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27 de jul. de 2010

Oportunidades para quem quer uma renda extra ou mesmo espera um bom momento para se recolocar.

Eleições e mercado de trabalho: em tempos de campanha, o que muda?

Especialistas acreditam que profissionais ligados à comunicação podem ter nas campanhas oportunidades de renda extra.

As eleições estão aí e muitos já lançam previsões de como será o cenário econômico se um ou outro candidato chegar ao poder. O que acontecerá, por exemplo, com as vagas de trabalho em tempos de campanha? As eleições de fato alteram este mercado?

Para alguns especialistas, o impacto é irrisório. O diretor da divisão de Stanton Chase do Grupo Foco, Gilberto Campos Sobrinho, acredita que os impactos das campanhas eleitorais não são significativos e pouco mudam o mercado de trabalho. “O processo eleitoral em si não altera muito”, diz. Para Campos, apenas empresas que se envolvem diretamente com o processo eleitoral registram alterações.

Já para a consultora organizacional da Human Brasil, Taís Cardozo, o evento cria um cenário diferenciado. “O período eleitoral chega para mobilizar nossa atenção e centralizar o foco dos assuntos na política, por isso, mexerá com o mercado, criando empregos temporários”, afirma.

Oportunidades

Para ela, as eleições criam oportunidades para quem quer uma renda extra ou mesmo espera um bom momento para se recolocar. Ainda para Taís, o grande impacto ocorrerá nas áreas em que atuam profissionais de comunicação. “As campanhas são responsáveis por um aumento significativo do mercado de trabalho na área de marketing eleitoral”, diz.

Dessa forma, quem atua em cursos de oratória, profissionais de rádio e TV até compositores pode ter nas eleições uma oportunidade de se recolocar no mercado de trabalho ou mesmo conseguir uma renda extra.
Em tempos de campanha, publicitários, marqueteiros, advogados e assessores de imprensa devem ficar atentos: as vagas temporárias para essas áreas estão abertas.

Aproveitando as campanhas

Para quem não está empregado, as eleições também geram oportunidades. Isso porque, para a diretora de consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza, muita gente deixa para procurar emprego depois do pleito. “É preciso tomar cuidado com o mito de que o mercado para devido a esses eventos”, afirma.

Para Neli, o mercado de trabalho no Brasil já consegue andar sozinho e continuará fluindo positivamente durante as campanhas eleitorais e mesmo depois disso. Por isso, ela ressalta que é preciso continuar as buscas, com ou sem eleições a vista.

Para profissionais que atuam em áreas mais operacionais, a diretora da consultoria prevê uma movimentação do mercado durante as campanhas. Já para níveis mais estratégicos, o cenário é de recuo. “Geralmente, para essas áreas, o investimento é muito alto por parte das empresas. Então, elas esperam um pouco mais para ver como vai ficar o cenário”, explica Neli.

Crescimento econômico

Campos, do Grupo Foco, também acredita que o bom momento econômico não permite grandes abalos mediante grandes eventos, como as eleições. “As empresas não vão alterar os investimentos que estão fazendo para contratar profissionais”, afirma.

Para o superintendente de Recursos Humanos da Personal Service, Marcus Gaspar, as contratações seguem em ritmo normal até o final do ano. E, mesmo se houver mudanças de governo, esse ritmo dificilmente será alterado. “O efeito eleição está passando desapercebido do ponto de vista do planejamento dos negócios”, afirma.

Com isso, o mercado de trabalho, na avaliação de Gaspar, não sente e não sentirá os efeitos das campanhas eleitorais. “Mesmo porque não estamos vendo uma campanha vigorosa agora”, completa.

Camila F. de Mendonça | 27/07/2010 | 00h10



15 de jul. de 2010

A propaganda on-line cativa muito mais do que a da TV ou a do rádio.

Carreira x eleições: cuidados ao apoiar seu candidato pela internet!

A meses das eleições, ferramentas de comunicação da internet estão sendo utilizadas como principal canal de comentários


A poucos meses das eleições, as ferramentas de comunicação da internet estão sendo utilizadas como o principal canal de comentários, propagandas, entre outras ações realizadas por candidatos e por milhares de simpatizantes espalhados pelo Brasil.

Em especial, o microblog Twitter se tornou uma espécie de “perímetro oficial” de discussões políticas. Para se ter uma ideia, os dois principais candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), acumulam mais de 400 mil seguidores on-line.

“A propaganda on-line cativa muito mais do que a da TV ou a do rádio. Lá [na rede], os usuários se sentem mais próximos dos candidatos, o que demonstra um maior interesse dos eleitores nessa mídia", afirma o especialista em Direito Digital do Patricia Peck Pinheiro Advogados, Leandro Bissoli.

No entanto, como o direito de arrependimento no mundo digital é praticamente nulo, muitos usuários devem ficar atentos com o que publicam na rede, para não criarem problemas no trabalho.

Cuidados 

Ao passo que esse eleitor torna-se mais qualificado, já que vai em busca de mais informações, o seu tempo na rede passa a ser maior. Por essa razão, o relacionamento entre candidato e usuário passa a ser mais estreito.
Porém, o ambiente de trabalho é um lugar neutro e não cabe qualquer manifestação, por mais discreta que seja, avalia o especialista. "O que não pode é um funcionário utilizar a marca da empresa para bater papo com o candidato. Essa ação pode ser entendida [pelos internautas] como uma atividade da própria empresa".

Comunidades, blogs e perfis em redes sociais são os mais utilizados para esse tipo de atuação política. No entanto, Bissoli defende que um cabo eleitoral virtual deve tomar certos cuidados, como não utilizar emails ou a rede da empresa para divulgar suas opiniões.

"As empresas devem tomar muito cuidado com os funcionários que as representam na internet. Um movimento que vem sendo reforçado pelas empresas é sobre as políticas do uso das redes sociais, uma espécie de guia de boas práticas e condutas na web", explica Bissoli.

Ainda assim, diz o especialista, quem for pego manifestando-se politicamente na empresa não pode sofrer qualquer sanção, a menos que a companhia tenha regras explícitas sobre o assunto.

Os limites do cyberespaço

Fora do ambiente de trabalho, contudo, a expressão é livre. Porém, isso não significa que calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos serão toleradas.

"Fora da empresa o usuário tem de utilizar a liberdade de expressão com muita responsabilidade, ou seja, não ferir a constituição em vigor", afirma o especialista, que ainda lembra: "Anonimato na lei eleitoral não é permitido".

15/7/2010  | 00h06min