incentivar as pessoas a se preocupar mais com o tema e a fazer algo. Os palestrantes dividiram com o público resultados de projetos, suas visões de mundo e reanalisaram conceitos. Foi o que fez o mexicano Enrique Leff, economista da ONU que foi um dos pensadores por trás da teoria chamada eco-marxismo. De imediato, ele trouxe a má notícia: “a humanidade errou o caminho de construção da civilização porque esqueceu da natureza”.
Para ele, a crise ambiental não é somente passageira. “Ela é uma crise civilizatória”. Mencionando o filósofo alemão Martin Heidegger, Leff argumentou que desenvolvemos uma civilização do “ser convertido em coisas”. O economista afirmou que dissociamos a cultura da natureza, assim como dissociamos os sentimentos da razão. “Temos um mundo objetivado e o que mais se globalizou foi a lei do mercado. A natureza foi transformada em recurso natural e nós nos esquecemos que ela mantém a vida. Precisamos construir uma nova racionalidade, na qual possamos viver a razão e a paixão.”
Como sair disso? Leff sustentou que uma solução é a sociedade aprender a pensar na natureza como pensam os indígenas e os camponeses. “Eles sabem viver em seu território. Temos de pensar em produtividade ecológica dentro dos territórios. E não se trata somente de se estabelecer um novo paradigma de produção. Necessitamos de uma ética ambiental. Precisamos acabar com o individualismo. Temos de romper com o pensamento de que este é um mundo unitário. Importante é aprender a estabelecer diálogos de saberes entre seres culturalmente diferenciados. Este mundo, para ser sustentável, tem de saber conviver com a diversidade”.
Lena Castellón | 08/11/2010 | 17h23
A jornalista viajou a Manaus para acompanhar o TEDxAmazônia.
O objetivo da parceria é atingir principalmente a baixa renda
BB vai oferecer cartão de crédito pré-pago com a bandeira Elo em 2011 (Divulgação)
O Banco do Brasil (BB) fechou nesta quarta-feira um acordo de 20 anos com a operadora Oi. A instituição vai oferecer produtos financeiros aos 60 milhões de clientes da empresa de telefonia. Além disso, será criado um cartão de crédito das duas marcas (“co-branded”) cujo chip poderá ser inserido no celular da Oi.
Segundo o diretor de cartões do BB, Denilson Gonçalves Molina, o objetivo da instituição com a parceria é atingir principalmente a baixa renda, que usa celular pré-pago. Por isso, o banco também estuda oferecer um cartão pré-pago, o qual tem previsão de lançamento no primeiro semestre de 2011. Os resultados das vendas serão compartilhados entre BB e Oi.
Elo – O Banco do Brasil vai oferecer a bandeira Elo aos clientes de baixa renda da operadora Oi. A parceria começa em 2011, mas a empresa de telefonia acredita que o projeto só vai atingir a maturidade em 2012. A previsão da Oi é ganhar 1 milhão de clientes ao ano após o acordo, que inclui ainda uma joint venture com a credenciadora Cielo, segundo o diretor de mercado da Oi, João Silveira.
A Elo está sendo criada pelo BB e Bradesco. Recentemente, ganhou adesão da Caixa Econômica Federal. O primeiro plástico deve chegar ao mercado em novembro.
Não haverá cobrança de anuidade no cartão. Segundo o diretor de cartões do BB, o plástico será inserido dentro do celular da Oi, no mesmo chip. Também será lançado um cartão físico. Para o público de mais alta renda, o BB deve oferecer bandeiras internacionais, como a Visa.
29/09/2010 | 17h22 | com Agência Estado
Número de vezes que termos são digitados em sites de busca refletem vendas futuras mesmo antes de lançamento, segundo estudo.
O estudo foi feito por especialistas do centro de pesquisas da empresa Yahoo.
Termos usados em buscas na internet são um bom indicador do sucesso de filmes, canções e videogames semanas antes de seu lançamento, dizem pesquisadores.
As conclusões parecem confirmar um outro estudo, feito em abril, segundo o qual o número de menções a um determinado filme no site de microblogs Twitter pode prever quanta bilheteria o filme vai gerar em seu fim de semana de estreia.
Entretanto, em alguns casos, as previsões baseadas nas buscas não melhoram significativamente outras previsões baseadas em outros indicadores.
O estudo, feito por especialistas do Yahoo Research, o centro de pesquisas da empresa Yahoo, foi divulgada na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Método
Tomando-se como exemplo o caso de um novo filme: a equipe comparou o número total de buscas contendo o título do filme antes de seu lançamento à bilheteria alcançada por ele ao ser lançado, para tentar entender a relação entre os dois números.
Os especialistas fizeram o mesmo com singles da parada Billboard dos Estados Unidos e videogames.
Nos três casos, houve uma forte associação entre os números. Termos muito pesquisados ofereceram boa indicação de que o filme, canção ou game faria sucesso, até mesmo seis semanas antes de serem lançados.
Fórmula
Falando à BBC, Duncan Watts, um dos autores do estudo, explicou, no entanto, que "as previsões são boas ou ruins apenas quando associadas a outros indicadores".
"Existem outras formas de prever o sucesso de filmes baseadas em outros tipos de informações - em quantos cinemas o filme será exibido ou qual é seu orçamento".
"Então, para cada um dos casos, construímos um modelo - que é o que você teria (usado para prever o grau de sucesso) se você não tivesse os dados das buscas. Depois, acrescentamos o número de buscas na mistura e analisamos se nossas previsões ficavam mais precisas".
Na grande maioria dos casos, os números de buscas não trouxeram muitas melhorias aos resultados obtidos com o uso de indicadores mais tradicionais.
Um outro membro da equipe, Jake Hofman, explicou, no entanto, que os números de buscas tiveram maior influência sobre a precisão das previsões em situações onde dados sobre um produto antes do seu lançamento eram mais escassas - como no caso de videogames.
"Há situações onde você não tem boas informações vindas de fora e então as buscas são confiáveis, como no caso de videogames que não são são parte de uma série".
"E há situações onde os números de buscas produzem melhorias mínimas" (no grau de acerto das previsões).
Bola de Cristal
Comentando o estudo, Bernardo Huberman, pesquisador que obteve resultados similares relacionando volumes de menções no Twitter ao sucesso de filmes, disse que é um "bom trabalho", especialmente porque "eles têm muita informação - eles são o Yahoo".
Ele citou um outro trabalho, feito por pesquisadores do site de buscas Google, segundo o qual existiria uma relação similar entre preços de casas e volume de buscas por determinados termos.
"Milhões de pessoas estão procurando informações e nós, por podermos ter acesso aos termos pesquisados, temos condições de fazer previsões".
O pesquisador Watts, do Yahoo, comentou sobre possíveis implicações futuras dos resultados do seu estudo.
"Você pode imaginar um estudo como esse sendo expandido para outros tipos de comportamento do consumidor, pensando no número de vagas em hotéis ou em quantas pessoas vão voar para Las Vegas no fim de semana. Tudo isso está provavelmente associado a algum tipo de busca".
Huberman, no entanto, disse que cenários como esse despertam algumas preocupações.
"Em princípio, essas empresas têm a habilidade potencial de prever o comportamento de consumidores, algo que pode ser usado em seu próprio benefício ou vendido - a questão interessante é se essas informações não deveriam ser restritas".
Entretanto, para Huberman, a bola de cristal que os hábitos tecnológicos das pessoas podem constituir não é o mais importante.
"Às vezes, na vida, não é tão interessante prever o futuro, mas saber o que fazer quando você sabe como o futuro vai ser". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
29/09/2010 | 5h45
Enquanto fabricantes aos quatro cantos correm atrás da Apple, que lançou o primeiro tablet, todo dia pipoca aqui ou ali uma nova versão. E é sobre essas versões que surgiram que vou postar. Algumas grandes farão apostas cujo resultado já se prevê. Ou faz melhor, ou oferece mais vantagens. Estamos pisando na terra das gigantes empresas de informática. No final uma surpresa.
Ninguém é bobo de perder a fatia que Steve Jobs ofereceu quente para ser abocanhada depois da recepção positiva do conceito iPad. Desde seu lançamento, em abril deste ano, já foram vendidos em torno de 3,3 milhões de unidades durante no segundo trimestre, levando a Apple ao posto de 3ª maior empresa no mercado de computadores portáteis. Bem, se até agora vendeu isso tudo dá para chutar uma previsão para 2011? Nada menos que 28 milhões. Entre suas principais características são a tela de 9,7 polegadas (o mesmo dos netbooks mais populares) disponibilizando mais espaço para desenvolvedores trabalharem na criação de aplicativos que potencializam os recursos e funções do dispositivo. O display do iPad possui uma resolução de 1024x768 e a bateria agüenta até 10 horas de exibição de vídeo.
A Samsung tirou o seu da prancheta e abriu as cortinas para mostrar seu Galaxy na recente da IFA 2010, feira internacional de eletrônicos e utilidades domésticas que aconteceu na primeira semana de setembro em Berlim, na Alemanha. A diferença? Pelo vídeo abaixo, vai dar para perceber poucas no design. Primeiro não tem a cobiçada maçã na logo, depois o sistema operacional é o Android 2.2 da Google, mas permite ligação e vídeo conferências. E experiência e portfólio de produtos na área de vídeo e fotografia não falta à sul coreana. Mas tem outras significativas a favor do iPad e vale acessar esse site para comparar um com o outro.`Aliás essa mania de "benchmarketing" deles está visível no celular Omnia 2 que tem lembra em muito o iPhone.
Terça-feira passada (25) Michell Dell anunciou o lançamento de seu tablet batizado de "Streak". Para competir com o iPad, o Streak vem com câmera frontal para vídeo conferência e principalmente faz chamadas como telefone celular. O dispositivo terá tela sensível ao toque de 5 polegadas, processador Snapdragon de 1 GHz da Qualcomm, 2 GB de capacidade de memória, 32 GB de memória sólida, câmera de 5 megapixels. O Streak terá, também, conexão 3G, 802.11b/g Wi-Fi e Bluetooth 2.1.Em sua estréia, rodará o Android 1.6, mas poderá receber upgrade da versão 2.2 do sistema operacional do Google (Fonte: Oficina da Net).
Mercado médico - A saúde é um dos grandes focos da Dell. Por isso investiu 3,9 bilhões de dólares no ano passado para adquirir a Perot Systems, que tem uma forte base junto a clientes de saúde e atende à maioria dos hospitais e sistemas hospitalares dos Estados Unidos. Ele permite que médicos obtenham informações sobre pacientes e fichas médicas eletrônicas enquanto realizam seu trabalho diário.
Muitos devem estar se perguntando: e aí, a grande HP dormiu no ponto? Ela pensou: o que posso oferecer de diferente? E o estalo: Um pacote .. claro!!!!
Esse tablet, que também usa o Android 2.1 vem com impressora junto. Ué .. que coincidência né? Logo impressora? :P Mas o preço no mercado estadunidense é encarável: 400 dólares. Tem junto o eStation vem com busca do Yahoo, email do Yahoo, tudo do Yahoo, app de Facebook e player de música, mas nada de GMail ou Android Market. Só? Pois é .. pelo que li na net .. Mas .. mas … veja bem, você pode imprimir livros do Nook, mapas do Bing, emails do Yahoo, receitas e uma pá de coisas que você pode acessar diretamente pelo tablet. Então, apesar de você poder desconectar ele e aproveitar as suas de 4 a 6 horas de bateria, ele não terá jogos ou acesso a conteúdo – as coisas que impulsionam as vendas do iPad. Será que vai pegar?? Eles acham que sim, mas nós já temos um previsão não é?
Faltou alguém? Sim, a estrela dos Smartphones:
Quem deu o furo foi o jornal norte-americano Wall Street Journal que preferiu não citar fontes. A previsão é que a Research in Motion (RIM) apresente seu tablet na conferência BlackBerry Developer Conference nessa semana em São Francisco e lance até o final do ano no mercado. Rumores indicam que o provável nome será BlackPad. Não lembra alguma coisa? Hehe.
Segundo a notícia, o tablet terá uma tela touchscreen de 7 polegadas com 1 ou 2 câmeras embutidas, mas sem o recurso de telefonia e acesso à Internet somente via Wi-Fi. Mas em em vez de usarem o Android ou o novo sistema operacional BlackBerry 6, o dispositivo deve rodar um novo software desenvolvido pela QNX Software Systems, empresa adquirida pela RIM no início deste ano. Apesar de nada ser confirmado ainda pela fabricante canadense, já se sabe até quem fabricará o tablet: a Quanta Computer Inc de Taiwan. Os chips são da Marvell Technology Group Inc. (Fonte: Inside Techno)
Ufa, muita coisa né? Bem, esses é o que tenho notícia. Mas tem mais uma italiana que está entrando no páreo. Pois é. E Itália lembra o que? Pizza!! Comida!!
A proposta do tradicional fabricante de utensílios de cozinha Alessi é bem original e foi desenhada por Stefano Giovannoni e será produzido pela Promelit.O design elegante acompanha a linha discreta das cozinhas modernas.Ergonomia preparada para facilitar a consulta dos conteúdos, como uma receita ao lado do fogão. Por isso tem inclinação de 30 °, ideal para ser visto com postura ereta e apoiar o plano de trabalho.
O AlessiTab tem sistema operacional Android 2.1 com tela touchscreen de alta definição de 10,1 polegadas (iPad tem 9,7) e os ícones da interface gráfica desenvolvidos pelo próprio Stefano. A capacidade de armazenamento do AlessiTab é de 1 GB e ele possui sintonizador de TV digital DVB-T, Wi-Fi b/g e uma saída HDMI. Outras características incluem suporte para IPTV, vídeo e áudio junto com webcam, microfone e alto-falantes. O AlessiTab também apresenta entrada para USB e cartões SD, bateria com duração média de seis horas, um suporte para encaixá-lo e acelerômetro integrado para autoalinhamento da tela. Fornece notícias, informações meteorológicas pela Epson, as receitas provenientes de Prata Colheres de Editoriale Domus, 13.000 estações em todo o mundo RadioTime, nutrição informações INRAN Instituto, a apresentação DOKI sistema de automação residencial para um novo conceito. (Fonte: WebNews)
A impressão que dá, é que a grande favorecida nessa história de tablets é mesmo a Google com seu sistema operacional, presente em todos os lançamentos. Aliás, hoje o Android é o sistema mais presente em celulares e impressiona sua rápida ascenção, lembrando que a Google não tem tradição em sistemas operacional. Registre-se, não tinha.
Pesquisa e texto: Claus Jensen
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| Sistema foi desenvolvido por uma empresa de Joinville. Foto Divulgação |