15 de jul de 2010

Como a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 deve influenciar na tomada de decisões de companhias

Brasil, bola da vez

Pesquisa revela a opinião e os planos de investidores e profissionais de RI em relação aos megaeventos esportivos

Os megaeventos esportivos mundiais são reconhecidos globalmente por influenciar o desempenho econômico, político e social de um País. Tomando como ponto de partida esse grau de relevância, a Deloitte, em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), elaborou a pesquisa "Brasil, bola da vez – Negócios e investimentos a caminho dos grandes eventos esportivos", que traz informações sobre como a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 deve influenciar na tomada de decisões de companhias representadas pelos profissionais de RI e como os investidores pretendem apostar nesses eventos.


Apesar dos dois eventos tenderem a influenciar a economia e os negócios do País desde já, apenas 12% dos profissionais de RI entrevistados, que representam companhias abertas atuando no Brasil, afirmaram possuir um plano específico de atuação em andamento. Outros 14% já possuem um plano específico a ser implantado, enquanto 35% disseram que planejam se preparar. A pesquisa detectou ainda que 21% dos RIs não pretendem elaborar ou implementar um plano específico de atuação junto às oportunidades geradas por esses eventos.

Entre as questões que esses públicos consideram essenciais para que o Brasil realize de maneira satisfatória os megaeventos, estão a capacidade das cidades-sede em concluir seus projetos e a administração dos investimentos públicos aplicados nesses eventos.

Apesar de muitas dúvidas, os RIs precisam estar atentos às oportunidades que os megaeventos podem trazer para suas empresas. Os investidores - também entrevistados na pesquisa - já demonstram interesse e começam a agir. Um total de 58% afirmou que pretende investir na Copa de 2014. Já para a Olimpíada de 2016, 61% já mostram interesse em futuros investimentos.

A pesquisa aponta que os investidores já começaram a avaliar projetos. No segundo semestre de 2010, 24% dos investidores respondentes manifestaram intenção de investir nas oportunidades geradas pela Copa do Mundo de 2014. Já no segundo semestre de 2011, este percentual cresce para 65%. Com relação à Olimpíada, no primeiro semestre de 2012, 26% têm intenção de investir. Para o início de 2013, esse número cresce para 63%. Assim, quanto antes os RIs saírem na frente, melhores oportunidades de investimentos podem ser negociadas.

Cerca de 70% dos profissionais de RI entrevistados afirmaram que ainda não percebem essa demanda em suas empresas, uma vez que os investidores nacionais e estrangeiros ainda não os procuraram.

Setores – Tanto para os investidores quanto para os RIs, os setores que mais devem crescer em razão dos grandes eventos de 2014 e 2016 são a indústria de construção (65%), turismo, hotelaria e lazer (55%) e, em terceiro lugar, transporte aéreo e infraestrutura aeroportuária (53%). Os serviços públicos e privados de segurança ficaram por último, com apenas 7%. Apesar de saúde estar entre os itens possíveis de crescimento propostos pelo estudo, o setor não foi assinalado.

Planejamento – Quando questionados sobre como será a preparação do Brasil para a Copa do Mundo em comparação aos demais países que já sediaram o evento, apesar de a maioria acreditar que planejamento, cumprimento de prazos e despesas serão inferiores (42%, 55% e 75% respectivamente), os RIs avaliam que o retorno dos investimentos das empresas será melhor ou equivalente aos demais países, com 85%.
Já sobre os aspectos positivos a serem proporcionados para o Brasil no longo prazo, 67% dos RIs responderam que será a melhoria da imagem brasileira no exterior, enquanto 63% acreditam na qualificação do País como pólo turístico mundial. Um total de 54% apostam na internacionalização do País como a principal vantagem.

Mercado de capitais – Quanto aos desafios para sediar os megaeventos esportivos, eles são muitos, segundo os RIs. Entre os pontos mais desafiadores estão garantir a infraestrurua geral e o cumprimento dos parâmetros estabelecidos para os eventos; assegurar os compromissos assumidos pelo Governo e ainda as responsabilidades e a coordenação eficiente entre os níveis de Governo. Todos eles com praticamente 100% das respostas. A ampliação da capitalização das empresas por meio do mercado de capitais é a ação menos desafiadora para os respondentes.

A pesquisa foi realizada entre os meses de abril e maio de 2010 com a participação de 60 profissionais de RI e 36 agentes investidores. A amostra contempla todos os setores econômicos, com destaque para bancos e serviços financeiros, energia, construção e materiais e serviços de transporte (66% do total).

15/7/2010 | 15h58min



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