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30 de set. de 2011

Esta não era a pessoa ideal. E agora?

Líder: fez uma contratação errada? Saiba o que fazer


Segundo especialista, a palavra-chave para evitar que contratações erradas aconteçam é planejamento, ou seja, o processo seletivo deve ser muito bem feito

A busca por um profissional para integrar a equipe muitas vezes é cansativa e trabalhosa. O gestor, em parceria com o departamento de RH (Recursos Humanos) da empresa, avalia os currículos, realiza entrevistas, analisa os históricos profissionais e os resultados dos testes psicológicos.

Após todo este processo, um profissional é escolhido e a contratação é feita. Entretanto, após um período, o gestor chega à conclusão que esta não era a pessoa ideal.

Para a coordenadora de Recursos Humanos da Quality Training RH, Danielle Filizola, o líder percebe que fez uma contratação errada no primeiro mês. “Em 30 dias, o gestor percebe que a contratação não foi bem sucedida”, ressalta.

Segundo a especialista, é fundamental que neste período ele dê feedbacks das atividades desenvolvidas ao recém-chegado e o oriente para que ele desempenhe seu trabalho da melhor maneira. O líder deve aproveitar o contrato de experiência para agir. Vale lembrar que o documento vale por 45 dias, podendo ser renovado por mais 45 dias.

Retorno negativo

Se durante este período o funcionário não apresentou melhora e deixou a desejar, o líder deve procurar alternativas. De acordo com Danielle, a primeira é inserir o profissional em um programa de treinamento intensivo. Nesta situação, a empresa investe no potencial do profissional.

A segunda opção é tentar um remanejamento dentro da própria empresa. Muitas vezes o profissional pode se adequar melhor em outro departamento e atividade. Em último caso, o gestor deve optar pela demissão do profissional.

Sobre a demissão, a diretora-executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Izabel de Almeida, explica que a questão é mais delicada especialmente se o profissional estava trabalhando e foi assediado pela empresa do gestor para mudar de emprego.

“Não é porque o profissional trabalhou no concorrente ou na empresa líder do segmento que ele se encaixará na outra empresa. Se a empresa o contratou e não deu certo, é importante que ela ofereça um serviço de outplacement”. O serviço de outplacement é uma consultoria de transição, em outras palavras, auxilia o profissional na recolocação profissional.

Como evitar

A palavra-chave para evitar que contratações erradas aconteçam é planejamento, ou seja, o processo seletivo deve ser muito bem feito, considerando especialmente as competências comportamentais do profissional. “As empresas avaliam o candidato tecnicamente, mas não cruzam estes dados com o perfil comportamental. O comportamento é decisivo nas demissões”, diz Izabel.

Além disso, o gestor deve analisar o seu próprio perfil, para saber se terá afinidade com o colaborador. Somado à isso, o líder deve ter clareza do tipo de profissional que melhor se encaixará na vaga e se a oportunidade oferecida é compatível à realidade do mercado.

Por fim, Danielle aconselha que o gestor busque o máximo de informações dos candidatos, especialmente nas empresas em que eles já trabalharam.

29/09/2011 | 17h

6 de mai. de 2011

Você dá oportunidades para seus funcionários?

Por que as empresas perdem talentos?

Não é só a falta de qualificação que justifica a escassez de profissionais no Brasil, aponta estudo. Falta de oportunidade dentro das companhias desestimula quem não vê chances de crescer, afirma especialista.

Toda empresa tem como grande objetivo o sucesso. Para isso, elas traçam dezenas de estratégias, estabelecem páginas e mais páginas de regras e, evidentemente, cobram resultados. Muitas delas, entretanto, não sabem como fazer isso. E aí acabam impondo métodos inúteis que, no fim das contas, não dão nenhum retorno, e ainda as fazem perder ativos que, nos últimos tempos, andam cada vez mais preciosos: os bons profissionais.

Para Daniel Maldaner, consultor associado da Muttare, consultoria de gestão, "os profissionais são capazes de desempenhar mais do que o esperado. Entretanto, esbarram em normas, políticas, planos e condutas que as empresas impõem a eles. Com 'as mãos atadas', muitos profissionais, que são diferenciados e buscam mais oportunidades dentro das empresas, acabam se desestimulando com o 'fazer o mesmo todos os dia' e as chances de crescer profissionalmente. Assim, acabam migrando para outras empresas".

Pesquisa do Instituto holandês CRF, instituição que seleciona e certifica companhias com práticas adequadas em recursos humanos, revela que na Europa 3% das empresas têm dificuldades de preencher vagas de diretores e presidentes. No Brasil, este número é quase nove vezes maior. Já no nível gerencial, a escassez no país é de 44%, enquanto que nas instituições europeias chega a 17%.

"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários, evitando correr eventuais riscos e possíveis erros. Essa atitude é ruim para as empresas, que acabam perdendo mercado, e também para os profissionais, que, por falta de oportunidades, mudam suas posturas e passam a ver que são desvalorizados dentro das instituições", afirma Maldaner.

"Em vez de preparar os colaboradores, é notável que as empresas procuram moldar seus funcionários"

É fato que a falta de mão de obra qualificada atinge diversos segmentos da economia, das pequenas às grandes empresas. E, caso não haja uma mudança de cenário em um futuro breve, as coisas podem ficar bem mais complicadas. "Confiar no profissional e dar oportunidade para o mesmo vencer os desafios com maior autonomia pode ser o primeiro passo para ajudar a sanar estes problemas", conclui Maldaner.

31 de jul. de 2010

Redução de obstáculos e até mesmo da concessão de um prêmio.

Alemanha quer atrair profissionais qualificados do exterior

O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, quer lançar uma campanha para atrair ao país profissionais altamente qualificados. Ele se disse a favor da redução de obstáculos e até mesmo da concessão de um prêmio.

Brüderle quer lançar campanha para atrair estrangeiros especializados
O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, quer lançar uma campanha para atrair à Alemanha profissionais estrangeiros altamente qualificados. Ele se disse a favor até mesmo da criação de um prêmio em dinheiro para atrair ao país trabalhadores estrangeiros especializados.
Esse prêmio, segundo ele, poderia ser oferecido por empresas que procuram trabalhadores com urgência, afirmou o ministro em entrevista ao jornal alemão especializado em economia Handelsblatt.
Brüderle anunciou o lançamento nos próximos meses de uma campanha para atrair mão de obra estrangeira especializada. "Acho importante que seja desenvolvida uma estratégia geral, através da qual profissionais estrangeiros qualificados possam vir para a Alemanha". Ele pretende convidar representantes de todos os setores da economia e pesquisadores para participarem da campanha.


Ganho anual de 64 mil euros para receber visto

O político, entretanto, descartou que o governo venha a subvencionar o prêmio para atrair profissionais estrangeiros altamente qualificados com o dinheiro arrecadado em impostos. Ele também acha possível reduzir o salário mínimo exigido pela legislação para que as empresas do país empreguem mão de obra do exterior.

Atualmente, profissionais estrangeiros têm que comprovar um contrato de trabalho com uma renda anual de pelo menos 64 mil euros para assegurar a concessão de permissão de trabalho e permanência na Alemanha.
O ministro alemão da Economia acha que faltam profissionais no país. "É a falta de profissionais especializados que vai se tornar um problema importante do mercado de trabalho alemão nos próximos anos, não o problema do desemprego", afirmou. "Diante dos atuais três milhões de desempregados, o problema ainda não é visível. Entretanto, quanto mais a economia cresce, maior esse problema vai se tornando."
Alemanha 2
No início da atual gestão, os partidos da coalizão alemã de governo se comprometeram a modificar as regras de acesso ao mercado de trabalho para estrangeiros. "O acesso de estrangeiros altamente qualificados e profissionais ao mercado de trabalho deve ser sistematicamente ajustado às necessidades do mercado de trabalho alemão", diz um dos trechos do contrato de coalizão entre democrata-cristãos e liberais.

A ideia surge pouco antes do aniversário de 10 anos da introdução do programa  green card no país. Em 1° de agosto de 2000, o primeiro estrangeiro especialista em informática ganhou uma permissão de trabalho na Alemanha com o chamado green card.
O programa foi criado pelo governo alemão para  suprir a falta de especialistas em informática no mercado nacional. Até hoje foram atraídos à Alemanha 33 mil especialistas em computador. O governo tinha expectativa de atrair um número muito maior de profissionais.


Sindicato prefere especializar trabalhadores do país

A Bitkom (sigla em alemão para Federação para Economia da Informação, Telecomunicação e Novas Mídias) elogiou a iniciativa para simplificação da imigração de especialistas estrangeiros.
"As leis existentes são ainda muito restritivas para a entrada de profissionais altamente qualificados", declarou o presidente da entidade August Wilhelm Scheer.

"A diminuição da renda mínima é um passo importante", complementou. Segundo ele, também é importante que o cônjuge automaticamente receba uma permissão de permanência e de trabalho na Alemanha.

O sindicado IG Metall, entretanto, rejeitou a ideia de Brüderle. "Se o setor econômico quer que haja um potencial de mão de obra especializada na Alemanha, deveria, então, oferecer treinamentos de especialização para seus empregados", disse o especialista em educação da entidade, Klaus Heimann.

Ele lembrou ainda que isso se aplica principalmente a jovens de menos de 30 anos, entre os quais, segundo ele, há muitos desempregados.

Roselaine Wandscheer / 31/07/2010