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19 de ago. de 2010

Uma lição de como preservar o desejo de um produto ao longo de décadas.

Aos 30 anos, Post-it ainda é sinônimo de inovação


Marca da 3M construiu trajetória de sucesso e hoje conta com uma linha de mais de mil produtos

Pedacinhos de papel que facilitam a vida dos consumidores. Essa é a ideia do Post-it, que este ano completa 30 anos de atuação global. No Brasil, a marca pertencente à 3M atua desde os anos 1980 e foca sua distribuição em escritórios e papelarias. Ao comemorar três décadas, a Post-it também investe em ações digitais para se aproximar dos consumidores.


Os tradicionais bloquinhos amarelos, primeiros a serem lançados, dividem espaço com cerca de mil produtos que levam a marca e são vendidos em mais de 150 países. Os itens são desenvolvidos de acordo com pesquisas de comportamento e buscam atender às necessidades dos consumidores.
É o caso do Post-it Pop-up. “A missão do Post-it é solucionar os problemas do consumidor. Nas pesquisas, por exemplo, muitos entrevistados diziam perder o bloco de Post-it, porque o vizinho de mesa do escritório levava. Por isso, lançamos o Pop-up, que vem com um suporte, facilitando o uso”, explica Adriana Horita, Gerente de Marketing da Divisão de Papelaria e Escritório da 3M, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Post-it é parte do dia a dia do consumidor
O mesmo aconteceu com o Post-it Flags, que veio atender à demanda do consumidor que já usava os blocos tradicionais para marcar páginas de livros. Este ano, a 3M lançou ainda as canetas Post-it Flags, que vêm acompanhadas de 50 marcadores de páginas, nas versões esferográfica, gel e marca-texto. É possível encontrar também os Post-its em grandes formatos, ideais para reuniões e listas de compras e afazeres.
Na maioria das vezes, os produtos são lançados nos Estados Unidos e replicados para o restante do mundo. Mas há exceções, como o Post-it Pocket Couro (foto), uma capa de couro – parecida com um porta-cartão – acompanhada de um bloco e marcadores de página, que foi desenvolvida no Brasil, para ser carregada de forma mais elegante pelo consumidor.
Fazer parte do dia a dia das pessoas é tão comum à essência da marca que o Post-it impresso é um dos braços fortes da empresa no Brasil. A ideia é muito utilizada para brindes e permite que os blocos sejam produzidos com o formato, a cor e a mensagem que o cliente escolher. Entre os que adotam o formato estão companhias da indústria farmacêutica, como Medley e Bayer, e bancos como Santander, Itaú e Bradesco. “As empresas presenteiam para serem lembradas. Com Post-it, é possível perpetuar a marca entre as pessoas que deixam os recados e aquelas que os recebem”, conta Adriana, da 3M.
 PDVs orientam sobre uso de Post-its
Os pontos-de-venda são outro fator essencial para a promoção da linha de produtos. Nas lojas, é possível orientar os clientes sobre as funcionalidades de Post-it. “Temos sempre ferramentas de merchandising novas para comunicar os lançamentos. Os materiais de PDV explicam para que servem os produtos e porque usá-los”, aponta Adriana (foto), durante a entrevista ao portal.
A empresa também oferece treinamento para as equipes de vendas dos varejos e para o televendas, que conta com o chamado “office dealer”, que distribui materiais de escritório para o mercado cooperativo. Há ainda campanhas de incentivo e distribuição de produtos da marca para estimular os funcionários e despertar o interesse pelo produto.
Por aqui, São Paulo é o principal mercado da marca, que não divulga informações sobre faturamento e crescimento. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro. “O ideal é que Post-it esteja em todos os lugares, sem limites. Mas o nosso foco são os office dealers e as papelarias, desde as de bairro, até as grandes redes”, conta a executiva de Marketing da 3M.
I  nvenção que não deu certo
Segundo informações da própria 3M, Post-it está entre os cinco itens de escritório mais vendidos nos Estados Unidos  e contribui de forma importante para o faturamento da empresa, que registrou vendas globais de US$ 23 bilhões em 2009. No período, a operação brasileira da 3M obteve um faturamento de R$ 2 bilhões.

Três décadas após o lançamento, quem vê o sucesso e a popularidade de Post-it não imagina que o produto é fruto de uma invenção que, inicialmente, não tinha utilidade. Em 1968, o químico norte-americano Spencer Silver desenvolveu um adesivo que aderia suavemente às superfícies e podia ser removido e recolocado facilmente. O invento, no entanto, foi deixado de lado até 1977, quando Art Fry, colega de Silver na 3M, encontrou uma função para ele.
Fry passou a aplicar o adesivo em tiras de papel para marcar o livro do coral da igreja em que cantava. Interessada pela novidade, a 3M realizou pesquisas com os consumidores, que ainda assim não encontraram uma utilização para o papel-adesivo. Finalmente, no ano seguinte, os bloquinhos tornaram-se populares a partir de uma ação de degustação. A empresa distribuiu amostras entre os consumidores e 90% deles disseram que comprariam o produto.
  Criadores são indicados ao Hall of Fame dos Inventores
Em 1980, o Post-it seria oficialmente lançado nos Estados Unidos. A importância do produto é tanta que no ano em que são comemorados os 30 anos da marca os criadores foram indicados ao Hall of Fame dos Inventores dos Estados Unidos. No Brasil, Post-it também comemora o aniversário. Ainda este mês chegam ao mercado embalagens que homenageiam a data e durante todo o ano estão sendo realizadas ações promocionais.
Uma delas foi um concurso cultural promovido pelo o hotsite Post-it 30 anos até o começo desta semana. A ação convidava os internautas a acessarem o endereço eletrônico, descobrirem qual era a frase da semana e completá-la pelo Twitter, com a hashtag #postit30anos. Durante as etapas, foram distribuídos quatro iPods Touch e um iPad.
Para o próximo semestre são previstas outras promoções no Twitter, onde a empresa faz ações mensais e distribui kits com produtos Post-it. O patrocínio ao blog Recado de Mulher é outra iniciativa da marca, com foco no público feminino. “Dividimos conteúdo e fornecemos alguns brindes. O blog traz temas de interesse das mulheres, que são nossas principais consumidoras. Os textos dão dicas de como usar os produtos Post-it, sempre de forma integrada com o assunto. A ideia é que seja interessante para quem lê, com um conteúdo relevante”, ressalta Adriana.
  Post-it é sustentável
Estar na internet é praticamente uma obrigação para o produto que inspira ações como vídeos, desfiles de moda e obras de arte. Até mesmo a cantora Lady Gaga (foto) já se vestiu com os papéis adesivados. Ser parte da 3M faz de Post-it uma marca que tem como principal característica a inovação. O lançamento da versão reciclada e do software disponibilizado gratuitamente no site da marca mostram a preocupação da 3M em se alinhar a temas em discussão.
“A 3M como um todo tem foco em sustentabilidade. Todas as fábricas são preparadas para emitir o mínimo de poluentes. Quando se fala em Post-it não há como evitar este tema. Trabalhamos sempre a conscientização de que Post-it é reciclável, mesmo com o adesivo”, relata a Gerente de Marketing de Post-it.
Os produtos da linha reciclada são feitos com restos da produção que seriam destinados ao lixo e de papel coletado por cooperativas de catadores. O lançamento de produtos sempre acompanhando as tendências do mercado é o exemplo de que é possível inovar até mesmo da forma mais simples.
“Apesar dos 30 anos, Post-it continua sendo citado como um case de inovação. O conceito simples trata de um papel com adesivo que pode ser usado de diversas formas, sempre surpreendendo. Esse é o diferencial da linha de produtos Post-it: ela não envelhece”, comenta a executiva da marca.
Sylvia de Sá | 17/06/2010 

Deixar de avisar?? É essencial lembrar o tempo todo.

Indústrias fumageiras do RS perdem na Justiça e imagens continuam nas carteiras
Para desembargador, as imagens nos rótulos refletem a pretensão do governo brasileiro de demonstrar o mal que o cigarro causa à saúde, utilizando-se de metáforas fortes que levem o consumidor a pensar
 

 
 
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou novamente nesta semana recurso do Sindicato da Indústria do Fumo do Estado do RS (Sinditabaco) e manteve as imagens nas carteiras de cigarro nas quais são retratadas as possíveis consequências do fumo.

O sindicato impetrou apelação cível alegando que as imagens impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seriam apelativas e desprovidas de conteúdo informacional, definido-as ainda como mentirosas e agressivas. Para comprovar sua posição, requeria realização de perícia multidisciplinar.

Após analisar o recurso, o juiz federal Guilherme Beltrami, convocado para atuar como desembargador no tribunal, confirmou as decisões judiciais anteriores, entendendo que os elementos constantes nos autos são suficientes, sendo desnecessária a realização de perícia. Para ele, as imagens nos rótulos refletem a pretensão do governo brasileiro de demonstrar o mal que o cigarro causa à saúde, utilizando-se de metáforas fortes que levem o consumidor a pensar.

O processo corre na Justiça Federal desde novembro de 2008, quando a Anvisa impôs às indústrias de fumo do RS a veiculação das imagens. Em outubro de 2009, foi proferida sentença considerando improcedente o pedido do Sinditabaco que visava a supressão da campanha publicitária nas carteiras. O sindicato então recorreu ao tribunal por duas vezes, mas não obteve sucesso. A primeira, em decisão monocrática da desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, e a segunda, concluída no último julgamento em acórdão unânime da 3ª Turma.

AC 0026898-63.2008.404.7100/TRF


2 de jul. de 2010

A importância cada vez maior das mulheres em qualquer decisão de compra.

Cerveja de Mulher

Bolsa de Mulher convida publicitários a criar anúncio da bebida para provocar reflexão sobre o machismo na propaganda


Buscando chamar a atenção do mercado publicitário para a importância cada vez maior das mulheres em qualquer decisão de compra, o Grupo Bolsa de Mulher está promovendo uma ação provocadora.

Com base em pesquisa realizada pela Sophia Mind (braço de pesquisas sobre o universo feminino), o grupo desenvolveu a ação Cerveja de mulher, que será dividida em três fases e tem como pontapé inicial a criação de dois sabores exclusivos de cerveja pela mestre cervejeira Kátia Jorge. A escolha do produto foi justamente motivada pela comunicação sexista geralmente adotada pelos anunciantes e criada pelas agências, mesmo considerando que elas respondem por um terço do consumo da bebida.

Segundo os resultados do levantamento, que ouviu cerca de três mil mulheres de todo o Brasil, 70% consideram as propagandas de cerveja machistas e estereotipadas, sendo que metade acredita que homens e mulheres consomem cerveja de maneira diferente. Das que declararam o hábito de ingerir bebidas alcoólicas, 88% bebem cerveja.

"Por incrível que pareça, muitas empresas ainda tratam o público feminino como nicho e, quando falam diretamente com as mulheres, insistem em tratá-las como ‘mulherzinhas pintadas de cor-de-rosa'", diz Ciça Matos, diretora de marketing do Grupo Bolsa de Mulher. "O que queremos com essa ação é incentivar o mercado a olhar com mais carinho sua visão referente ao universo feminino. E nada melhor do que escolher um produto com histórico masculino", completa.

A primeira etapa da campanha busca atrair agências de todo o Brasil para o hotsite da ação, convidando-as a se cadastrar e participar. As 25 primeiras inscritas receberão, a partir de quarta-feira 30, a visita da expert com os dois novos sabores, Blond e Amber para degustação. Outras agências receberão caixas com os produtos para que também possam participar da votação e eleger o preferido do público feminino. Além das profissionais do mercado, as usuá rias do Bolsa de Mulher também darão suas opiniões e o sabor vencedor será o alvo do desafio proposto aos publicitários.

A segunda etapa do processo consiste, portanto, na criação do rótulo para a nomeada Cerveja de Mulher. Por fim, as agências serão convidadas a criar uma campanha dirigida às mulheres para ser rodada nas plataformas do grupo. "Ofereceremos uma verba para o desenvolvimento dessa comunicação e premiaremos o melhor rótulo, a melhor campanha e o melhor plano de mídia. O prêmio será o peso do criativo em cerveja", conta Ciça. "É importante que o mercado de maneira geral desperte para a importância de falar com a mulher. E é isso o que pretendemos com essa provocação", explica a executiva.

Mariana Ditolvo | 01/6/2010 - 15:58



Até sem querer, ele polemiza.

Conar corta Romário da programação



Conselho de ética do órgão determinou que o filme da Kaiser, estrelado pelo jogador, não seja mais exibido


Bárbara Sacchitiello | 1 de Julho de 2010 às 17:30


O que era uma liminar se transformou em sentença definitiva. A partir de agora a Kaiser está proibida de veicular ocomercial estrelado pelo craque Romário, criado pela Fischer+Fala, que entrou no ar no dia 18 de junho - mas que, desde o dia 23, não era mais exibido na TV por conta de uma liminar provisóriado Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

O motivo da suspensão é a insinuação negativa que o filme publicitário faz a respeito da Brahma, marca concorrente. No comercial, que tem como tema a Copa do Mundo, Romário fala de sua amizade com Dunga e revela gostar muito do técnico da seleção brasileira. Ele enfatiza, porém, que o único defeito de Dunga é a cerveja que ele escolheu - em uma alusão indireta a marca da Ambev, que é patrocinadora oficial da seleção brasileira.

Bastaram dois dias de veiculação para que a concorrência se sentisse ofendida e entrasse com um processo junto ao Conar. O órgão imediatamente enviou uma liminar prévia pedindo a suspensão da veiculação do comercial. Essas medidas prévias são concedidas somente quando o Conar julga que a continuidade da exibição pode causar danos ou prejuízos sérios aos concorrentes.

Como resposta, a Heineken Brasil - proprietária da Kaiser - enviou um comunicado no qual afirma ter acatado a decisão do Conar, mas prometendo entrar com recursos para suspender a liminar. A marca julga que "a nova campanha com o jogador Romário se encontra dentro dos padrões éticos de propagandas comparativas e em nenhum momento ofende ou denigre qualquer marca concorrente."

A partir de agora, porém, a reunião realizada nesta quinta-feira 1º determinou, por unanimidade, a suspensão da campanha.

Outros casosNessa mesma reunião do Conselho do Conar outras sentenças foram dadas a processos que estavam em andamento no Conselho. 

Um fato curioso foi o arquivamento do processo de reclamação contra a campanha "Xixi no Banho", da SOS Mata Atlântica. O conselho julgou que as acusações não procediam e isentou a campanha de qualquer suspensão. Na semana passada, o case "Xixi no Banho" foi um dos grandes destaques brasileiros em Cannes, conquistando Leões em PR, Film Craft e sendo o primeiro case brasileiro a ganhar um troféu em Titanium.

A 1ª Câmara, que seu reuniu na manhã desta quinta-feira, 1º, também determinou a suspensão da campanha da Bombril, "Dá de 1001 a zero nos inimigos da natureza".



29 de jun. de 2010

Uma interessante ação promocional da Coca-Cola para a Copa em Portugal.

Cada gol de Portugal vale uma Coca-Cola



No país Lusitano, quem estiver bebendo um copo do refrigerante durante o gol da seleção, ganha outro copo.
29 de Junho de 2010 às 16:07


Como ação de ativação especial, a patrocinadora da Copa do Mundo 2010, Coca-Cola, distribuirá refrigerantes nos camarotes espalhados pelo país quando a equipe marcar algum gol no confronto desta terça-feira, às 15h30, Portugal x Espanha, válido pelas oitavas de final.

Só em Portugal, a Coca-Cola possui 300 camarotes para acompanhar o torneio. Em todos eles vai ocorrer a promoção. Além dos camarotes, a empresa de refrigerantes é a principal patrocinadora dos fan fests, parques montados pela Fifa para as transmissões dos jogos em telões.