22 de jul de 2010

Os Data Centers serão movidos à vento.

Google fecha acordo para uso de energia eólica em data centers

O contrato, válido por 20 anos, prevê o fornecimento de 114 Megawatts a um preço fixo.


Uma companhia que fornece energia eólica em Iowa, nos Estados Unidos, divulgou a assinatura de um contrato de 20 anos com a Google. O acordo, que passa a valer a partir de 30 de julho, tem como objetivo abastecer os data centers da companhia com uma energia considerada limpa, ou seja, com menos impacto para o meio ambiente.

“O acordo prevê o fornecimento de 114 Megawatts de energia eólica a um preço fixo”, afirma o vice-presidente sênior de operações Google, Urs Hoelzle.

De acordo com o executivo, com um preço predeterminado, a Google quer se proteger contra flutuações nos custos de energia. Ao mesmo tempo, ele ressalta que, em longo prazo, o contrato deve servir de estímulo para que outras companhias sigam o exemplo de sustentabilidade. “É mais um dos casos em que vestir a camisa verde é algo razoável”, diz Hoelzle, sem divulgar o total investido.

Em maio deste ano, a Google injetou quase 40 milhões de dólares em duas instalações de energia eólica localizadas no território da Dakota do Norte, e pertencentes à empresa NextEra Energy. O contrato firmado hoje (20/7) é com uma empresa ligada ao grupo NextEra.

A companhia afirma dominar o contingente de moinhos de vento, responsáveis pela transformação do movimento das pás em energia elétrica, nos Estados Unidos. Com 9 mil unidades em funcionamento, a empresa tem capacidade para gerar 9.6 mil megawatts.

“Ao optar pela compra dessa quantidade de energia por um prazo longo, damos à empresa de energia a certeza financeira de que ela precisa para expandir suas operações”, afirma Hoelzle no blog da Google. “A dificuldade de geradores de energia renovável em obter financiamentos é um dos empecilhos na expansão dessa tecnologia renovável”, finaliza.

Hoelzle também dá a entender que utilizar essa alternativa energética não foi algo simples. Segundo ele, o governo mantém regras rígidas no controle sobre o comércio de energia.

A compra foi realizada por meio da subsidiária Google Energy. Estabelecida em dezembro e autorizada pelo governo norte-americana, a empresa está apta a participar do comércio atacadista de energia elétrica. Contudo, a Google não pode usar a energia comprada sem antes disponibilizá-la ao mercado local.

Grupos de internet como a Google, o Facebook e a Yahoo! têm sido alvo constante de críticas de ambientalistas, principalmente do Greenpeace.

James Niccolai | 21/07/2010 | 10h31



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