14 de fev de 2011

Todo mundo só está falando disso.

MARKETING DE GUERRILHA GANHA ESPAÇO NAS GRANDES ORGANIZAÇÕES

Imagine estar em sua rotina diária e ser surpreendido por ações inovadoras que fazem com que você participe do “jogo”. As estratégias de marketing de guerrilha conquistam cada vez mais seguidores entre empresas de variados portes pela capacidade de seduzirem clientes e potencializarem recursos. A receita é simples: esta modalidade de marketing alia a força do boca a boca à mídia espontânea para romper com cenários estagnados e chamar atenção para a marca.

Segundo o diretor de planejamento da B1 Comunicação e Marketing, Bira Miranda, o marketing de guerrilha deve ser usado para modificar cenários. “Este tipo de marketing é parte de uma estratégia maior para despertar o interesse do público para um cenário até então ignorado. A originalidade das ações faz com que elas alcancem sucesso rapidamente entre o público-alvo. Em nossas guerrilhas sempre direcionamos o trabalho para outra ferramenta de comunicação, de maneira a complementar e reforçar a mensagem”, explica o executivo.

Para mostrar como isso acontece na prática, Miranda cita as ações desenvolvidas pela agência no setor educacional. Para recepcionar os universitários de todos os campi da UNA, a agência contratou promotores para distribuírem abraços grátis para os 15 mil alunos da instituição. A ação fez com que a ideia se espalhasse entre veteranos e calouros. “O clima de descontração se disseminou entre os estudantes, rompendo com a tensão dos calouros nos primeiros dias de aula e fazendo com que todos eles se enturmassem e começassem o semestre com mais descontração”, conta.

Outra marca do marketing de guerrilha é a ousadia das ações e a necessidade do acompanhamento de um coordenador para aferição de resultados. Para promover o lançamento da unidade de Venda Nova da Faculdade Ined, a B1 contratou uma atriz que encenava atender o celular no metrô lotado. A suposta conversa contava todos os detalhes da inauguração, que em uma propaganda tradicional seria impossível descrever devido às limitações de espaço e tempo. “A ação deu tão certo que quando a atriz encerrava a ligação, as pessoas perguntavam o site e o telefone da faculdade. Graças ao acompanhamento do nosso coordenador, percebemos que poderíamos aumentar o número de atrizes e mudá-las constantemente de vagão”, lembra.

Além das ligações no metrô, a agência ainda promoveu uma passeata em frente à nova unidade para despertar a atenção dos moradores da cidade. “A adesão foi tão grande, a ponto de causarmos engarrafamentos na Avenida Padre Pedro Pinto, uma das mais movimentadas de Venda Nova. A tática impactou diretamente no número de procura por inscrições do vestibular”, pontua.

O diretor comercial da TOP 10: Marketing & Promoção, Fabiano Carreira, ressalta a importância do uso do marketing de guerrilha com o objetivo de gerar um boca a boca entre consumidores e multiplicar resultados positivos.

Carreira explica que criando uma ação de guerrilha deve-se criar uma experiência onde as pessoas parem, olhem e se perguntem o que é aquilo. “Como exemplos, podemos citar bonecos gigantes, passeatas com temáticas inusitadas, shows de bandas do momento em postos de gasolina ou apresentação surpresa de uma orquestra dentro de uma sala de cinema”, finaliza.

11/02/2011 19:15  | Caroline Paiva

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