28 de jul de 2010

Apenas 1.013 das 2.980 livrarias brasileiras faz negócios on line.



Vendas pela internet avançam lentamente nas livrarias


Do total de livros comercializados, apenas 34% dos estabelecimentos o fazem pelo e-commerce; 56% não realizam negócios online


Se os e-books têm experimentado expansões significativas por conta de tablets como o Kindle e o iPad, o comércio eletrônico (e-commerce), no entanto, não tem feito o mesmo pelos livros: das 2.980 livrarias, apenas 34% concretizaram negócios pela internet. A maior parte - 56% das empresas -, no entanto, não realiza vendas online.

O dado faz parte do Diagnóstico do Setor Livreiro 2009, da Associação Nacional de Livrarias (ANL), e se fundamenta na explicação de que o leitor (e consumidor) prefere frequentar os estabelecimentos a comprar os livros pelo e-commerce. O levantamento aponta ainda para outros produtos culturais que são vendidos nas livrarias e atraem o consumidor: CDs e DVDs.

O Diagnóstico apurou dois fatos: o primeiro, positivo, é que o número de livrarias brasileiras cresceu 10% desde 2006, na comparação com levantamento semelhante feito naquele ano. São 2.980 livrarias no País, o que significa uma proporção de uma livraria para cada 64.255 habitantes. O segundo fato, negativo, é que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) recomenda uma livraria para cada 10 mil habitantes e, portanto, o Brasil está seis vezes abaixo dessa proporção.

Em termos geográficos, 56% das livrarias localizam-se na região Sudeste, 19% no Sul, 12% no Nordeste (eram 20% em 2006) e apenas 3% na região Norte. No Centro-Oeste, ficam 6% das livrarias brasileiras e outras 4% estão no Distrito Federal.

28/07/2010 | 10h40


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