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7 de mar. de 2011

O mercado de alimentações rápidas tem mudanças.

Subway passa McDonald’s e vira a maior rede de fast food do mundo

Subway supera o McDonald’s em número de restaurantes e lidera o setor

São Paulo - O mundo do fast food tem um novo líder: a rede de sanduíches naturais Subway, que ultrapassou o todo-poderoso McDonald’s em número de lojas. A Subway informou aoThe Wall Street Journal que encerrou 2010 com 33.749 unidades. O número é superior aos 32.737 restaurantes do McDonald’s espalhados pelo mundo.

A briga entre as duas empresas é importante, também, por outro motivo: os grandes problemas enfrentados pelas redes de lanches rápidos nos Estados Unidos. Com a economia abalroada pela crise, os americanos estão deixando de comer fora, ou optando por redes com preços mais baixos.

A saída foi acelerar a expansão em outros países – sobretudo a Ásia. A Starbucks, maior rede de cafeterias do mundo, por exemplo, que pretende triplicar o número de lojas na China. A própria Subway também aposta no crescimento da região e, recentemente, abriu seu primeiro restaurante no Vietnã.

10 de ago. de 2010

A foto é enviada em tempo real para um banner digital instalado na loja.

Lanchonete coloca foto do cliente no sanduíche para provar que é feito na hora

Ação faz parte de campanha de marketing da rede Burguer King


A filial do Burguer King de Santo Amaro, em São Paulo, fez uma campanha em que a foto do cliente sai estampada na embalagem do lanche, para provar que o sanduíche é feito na hora e da forma que é pedido. A foto também é enviada em tempo real para um banner digital instalado na loja, acompanhada da frase "Comendo agora...". A agência de comunicação Ogilvy, de São Paulo, é responsável pela ideia.

 18/12/2009

27 de jul. de 2010

A ideia é que informar sobre os riscos seja feito da mesma forma que acontece com cigarro

As restrições em propagandas de alimentos

Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determina que em seis meses a indústria alimentícia comece a informar em suas propagandas os riscos de alimentos e bebidas comprovadamente não saudáveis, começa a aproximar o Brasil de países como a Noruega e o Canadá, onde existe restrições inclusive de horários em que esse tipo de anúncio pode ser exibido.

As empresas, entretanto, estão tentando vetar a determinação, como explica Mariana Ferraz, advogada do Idec.

"Em seis meses, empresas de alimentos terão que
explicar riscos de alimentos não saudáveis"
Esse tipo de intervenção nas propagandas é similar ao que ocorre com cigarro? 
Sim. A ideia é que informar sobre os riscos seja feito da mesma forma que acontece com cigarro e também com medicamentos. Seria um primeiro passo, mas em alguns países isso vai além, com regulação dos horários em que os anúncios podem ser exibidos e em que tipo de programas, pensando principalmente no espectador criança.

Em que países isso acontece?
Na Inglaterra, Suécia, Noruega e Canadá, entre outros, que são os mais avançados nesse sentido.

Em que pé esse tipo de restrição está no Brasil?
Existe uma resolução da Anvisa que determina que, em seis meses, as empresas de alimentos comecem a explicar os riscos de alimentos e bebidas não saudáveis em suas publicidades. A indústria está tentando derrubar essa resolução, afirmando que é inconstitucional. Por isso, estamos pedindo manifestações de apoio da sociedade civil.

Maeli Prado | 26/07/10 09:29



19 de jul. de 2010

De sabor intenso, a mostarda tipo Dijon, cidade da região da Borgonha no noroeste francês que deu origem à receita, é capaz de arrancar lágrimas para os comensais que exageram na dose.

Com Maille, Unilever tenta ganhar o churrasco brasileiro


Loja conceito da Maille, em Paris, onde é possível comprar diversos tipos de mostarda acondicionados em uma chopeira


Se depender do apetite da Unilever, o sagrado churrasco brasileiro, tradicionalmente tratado a sal grosso e nada mais, poderá ganhar uma colherada de molho francês.

Será por meio da carne que a companhia pretende popularizar o consumo de uma das mais tradicionais marcas de alimentos e ícone da cultura francesa, a mostarda Maille.

Embora ainda circule entre um público restrito por aqui, o país é visto como um dos mercados de maior potencial de crescimento.

"O Brasil é por enquanto pequeno para a Maille, chegando perto de 100 toneladas anuais em vendas, enquanto países como a Alemanha, Japão e Inglaterra consomem cerca de 500 toneladas. Mas a nossa expectativa é a de superar as 200 toneladas e ver o país se aproximar dos nossos mercados mais importantes", afirma Sophie Lavaud, executiva da Maille encarregada pelo mercado brasileiro na França. O campeão de importações é o Canadá.

A meta de dobrar as vendas no Brasil, prevista para ser alcançada até 2012, equivale a 1 milhão de unidades no formato tradicional, clássicas embalagens de vidro com 210 gramas.

O gerenciamento de marketing e distribuição está a cargo da Aurora Alimentos, importadora oficial do produto.

Os maiores desafios da marca francesa no país são tornar-se mais conhecida do consumidor e descolar sua imagem das mostardas de baixo valor agregado que dominam o mercado.

O primeiro passo é explicar a origem do condimento, que chega aqui por cerca de R$ 8 por unidade, enquanto a mostarda comum não custa mais que R$ 2.

O trunfo da Maille para conquistar o paladar brasileiro é a sua grande versatilidade. De sabor intenso, a mostarda tipo Dijon, cidade da região da Borgonha no noroeste francês que deu origem à receita, é capaz de arrancar lágrimas para os comensais que exageram na dose. Mas diluída, prova ser de mil e uma utilidades: maioneses, molhos, carnes, peixes e, quem diria, até como ingrediente para doces.

A estratégia eleita pela Unilever e Aurora será a adaptação do novo posicionamento global da marca, "My Garden Party", que propõe o consumo em refeições ao ar livre, um hábito típico europeu.

O slogan conta uma pegadinha, já que a pronúncia da palavra Maille é bem próxima do "my", em inglês. A fórmula, por aqui, será direcionada ao churrasco, a típica refeição informal dos brasileiros.

Para isso, a distribuidora está desenhando ações de merchandising na mídia gastronômica, corpo a corpo com gourmets e formadores de opinião, além de ações de degustação.

Para o segundo semestre, a Aurora prepara estratégia de comunicação direcionada à internet e oferta de versões mini do produto nos supermercados.

"A aplicação na carne é a fórmula para apresentar a marca no Brasil, mas o objetivo é abrir as portas para que o consumidor crie seus próprios pratos", afirma Karina Assami Hosokawa, gerente da Aurora.

A receita, segundo Juliette Liguez, gerente internacional da marca Maille, é catequizar o público sobre as aplicações da mostarda, sem criar restrições.

"Em países onde existe uma cultura de temperos fortes, a mostarda pode se adaptar bem ao cardápio local", diz.

Arnaldo Comin | 19/07/10 20h23



8 de jul. de 2010

O hábito na alimentação, mais voltada para o churrasco, pizza, comida fora de casa, e os comerciantes diminuem os preços.

Para o IBGE, Copa do Mundo altera padrão de consumo do brasileiro e ajuda a segurar a inflação

Flávia Villela | Repórter da Agência Brasil | 07/07/2010 - 12:29

Rio de Janeiro - A Copa do Mundo da África do Sul ajudou a segurar os preços no Brasil, como mostra a série histórica do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A variação zero do IPCA de junho está diretamente ligada à Copa do Mundo”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Eulina Nunes. Nenhuma novidade pois, segundo ela, desde o Plano Real a inflação registra queda nos períodos de Copa do Mundo.

“Em 1998, a inflação na época da Copa foi a menor taxa mensal do primeiro semestre (0,02%). Em 2002, maio registrou a menor taxa do primeiro semestre (0,21%). Em 2006, houve deflação de 0,21% e neste ano a variação de junho foi de 0%”, exemplificou ela.

O motivo seria a mudança no padrão de consumo dos brasileiros durante o mundial. “O brasileiro é muito apaixonado por futebol e são comuns as mudanças de hábito na alimentação, mais voltada para o churrasco, para a pizza, comida fora de casa, e os comerciantes diminuem os preços. As lojas de vestuário também fizeram muitas promoções de produtos ligados à Copa. Já as passagens áreas aumentaram, sobretudo em função do evento, já que houve muitos feriados e festas”.

A pesquisadora explicou que a relação entre inflação e copa é consequência do estudo mais detalhado da série, visto que a queda brusca de alguns grupos não se justificava, já que o Brasil está vivendo um período de economia aquecida e com boas taxas de emprego e de renda familiar. “Foi uma descoberta muito curiosa e interessante,” completou Eulina Nunes.

Edição: Vinicius Doria



29 de jun. de 2010

Anvisa publica no Diário Oficial novas regras para publicidade de alimentos com alto teor de gordura trans e saturada, sódio e açúcar.


Propaganda de alimentos virá com advertência

Resolução da Anvisa publicada no Diário Oficial estabelece novas regras para publicidade de alimentos com alto teor de gordura trans e saturada, sódio e açúcar

Natalia Cuminale


Alimentos com alto teor de gordura trans, sódio e açúcar terão que trazer aviso sobre potenciais danos à saúde (Getty Images)

A resolução ainda proíbe símbolos, figuras ou desenhos que possam causar uma interpretação falsa, erro ou confusão em relação à origem, qualidade e composição dos alimentos. Além disso, não será permitido afirmar que determinado produto é nutricionalmente completo ou que garante a saúde.
O consumo de bolachas, salgadinhos e refrigerantes em excesso pode trazer males à saúde das pessoas – já avisavam os médicos. Daqui a 180 dias, porém, essa informação será reforçada em propagandas de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada ou trans e sódio, segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a medida, publicada nesta terça-feira noDiário Oficial da União, a divulgação desse tipo de alimento terá que vir acompanhada de alertas que conscientizem que o consumo excessivo poderá ocasionar problemas cardíacos, obesidade, diabetes ou cárie dentária.
Segundo especialistas consultados por VEJA.com, a medida é importante para tentar melhorar os padrões alimentares das pessoas e já deveria ter sido adotada há mais tempo.  “Poderia ter ocorrido há muito tempo, mas acredito que ajudá a deixar a alimentação infantil mais saudável”, diz Virginia Weffort, presidente do departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Para Ailton Diogo Rodrigues, presidente do Conselho Federal de Odontologia, a orientação é válida para mostrar aos pais que alimentos aparentemente inofensivos podem trazer sérios problemas à saúde. “O excesso de açúcar pode provocar um mal sistêmico. A cárie pode levar a problemas cardíacos e pulmonares”, afirma Rodrigues.
“Toda e qualquer medida que vise controlar a obesidade é bem-vinda. Ela pode diminuir o ritmo de crescimento do excesso de peso e de problemas que surgem em decorrência dele”, acredita Bruno Geloneze, vice-presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.  Os especialistas reiteram, no entanto, que mais do que a orientação, é necessária a conscientização das pessoas sobre o tema. “Para que as pessoas fiquem mais sensíveis ao tema, é preciso intensificar a discussão. Isso poderia até ser incluído na formação escolar de crianças e adolescentes”, completa Geloneze.
Propaganda – Estudos científicos já mostraram que o desejo das crianças influencia 80% das compras realizadas pela família. Sabendo dessa influência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os países adotassem medidas para reduzir o impacto do marketing desses alimentos sobre as crianças.
 Segundo a resolução da Anvisa, as frases de alerta terão que ter o mesmo destaque que a propaganda: na TV, o aviso deverá ser pronunciado pelo personagem principal; no rádio, pelo locutor; no material impresso, deverá causar o mesmo impacto visual que as outras informações, e na internet precisará ser permanente e visível.
De acordo com o órgão, a resolução proíbe símbolos, figuras ou desenhos que possam causar uma interpretação falsa, erro ou confusão em relação à origem, qualidade e composição dos alimentos. Além disso, não será permitido afirmar que determinado produto é nutricionalmente completo ou que garante a saúde.
Apesar de ser um passo para o combate das doenças crônicas e a epidemia de obesidade, a medida é considerada tímida por alguns especialistas, já que existem outras restrições em discussão pelas sociedades científicas.  Um dos pontos é a criação de regras mais severas sobre a propaganda direcionada para crianças, sem o uso de personagens, com horário determinado ou sem oferta de brindes. Além disso, a comunidade médica também debate a uma taxa extra sobre o valor de alimentos considerados “obesogênicos”, ricos em gorduras e açúcar.  "Assim como se sobretaxa cigarro, existe uma discussão sobre sobretaxar alimentos que podem prejudicar a saúde. É uma outra vertente, que essa medida não atinge. Mas pode ser uma saída”, diz Gelonese. 
"Concordo que não é a única medida necessária, mas já avançamos na discussão. Somos o primeiro país a adotar uma atitude prática nesse sentido", afirma Ana Paula Marssera, gerente substituta de monitoramento de fiscalização de propaganda da Anvisa. "Como esse alerta será feito em qualquer propaganda, vai atingir o público infantil. Sabemos que a criança tem como mudar o perfil de compra da casa. Eles são influenciados pela propaganda e são multiplicadores em potencial", completa.
Fabricantes de alimentos, anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação que não cumprirem a resolução poderão receber a notificação de interdição ou multas entre R$ 2.000 e R$ 1,5 milhão.