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19 de jun. de 2011

Meros espectadores dos fatos

Geração T: indivíduos que sabem de tudo, mas não avaliam nada

Sem capacidade criticar e emitir opiniões, Geração T encontra dificuldade para se destacar no trabalho

Entre os indivíduos que fazem parte das famosas gerações X e Y, foi identificado um comportamento que classifica uma parcela deles em uma nova modalidade, a Geração T.

Apesar de não limitar a uma faixa de idade, a geração T é formada principalmente por jovens que sabem de absolutamente tudo que está acontecendo no mundo, mas não são capazes de analisar, comparar ou emitir qualquer opinião a respeito de nenhum assunto.

O “Tê” vem justamente da palavra testemunha, já que tais indivíduos não passam de meros espectadores dos fatos. De acordo com o profissional de comunicação e ex-executivo de marketing Luciano Pires, esse grupo “sabe de tudo, mas não sabe o porquê das coisas”.

Comportamento

Entre suas principais características, é possível dizer que o que eles mais sabem fazer é contar para os outros o que viram. Segundo Pires, observa-se que esse público, ao participar de eventos ou ao ter contato com as informações, é capaz apenas de reproduzir o que lê ou ouve, sem formar opinião sobre nada

Pires tenta explicar esse comportamento recorrendo à tecnologia. Segundo ele, as facilidades que a tecnologia proporciona, como o rápido acesso às informações e a simplicidade em se conectar com as pessoas, faz com que os jovens se esqueçam do conteúdo, se entregando "de corpo e alma" ao processo.

“É como um estudante de propaganda que, fascinado pelo design do anúncio, acaba deixando de lado os atributos de venda do produto. Ou um diretor de cinema que, da mesma forma, fascinado pelos efeitos especiais, deixa de lado a riqueza do roteiro e das ideias”, explica ele. Essa lógica nada mais é do que o tradicional conflito entre forma e conteúdo.

Geração T no trabalho

Mas, se foi identificada uma geração que está mais interessada em reproduzir e se conectar do que avaliar e criticar, seria interessante também entender como esse comportamento pode afetar a construção de suas carreiras.

Os jovens da geração T, no ambiente de trabalho, são aqueles que fazem o que são mandados fazer, que vão para onde são mandados ir e que o máximo que conseguem é criticar, seja o chefe, a empresa ou a vida.

No seu comportamento não se observa um espírito crítico, capaz de melhorar os processos. É exatamente neste ponto que sua carreira não vai para frente, já que as empresas estão em busca justamente de profissionais que tenham capacidade de julgamento e que saibam tomar decisões. “A geração T julga e decide pela cabeça dos outros”, salienta Pires.

É importante ressaltar que o principal problema dessa geração não está relacionado com sua eficiência operacional, mas sim com sua atitude, uma atitude tão superficial frente ao que acontece no mundo que atrofia sua capacidade de julgar, criticar e analisar.

17 de junho de 2011, às 08h39min

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6 de jul. de 2010

Não conseguem imaginar a vida sem telefone celular e acham uma chatice fazer uma coisa de cada vez.

Você está pronto para lidar com a Geração Z?


Eles preferem escrever mensagens de texto do que conversar. Gostam mais de se comunicar pela internet com gente que nunca viram pessoalmente do que realizar atividades ao ar livre ou passear com os colegas de escola. Não conseguem imaginar a vida sem telefone celular e acham uma chatice fazer uma coisa de cada vez.


Bem, como já deu pra ver, estou falando dos nativos digitais – a chamada geração Z. A letra que denomina esse pessoal nascido a partir de 1995 vem do termo ‘zap’ (zapear). Não só no sentido de mudar de um canal de TV para outro, mas também em ir da internet para o telefone, do telefone para a TV, da TV para o MSN, enquanto zapeia entre dezenas de sites, ouve músicas no seu iPod e, até mesmo, assiste a um filme.

Aliás, tecnologia é algo muito natural pra esse pessoal. Eles não conhecem o mundo sem computador e telefone celular. Por isso, são menos deslumbrados por aparelhos eletrônicos do que a Geração Y, sua antecessora. A Geração Z está acostumada à complexidade e velocidade que a tecnologia trouxe e, diferente dos seus pais, não vê problema algum em ligar ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet. Outra característica essencial é que no mundo deles não há fronteiras geográficas. A globalização não foi um valor adquirido no meio da vida e, por isso mesmo, não exigiu adaptação.

São críticos, mas também impacientes, imediatistas e convivem com a constante mudança de opinião diante dos fatos do mundo (zapeiam aqui também). Vivem num ritmo acelerado e fragmentado. No entanto, essa geração – chamada também de Silenciosa – pode ser definida como aquela que tende ao egocentrismo, preocupando-se geralmente somente consigo. Segundo especialistas, eles não se preocupam com os outros e fogem do tradicional espírito de equipe. Basta ter algum aparelho que eles já estão satisfeitos. A Geração Z não quer conversar verbalmente – uma vez que desenvolveu a linguagem da comunicação via internet -, não vislumbra uma carreira profissional e muito menos gasta muito tempo com os estudos. Há até uma hipótese de que pode haver uma “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020. O pensamento desse pessoal é no curto prazo, pois procuram rápidos resultados e buscam a experimentação precoce das situações.

Diferentemente da Geração Y, a Z não se sente atraída em resolver problemas com a ajuda dos outros. Pra eles, basta a satisfação pessoal, independente do que aconteça à sua volta. Em relação ao consumo, não se preocupam com marcas, mas sim com os benefícios que elas podem trazer. Ao receberem um beneficio, esses garotos irão avaliá-lo de maneira diferente, colocando sempre no topo seus interesses pessoais, e não um valor possivelmente agregado

Assim como está sendo um grande desafio para as empresas lidar com a Geração Y - tanto como público das suas marcas quanto como parte das suas equipes -, a vez da Geração Z está próxima. Pelo menos no consumo já começa a ser realidade. Em cerca de três anos, eles já terão invadido o mercado de trabalho. E ai, como será?




terça-feira, 6 de julho de 2010