16 de nov de 2010

Nós não nos informamos sobre os políticos que escolhemos

Brasileiro deve se preocupar com gasto público assim como faz com renda pessoal

SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela UNB (Universidade de Brasília) revelou o desinteresse do brasileiro em fiscalizar o gasto público na política, característica contrária quando o assunto abordado é o próprio dinheiro.

De autoria do economista José Jorge Gabriel, o estudo analisou 108 eleições estaduais no País e traçou um comparativo com o desempenho do desemprego, PIB, pobreza, saneamento e segurança dos anos eleitorais de 1994, 1998, 2002 e 2006.

Segundo ele, os brasileiros não se informam sobre os políticos que escolhem, além de cometerem erros de avaliação quanto às ações desempenhadas por cada um dos mandatários.

“Muitas vezes, o eleitorado não sabe dar o crédito da ação à pessoa pública ou gestão responsável”, afirma. Acontece que políticos locais tendem a se beneficiar das taxas de crescimento do País, o chamado “Efeito Carona”. Com isso, esclarece, eles têm mais chances de reeleição, mesmo sem responsabilidade direta pelas melhorias concretizadas.

Gabriel destaca que se os eleitores se informassem da mesma maneira que fazem com relação ao uso do dinheiro, a situação política no País poderia ser diferente.

Resultados
Na prática, esses fatores observados pela pesquisa não estimulam o desenvolvimento da democracia, o que corrobora com o desperdício dos recursos públicos.

“Para o bom funcionamento da democracia é preciso que o eleitorado se informe mais, especialmente sobre a economia e política do País”, finaliza Gabriel.

16/11/10 | 13h33

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