Mostrando postagens com marcador energia eólica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia eólica. Mostrar todas as postagens

3 de mar. de 2011

Novos ares para a energia alternativa.

BNDES aprova R$ 790 mi para geração de energia eólica

Segundo o banco, já foram assinados ou estão em processo de assinatura 51 contratos de financiamentos para nove parques de geração de energia eólica

São Paulo - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 790,3 milhões para nove parques geração de energia eólica. Oito deles serão construídos no Ceará com capacidade instalada total de 211,5 megawatts (MW). O nono parque eólico será erguido em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, com 70 MW de potência instalada. A informação foi divulgada em nota pelo BNDES.

 Principais destinos dos investimentos ficam no Ceará e no Rio Grande do Sul

Segundo o banco, já foram assinados ou estão em processo de assinatura 51 contratos de financiamentos diretos e indiretos do BNDES para projetos de energia eólica no valor total de R$ 4,1 bilhões, somando 1.369 MW em capacidade. Outros 44 pedidos de crédito que somam R$ 3,3 bilhões estão em análise no banco.

"O crescente apoio do Banco ao setor vem contribuindo para o aumento da capacidade de energia renovável na matriz energética brasileira. Atualmente, os 51 parques eólicos em operação no Brasil possuem capacidade instalada de 937 MW. Além destes, outros 18 projetos estão em construção, com mais 500,8 MW para entrar em operação ao longo de 2011, incluindo o parque eólico de Tramandaí. As autorizações para investimentos em energia eólica cuja construção ainda não foi iniciada já atingem 3.600 MW, distribuídos por 134 projetos", diz a nota do banco.

No Ceará, o financiamento do BNDES será destinado a oito sociedades de propósito específico (SPEs) constituídas pelo Grupo IMPSA em parceria com o Fundo de Investimento do FGTS - FI FGTS, informou o BNDES. O banco estatal de fomento financiará, de forma indireta, R$ 562,6 milhões a serem repassados pela Caixa Econômica Federal. Os parques, situados nos municípios de Acaraú, Itarema e Aracati, terão capacidade de 156 MW, 30MW e 25 5MW, respectivamente, e foram vencedores no segundo Leilão de Energia de Reserva de 2009. A expectativa é gerar 1,2 mil empregos durante a construção. Segundo o BNDES, os aerogeradores financiados pelo banco serão fabricados pelo grupo IMPSA, Wind Power Energia (WPE), no Complexo de Suape, em Pernambuco.

No Rio Grande do Sul, o Parque Eólico Elebrás Cidreira 1, em Tramandaí, contará com R$ 227,7 milhões do BNDES por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do governo federal. Toda a energia do parque foi vendida para a Eletrobras por um prazo de 20 anos. Os investimentos serão realizados pela Elebrás Projetos S/A, do Grupo EDP. Durante a fase de construção, serão criados 535 empregos diretos na região.

02/03/2011 | 19h07

30 de ago. de 2010

A força que virá do sol.

Usinas eólicas no Brasil devem quintuplicar a capacidade instalada até 2013

As usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana, na capital paulista.

O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1.806 MW em processo de instalação, terá mais 2.047 MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4597 MW.

“Hoje está próximo a mil megawatts [de capacidade instalada]. Ano que vem, será 1.300 MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais cinco 5 mil MW de capacidade instalada”, disse Simões.

Nos dois dias de pregão, iniciado quarta-feira (25), a energia produzida pelas usinas de bagaço de cana (biomassa) foram comercializadas, em média a R$ 144,20 o megawatt-hora (MWh), a energia eólica – a mais barata – a R$ 130,86, e a das pequenas centrais hidrelétricas (PHC) a R$ 141,93 o MWh.

De toda a energia negociada, as usinas eólicas ficaram com 70% (25% com as de biomassa e 5% com as PCH). Para Simões, o avanço do setor pode ser explicado pelo desempenho da economia brasileira diante de um cenário desaquecido da econômica mundial no pós crise.

“Você tem claramente a economia mundial desaquecida, e o Brasil crescendo a taxas bem interessantes, que faz com que os grandes fabricantes mundiais de máquinas estejam olhando o país como oportunidade da expansão das suas operações. Também vemos que empresariado está entendendo que a descarbonização da economia gera oportunidade de negócios”, afirmou.

Bruno Bocchini (Agência Brasil) | 30/08/2010