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5 de jul. de 2010

Nem Alemães, Espanhóis, Holandeses ou Uruguaios. Foram os americanos.

Turistas dos EUA gastam mais na Copa, diz Visa


Operadora líder mundial de cartões , uma das seis Fifa Partners, registra US$ 176 milhões em transações entre 1º e 25 de junho na África do Sul


Pela primeira vez como patrocinadora oficial da Fifa, marca já colhe os bons resultados

A Visa começou a contabilizar os frutos de sua primeira Copa do Mundo como Fifa Partner, o mais alto grau de patrocínio da entidade máxima do futebol em seu maior evento. Considerando apenas os turistas presentes na África do Sul entre 1º e 25 de junho (período da fase grupos), foram registrados pela empresa US$ 176 milhões (1,33 bilhão de rands, na moeda local) em operações com os cartões da bandeira Visa, cifra 209% superior ao mesmo período do ano anterior no país. 

O levantameno aponta ainda que 90% desses gastos são típicos de viajantes de lazer e negócios como hospedagem, alimentação, varejo, aluguel de carros e passagens aéreas. Os norte-americanos lideram essa estatística com US$ 34,5 milhões, seguidos pelos britânicos com US$ 33,8; australianos, US$ 8,8 milhões; brasileiros, US$ 6,5 milhões; e franceses, US$ 6,4 milhões. Os turistas desses cinco países representam 47% do montante mensurado pela Visa. No total, são em média 51 mil transações por dia feitos por turistas da Copa com cartões Visa.

A expectativa é de que no balanço final, que Visa, deve divulgar no próximo dia 12 é que alemães, espanhóis e holandeses melhores suas posições no ranking preliminar, visto que as autoridades aéreas sul-africanas estão registrando a chegada de grande numero de turistas desses países. Entre os dez países que mais gastaram no turismo da Copa aparecem dois vizinhos da África do Sul: Moçambique e Bostwana. A maior parte deste é de estrangeiros que residem no país a trabalho, entre eles,muitos brasileiros com cartões emitidos nestes países. 

Entre os muitos privilégios como Fifa Partner, a Visa tem exclusividade em todos os pontos de venda para pagamentos com cartões e de crédito e débito dentro dos dez estádios utilizados durante a Copa do Mundo. A empresa também é a única da categoria compermissão para fazer mídia exterior nas áreas delimitadas pela Fifa e o governo sul-africano como áreas limpas, onde marcas não associadas à Copa são proibidas de veicular. Os diversos bonecos gigantes Zacumi,o leopardo mascote oficial da Copa, distribuídos em diversos pontos comerciais do país para turistas posarem para fotos também trazem sinalização de Visa.

Em 2009, o total registrado por Visa em transações na África do Sul ficou em US$ 1,79 bilhão. Somente no primeiro trimestro deste ano já foram contabilizados US$ 566 milhões.

Rankings dos turistas que mais gastaram:

 EUA US$ 34,5
 Reino Unido US$ 33,8
 Austrália US$ 8,8 milhões
 Brasil US$ 6,5 milhões
 França US$ 6,4 milhões
 Alemanha US$ 5,3 milhões
 México US$ 4,9 milhões
 Moçambique US$ 4,7 milhões
 Canadá US$ 4,7 milhões
10º Botswana US$ 4,3 milhões 



1 de jul. de 2010

Novidade para o varejo na hora dos pagamentos.


Novas regras para cartões entram em vigor

As máquinas de cartões nas lojas passam a aceitar, a partir de agora, cartões de qualquer bandeira







De acordo com especialistas, lojistas e consumidores devem sair ganhando com a mudança


São Paulo - O setor de cartões de crédito entra hoje em uma nova fase no Brasil. As máquinas de cartões nas lojas passam a aceitar, a partir de agora, cartões de qualquer bandeira. A mudança era aguardada há anos pelo mercado. "Daremos início à Lei Áurea do varejo", disse o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior. 

Ainda que esse seja apenas o primeiro passo no caminho de desenvolvimento do setor, lojistas e consumidores devem sair ganhando, segundo especialistas. O lojista vai economizar porque poderá ter um só terminal - até agora, para aceitar cartões da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.



A expectativa de Pellizzaro é a de que a taxa de desconto paga pelos comerciantes às empresas credenciadoras de cartões deve cair entre 30% e 35% em um ou dois anos. Atualmente, de acordo com o presidente da CNDL, esta taxa varia entre 3,5% e 5% por compra, excluindo-se dessa conta os 100 maiores varejistas e os postos de gasolina, que possuem contratos diferenciados. "Já estamos fazendo um alerta aos lojistas para que, os que conseguirem redução dessa taxa, a repassem logo para o consumidor", disse.
O executivo salientou, no entanto, que o comerciante precisa estar atento para não se deixar influenciar por descontos em aluguéis das máquinas (POS, de point of sale, na sigla em inglês). "O aluguel é a ponta do iceberg e aceitar apenas esse desconto é cair no conto do vigário", disse.
Apesar de considerar o fim da exclusividade um avanço para o setor, o presidente da CNDL mostrou-se preocupado com o esforço das grandes empresas em tentar fidelizar seus clientes. Algumas das ofertas para os lojistas consistem em reduzir - ou até zerar - a cobrança do aluguel das POS desde que o comerciante permaneça com a máquina por um tempo determinado (geralmente, um ou dois anos). "Uma das empresas está fazendo promoções e sorteios para reter o lojista em sua base. Vão sortear automóveis, televisores, viagens, periquito, papagaio... tudo", ironizou.
Cartel
Com o fim da exclusividade, o foco da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, passará a ser o de monitorar o mercado para evitar a prática de cartel entre as maiores companhias do setor, segundo o economista-chefe da SDE, Paulo Britto. "Vamos monitorar se não haverá algum tipo de acomodação por parte das companhias que já atuam no setor, bem como identificar possíveis barreiras à chegada de novas empresas", comentou. Para ele, o fim da exclusividade deve ser tratado como uma "vitória significativa" ainda que este seja apenas o primeiro passo de desenvolvimento do setor no Brasil.
O presidente da Cielo - que, junto com a Redecard, domina o setor no Brasil - e diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Rômulo Dias, salientou que as palavras "cartel" ou "acomodação" não existem no dicionário das empresas de cartões. "A indústria não está acomodada. Está buscando serviços, inovações e produtos", citou. De acordo com ele, o mercado deve crescer ainda mais com o fim da exclusividade, já que a utilização dos cartões por qualquer uma das máquinas faz com que sua possibilidade de uso seja maior. "Além disso, o mercado é grande o suficiente para quem quiser entrar." Ele acrescentou, porém, que, para isso, é preciso dispor de competência e tecnologia, entre outras qualidades.

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