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27 de set. de 2010

Adolescentes Brasileiras em um Mundo Digital entrevistou 400 jovens de todo o país

ONG mostra que adolescentes se sentem inseguras ao acessar a internet

São Paulo – Pesquisa da organização não governamental Plan Brasil e da Parceria para a Proteção da Criança e do Adolescente (CPP, na sigla em inglês) mostrou que 79% das adolescentes brasileiras não se sentem seguras ao utilizar a internet.

A pesquisa Adolescentes Brasileiras em um Mundo Digital entrevistou 400 jovens de todo o país, por meio de questionários nainternet, além de ter sido aplicada também presencialmente em escolas públicas e privadas, nas cidades de São Paulo e Santo André, em 44 meninas e 49 meninos.

Pelo estudo, chegou-se à conclusão que nem mesmo o consentimento dos pais traz sensação de conforto, uma vez que 48% delas afirmaram que os responsáveis não sabem o que elas acessam na rede.

Segundo o gerente da CPP, Luiz Rossi, a falta de familiaridade com as novas tecnologias é um dos fatores que dificultam ações mais efetivas por parte dos pais dos jovens que acessam a internet regularmente. “A atitude é mais de punição do que de orientação, porque eles [pais] não estão sabendo como lidar com uma tecnologia que eles desconhecem”.

As adolescentes, por sua vez, mesmo conhecendo a internet – 27% disseram estar constantemente conectadas e 60% afirmaram conhecer os perigos da rede – ainda não sabem como se defender quando diante de situações aparentemente arriscadas. Apenas um terço declarou saber a quem e como relatar uma situação de perigo online.

O problema aumenta em relação às famílias de menor renda, nas quais as jovens, em sua maioria, usam o computador fora de casa, em geral numa lan house. “Algumas crianças de mais baixa renda têm acesso em casa, mas é uma minoria, a maioria é em lan house”. Nesse ambientes, destaca Rossi, existe pouco controle sobre o que os jovens acessam a rede.

Além disso, as famílias com menos condições financeiras têm, em média, menos conhecimento sobre as novidades da informática. “Os pais não sabem o que está acontecendo porque não usam a internet e não sabem como fazê-lo”, ressaltou.

A situação acaba por deixar vulneráveis especialmente as meninas, na avaliação de Rossi. “Isso porque, tradicionalmente, elas são mais abusadas e exploradas sexualmente, mesmo na sua vida presencial”. Segundo ele, essa também foi a percepção geral dos jovens ouvidos pelo estudo.

A exposição das meninas ao risco de abusos é, de acordo com Rossi, outro ponto que se agrava nas classes mais baixas. “Hoje, as meninas estão apresentando uma forma de sexualidade muito desenvolvida, precocemente, principalmente nas comunidades de mais baixa renda”.

Os riscos existentes no cotidiano das jovens é ampliado com o aumento das interações possibilitado pelas novas tecnologias. “Com ainternet, criam-se mais conexões. A não precaução das adolescentes com quem elas estão conversando online faz com que corram mais risco”, explica Rossi. Ele ressalta, ainda, que a falta de precaução na rede é maior entre as jovens que vivem em situação de maior risco no dia a dia, como as que residem em comunidades carentes.

Daniel Mello | 26/09/2010 | 18h26

19 de ago. de 2010

Recente pesquisa divulgava pelo Ibope Mídia mapeou o consumo de meios de informação em diversas regiões nacionais.

Mineiros leem mais jornais do que a média nacional

Pesquisa do Ibope, feita com a ferramenta Target Group Index, aponta que as mídias tradicionais, como jornal e rádio têm uma maior penetração em Belo Horizonte

Os moradores da cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, leem mais jornais do que os residentes de outras regiões brasileiras. O dado faz parte de uma recente pesquisa divulgava pelo Ibope Mídia, com a ferramenta Target Group Index, que mapeou o consumo de meios de informação em diversas regiões nacionais.

A média de leitores de jornais impressos foi maior em Belo Horizonte do que nas outras capitais pesquisadas. Enquanto em todo o País somente 36% da população afirma ler jornais diariamente, na capital mineira esse percentual foi de 51%.

Além do jornal, outra mídia tradicional – o rádio – também faz parte do cotidiano dos mineiros. Segundo o ibope, 82% dos residentes de Belo Horizonte declarou ouvir rádio diariamente para obter informações. Em todo o Brasil, a média de ouvintes de rádio ficou em 77%.

Apesar disso, o Ibope apontou que, em relação à internet, o consumo não é tão alto entre os mineiros. Enquanto 51% dos brasileiros pesquisados afirmam utilizar a internet diariamente, esse índice fica em 47% na capital de Minas Gerais.

A pesquisa do Ibope foi realizada com 19.456 entrevistados, entre os meses de fevereiro de 2009 e janeiro de 2010.

19/08/2010 | 09h01



Edital para selecionar projetos

CNPq investe R$ 6 milhões em atividades de pesquisa em Genética Clínica
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançam Edital para selecionar projetos de pesquisa que contribuam para o avanço do conhecimento e na geração de produtos que dêem subsídios para a formulação, implementação e avaliação de ações públicas voltadas a atenção em Genética Clínica no SUS.
As propostas aprovadas serão financiadas no valor global estimado de R$ 6 milhões, oriundos do Fundo Setorial de Saúde, a ser liberado em três parcelas. É importante focar que, parcela mínima de 30% dos recursos será, necessariamente, destinada a projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.
O Edital irá contemplar projetos de pesquisa e desenvolvimento nas seguintes temáticas: Deficiência mental; Anomalias congênitas; Câncer familial; Doenças gênicas; Erros inatos do metabolismo. Cada proposta aprovada deverá ter seu prazo máximo de execução estabelecido em 36 meses e receberá o aporte de até R$ 300 mil para seu implemento.
Para participar, o pesquisador deve possuir o título de doutor, com experiência no tema do projeto, ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, e ainda vínculo empregatício (celetista ou estatutário) com a instituição de execução do projeto, exceto para pesquisadores aposentados que devem possuir vínculo formal funcional e estar em atividade junto à instituição de execução do projeto.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas , até o dia 30 de Setembro.
Acesse na íntegra o Edital: 
http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/057.htm

21 de jul. de 2010

2 das maiores referências mundiais sobre combustíveis citam pesquisa de Blumenau/SC

Furb desenvolve biogasolina em larga escala

Pesquisa tem reconhecimento de importantes revistas científicas no Exterior. Fórmula 1 tem interesse.

Depois de produzir biogasolina a partir do reaproveitamento de resíduos gordurosos, a Furb desenvolve protótipo industrial para viabilizar a produção em larga escala do biocombustível que pode ser usado como aditivo na gasolina da Fórmula 1. A pesquisa obteve reconhecimento internacional com a publicação recente de três artigos sobre o tema nas revistas Fuel e Bioresource Technology, duas das maiores referências mundiais em se tratando de combustíveis.

O protótipo, que está sendo desenvolvido por pesquisadores, professores e alunos da universidade e começará a ser construído até o final deste ano, terá capacidade de produzir 20 mil litros de biogasolina e outros 20 mil litros de biodiesel por mês. Quando estiver pronto, a tecnologia será transferida para empresa produtora de resíduo gorduroso que irá reaproveitar o material para produzir os biocombustíveis. Em troca, irá pagar royalties a Furb, que detém 50% da propriedade intelectual da unidade, e a Unicamp, que detém a outra metade.

O biocombustível é feito a partir do aproveitamento de resíduos gordurosos, como óleos usados em frituras e os obtidos em abates de animais. A ideia nasceu no doutorado do engenheiro químico pela Furb, Vinicyus Rodolfo Wiggers, que desenvolveu o trabalho na Unicamp, e depois o colocou em prática nos laboratórios de Engenharia Química e Química da Furb.

20/07/2010 - 22h58min



29 de jun. de 2010

Pesquisa desvenda o que é o luxo para a classe média

O que é luxo para você? A APPM - Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado realizou, no mês de abril de 2010, uma pesquisa com os paulistanos da classe média alta para saber a resposta. Foram dois grupos qualitativos com homens e mulheres de 20 a 28 anos e de 30 a 50 anos de idade e 100 entrevistas quantitativas na Cidade de São Paulo, com pessoas com renda acima de dez salários mínimos.

Diversas possibilidades foram levantadas pelos entrevistados. Pelos resultados, o luxo pode ser analisado sob duas vertentes. Uma delas, mais explícita, mostra que o luxo está diretamente relacionado a gastos, custos altos e altos valores para comprar produtos e serviços. Outra vertente, mais subjetiva e filosófica, aposta em atitudes e escolhas, em estilo de vida. Em ambos os casos, luxo é ter liberdade de fazer o que quiser e ter acesso ao que se almeja. “Pessoalmente, cada participante se referiu a um aspecto que considera seu luxo, variando desde usar um cosmético importado de determinada marca ou gastar com massagens até assistir um show no exterior, ir a um restaurante caro, fazer uma viagem para um lugar exótico ou ter condições de estudar com o apoio dos pais”, afirma Rodrigo de Souza Queiroz, diretor de Comunicação e Marketing da APPM.

O conceito de luxo é variável - o que é luxo para uns não é para outros, e depende de desejos e desígnios, oportunidades e escolhas, o que não impede que ícones e símbolos de luxo sejam reconhecidos por todos. Como representantes inequívocos do que todos consideraram luxo, os participantes citaram carros importados, jóias, roupas, perfumes e algumas viagens.

Carros importados das marcas Ferrari, BMW, Porsche e Mercedes foram consideradas objetos de desejo. Destaque para Mercedes-Benz, que representou 24%, seguida pela Ferrari, com 19%.

Para as mulheres, perfumes e maquiagens são objetos cobiçados; muitas apontaram os gastos com produtos importados como seu luxo, afinal, elas preferem marcas de grife, alto valor e reconhecimento internacional. São cremes Lancôme, maquiagens Mac e Chanel e perfumes Chanel (19%), Giorgio Armani (6%) e Dolce & Gabbana (5%) os mais desejados.

Representantes do luxo, as marcas Louis Vuiton, Prada, Calvin Klein, Armani, Diesel, Dior e Lacoste foram as mais citadas pelos adultos. Já os jovens também citaram Zoomp, Cavaleira, Zara e algumas marcas alternativas da Rua Benedito Calixto, em São Paulo (SP). De maneira geral, entre as marcas mais lembradas pelos entrevistados estão Chanel, com 16%, Giorgio Armani, com 10%, e Prada, com 7%.

Sapatos e tênis foram citados como desejos constantes; especificamente para as mulheres, a quantidade de sapatos e bolsas vale mais do que exibir determinada marca. As etiquetas de sapatos mais luxuosas foram Prada e Gucci, com 5% cada. Já os tênis Nike, com 44%, são considerados os de marca mais luxuosa. Por outro lado, as jóias não despertam o interesse das mulheres, apesar de serem reconhecidas como itens de luxo.

Em relação às compras de roupas de grife, a frase que mais se encaixa no pensamento dos paulistanos é “Não deixo de fazer compras no Brasil, mas aproveito para comprar em maior quantidade quando viajo para o exterior”, pelo menos para 63% dos entrevistados.

As viagens se destacam no Mundo do Luxo. Escolher lugares menos convencionais, fazer passeios diferentes e ter tempo e dinheiro para gastar fora do País são prioridades para os entrevistados. Lugares como Ilhas Fidji, Taiti, Indonésia, Dubai, Riviera Francesa, Ilhas Gregas e Escandinávia são cobiçados. Para todos, o mais importante é a possibilidade de fazer uma viagem interessante e viver novas experiências. Para os mais jovens, viajar no estilo “mochilão” foi considerado tão luxuoso quanto viajar de maneira mais convencional, pois significa uma escolha pela aventura.

Nos últimos 12 meses, 68% dos entrevistados viajaram para o exterior. Os destinos mais escolhidos pelos entrevistados foram Estados Unidos e Buenos Aires, com 13% cada.

A boa gastronomia foi considerada tão simbólica quanto uma viagem. É luxo poder freqüentar bons restaurantes, como Dom, Jun, Antiquárius, Fasano, Sky, Fogo de Chão, Figueira Rubayat, Gero, Alfama e os da Rua Amauri.

Questionados sobre a Cidade de São Paulo, os entrevistados a compararam a Nova York: um lugar onde se encontra tudo, em qualquer horário – uma cidade onde a diversidade é a marca registrada! Para os dois grupos, São Paulo é uma cidade onde o luxo está atrelado ao poder financeiro, tanto quanto às oportunidades existentes quanto às possibilidades advindas da sua diversidade.

Para a pergunta “Na sua opinião, o que São Paulo possui de bom e que é comparável às cidades mais chiques do mundo em primeiro, segundo e terceiro lugar?”, 69% responderam que são os restaurantes/gastronomia gastronomia e 21% o comércio.